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Política e Governo

Novo Portal da Transparência: mais completo e fácil de usar

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O governador do Estado, Renato Casagrande, lançou, nesta segunda-feira (18), em cerimônia realizada no Palácio Anchieta, em Vitória, o novo Portal da Transparência (https://transparencia.es.gov.br/). A ferramenta tem como foco o cidadão e o fortalecimento do controle social, contemplando informações sobre gastos públicos organizadas por área temática, com uma linguagem mais compreensível e com visual amigável, intuitivo e prático.

Desenvolvido sem custos adicionais pela Secretaria de Controle e Transparência (Secont), em conjunto com o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest), o novo portal reafirma o compromisso do Governo do Estado com a promoção da transparência pública, instrumento fundamental para a prevenção e combate à corrupção.

A implementação de melhorias na usabilidade e navegação do Portal é uma das ações previstas no Projeto Estratégico do Governo do Estado “Aperfeiçoamento das Ações de Transparência Pública”.  As ações implementadas levaram o Espírito Santo a retomar o lugar de Estado mais transparente do Brasil, com a conquista do 1º lugar na Escala Brasil Transparente – Avaliação 360°, da Controladoria Geral da União (CGU), divulgada em março último.

“O que pedimos à Secretaria de Controle e Transparência no início do nosso governo era retornar ao primeiro lugar em transparência, alcançada em nosso primeiro mandato. O Estado foi perdendo posições e assim que entrei, fiz questão de trabalhar para retornar essa liderança e alcançamos”, afirmou o governador.

Casagrande também lembrou os resultados  obtidos na área de transparência durante a gestão da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). “Ficamos sempre em primeiro lugar em transparência no combate à Covid-19. Ter os dados para a gestão é fundamental e apresentar esses dados à população mostra nosso comprometimento com o dinheiro público e o combate à corrupção. O governante que é sério, tem na transparência uma proteção. Esse Portal é um pilar que protege as pessoas decentes e que não nos deixa fragilizado quando pessoas maldosas fazem fake news”, pontuou.

“O que diferencia esse lançamento que estamos fazendo hoje é que ele não é uma obrigação legal que está sendo cumprida, é boa prática. Estamos indo além e inovando. O que temos hoje são gestores estaduais que sabem da importância da transparência, que acompanham e fazem parte do processo. Temos no Espírito Santo uma transparência horizontal, o que nos faz com que sejamos o Estado mais transparente do Brasil”, disse o secretário de Estado de Controle e Transparência, Edmar Camata.

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Diferenciais

Entre os diferenciais da nova ferramenta está a disponibilização de consultas prontas, no menu “Área de Atuação”, que traz os conteúdos mais relevantes para o cidadão, como os valores orçados e gastos na Educação, Saúde e Segurança Pública, sem a necessidade de realização de pesquisas ou aplicação de filtros.

Ao clicar no ícone do assunto desejado, o usuário visualiza as informações sobre os valores orçados, empenhados, liquidados e pagos, em formato gráfico, facilitando o entendimento. Os gráficos são clicáveis e permitem o download em formato aberto ou em PNG (imagem).  A ferramenta mostra ainda a evolução da despesa ao longo dos anos, e o percentual de recursos destinados à área em relação ao total do orçamento.

Além disso, foi criada a área “Quero saber”, onde o cidadão tem acesso de forma rápida e fácil às informações sobre o Governo: quanto foi gasto e arrecadado em impostos, valores recebidos da União e valores destinados a programas sociais, apresentados por ano.

Outra novidade é que a tecnologia utilizada permite que o usuário acesse as informações de forma mais completa e aprofundada. Assim, além de contemplar o cidadão comum, que busca informações de interesse particular e/ ou exerce o controle social, o novo Portal da Transparência atende aos usuários do meio acadêmico, que utilizam os dados para a realização de pesquisas; e os profissionais especializados, formados pelo terceiro setor, imprensa e gestores públicos, entre outros.

Agora, não há mais limite de número de filtros que podem ser aplicados na consulta de informações sobre despesas, receitas, orçamentos, convênios, contratos e servidores públicos, possibilitando a esse público a realização de consultas mais aprofundadas. Além disso, a ferramenta está totalmente interligada ao Portal de Dados Abertos, facilitando o download e a utilização dos dados.

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O novo Portal da Transparência também amplia o acesso de pessoas com deficiência às informações públicas, oferecendo um número maior de consultas que podem ser acessadas por ferramentas digitais de acessibilidade.

