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Medicina e Saúde

Tosse seca que não passa? Conheça as principais causas e os sinais de alerta

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A tosse seca é uma das queixas mais frequentes durante o inverno e costuma gerar bastante desconforto, principalmente quando persiste por vários dias ou semanas.

Diferentemente da tosse produtiva, que elimina secreções, a tosse seca ocorre sem catarro e geralmente provoca sensação de irritação na garganta, ardência, pigarro constante e crises repetitivas, principalmente à noite. Embora muitas vezes seja causada apenas pelas mudanças climáticas típicas da estação, ela também pode indicar doenças respiratórias que necessitam de avaliação médica.

Durante o inverno, o ar costuma ficar mais frio e seco, favorecendo o ressecamento das vias respiratórias. Além disso, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação e maior circulação de vírus respiratórios.

Essas condições irritam as mucosas do nariz, garganta, laringe e brônquios, estimulando os receptores responsáveis pelo reflexo da tosse. Como consequência, ocorre aumento significativo dos quadros de tosse seca nessa época do ano.

Quando a tosse deixa de ser apenas um reflexo de proteção

A tosse é um mecanismo natural de defesa do organismo. Sua função é proteger as vias respiratórias contra partículas inaladas, secreções, microrganismos e substâncias irritantes. Entretanto, quando a tosse se torna persistente, intensa ou acompanhada de outros sintomas, ela deixa de ser apenas um reflexo protetor e passa a indicar a necessidade de investigação clínica.

Entre as causas mais comuns de tosse seca no inverno estão as infecções virais das vias respiratórias superiores, como resfriados e gripes. Nessas situações, o paciente pode apresentar congestão nasal, coriza, dor de garganta, febre baixa, mal-estar e irritação na garganta. Mesmo após a melhora da infecção viral, a tosse pode permanecer por algumas semanas devido à inflamação residual das vias respiratórias, quadro conhecido como tosse pós-viral.

Outra causa extremamente frequente é a rinite alérgica. O clima frio, o aumento da poeira doméstica, ácaros, mofo, cobertores guardados e ambientes fechados favorecem crises alérgicas durante o inverno. O excesso de secreção nasal escorrendo pela parte posterior da garganta, chamado gotejamento pós-nasal, provoca irritação constante e desencadeia tosse seca persistente. Nesses casos, o paciente frequentemente apresenta espirros, coceira no nariz, obstrução nasal e lacrimejamento.

sinusite também pode contribuir para o aparecimento da tosse seca, principalmente à noite e ao despertar. A inflamação dos seios da face favorece o acúmulo de secreções que drenam para a garganta, irritando as vias respiratórias. Dor facial, sensação de pressão na cabeça, congestão nasal e secreção espessa são sintomas frequentemente associados.

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asma merece atenção especial no inverno. O ar frio é um importante fator desencadeante de broncoespasmo, causando irritação e contração dos brônquios. Em muitos pacientes asmáticos, a tosse seca pode ser o principal sintoma, mesmo sem chiado evidente no peito. A chamada “asma variante da tosse” é relativamente comum e pode passar despercebida durante muito tempo. Falta de ar, sensação de aperto no tórax e piora dos sintomas durante a madrugada aumentam a suspeita diagnóstica.

O refluxo gastroesofágico também está entre as causas frequentes de tosse seca crônica. O retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago e garganta irrita as vias respiratórias superiores, estimulando crises de tosse, principalmente após refeições ou ao deitar. Rouquidão, gosto amargo na boca, sensação de queimação no peito e pigarro frequente costumam acompanhar o quadro.

Além dessas causas mais comuns, outras doenças precisam ser consideradas em casos persistentes. Bronquite, pneumonia atípica, infecções por vírus respiratórios específicos, tabagismo, exposição à fumaça, poluição ambiental e até alguns medicamentos anti-hipertensivos podem desencadear tosse seca prolongada. Em situações menos frequentes, doenças pulmonares crônicas e tumores das vias respiratórias também fazem parte da investigação médica, especialmente em pacientes idosos, fumantes ou com perda de peso associada.

O tempo de duração da tosse ajuda no diagnóstico

A duração da tosse é um fator importante para o diagnóstico. Tosse com menos de três semanas geralmente está relacionada a infecções virais agudas. Quando persiste entre três e oito semanas, costuma representar tosse pós-infecciosa. Já a tosse crônica, com duração superior a oito semanas, exige investigação médica mais detalhada.

O diagnóstico é baseado principalmente na avaliação clínica. O médico analisa a duração da tosse, fatores desencadeantes, presença de febre, chiado, secreções, falta de ar, tabagismo, uso de medicamentos e doenças associadas. O exame físico ajuda a identificar sinais respiratórios importantes e direcionar a investigação.

Em muitos casos, exames complementares podem ser necessários. A radiografia de tórax é frequentemente solicitada para excluir pneumonias, alterações pulmonares ou doenças mais graves. Testes de função pulmonar, como a espirometria, auxiliam no diagnóstico de asma e bronquite. Quando existe suspeita de alergias, podem ser realizados testes alérgicos específicos. Já nos casos relacionados ao refluxo, exames gastroenterológicos podem ser indicados.

