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Política e Governo

Expansão de leitos está no limite e doentes podem ficar sem UTI no ES, alerta secretário de Saúde

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Governo já tinha programado ampliação de leitos de UTI até abril. No entanto, secretário sinaliza que estratégia pode não alcançar velocidade da doença

O secretário de Saúde, Nésio Fernandes, alertou que a rede privada não tem mais leitos de UTI disponíveis para compra pelo SUS. Até abril, o estado conseguirá abrir o total de 900 leitos de UTI exclusivos para covid-19, o limite máximo da expansão. 

A partir desta quinta-feira (18), ficarão suspensas por duas semanas as atividades consideradas não essenciais em todo o Espírito Santo para conter o avanço da covid-19. Pela primeira vez, desde o começo da pandemia, a ocupação dos leitos de UTI ultrapassou a marca dos 90% na última terça-feira (16). 

De acordo com o secretário, atualmente não há nenhum paciente em estado grave aguardando vaga. No entanto, se a doença continuar crescendo pode haver um colapso no Sistema Único de Saúde do Espírito Santo. 

“Há um crescimento muito grande de pacientes graves, inclusive de pacientes que não são idosos e que não possuem comorbidades. Neste momento, alcançando 91% da ocupação hospitalar, estabelecemos ainda uma estratégia de ampliação de leitos na rede estadual. Porém, é preciso adotar medidas para que a gente não colapse, como aconteceu em outros estados que tardaram na realização de ações.”

O secretário afirmou que as medidas de distanciamento social propostas pelo Governo do Espírito Santo, precisam ser aplicadas para que a pressão no sistema de saúde diminua nas próximas semanas. 

Além disso, Nésio fez um alerta caso as ações não sejam cumpridas pela população. “Se falhar a estratégia e a população não aderir ao distanciamento estabelecido, se tivermos uma expressão de rebelião, desobediência civil, aviso a toda população que não haverá leitos para todos, nem mesmo para aqueles que tiverem dinheiro para comprar um hospital, não vão ter leitos”, afirmou.

Ampliação de leitos

O governo já tinha uma programação de ampliação de mais 200 leitos de UTIs até o final de abril. No entanto, o secretário sinaliza que a estratégia de aumento de leitos pode não alcançar a velocidade da doença registrada nos últimos dias. 

Nésio destacou ainda que espera que o fechamento total das atividades não essenciais diminua o número de pacientes com outras condições de saúde que demandam leitos.

 “Reduzir os pacientes de trauma, descompensação metabólica, além de outras necessidades que competem com o recurso hospitalar para atender pacientes com covid-19. Assim teremos uma melhor condição de garantir acesso ao leitos”, disse.

Rede privada não tem leitos

O secretário explicou que, com a suspensão das atividades em 2020, o governo teve a oportunidade de comprar leitos na rede privada. “No auge da ampliação de leitos do ano passado chegamos a ter 715 leitos. No entanto, agora estamos tendo que ampliar mais de 900 leitos de UTI dedicados a pacientes com a covid-19, ou seja estamos aumentando em 200 leitos a oferta”.

Sem profissionais de saúde

Nésio acrescentou que a rede privada já deixou claro que não consegue contratar profissionais para grandes expansões de leitos e também não consegue vender mais leitos para o SUS.

Atualmente, há 749 leitos de UTIs destinados à pacientes com covid-19 em todo o Espírito Santo. Diante da capacidade máxima de 900 leitos, o governo só conseguirá abrir mais 151 leitos. “Não será possível atender toda a população caso não tenha adesão ao distanciamento social”, finalizou o secretário. 

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Governador entrega carta dos Governadores pelo Clima ao embaixador dos EUA

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O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, entregou ao embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, a carta dos Governadores pelo Clima, que será destinada ao presidente norte-americano Joe Biden, durante videoconferência realizada na tarde desta terça-feira (20). A carta foi assinada por 24 chefes dos Executivos estaduais e será enviada ainda esta tarde ao presidente Joe Biden pela Embaixada dos EUA no Brasil.

