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Medicina e Saúde

Vacinação contra a influenza é incluída no calendário nacional para três grupos

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A vacina contra a Influenza, que era ofertada em estratégia campanha, passa a ser incorporada no calendário nacional de vacinação a partir deste ano para crianças a partir de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. A definição foi publicada pelo Ministério da Saúde, no último dia 28.

Ao fazer parte do calendário nacional destes grupos, a oferta da vacina será durante todo o ano, na rotina, e não mais em campanhas sazonais. A expectativa é que a nova estratégia passe a valer já a partir da segunda quinzena de março.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações (PEI), Danielle Grillo, a inclusão desta vacina na rotina torna a proteção permanente ao longo do ano, entretanto ela alerta para a importância da imunização principalmente no período que antecede o aumento de casos de gripe. O período de aumento de casos é entre os meses de março e setembro, que compreendem as estações de outono e inverno.

“É importante destacar que a influenza é uma doença sazonal, mas os surtos de gripe podem surgir em qualquer época do ano. Sendo assim, é fundamental que o público-alvo receba a vacina antes do período de aumento de casos da doença, cujo aumento ocorre no outono e inverno”, explicou Danielle Grillo.

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A coordenadora lembrou ainda que a vacinação contra a gripe deve ser realizada todos os anos, uma vez que os imunizantes recebem atualizações quanto às cepas circulantes, a fim de garantir a proteção da população.

Ainda em fevereiro, o PEI encaminhou aos municípios capixabas a Nota Técnica Nº 009/2025 com as informações referentes à mudança para a vacinação da gripe para estes três grupos. A Secretaria da Saúde (Sesa) aguarda as diretrizes operacionais a serem encaminhadas pelo Ministério da Saúde e o envio dos imunobiológicos para organização da ação, que tem previsão de início, segundo o órgão federal, a partir da segunda quinzena de março.

 

Demais grupos prioritários seguem estratégia especial

Para os demais grupos prioritários que participam da campanha de vacinação contra influenza, a vacinação seguirá na estratégia especial. Os grupos são: puérperas, povos indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

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Mudanças na rotina para rotavírus e poliomielite

Junto às orientações acerca da inclusão da vacina da gripe no calendário nacional de crianças, idosos e gestantes, a Nota Técnica Nº 009/2025 informou sobre as outras mudanças definidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

As outras duas mudanças são referentes à poliomielite, cujo esquema vacinal e o reforço passam a ser exclusivamente com a vacina inativada (VIP), que é injetável.

E, em relação à vacina contra o rotavírus, que teve o período para aplicação das doses ampliado. A primeira dose, indicada aos dois meses de idade, pode ser administrada até os 11 meses e 29 dias; enquanto a segunda dose, indicada aos quatro meses, poderá ser aplicada até os 23 meses e 29 dias.

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Medicina e Saúde

Nem todo sintoma é “bobeira”: quando o cérebro dá sinais de alerta

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Formigamento, tontura, fraqueza e esquecimentos frequentes podem ser sinais neurológicos importantes e não devem ser ignorados

Você já ignorou um sintoma porque ele parecia pequeno demais para ser importante?

Isso acontece o tempo todo. A pessoa observa, espera, dá um tempo e acredita que vai passar. E, na maioria das vezes, esse comportamento não vem de descuido, mas da sensação de que aquilo não justifica preocupação. Só que, quando o assunto é neurologia, o tamanho do sintoma nem sempre reflete a sua importância.

E é fundamental deixar algo claro desde o início: nem todo sintoma pode esperar. Fraqueza súbita de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, desequilíbrio intenso ou uma dor de cabeça abrupta e muito forte são sinais de alerta e exigem atendimento imediato.

Sintomas que não podem ser ignorados

Mas existe um outro cenário, muito mais comum, que raramente recebe a mesma atenção. Quem nunca pensou que era “só um formigamento”, “só uma tontura”, “só cansaço”? É exatamente nesse território do “só” que muitos sinais importantes acabam sendo negligenciados. Porque o cérebro nem sempre começa de forma dramática. Muitas vezes, ele avisa aos poucos, de maneira discreta, repetitiva, quase silenciosa.

Um formigamento que vai e volta, uma tontura que aparece em determinados momentos do dia, uma sensação de fraqueza difícil de explicar, um esquecimento que começa a se repetir. Isoladamente, esses sintomas podem parecer banais, e muitas vezes realmente não indicam algo grave. O problema não está na existência pontual deles, mas na persistência, na repetição e, principalmente, na mudança de padrão ao longo do tempo.

