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Brasil

Pastor denuncia descaso da Latam: “Desorganização surreal”

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O pastor Arão Machado, presidente da Igreja Renovo do Senhor, relatou por meio das redes sociais recentes transtornos ao utilizar os serviços da companhia aérea Latam. Ele preparou um dossiê relatando uma sequência de problemas e ressaltou que não se trata de um caso isolado.

O documento enviado ao Pleno.News revela que o líder religioso e sua esposa, Cris Paula Oliver, tiveram bagagens extraviadas, itens pessoais trocados, alteração de voos e até um cenário de desinformação com relação a um upgrade de cabine.

Os problemas começaram no dia 3 de agosto, quando o casal realizou uma viagem rumo à África do Sul. O voo LA8058 decolou de Guarulhos rumo a Joanesburgo. Arão teria pedido à empresa um posicionamento sobre um upgrade para a classe executiva, que foi prontamente respondido de maneira positiva. A promessa não foi cumprida no dia da viagem.

No dia de retornarem ao Brasil, em 13 de agosto, os problemas se intensificaram. O pastor Arão e sua esposa foram assaltados próximo ao aeroporto; mesmo assim, conseguiram chegar ao terminal, despacharam as bagagens e foram acompanhados por uma funcionária da Latam até a aeronave. No entanto, as portas foram fechadas antes que eles pudessem embarcar.

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Eles precisaram arcar com as despesas em outra companhia aérea para cumprirem o cronograma previsto de viagem. O casal desembolsou R$ 6.728 em uma empresa aérea diferente para ir até a Cidade do Cabo, local da conexão. O pastor Arão afirma que irá buscar o ressarcimento por parte da companhia.

— Eu já possuía planejamento e bilhetes para meu retorno. Não considero aceitável que despesas extraordinárias decorrentes dessa sequência sejam simplesmente absorvidas por mim sem uma análise individualizada. Quero o ressarcimento de todo valor que eu demonstrar documentalmente ter sido suportado em consequência dos fatos — escreveu.

Ao chegarem ao Brasil, os problemas prosseguiram, agora com relação às bagagens. A mala da Cris chegou com itens revirados e trocados, enquanto a mala do pr. Arão não chegou.

— A mala da Cris chegou em casa com coisas dentro que não eram dela, com dois perfumes roubados e ainda seguraram a minha mala no Aeroporto Santos Dumont. A menina da Latam disse: “Não vai por que é golpe!” (…) Sabe lá que golpe que eles estão querendo porque ficaram com raiva da minha denúncia — declarou o pastor em áudio.

A companhia declarou que estava empenhada na solução do problema; no entanto, até o dia 4 de setembro a bagagem ainda não havia sido devolvida.

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Mesmo diante das circunstâncias ocorridas em meio à viagem internacional para a África do Sul, o pr. Arão voltou a utilizar os serviços da Latam e sofreu novamente com problemas no serviço prestado pela companhia.

Na última terça-feira (1º), o líder religioso voou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para Guarulhos, em São Paulo. Ao chegar ao destino, sua mala estava quebrada, sem uma das rodinhas. Como solução, a empresa ofereceu outra mala, maior do que a que havia sido danificada.

O pastor Arão então optou por não aceitar, pois ela não se enquadrava nos limites de bagagem de mão, o que poderia comprometer a logística dos próximos voos. O cliente então precisou comprar uma nova mala para prosseguir viagem.

Após os inúmeros transtornos, o pastor Arão usou as redes sociais para explanar a situação e pedir providências à empresa. Segundo ele, o perfil oficial da companhia entrou em contato pedindo novamente os dados enviados, mas até o momento não houve solução dos problemas.

Procurada pela reportagem, a Latam não respondeu aos contatos. O espaço segue aberto para esclarecimentos da empresa.

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Brasil

Cientista que faz pesquisa com enzimas de capivaras ganha “Nobel do Brasil”

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Um dos pesquisadores brasileiros que mais atuam no desenvolvimento de soluções biotecnológicas, Mario Murakami foi um dos vencedores da edição de 2026 do Prêmio FCW, concedido pela Fundação Conrado Wessel e conhecido como “Nobel do Brasil”.