Painel de Ouvidoria

Além de todas essas novidades, as informações sobre as manifestações recebidas pela Rede de Ouvidoria do Estado também vão ganhar mais transparência com o lançamento no novo Portal: já está no ar o painel interativo de Ouvidoria. O Painel pode ser acessado na área “Painéis Interativos”, que reúne todos os painéis de Business Intelligence (BI) do Estado, como o Observatório de Segurança Pública e o Painel de Vacinação.

O Painel de Ouvidoria disponibiliza informações estatísticas sobre as demandas de Ouvidoria em formato gráfico e de fácil entendimento.  É possível filtrar os dados por órgão, período ou tipo de manifestação. A ferramenta mostra o total de manifestações atendidas por tipologia – reclamação, informação, denúncia, elogio e sugestão –; por canal de entrada (internet, telefone, e-mail, Reclame Aqui e aplicativo); e por tipo de identificação (anônima, identificada ou sigilosa).

Além disso, mostra o status das manifestações, detalhando se já foram encerradas ou estão em andamento; o tempo médio e máximo de envio das respostas; e a quantidade de demandas atendidas dentro e fora do prazo previsto em lei.

O Painel de Manifestações da Ouvidoria atende a uma das ações previstas no Plano de Integridade da Secont. A ação prevê que seja publicado relatório detalhando as denúncias recebidas por meio da Ouvidoria. A ferramenta vai além, e dá transparência a todas as tipologias de manifestações.

Estiveram presentes a vice-governadora Jacqueline Moraes; os secretários de Estado Marcelo Altoé (Fazenda), Marcelo Calmon (Gestão e Recursos Humanos), Coronel Aguiar (Casa Militar), Álvaro Duboc (Economia e Planejamento) e Fabricio Noronha (Cultura); os deputados estaduais Freitas e Luiz Durão; os diretores-presidentes de empresas públicas e autarquias, Tasso Lugon (Prodest), Munir Abud (Bandes), Fabiano Araújo (Fames), Fabio Anehrt (Agerh) e Carlos Rafael (Junta Comercial).

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MPF cobra informações sobre qualidade da água no litoral do Estado

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Investigação do MPF apura qualidade da água em praias do ES. Prefeituras devem apresentar dados de monitoramento ambiental

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios para todos os municípios litorâneos do Espírito Santo solicitando informações sobre o controle de balneabilidade das praias.

O objetivo é verificar se as prefeituras possuem sistemas próprios de monitoramento e se os critérios técnicos exigidos pela legislação federal estão sendo cumpridos.

As cidades notificadas são:

  • Anchieta;
  • Aracruz;
  • Cariacica;
  • Conceição da Barra;
  • Guarapari;
  • Linhares;
  • Marataízes;
  • Piúma;
  • Presidente Kennedy;
  • São Mateus;
  • Serra;
  • Vila Velha;
  • Vitória.

A apuração teve origem após a aparição de manchas escuras em praias de Vitória, no fim de janeiro. As ocorrências foram registradas especificamente na região da Guarderia, Curva da Jurema e Ilha do Frade.

Embora o caso tenha começado na capital, o MPF expandiu o foco da investigação para todo o litoral capixaba. Segundo o órgão, há indícios de que as falhas no monitoramento ambiental podem ser generalizadas no Estado.

Informações colhidas em audiência pública, realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, apontaram que alguns municípios do Estado sequer realizam o monitoramento da qualidade da água, o que gera vulnerabilidade sanitária e ambiental. Estudos acadêmicos apresentados ao MPF mostram que falta padronização metodológica e a ausência de contratação de laboratórios acreditados pelo Inmetro entre as cidades que fazem o controle.

Ministério Público Federal (MPF), em nota

Além das prefeituras, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) também foi acionado. O órgão deve apresentar conclusões técnicas sobre as manchas detectadas na Praia da Guarderia e fornecer boletins de balneabilidade dos últimos seis meses.

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“É necessário que o risco epidemiológico seja precisamente avaliado e seus dados amplamente divulgados ao público”, disse o procurador da República, Carlos Vinicius Cabeleira, responsável pela investigação.

O que dizem as cidades

A reportagem procurou as cidades litorâneas que receberam o ofício. Em nota, a Prefeitura de Vitória afirmou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) ampliou o monitoramento da água com coletas extras e análises mais completas para identificar causas de poluição.

“Além da coleta rotineira às segundas-feiras, foram implementadas análises extraordinárias aos sábados, nos pontos 10 a 14, com expansão dos parâmetros microbiológicos e físico-químicos”, acrescentou a administração da capital.