Também participaram do encontro virtual, os governadores Mauro Mendes (Mato Grosso), Helder Barbalho (Pará) e Paulo Câmara (Pernambuco), que falaram sobre a importância da Carta e das ações em conjunto dos chefes dos Executivos estaduais. O articulador do Centro Brasil no Clima (CBC), Sérgio Xavier, também participou.

Durante sua fala na videoconferência, Casagrande, que articulou a assinatura pelos 24 governadores, destacou o protagonismo dos estados e ressaltou a importância da união com os Estados Unidos sobre o tema. O objetivo da Carta é impulsionar a regeneração ambiental, o equilíbrio climático, a redução de desigualdades e desenvolver cadeias econômicas de “menos carbono” nas Américas.

“Estamos entregando formalmente essa carta ao embaixador. É uma ação importante que contou com a assinatura de 24 governadores, formando uma manifestação robusta. Estamos propondo parcerias em busca do equilíbrio ambiental, bem como a diminuição da emissão de carbono e da pobreza. Estamos vivendo um momento de muita gravidade e de emergência climática que altera o meio ambiente e aumenta a pobreza, afetando justamente quem é mais vulnerável”, pontuou Casagrande.

O capixaba prosseguiu: “Foi com alegria que vimos a ascensão do presidente Joe Biden, um entusiasta do tema. Pela primeira vez os governadores se colocam como protagonistas de forma internacional e esperamos que possamos trabalhar em parceria, Brasil e Estados Unidos, com o objetivo de criar a maior economia de descarbonização do mundo. Que possamos ter um canal direto e permanente com os EUA e que possamos ampliar para outros, pois o tema é de interesse mundial”, disse.

O embaixador dos EUA, Todd Chapman, se mostrou feliz com o protagonismo dos governadores e ressaltou que enviará a carta ainda nesta terça-feira à Casa Branca.

“O tema é importante e que estamos discutindo juntos há décadas. O momento político e econômico que vivemos é fundamental. O que esse grupo de países pode fazer juntos para proteger o planeta e ao mesmo tempo se desenvolvendo. Esse tema interessa diretamente ao presidente Joe Biden. Os próximos dias serão muito importantes e estou muito feliz em receber essa carta, mostrando como essa coalizão dos governadores, que estão comprometidos em encontrar soluções. A iniciativa é muito boa e confio nas autoridades locais. Tenho um compromisso com os Estados e acredito que já falei com todos. Vamos encontrar novas maneiras de trabalhar e vamos ver esse desafio como uma grande oportunidade econômica. O Brasil pode ser a superpotência mundial no meio ambiente. Vou mandar essa carta hoje à tarde ao presidente Joe Biden”, declarou o embaixador.

Além do Espírito Santo, assinaram a carta os chefes dos Executivos do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

A articulação destaca quatro pontos:

(1) A criação da “maior economia de descarbonização do mundo” entre os Estados Unidos e o Brasil, integrando a maior capacidade de investimentos do planeta, representada pela economia americana, com a maior base florestal da Terra (somando Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa), criando referências práticas para a regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris, a partir de créditos de descarbonização (CBIOs) e créditos de carbono, acelerando a transição da economia mundial para um modelo carbono neutro.

De acordo com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com a atração de investimentos, o setor empresarial brasileiro tem a expectativa de certificar 1,5 bilhão de toneladas de CO² por ano, 300 vezes mais do que é feito hoje, gerando cerca de 45 bilhões de dólares.

Os Estados brasileiros têm enormes capacidades de contribuir com a captura de emissões globais através de programas de preservação de matas nativas e reflorestamento de baixo custo, combinados com o aumento da ambição da NDC nacional (metas voluntárias do país no Acordo de Paris), a redução da pobreza, o desenvolvimento de novos arranjos bioeconômicos e o fortalecimento das comunidades indígenas.

(2) Desenvolvimento de Planos Integrados e programas de capacitação para que os recursos investidos no Brasil, com foco na regeneração florestal, impulsionem rapidamente e consolidem cadeias econômicas sustentáveis.

É possível criar canais estruturados e descentralizados para viabilizar ações em larga escala, em múltiplos pontos do território brasileiro, possibilitando a proteção de vegetação nativa; a restauração de áreas degradadas; a inclusão de comunidades locais com capacitação planejada e geração de muitos empregos; e a incorporação de empresas, em diversas cadeias econômicas verdes, integrando as economias do Brasil e dos EUA, nos eixos de  bioeconomia, bioenergia, agricultura de baixo carbono, energias renováveis, promovendo práticas sustentáveis de comércio internacional.