Entre as várias pesquisas já desenvolvidas por ele, uma se destaca: um estudo feito com capivaras, no qual se descobriu que enzimas encontradas no intestino dos animais podem ajudar no reaproveitamento de resíduos agroindustriais, como bagaço de cana-de-açúcar, cascas e sementes de frutas – o Brasil é um dos maiores produtores do mundo de biomassa vegetal.

 

 

Normalmente, muitos dos materiais iriam parar no lixo, mas a equipe de Murakami descobriu que enzimas das capivaras podem ajudar a transformar os resíduos para que sirvam na produção de etanol e biocombustíveis, reduzindo a dependência brasileira do petróleo e de seus derivados.

Além de cientista, Murakami é diretor do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), órgão ligado ao Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, São Paulo.

 

Das capivaras para a produção de biocombustíveis

A conversão de resíduos agroindustriais em moléculas que ajudem na produção de biocombustíveis e bioquímicos não é uma tarefa fácil. Para produzi-las a partir de biomassa vegetal, é necessário extrair os açúcares, o que é complicado devido à estrutura vegetal bastante resistente.

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Como solução, os pesquisadores brasileiros pensaram nos herbívoros, que se alimentam de capim e gramíneas, folhas estruturalmente parecidas com o bagaço da cana-de-açúcar e a palha de milho. O grande diferencial do grupo de animais é conseguir aproveitar os açúcares presentes nos materiais vegetais.

 

“Nós estudamos a capivara porque ela é um animal endêmico da América Latina. Temos buscado conectar as nossas singularidades de país e as nossas vantagens comparativas, como abrigar a maior biodiversidade do planeta e ter uma agricultura super bem estabelecida. Nenhum lugar do mundo tem isso”, explica Murakami em entrevista ao Metrópoles.

 

Além disso, o fato de as capivaras serem um herbívoro de vida híbrida – ou seja, viverem tanto na terra quanto na água – aumentou o interesse dos cientistas em entender como funcionava a microbiota do animal.

Foram coletadas amostras de duas partes intestinais de três capivaras. Em seguida, os cientistas realizaram testes robustos com técnicas genéticas minuciosas para descobrir quais microrganismos viviam no trato digestivo dos animais e quais estavam ativos na hora do aproveitamento dos açúcares, além de outros detalhes, incluindo a descoberta da função exata de cada enzima.

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Por fim, foram encontradas duas famílias de enzimas totalmente novas para a ciência: a GH173 e a CBM89.

A GH173 tem maior potencial de atuação na degradação da lactose, podendo ser utilizada futuramente na indústria de alimentos e derivados do leite. Já a CBM89 é mais eficiente em tornar o aproveitamento da biomassa vegetal mais fácil, podendo ser usada na produção de biocombustíveis e etanol de segunda geração.

Temos que olhar para o sistema digestivo da capivara como se ele fosse um grande biorreator. Entra de um lado a biomassa, que é um resíduo, e do outro lado sai energia. Para ela, essa energia são ácidos graxos e lipídios. Mas, e se em vez de pegar essa biomassa e obter ácidos graxos, aprendermos como ela a processa para gerar, de forma mais eficiente, etanol ou combustível de aviação sustentável?”, exemplifica Murakami.

A expectativa é que, a partir dessa e de outras pesquisas em que se aplica a biotecnologia com a fauna e flora brasileiras, possam ser criados produtos e serviços mais responsáveis ambientalmente.

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Brasil

Ex-funcionário desvia R$ 1 milhão de atacadista e paga de patrão em baladas

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A farsa montada pelo brasiliense Leonardo Siqueira Alves, 26 anos, teve seu marco zero em julho de 2026, após um suposto e dramático desaparecimento a caminho de São Paulo ter mobilizado as autoridades da capital paulista e do DF. Alegando que viajava para negociar a venda de um automóvel, o jovem permaneceu desaparecido por cinco dias, levantando o temor de parentes e amigos.

