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Política Nacional

Oposição articula impeachment de Gilmar, após atrito com Zema

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Os parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados anunciaram, nesta segunda-feira (20), que vão ingressar com um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

A iniciativa é liderada pelo deputado federal Gilberto Silva (PL-PA) após o magistrado solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news.

Nesta segunda, Gilmar enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema por compartilhar em suas redes sociais um vídeo ironizando ministros da Corte.

Em nota também divulgada nas redes, Gilberto Silva afirma que a oposição está preocupada de que a investigação de Zema, que é pré-candidato à presidência, abra “um precedente grave”.

– Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política. A crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser tratada como infração – escreve Gilberto.

Gilmar solicitou a investigação de Zema após o ex-governador compartilhar um vídeo retratando uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

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No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado. Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.

A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.

Moraes, relator do inquérito das fake news, pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.

Para que um ministro do STF sofra impeachment no Brasil, é necessário que seja acusado de crime de responsabilidade, como abuso de poder, conduta incompatível com a honra do cargo ou atuação político-partidária.

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A denúncia pode ser apresentada por qualquer cidadão, mas só avança se o presidente do Senado Federal aceitar o pedido. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem resistido a aceitar qualquer um dos pedidos.

Caso seja aceito, o processo é iniciado, e inclui análise, defesa do acusado e, ao final, julgamento pelo próprio Senado, sendo necessária a aprovação de dois terços dos senadores para a condenação e perda do cargo.

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Política Nacional

Lula sobre delegado da PF expulso dos EUA: “Se houve um abuso, vamos fazer reciprocidade”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou a respeito do delegado da Polícia Federal (PF), Marcelo Ivo de Carvalho, que foi expulso dos Estados Unidos. O petista deu declarações a jornalistas.

Lula falou em “fazer reciprocidade”, em caso de abuso. Ele apontou ainda que “não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”.

– Acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial nós vamos fazer reciprocidade com o deles no Brasil. (…) Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil – disse o presidente brasileiro.

Marcelo Ivo teria atuado na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem na semana passada, mas o governo norte-americano considerou a intervenção como tentativa de manipulação do sistema de imigração.

 

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Política Nacional

Após notícia-crime de Gilmar, Zema diz que não se intimidará

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“Se consideram acima de todos e acima da lei”, afirmou o pré-candidato à Presidência

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se pronunciou após ser alvo de notícia-crime nesta por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, nesta segunda-feira (20). O pré-candidato à Presidência do partido Novo afirmou que não se deixará intimidar e voltou a chamar ministros da Corte de “intocáveis”.

– Não vai me intimidar de forma alguma. Eu não tenho rabo preso. Fiz um governo totalmente transparente, sem corrupção, à frente de Minas Gerais. E estou muito à vontade para estar criticando essa farra dos intocáveis – declarou ele em entrevista ao Contexto Metrópoles.

Gilmar pediu ao ministro Alexandre de Moraes que inclua Zema no inquérito das fake news com base em um vídeo publicado pelo ex-governador nas redes sociais.

A peça feita com IA mostra um fantoche do ministro Dias Toffoli pedindo ao fantoche de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos que havia sido ordenada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. O boneco do decano acata a solicitação e, em troca, pede uma “cortesia” no resort Tayayá, do qual Toffoli era sócio.

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Na notícia-crime, Gilmar afirma que Zema vilipendiou “não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. Para o ministro, o pré-candidato à Presidência praticou “deep fake”.

Ao comentar o caso Zema, afirmou que trata-se de uma “sátira” e defendeu que magistrados da Suprema Corte “se consideram acima de todos e acima da lei”.

– Dá para ver claramente que é uma sátira, que são fantoches, caricaturas. Se os ministros acharam que aquilo coube uma identificação a eles, parece que a carapuça serviu. Eu estou muito tranquilo e continuo achando que o absurdo não as sátiras diariamente são publicadas, o que eu acho absurdo é um contrato de R$ 129 milhões sem explicação – declarou, referindo-se ao contrato da esposa de Moraes, Viviane Barci, com o Banco Master.

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