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Medicina e Saúde

Dormindo a noite toda, mas acorda cansado? Saiba o que pode significar

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Você se deita cedo, dorme as recomendadas oito horas, mas ainda assim acorda se sentindo como se tivesse corrido uma maratona durante a noite? Essa sensação de cansaço matinal, mesmo após uma noite aparentemente tranquila, pode ser mais comum do que se imagina e tem explicações científicas.

Dormindo a noite toda, mas acorda cansado? Saiba o que pode significar

Dormir por muitas horas não garante um descanso reparador. Distúrbios como a apneia do sono, caracterizada por interrupções momentâneas da respiração, podem fragmentar o sono sem que a pessoa perceba, resultando em cansaço ao despertar.

Outros sinais de sono não restaurador incluem sudorese noturna e movimentos excessivos durante a noite.

Nosso corpo possui um “relógio biológico” que regula o ciclo sono-vigília. Alterações nesse ritmo, seja por dormir e acordar em horários irregulares ou por exposição à luz artificial à noite, podem causar a chamada cronorruptura, levando à sensação de cansaço mesmo após uma longa noite de sono.

O consumo de cafeína ou álcool antes de dormir pode interferir na qualidade do sono. Enquanto a cafeína é um estimulante que dificulta o adormecer, o álcool, apesar de inicialmente sedativo, pode causar despertares noturnos e reduzir a profundidade do sono.

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Condições como a hipersonia, caracterizada por sonolência excessiva durante o dia, podem ser causadas por distúrbios neurológicos, uso de certos medicamentos ou outras doenças. Além disso, transtornos do humor, como depressão e ansiedade, também podem afetar a qualidade do sono e levar ao cansaço matinal.

O que fazer?

  • Manter horários regulares para dormir e acordar.
  • Evitar cafeína e álcool nas horas que antecedem o sono.
  • Criar um ambiente propício ao descanso: escuro, silencioso e com temperatura agradável.
  • Consultar um profissional de saúde para investigar possíveis distúrbios do sono ou condições médicas subjacentes.

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Medicina e Saúde

Veja como ficou menino conhecido por fumar 40 cigarros por dia aos 2 anos na Indonésia

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Ardi Rizal ganhou repercussão internacional ainda criança, em 2010, quando um vídeo publicado no YouTube mostrou o menino, então com cerca de um ano e meio, caminhando de fraldas enquanto fumava. O caso chamou atenção pela intensidade do vício: Ardi chegava a consumir até 40 cigarros por dia.

O menino vivia na aldeia de Teluk Kemang, no sul de Sumatra, na Indonésia, onde sua mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes. Ainda muito pequeno, Ardi começou a recolher cigarros na praça da região depois de observar outras pessoas fumando. Em entrevista ao The Sydney Morning Herald em 2017, foi relatado que o primeiro cigarro havia sido dado a ele pelo próprio pai.

 

 

A tentativa de interromper o vício

A família tentou interromper o consumo de cigarros, mas encontrou dificuldades diante das reações apresentadas pela criança. Quando o cigarro era retirado, Ardi tinha acessos de raiva e chegava a bater a cabeça.

Diante da dificuldade de controlar a dependência, os pais buscaram ajuda profissional. Três anos depois do início da repercussão do caso, Ardi começou um processo de reabilitação conduzido pelo psicólogo infantil Seto Mulyadi.

A interrupção do consumo de tabaco provocou em Ardi um quadro intenso de ansiedade, que passou a ser compensado pela alimentação. Aos dois anos, ele já apresentava problemas relacionados ao peso, que se agravaram nos anos seguintes.

Aos cinco anos, Ardi pesava 24 quilos, cerca de seis quilos acima do peso médio indicado para uma criança de sua altura e idade. A quantidade de comida consumida também era elevada. Em uma única refeição, ele podia comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado.

Como está Ardi atualmente

Mais de 15 anos depois de sua história viralizar, Ardi é considerado como uma das pessoas mais jovens a conseguir superar o vício em cigarros. Em 2022, aos 14 anos, ele frequentava a escola primária e seguia uma dieta rigorosa baseada em peixes e verduras para buscar um peso considerado adequado.

Lembra dele? Veja como ficou menino conhecido por fumar 40 cigarros por dia aos 2 anos na Indonésia — Foto: Reprodução

Ardi também passou a conceder entrevistas para falar sobre a própria experiência. Nessas ocasiões, alerta sobre a dificuldade de abandonar vícios e promove hábitos de vida saudáveis.

