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Internacional

Esqueletos com 200 mil anos de idade são encontrados em caverna em Barcelona

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Pesquisadores da Universitat Rovira i Virgili (URV) e do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (Iphes-Cerca), de Tarragona, encontraram os restos mortais de dois rinocerontes inteiros, com 200 mil anos de idade, na Cova de les Teixoneres, em Moià (Barcelona).

Trata-se de esqueletos completos da espécie ‘Stephanorhinus hemitoechus’, coloquialmente conhecida como rinoceronte das estepes, os “únicos” atualmente documentados na Península Ibérica, e os primeiros na Europa, após dois casos na Alemanha e um na Itália, informam a URV e o Iphes em um comunicado divulgado nesta sexta-feira.

Esse animal começou a ser abundante nos sítios arqueológicos da Europa há 500 mil anos e desapareceu há cerca de 20 mil, com a chegada do frio do último máximo glacial.

Esqueletos de rinocerontes encontrados em Barcelona
Esqueletos de rinocerontes encontrados em Barcelona

Chegada à caverna

O pesquisador principal do projeto, Jordi Rosell, destacou que ainda não se sabe como os animais chegaram à caverna: “São animais que podiam ultrapassar uma tonelada e meia de peso. Pelo que observamos durante a escavação, há alguns ossos em conexão anatômica, o que significa que os corpos provavelmente chegaram muito antes de se decomporem”.

Esqueletos de rinocerontes encontrados em Barcelona

O comportamento dos animais “não parece estar relacionado” às visitas às cavernas, e Rosell suspeita que algum motivo tenha favorecido seu acúmulo no interior.

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“É possível que tenham entrado atraídos por algum tipo de armadilha natural, como uma poça d’água ou uma queda acidental, mas as investigações realizadas até agora não nos permitem identificá-la”, afirmou.

 

*via Estadão Conteúdo

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Internacional

Terremoto atinge costa do México e aciona alerta de tsunami

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Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu nesta sexta-feira (17) a costa do Pacífico no sul do México, próximo à fronteira com a Guatemala, e foi sentido em uma ampla área que se estendeu da Cidade do México até El Salvador. Até o momento, autoridades dos países afetados não relataram mortes nem danos graves.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro foi localizado a 48 quilômetros a sudoeste de Aquiles Serdán, no estado mexicano de Chiapas, a uma profundidade de 15 quilômetros. O tremor foi precedido por um abalo de menor intensidade no oceano e seguido por pelo menos cinco réplicas, com magnitudes entre 5,1 e 6.

Na cidade mexicana de Tapachula, próxima à fronteira, o tremor começou de forma leve, mas ganhou intensidade. Na capital da Guatemala, moradores deixaram prédios e foram às ruas devido à longa duração do abalo.

A Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred) informou que não havia registro imediato de danos, embora vídeos nas redes sociais mostrassem deslizamentos de terra em rodovias no oeste do país.

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O Ministério da Educação da Guatemala suspendeu as aulas presenciais em quatro departamentos próximos ao epicentro. Já na Cidade do México, o alerta sísmico não foi acionado porque, segundo o governo, a energia liberada nos primeiros segundos do terremoto não ultrapassou os limites necessários para disparar o sistema.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que os relatórios preliminares não apontavam danos. A Marinha recomendou que a população evitasse as praias por seis horas devido ao risco de tsunami.

O serviço meteorológico de Chiapas alertou para a possibilidade de ondas de até um metro na costa do México e da Guatemala, enquanto autoridades locais passaram a monitorar as áreas litorâneas. A região é uma das mais suscetíveis a terremotos nas Américas e já foi palco de abalos fatais nos últimos anos.

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Internacional

Trump oficializa tarifaço de 25% dos EUA aos produtos brasileiros

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Nesta quinta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a cobrança de uma taxa extra de 25% sobre diversos itens importados do Brasil. A decisão atende a um pedido do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A medida resulta de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA alegam que práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, patentes e meio ambiente criam concorrência desleal para as empresas norte-americanas.

Além dos 25%, alguns setores enfrentarão mais 12,5% de taxação por conta de outra investigação dos EUA focada em trabalho forçado. Com isso, parte dos produtos do Brasil vendidos ao mercado americano pode pagar uma alíquota total de até 37,5%.

Nem todos os bens serão atingidos pela sobretaxa de 25%. O governo americano divulgou uma lista de exceções que inclui produtos como aeronaves, suco de laranja, celulose, fertilizantes e insumos essenciais para a indústria dos EUA.

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De acordo com cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as novas regras farão com que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passem a ser tributadas na faixa de 37,5%. A forma exata de aplicação ainda será detalhada.

Ministros brasileiros já haviam contestado as justificativas dos EUA. Apesar do aumento nas taxas, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto financeiro da medida na economia do Brasil deverá ser reduzido.

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