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O formigamento é um exemplo clássico. Na maior parte das vezes, está relacionado a causas benignas, como compressão de nervos ou tensão muscular. Mas quando se torna contínuo, quando muda de localização, quando progride ou vem acompanhado de perda de força ou alteração de sensibilidade, ele deixa de ser apenas um incômodo passageiro. O mesmo raciocínio vale para a tontura, frequentemente simplificada como “labirintite”, quando, na prática, é um sintoma com múltiplas possíveis origens e que exige avaliação criteriosa para ser corretamente interpretado.

O esquecimento talvez seja um dos sintomas mais facilmente normalizados. E é verdade que esquecer faz parte da vida, especialmente em períodos de estresse, privação de sono ou sobrecarga mental. No entanto, existe um padrão de falha de memória que começa a interferir na rotina, na organização das tarefas e na repetição de informações. Quando isso acontece, não deve ser automaticamente considerado algo esperado.

A fraqueza também costuma gerar confusão. Muitas pessoas associam fraqueza a cansaço, mas, do ponto de vista neurológico, trata-se de uma redução real da força muscular. Dificuldade para subir escadas, levantar objetos ou executar tarefas simples pode indicar algo diferente de fadiga comum e merece atenção.

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Entre sintomas que podem ser acompanhados e aqueles que exigem urgência, existe um ponto central que não deve ser negligenciado: a mudança de padrão. O corpo tem um funcionamento habitual. Quando algo se repete de forma diferente, persiste além do esperado ou evolui, isso precisa ser observado com mais cuidado.

Diagnóstico precoce é essencial

A medicina baseada em evidências mostra, de forma consistente, que o reconhecimento precoce de alterações neurológicas pode modificar o curso de diversas doenças, tanto nas formas mais graves quanto naquelas que impactam progressivamente a qualidade de vida. Ignorar sintomas não os faz desaparecer. Apenas adia a investigação e, em alguns casos, reduz as possibilidades de intervenção mais eficaz.

Observar o próprio corpo não significa viver em alerta constante. Significa não ignorar quando algo foge do seu normal. Na neurologia, muitas vezes, é exatamente nesse detalhe, naquele sintoma que parecia pequeno, que começa uma história que poderia ter sido diferente se tivesse sido valorizada desde o início.

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Medicina e Saúde

Chefe da OMS cita preocupação com surto de ebola na África

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse, nesta terça-feira (19), que a “magnitude e rapidez” com que o surto de ebola se propaga na República Democrática do Congo é alarmante, com mais de 500 casos suspeitos e 130 mortes que também se acredita estarem vinculadas à transmissão do vírus.

O chefe da organização anunciou que convocou o Comitê de Emergência, um grupo internacional de especialistas que assessora a OMS, que se reunirá ao longo do dia e formulará recomendações para conter este surto.

No último domingo (17), pela primeira vez, um diretor da OMS declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional sem ter reunido antes o Comitê de Emergência, o que se tornou possível após as mudanças realizadas no Regulamento Sanitário Internacional depois da pandemia de Covid-19, com o objetivo de agilizar as medidas e a coordenação internacional.

Em um pronunciamento no segundo dia da Assembleia Mundial da Saúde, realizada em Genebra, Tedros alertou que os números atuais “vão mudar” à medida que a vigilância sanitária, o rastreamento de casos e os testes laboratoriais forem expandidos.

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Os casos foram relatados principalmente em centros urbanos, como Bunia, a capital da província norte-oriental de Ituri, na República Democrática do Congo; e na capital de Uganda, Kampala; onde houve dois casos, incluindo uma morte, relacionados com o surto no país vizinho. Além disso, foram registrados óbitos entre o pessoal médico, o que indica que houve transmissão dentro dos centros de saúde.

O diretor da OMS ressaltou que a gravidade deste surto está relacionada com a forte mobilidade na região, por um lado devido ao conflito armado local, que força a população a se deslocar, bem como pela atividade mineradora, com pessoas que entram e saem, aumentando o risco de propagação que isso implica.

– A província de Ituri é altamente insegura, o conflito se intensificou desde o final de 2025 e os combates aumentaram fortemente nos últimos dois meses, o que resultou em muitas mortes civis. Mais de 100 mil pessoas se transformaram em novos deslocados e, no caso de um surto de ebola, sabemos o que isso significa – assinalou.

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A organização global conta com uma equipe em campo que está prestando apoio às autoridades nacionais para responder à situação, além dos insumos e equipamentos que enviou. O atual surto epidêmico na República Democrática do Congo tem a particularidade de ser causado pelo vírus Bundibugyo, uma espécie do vírus do ebola para a qual não existem vacinas nem tratamentos.

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