O caso de Ardi está em um contexto mais amplo sobre os efeitos da dependência do tabaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo provoca mais de oito milhões de mortes por ano.

Desse total, cerca de 1,2 milhão correspondem a pessoas expostas à fumaça de terceiros.

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Medicina e Saúde

Cuidar dos músculos também é cuidar do cérebro; entenda a relação

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Quando falamos em preservar a memória e manter o cérebro saudável ao longo dos anos, muita gente pensa imediatamente em vitaminas, ômega-3 e outros suplementos. Mas uma das estratégias mais importantes para envelhecer com saúde pode estar em um lugar mais simples: na atividade física e, especialmente, no fortalecimento dos músculos.

Durante muito tempo, o músculo foi associado principalmente à força, ao movimento e à estética. Hoje, porém, sabemos que ele exerce funções muito mais amplas no organismo.

 

Músculos também participam da saúde cerebral

O músculo é um tecido metabolicamente ativo. Durante o exercício, ele libera substâncias que circulam pelo organismo e participam da comunicação com diferentes órgãos, inclusive o cérebro.

Algumas dessas substâncias estão envolvidas no controle da inflamação, no metabolismo da glicose e em mecanismos relacionados à manutenção e à formação de conexões entre os neurônios.

É como se, durante o exercício, o músculo enviasse mensagens ao restante do corpo para melhorar o funcionamento de diferentes sistemas.

 

Treinamento de força pode beneficiar a cognição

Os benefícios não aparecem apenas em estudos de laboratório. Pesquisas indicam que o treinamento de força pode contribuir para diferentes aspectos da função cognitiva, incluindo memória, planejamento e capacidade de realizar tarefas que exigem atenção.

Isso não significa que fazer musculação seja uma garantia contra o Alzheimer ou outras formas de demência. A ciência ainda não permite afirmar isso.

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As evidências, porém, reforçam um princípio cada vez mais importante na medicina: a saúde do cérebro não pode ser separada da saúde do restante do corpo.

 

Coração, músculos e cérebro estão conectados

Hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado e sedentarismo aumentam o risco cardiovascular, mas também podem comprometer a saúde cerebral ao longo da vida.

Ao controlar a pressão arterial, manter a glicose e o colesterol em níveis adequados, parar de fumar e praticar atividade física, não estamos apenas tentando evitar um infarto. Também estamos cuidando dos vasos sanguíneos responsáveis por levar sangue e oxigênio ao cérebro.

A atividade física ainda ajuda a preservar aquilo que tende a ser perdido progressivamente com o envelhecimento: massa muscular, força e capacidade funcional.

 

Fortalecimento deve fazer parte da rotina

Não é necessário se transformar em atleta ou fisiculturista para obter benefícios. As recomendações internacionais incluem exercícios de fortalecimento dos principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana, associados à atividade aeróbica.

Caminhar, correr e pedalar são excelentes opções. Mas, principalmente com o passar dos anos, o treinamento de força também precisa fazer parte da rotina.

A musculação pode ser adaptada à condição física, à idade e às limitações de cada pessoa. Para quem está começando ou apresenta doenças crônicas, o ideal é buscar orientação profissional para definir a intensidade e a progressão dos exercícios.

 

Mais músculo não significa, necessariamente, menor risco de demência

É importante evitar uma interpretação exagerada comum nas redes sociais: não é possível afirmar simplesmente que “quanto mais músculos, menor o risco de demência”.

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A relação é mais complexa. O que as evidências sustentam é que manter-se fisicamente ativo, preservar a força e a capacidade funcional e evitar a perda muscular fazem parte de um envelhecimento mais saudável. O cérebro também parece se beneficiar desse conjunto de fatores.

 

Suplementos têm indicação específica

Os suplementos podem ser necessários em situações determinadas, especialmente quando existe uma deficiência nutricional diagnosticada.

O problema está em acreditar que uma cápsula possa substituir hábitos que fazem diferença para a saúde ao longo da vida. Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física, controle dos fatores de risco cardiovascular e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais.

 

Como está a sua força?

Quando pensamos na prevenção do declínio cognitivo, além de perguntar sobre memória, alimentação e exames, talvez seja necessário fazer uma pergunta mais simples: como está a sua força?

Cuidar dos músculos não significa apenas conseguir carregar peso ou manter determinada aparência. Significa aumentar as chances de chegar aos 70, 80 ou 90 anos com capacidade para levantar-se de uma cadeira, subir escadas, carregar as próprias compras e preservar a independência.

No fim, a musculação não é apenas sobre construir músculos. É também sobre construir uma reserva física para envelhecer melhor.

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