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Medicina e Saúde

Espírito Santo amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses

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A partir deste sábado (30), toda a população acima de 6 meses de idade pode se vacinar contra a gripe no Espírito Santo. A medida, adotada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), foi aprovada em Resolução da Comissão Intergestores Bipartite Nº103/2026 e visa fortalecer a estratégia de prevenção à influenza em um período de maior circulação de vírus respiratórios, além de operacionalizar as doses que chegam ao Estado.

A ampliação ocorre enquanto durarem os estoques, com doses disponíveis nas mais de 700 salas de vacinação em todo território capixaba.

A Campanha de Vacinação contra a Influenza teve início nacionalmente no dia 28 de março, destinada inicialmente aos grupos que possuem meta de cobertura vacinal de 90%, como idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e gestante, que recebem as doses na estratégia de rotina, e para os grupos que compõem a estratégia especial. Até essa quarta-feira (27), foram aplicadas 582.830 doses.

A Sesa vem orientando os municípios capixabas quanto à comunicação à população sobre horários, locais e acesso às salas de vacinação, a fim de facilitar a procura pelas doses.

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A vacinação contra a gripe tem como objetivo reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza. A vacina utilizada é trivalente, ou seja, apresenta três tipos de cepas de vírus em combinação. Ela é atualizada anualmente, com objetivo de proteger contra os principais vírus em circulação no País, daí a importância de atualização do esquema vacinal dos grupos prioritários, mesmo tendo tomado a dose no ano anterior. Para este ano, as vacinas incluem os vírus A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09; A/Singapura/GP20238/2024 (H3N2); e B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria).

O secretário de Estado da Saúde, Kim Barbosa, falou sobre a ampliação neste vídeo.

 

Cobertura vacinal e cenário epidemiológico

Até essa quarta-feira (27), o Estado havia alcançado, segundo dados do sistema Vacina e Confia (VeC), 38,93% de cobertura total. Entre os grupos prioritários com meta preconizada, o alcance é de 35,10% em crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias); de 39,34% em idosos; e de 53,54% em gestantes. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 90%.

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Em relação ao cenário epidemiológico, o Espírito Santo registrou neste ano até a semana epidemiológica 19 (até o dia 16 de maio) 138 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, sendo 17 óbitos, com 70,5% (12) ocorridos empessoas com mais de 60 anos. Outro ponto de atenção ainda é que, dos 17 óbitos de SRAG por Influenza neste ano, 15 não havia se vacinado.

Além disso, segundo informações do Informe Epidemiológico da Vigilância de Vírus Respiratórios de Nº 01 a 19, produzido pelo Programa Estadual de Imunização (PEI), os achados epidemiológicos em especial nas últimas quatro semanas (E 16 a 19) houve aumento no número de casos de SRAG, associado à maior circulação de vírus sazonais, entre eles a Influenza, além do vírus Sincicial Respiratório (VSR), assim como a manutenção da circulação de outros vírus, como o Rinovírus e o SARS-CoV-2.

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Medicina e Saúde

Ministério manda recolher lote de azeite impróprio para o consumo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou irregularidades no lote 260289 do azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo, considerado desclassificado e impróprio para consumo humano.

As análise das amostras coletadas confirmou a presença de mistura de outros óleos vegetais na composição do produto, caracterizando fraude. Com base no resultado laboratorial, a fiscalização determinou o recolhimento imediato do lote irregular.

Também foram identificadas irregularidades relacionadas à empresa responsável pela importação e comercialização do produto. O endereço e o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) informados nos rótulos e nos documentos fiscais não foram localizados ou confirmados.

A empresa foi notificada pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, mas não apresentou manifestação dentro do prazo e será autuada administrativamente.

“A comercialização do produto constitui infração grave, e os estabelecimentos que mantiverem os itens à venda poderão ser responsabilizados. O Ministério orienta os consumidores a interromperem imediatamente o uso do produto e solicitarem a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor”, informou a pasta.

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A Agência Brasil não localizou o contato da empresa. 

Dicas

Segundo o Ministério da Agricultura, para evitar comprar um azeite fora dos critérios de conformidade, o consumidor deve seguir algumas orientações: 

  • Desconfie do preço (produtos com valores muito abaixo do praticado pelo mercado devem acender um alerta)
  • Confira a lista dos produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa
  • Fique atento às características da embalagem: o vidro deve ser escuro
  • Prefira produtos com a data de envaze mais recente

 

FONTE: Agência Brasil

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Medicina e Saúde

Uso indevido de colírio pode aumentar risco de glaucoma, alerta médico

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O glaucoma é considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo e segue como um dos maiores desafios da saúde ocular. O Dia Nacional do Glaucoma, celebrado nesta terça-feira (26), reforça cuidados como a prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento oftalmológico.

Caracterizado pelo comprometimento progressivo do nervo óptico, frequentemente associado ao aumento da pressão intraocular, o glaucoma pode causar perda permanente da visão quando não identificado e tratado a tempo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), cerca de 111,8 milhões de pessoas poderão conviver com a doença até 2040, sendo que aproximadamente 11 milhões podem desenvolver cegueira bilateral em decorrência do problema.

Segundo o médico oftalmologista Romar Vallory, do Hospital de Olhos de Vitória, um dos principais desafios é justamente o caráter silencioso da doença, que costuma avançar sem sinais perceptíveis nas fases iniciais.

Em muitos casos, o paciente só percebe alterações quando parte da visão já foi comprometida. O glaucoma não costuma causar dor e nem sintomas evidentes no começo, por isso a consulta oftalmológica periódica é fundamental, principalmente para pessoas acima dos 40 anos, pacientes com histórico familiar da doença, diabéticos e hipertensos, míopes e pessoas de cor negra.

Romar Vallory, médico oftalmologista do Hospital de Olhos de Vitória.

Uso de colírios com corticoide

Além da predisposição genética e do envelhecimento, o médico alerta para os fatores que podem favorecer o desenvolvimento do glaucoma, entre eles o uso inadequado de corticosteroides, especialmente em colírios e pomadas oftalmológicas.

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Esses medicamentos podem elevar a pressão intraocular, sobretudo quando utilizados por longos períodos ou sem orientação médica.

“O uso de colírios com corticoide sem acompanhamento é um hábito mais comum do que parece. Muitas pessoas recorrem a medicamentos por conta própria para aliviar vermelhidão, alergias ou desconfortos oculares e acabam se expondo a um risco importante. O aumento da pressão ocular pode acontecer de forma gradual e silenciosa, favorecendo danos irreversíveis ao nervo óptico”, alertou o médico.

Médico oftalmologista Romar Vallory. Foto: Divulgação

Outro ponto de atenção é que o uso prolongado de corticoides também pode favorecer o desenvolvimento da catarata. Embora exista tratamento cirúrgico, especialistas apontam que muitos desses casos poderiam ser evitados com orientação adequada e uso racional dos medicamentos, reduzindo impactos na qualidade de vida dos pacientes e também sobre o sistema de saúde.

“O glaucoma tem tratamento e controle, mas não tem cura. Quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de preservar a visão e garantir qualidade de vida ao paciente. A recomendação é não esperar sintomas aparecerem para procurar avaliação oftalmológica”, finalizou.

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