A aparente tragédia, contudo, ruiu rapidamente com sua localização pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF): o sumiço nada mais era do que uma manobra calculada para encobrir um rastro de traições financeiras e golpes que haviam começado na intimidade da própria família.

Na madrugada de 18 de julho de 2026, poucos dias após Leonardo ser localizado com vida pela PCDF, o pai dele, o aposentado Gabriel Alves dos Santos, compareceu a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência estarrecedor contra o filho.

Economias da vida

Gabriel revelou aos investigadores que havia confiado a Leonardo a gestão de todas as economias de uma vida, fruto de verbas de aposentadoria e da venda de um imóvel familiar, totalizando aproximadamente R$ 1 milhão aplicados em contas no Brasil e no exterior.

O pai explicou que os valores foram investidos em nome do próprio filho para que ele realizasse as movimentações e aplicações financeiras necessárias. No entanto, em março daquele ano, Leonardo passou a realizar diversas retiradas desautorizadas das consultorias de investimento.

Um consultor financeiro entrou em contato com Gabriel e informou a sangria de R$ 63.812,46 de uma das contas. Ao ser questionado, o jovem prometeu explicações, mas parou de responder, vendeu um automóvel do pai e simulou o próprio desaparecimento.

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Histórico de golpes

Mesmo carregando esse histórico de estelionato e a investigação aberta pelo pai, Leonardo conseguiu uma cartada inacreditável no mercado de trabalho da capital. Um respeitado empresário do Distrito Federal, amigo da família, e dono de uma rede de mercados atacadistas, resolveu dar uma oportunidade ao jovem e o empregou em uma de suas empresas.

Ao longo de seis anos, o empresário confiou plenamente no funcionário, chegando a conceder senhas e acesso total às contas bancárias da empresa, além de treiná-lo pessoalmente para movimentar grandes quantias e controlar todo o fluxo de caixa.

Os desfalques, porém, não demoraram a aparecer. Aproveitando-se dos acessos, Leonardo passou a realizar uma série de transferências bancárias para contas de pessoas ligadas a ele e para empresas pertencentes a amigos dele, como uma loja de veículos da região.

Rotina incompatível

Mesmo recebendo um salário mensal de cerca de R$ 5 mil, Leonardo passou a ostentar uma rotina incompatível com seus rendimentos, circulando com uma frota de veículos de alto luxo que incluía uma Range Rover Velar, um Audi e outros três automóveis de alto valor.

Além disso, o jovem virou figura constante em festas exclusivas, bancando a noitada dos amigos com combos de bebidas que chegavam a R$ 900. As apurações indicam ainda que Leonardo usava o dinheiro das contas da empresa para emprestar a juros, atuando como agiota e faturando alto sobre o capital desviado.

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Ao descobrir as inconsistências financeiras, o empresário demitiu o funcionário e iniciou um pente-fino rigoroso nas contas corporativas, identificando desvios que podem passar de R$ 1 milhão. O caso deu origem a um novo inquérito instaurado na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, para apurar mais essa ação criminosa do golpista.

Extrema confiança

Paralelamente, a audácia do estelionatário atingiu outro grupo empresarial. Há cerca de seis anos, Leonardo havia sido contratado por outro empresário do Distrito Federal para atuar como seu assessor pessoal. Por ser sobrinho do sócio do empresário, Leonardo gozava de extrema confiança e mantinha livre acesso às contas bancárias pessoais e empresariais do chefe, gerenciando recebimentos, pagamentos e possuindo, inclusive, procuração pública para representar a empresa perante órgãos públicos.

O golpe decisivo contra esse empresário ocorreu durante uma ausência de oito meses do chefe, entre 29 de fevereiro e 25 de outubro de 2024. Nesse período, aproveitando que as contas do empresário estavam bloqueadas, Leonardo começou a se apropriar do dinheiro em espécie enviado por outro sócio para custear as despesas operacionais. Além de ficar com parte dos valores em dinheiro vivo, Leonardo passou a realizar sucessivas transferências da conta jurídica da empresa para sua própria conta física, acumulando um desfalque de aproximadamente R$ 1 milhão.

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