(3) Uso de mecanismos já disponíveis para aplicação segura e transparente dos recursos internacionais, garantindo resultados rápidos e descentralizados (fundos estaduais, integração com iniciativas não governamentais e novos arranjos institucionais com menos burocracia e maior impacto).

(4) Integração de todos os Biomas brasileiros no esforço de reflorestamento, regeneração ambiental e desenvolvimento socioeconômico regional, ampliando a ambição da NDC do Brasil, despertando nova cultura ecopolítica e criando oportunidades de um efetivo desenvolvimento inclusivo e sustentável em todos os Estados. O Brasil pode ampliar o verde da Terra não apenas na Amazônia, mas também em biomas de grande capacidade de captura de carbono e inestimável biodiversidade, como o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga e o Pantanal – que perdeu grandes áreas em incêndios em 2020.

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Assembleia aprova indicação de Bruno que garante computador e internet para aluno carente

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Proposta do deputado estadual permite que 60 mil alunos inscritos em cadastro do governo que avalia as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza possam ser beneficiados com Chromebooks e recurso para pagamento de internet banda larga

Uma indicação do deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que pertence à base governista, foi aprovada hoje (19) pela Assembleia Legislativa e garante que sejam adquiridos pelo governo do Estado cerca de 60 mil Chromebooks, espécie de computador de pequeno porte para ser doado a alunos matriculados na rede pública estadual e inscritos no CadÚnico, onde estão inseridas as famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza.

De acordo com a indicação, que só será colocada em prática caso o governador Renato Casagrande (PSB) acate o pedido, caberá ainda ao governo do Estado a oferta de recursos para pagamento das despesas necessárias à contratação de serviço de internet banda larga, com o fim específico de acesso aos programas estudantis do governo.

A indicação de Bruno foi aprovada no mesmo dia em que o governo do Estado protocolou, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei que visa garantir a concessão de um benefício, no valor de R$ 5 mil, que será depositado na conta do professor da rede estadual para aquisição de notebooks.

O benefício aos professores, que será concedido por meio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), também estabelece uma ajuda de custo mensal de R$ 70 para apoio à contratação do plano de internet, de 2021 a 2024. A matéria foi encaminhada para análise e votação pela Assembleia Legislativa.

“Chegou hoje (19) à Assembleia Legislativa um projeto que garante recurso para que os professores possam comprar computadores. A proposta é importante e tem o meu apoio porque insere a tecnologia em meio à pandemia, algo que é uma luta do Sindicato dos Professores. O que eu fiz foi uma indicação para que o governo também contemple os alunos”, explicou Bruno.

Segundo o parlamentar, caso a indicação seja aproveitada pelo governador, seriam beneficiados os alunos que mais necessitam, que têm as suas famílias inscritas no CadÚnico.

“São os mais vulneráveis, os mais carentes, que não possuem qualquer condição de comprar um computador ou telefone que possa conectá-los à internet. Tão importante quanto fornecer meios necessários para os professores se conectarem à rede mundial de computadores, é fornecer esses mesmos meios aos alunos, que serão os destinatários finais da atividade estudantil colocada à oferta”, justificou o deputado.

Os Chromebooks sugeridos pelo deputado são um novo tipo de computador projetado para realizar tarefas de modo mais fácil e rápido. Eles executam o Chrome OS, um sistema operacional que tem armazenamento em nuvem, traz integrado o melhor do Google e tem diversos níveis de segurança. Além disso, um Chromebook básico para o dia a dia costuma sair mais barato que um notebook do mesmo porte. No Brasil, é possível encontrar modelos por cerca de R$ 1.500,00.

“Contamos com a colaboração do governo para que os alunos possam estar na mesma sintonia que os professores estarão. Com a pandemia, as escolas estão fechadas e, mesmo no pós-pandemia, a tecnologia veio para ficar. Por isso, solicitamos os equipamentos eletrônicos para os alunos carentes e o acesso à internet”, frisou.

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