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Política Nacional

2 milhões de mesários vão atuar nas eleições de outubro

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Voluntários contam com diversos benefícios, como folgas no trabalho e prioridade em concursos, quando editar previr

Em 2 de outubro deste ano, daqui a menos de 100 dias, cerca de 150 milhões de eleitores vão às urnas em todo o país para escolher os ocupantes dos cargos de presidente, senador, deputado federal, estadual (ou distrital) e governador. De acordo com a Justiça Eleitoral, no pleito deste ano, 2 milhões de mesários vão atuar para garantir a coleta do voto dos brasileiros.

Além de colaborar com uma das maiores eleições do mundo, os voluntários contam com alguns benefícios previstos em lei. Quem atua como mesário nas eleições pode ter prioridade para assumir concurso público caso seja aprovado em alguma seleção, empate com algum concorrente e esta possibilidade esteja prevista no edital do certame.

Além disso, para cada dia trabalhado, seja na data da eleição, participando de treinamento ou na preparação do local de votação, o trabalhador tem direito a dois dias de folga — sendo funcionário da inciativa privada ou funcionário público (lei 9.504/1997, artigo 98).

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Existem ainda benefícios garantidos por leis estaduais, como no caso de Mato Grosso. Quem atua como voluntário durante o pleito tem isenção de pagamento de taxa de concursos locais. O benefício, de acordo com a lei, vale por até dois anos após o dia em que o serviço foi prestado.

Em outros estados, é possível utilizar o tempo de serviço prestado como horas complementares em faculdades. A exigência é de que o mesário tenha mais de 18 anos. O trabalho é proibido para parentes, em até segundo grau, dos candidatos ou integrantes da diretoria de partidos políticos. Policiais que atuam em cargos de confiança e quem já trabalha na Justiça Eleitoral, mesmo que esteja de folga no dia da votação, também não pode atuar como mesário.

A ocupação dos cargos pode ocorrer por meio de inscrição voluntária, no site da Justiça Eleitoral, ou por convocação, quando o juiz eleitoral determina que o cidadão participe da organização da votação. 

Integridade

O ministro Edson Fachin, que preside o TSE até agosto deste ano, destaca que diversos profissionais atuam para garantir a integridade das eleições. “Ao lado de milhares de fiscais designados pelos partidos políticos, eles testemunham, continuamente e de perto, a inquestionável correção da mecânica da votação”, disse.

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De acordo com a Justiça Eleitoral, além dos dois milhões de mesários, as eleições deste ano vão contar com “22 mil servidores e servidoras, mais de três mil juízes e juízas e três mil promotores e promotoras, distribuídos em 28 tribunais eleitorais, 2.625 zonas e 460 mil seções espalhadas em todo o país, além de quase 600 mil eleitores no exterior”.

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Política Nacional

TSE manda suspender propaganda de Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha

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O TSE determinou em caráter liminar que o PT suspenda a propaganda eleitoral da campanha de Lula sobre o “currículo de Flávio Bolsonaro”.

A peça apresenta o senador como “funcionário fantasma”, o cita como denunciado no caso da rachadinha em seu gabinete na Alerj e o associa ao caso Master. Também menciona que ele homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega na época em que Flávio era deputado estadual.

A propaganda, considerada irregular, ainda usa a imagem de um suposto currículo profissional, dando aparência documental às acusações.

Relatora do caso, a ministra Estela Aranha entendeu, em análise preliminar, que a propaganda ultrapassou os limites da crítica política legítima e fez uma associação entre Flávio e organizações criminosas “sem lastro fático suficiente”.

A decisão ressalta que não é proibido exibir em propaganda eleitoral fatos antigos da trajetória de um candidato, desde que não sejam apresentados de maneira a criar uma percepção falsa ou enganosa sobre sua situação atual.

A ministra ainda pontuou que desinformação eleitoral não significa apenas inventar uma informação e que mesmo algo verdadeiro pode se tornar desinformativo quando exposto de maneira distorcida.

Estela acolheu ao pedido da campanha de Flávio para suspender a veiculação da peça e proibir nova divulgação. A ministra determinou a comunicação imediata às emissoras para retirar a peça do ar e deu um prazo de 24 horas para o senador apresenta o texto de resposta que pretende veicular.

A decisão será submetida ao plenário do TSE.

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Política Nacional

Aécio Neves muda de planos e decide concorrer ao Senado

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Após anunciar no início de agosto que não disputaria as eleições de 2026, o deputado federal e presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves, recuou e informou que é candidato ao Senado por Minas Gerais. De acordo com ele, a mudança de planos ocorreu após muitos pedidos para que concorresse.

A candidatura foi oficializada nesta sexta-feira (28) durante coletiva de imprensa na sede do partido em Belo Horizonte. Na ocasião, Aécio disse ver que o estado chegou a uma situação “quase que inadministrável” e precisará ter no Senado da República “uma representatividade muito maior do que em qualquer tempo”.

– Alguns dias atrás eu anunciei a Minas e ao Brasil que eu não disputaria essas eleições. Fui chamado à responsabilidade por lideranças políticas do interior, por empresários, por movimentos sociais. Infelizmente, a crise do estado hoje não permite que os investimentos que nós fizemos no nosso tempo voltem a acontecer. Mudei de rota. Sou agora candidato ao Senado da República – assinalou.

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O tucano disse ainda que é no Senado Federal que ele pretende “rearticular as forças de centro para apresentar ao Brasil um projeto transformador”.

Aécio concorrerá pela coligação “Cuidar de Minas”, formada pelo PDT e a Federação PSDB-Cidadania. Os candidatos Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB) abriram mão de suas candidaturas e pavimentaram caminho para que Aécio disputasse pela coligação.

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