Ainda afirmou que as praias são impactadas por poluentes trazidos pelo Canal de Camburi e pelo Rio Santa Maria da Vitória, incluindo esgoto, lixo e resíduos industriais.

“O canal é influenciado por características ambientais locais, além de contribuições vindas de outros municípios com cargas de poluição, como esgotos in natura, lixo urbano, resíduos industriais e fertilizantes oriundos do Rio Santa Maria da Vitória, conforme relatos de fiscalizações históricas, impactando a qualidade das águas da baía de Vitória”, finalizou a nota.

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Até o fechamento desta matéria, as demais prefeituras não haviam retornado. Em caso de novas informações, o conteúdo será atualizado.

Relembre o caso da mancha em Vitória

Foto: Fernando Pandolpho

A mancha foi identificada no fim de janeiro, nas proximidades da Praia do Canto e da ponte da Ilha do Frade. Desde então, o MPES solicitou esclarecimentos à prefeitura, à Cesan e à Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp).

A primeira coleta oficial de água do mar para investigar a causa da mancha aconteceu no dia 21 de março, em sete pontos da região próxima à Ilha do Frade. A ação integrava o trabalho de um grupo técnico coordenado pelo MPES, em parceria com o MPF.

De acordo com a Prefeitura de Vitória, a água lançada no mar tem origem no lençol freático retirado durante obras de macrodrenagem, sendo caracterizada como água salobra bombeada para viabilizar as intervenções. A administração municipal afirma ainda que realiza monitoramento contínuo da área desde o início do fenômeno.

Já a Cesan informou que a mancha não tem relação com o sistema de esgotamento sanitário da companhia e apontou como possível causa uma tubulação de drenagem pluvial, responsável por conduzir a água da chuva até o mar.

Segundo o MPES, a expectativa é que, ao final do período de coletas e análises, os dados permitam um diagnóstico mais preciso sobre a balneabilidade e a qualidade ambiental marinha.

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Rio Doce: ações do Governo do Espírito Santo são apresentadas em nova reunião no TRF 6

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Representando o Governo do Espírito Santo, a equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) participou, em Belo Horizonte (MG), de mais uma audiência de acompanhamento do Novo Acordo judicial do desastre ambiental de Mariana, realizada na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF 6).

Nesta audiência, foi apresentado o mais recente Relatório Executivo sobre a Reparação Integral e Definitiva relativa ao rompimento da barragem da Samarco, ocorrido em 2015. A secretária de Estado Margareth Saraiva; o subsecretário de Gestão Administrativa, Harlen Silva; e o assessor jurídico da Serd, João Vinicius Tonini, estiveram presentes.

A reunião foi presidida pelo desembargador federal Edilson Vitorelli, responsável pelo acompanhamento judicial da execução do Novo Acordo do Rio Doce. O TRF6 foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para lidar com a questão do desastre ambiental por já estar envolvido com a homologação de acordos de reparação entre as mineradoras Vale, BHP e Samarco e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

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Durante o encontro, a equipe da Serd apresentou as ações desenvolvidas pela secretaria no período de novembro de 2025 a janeiro 2026, com os projetos estaduais de saneamento, recuperação ambiental, infraestrutura e as ações de políticas públicas na área social para as cidades capixabas impactadas.

A secretária de Recuperação do Rio Doce, Margareth Saraiva, ressaltou ainda a importância do debate de duas questões primordiais para o avanço do Novo Acordo.

O primeiro ponto de atenção tem relação com o Anexo 10, que trata da Pesca. Segundo Margareth, é preciso priorizar o diálogo entre o Ministério Público Federal (MPF) e a União na formação do Fundo de Reestruturação da Aquicultura e Pesca (FRAP). “É necessário dar agilidade aos trabalhos de ordenamento e zoneamento pesqueiro participativo na área de proibição da pesca no litoral norte capixaba, de responsabilidade dos ministérios do Meio Ambiente e da Pesca, considerando o prazo determinado no Novo Acordo do Rio Doce”, pontuou.

O segundo ponto de atenção, de acordo com Margareth Saraiva, tem relação com o Anexo 9, que trata do Saneamento. Foi solicitado o debate com a União para que sejam analisadas as demandas apresentadas pelo Governo do Espírito Santo junto ao Comitê Orientador deste anexo. “O nosso Estado tem particularidades nos serviços de água e esgoto dos municípios impactados pelo desastre de Mariana. E acreditamos que essas particularidades locais precisam ser consideradas para que avancemos nos projetos de saneamento no Estado”, salientou.

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