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Política Nacional

Hang prevê “quebradeira” de empresas com fim da escala 6×1

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Empresário afirmou que leis brasileiras são feitas por quem “não gosta de trabalhar”

Dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang se manifestou contra o fim da escala 6×1, afirmando que ela causará uma “quebradeira” em pequenas e médias empresas de varejo.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele ironizou afirmando que o “Congresso deveria aprovar a 4×3 e implantá-la já em junho para que a gente visse quanto tempo o Brasil iria aguentar”.

— Coisa ruim tem que ser o mais rápido possível, não adianta você ficar sofrendo por muito tempo — declarou.

Hang ainda comentou qual seria o impacto sobre as lojas Havan, uma das maiores redes de departamento do país. Ele presume que teria de aumentar os custos entre 15% e 20% e que a despesa seria repassada aos preços dos produtos.

— Do couro sai a correia. Esses custos que vão ser colocados para a indústria, comércio e serviços serão repassados nos preços. Essa diferença de 15% a 20% vai para os preços. E a inflação vai comer o salário do cara, que vai ter que arranjar um segundo emprego para sobreviver — adicionou.

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O empresário disse ainda que as leis são feitas por pessoas “que não gostam de trabalhar”.

— A Havan tem três turnos [de trabalho]. Há um tempo, inventaram que mulheres não podem trabalhar dois domingos em seguida. O que tu consegues com isso? Tu vais ter que contratar mais homens. (…) Cada lei que não tem lógica, quem sofre é a própria pessoa para que foi feita a lei. Eu nunca vi, nesse país, tanto idiota para fazer leis burras — assinalou.

Hang informou que tem uma viagem marcada para o Paraguai, onde pretende encontrar o presidente Santiago Peña em junho. O objetivo é avaliar a possibilidade de abrir lojas da Havan no país vizinho.

— Eu não posso ser o último empresário a apagar a luz. Meus fornecedores já estão lá, meus amigos já estão morando lá. Vou visitar. Quero ver porque o Paraguai atraiu mais de 250 empresas brasileiras — ponderou.

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Política Nacional

PSD vai anunciar Kassab como vice de Caiado neste sábado

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O PSD vai anunciar o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD-GO) neste sábado (30), conforme apurou à Jovem Pan. O anúncio está prevista para acontecer por volta das 12h. Havia rumores de que quem poderia ocupar a vaga era o ex-governador de Minas Gerias, Romeu Zema (Novo), e que também é pré-candidato à presidência.

Nesta semana, em entrevista ao apresentado Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, Caiado havia desmentido a informação. “Não sei da onde saiu aquela sinalização que eu possa ser vice do Zema.”, disse Caiado, acrescentando que, apesar de ter uma boa relação com o ex-governador de Minas Gerais, “ninguém se colocou para fazer chapa de a ou chapa b”. “Atuaremos dentro de um princípio para não haver dispersão da centro-direita. Não podemos criar uma situação de divisão direta no segundo turno”, informou.

Conforme havia sido relatado pela coluna da Beatriz Manfrendini, um interlocutor de Kassab chegou a destacar que o presidente da sigla é pragmático, e que faria o que fizer mais sentido eleitoral – inclusive, trabalhar para o que achar mais correto.

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Desde o anúncio de Caiado como pré-candidato à Presidência, Kassab informava que o vice só seria definido em junho. A decisão, contudo, foi antecipada e vem dias antes do mês virar. O presidente do PSD defende que seu candidato não é a terceira via, mas “a melhor via”. 

Segundo Kassab, o nome escolhido seria um nome que “some mais pontos à vitória” do ex-governador de Goiás e que o ajude “a governar melhor”.

Pesquisa do PoderData/AYA divulgada nesta sexta-feira mostra que Caiado tem 3% das intenções de votos. De 25 a 28 de maio, o PoderData/AYA entrevistou 2.400 pessoas em 651 municípios por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de dois pontos percentuais com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral em 23 de maio de 2026 com o número BR-04882/2026.

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Política Nacional

Lula condena decisão dos EUA: ‘Não aceitamos ser tratados como moleques’

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (29), que o governo brasileiro pretende combater internamente o crime organizado e que não vai aceitar intervenções internacionais, após o anúncio dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras.

Nessa quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, anunciou que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.

Esta foi a primeira vez que Lula comentou o tema. Em discurso durante um evento em Sergipe, o petista defendeu a soberania do país. Ele disse: “Não aceitamos ser tratados como moleques”, ou como uma “republiqueta”.

Minutos antes da fala, o Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo no combate ao crime organizado.

Afirma que é “deplorável” que “mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil”, como já fizeram com o tarifaço

“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou o petista.

Segundo Lula, o CV e o PCC são, de fato, terroristas para cidadãos que moram em regiões de periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. Por isso, serão combatidos internamente.

“Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden…e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, prosseguiu.

“Porque as armas importadas que estão contrabandeadas pro Brasil vêm dos Estados Unidos. A Polícia Federal entregou um documento para o Trump. O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado, e vamos começar pelo seu estado de Delaware que tem lavagem de dinheiro de brasileiros.

Lula então afirmou: “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, destacou.

Viagem de Flávio aos EUA

Trump e Flávio se encontraram nesta terça-feira (26) em Washington. Os dois posaram para foto após a reunião na Casa Branca. No dia seguinte, ele foi recebido por Marco Rubio.

Na quinta, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que classificou as duas facções como organizações terroristas.

“Eu tive três horas com o presidente Trump, entreguei quatro documentos a ele. O sr. Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque ele estava preparado a ajudar um filho de bolsonarista que é candidato a eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.

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