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O tratamento depende da causa da tosse

O tratamento depende diretamente da causa identificada. Em quadros virais simples, repouso, hidratação adequada e umidificação do ambiente costumam trazer melhora significativa. A ingestão de líquidos ajuda a reduzir a irritação das vias respiratórias e aliviar a sensação de garganta seca. Banhos mornos, lavagem nasal com solução salina e uso adequado de umidificadores podem auxiliar no controle dos sintomas.

Nos casos de rinite e alergias respiratórias, o controle ambiental é fundamental. Deve-se evitar poeira acumulada, carpetes, cortinas pesadas, bichos de pelúcia e cobertores guardados sem higienização adequada. Medicamentos antialérgicos e sprays nasais podem ser prescritos pelo médico quando necessário.

Pacientes asmáticos frequentemente necessitam de broncodilatadores e medicamentos inalatórios anti-inflamatórios para controle adequado da doença. Já o refluxo gastroesofágico pode exigir mudanças alimentares, redução do peso corporal, elevação da cabeceira da cama e uso de medicamentos específicos para diminuição da acidez gástrica.

O uso indiscriminado de xaropes para tosse merece cautela. Muitos medicamentos vendidos sem prescrição apresentam eficácia limitada e podem causar efeitos colaterais, especialmente em idosos e crianças. O tratamento correto depende sempre da identificação da causa da tosse.

Sinais de alerta

Alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica imediata:

  • Febre alta persistente
  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Sangue na tosse
  • Chiado intenso
  • Perda de peso inexplicada
  • Piora progressiva dos sintomas

Formas de prevenção

A prevenção da tosse seca no inverno envolve medidas simples, mas eficazes. Manter boa hidratação, evitar ambientes fechados e mal ventilados, higienizar cobertores e roupas guardadas, controlar alergias respiratórias e manter vacinação atualizada contra gripe são atitudes importantes para reduzir o risco de doenças respiratórias.

Embora a tosse seca seja extremamente comum durante o inverno, ela não deve ser negligenciada quando persistente ou associada a outros sintomas. O reconhecimento precoce das causas mais prováveis permite tratamento adequado, melhora da qualidade de vida e prevenção de complicações respiratórias mais graves.

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Idosos sem vacina da gripe lideram casos graves por influenza no ES

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Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, até a semana epidemiológica 24, encerrada em 20 de junho, três em cada quatro casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza no Espírito Santo ocorreram em pessoas que não haviam recebido a vacina.

Os idosos que ainda não se vacinaram contra a gripe continuam sendo o grupo mais afetado pelas formas graves da doença. Segundo o levantamento do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), o Estado registrou 168 casos de SRAG provocados pelo vírus influenza neste período. Destes, 127 ocorreram em pessoas não vacinadas, sendo 59 em idosos com 60 anos ou mais.

O cenário também se reflete nos óbitos. Dos 21 registrados até o momento em decorrência da forma grave da gripe, 14 foram de idosos que não estavam imunizados.

De acordo com a referência técnica do Programa Estadual de Imunizações da Sesa, Danielle Grillo, muitas pessoas ainda subestimam os riscos da influenza, principalmente na população idosa.

A vacina contra a influenza é a principal medida para evitar que a gripe evolua para uma internação ou um óbito. A gripe não é um simples resfriado. Em pessoas com 60 anos ou mais, ela pode provocar pneumonia, agravar doenças crônicas e levar à hospitalização.

Danielle Grillo, referência técnica do Programa Estadual de Imunizações da Sesa

Cobertura vacinal está abaixo da meta

Apesar de os idosos fazerem parte do público prioritário da campanha, a cobertura vacinal ainda está distante do objetivo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

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Até a última quinta-feira (25), apenas 45,13% dos idosos haviam recebido a vacina contra a gripe no Espírito Santo. A meta é alcançar 90% desse público. No ano passado, o Estado também não atingiu esse índice: a cobertura ficou em 56,45%.

A especialista lembra que a vacina é atualizada todos os anos para acompanhar as cepas do vírus que estão em circulação e reforça que a imunização continua sendo recomendada mesmo durante o período de maior circulação da doença.

“A vacina nem sempre impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de desenvolver formas graves, precisar de internação ou morrer. A proteção começa cerca de duas semanas após a aplicação da dose. Quanto antes a pessoa se vacinar, melhor”, explica Danielle Grillo.

Crianças pequenas também preocupam

Além dos idosos, as crianças menores de 6 anos também aparecem entre os grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza.

Entre os 127 casos graves registrados em pessoas não vacinadas, 41 ocorreram em crianças de 6 meses a menores de 6 anos. Embora não haja mortes confirmadas nessa faixa etária até o momento, a baixa cobertura vacinal preocupa a Secretaria da Saúde.

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Atualmente, apenas 46,02% das crianças desse grupo receberam a vacina contra a gripe no Estado. Em 2025, a cobertura também ficou abaixo da meta, alcançando 74,35%, quando o objetivo era vacinar 90% do público.

Segundo Danielle Grillo, a vacinação infantil também ajuda a proteger os idosos, já que muitas infecções ocorrem no ambiente familiar.

“Muitos idosos acabam contraindo gripe por contato com netos, filhos ou cuidadores. Quando essas pessoas também estão vacinadas, há menor circulação do vírus e uma proteção indireta para quem tem maior risco de desenvolver complicações.”

Onde se vacinar

A vacina contra a gripe está disponível em mais de 700 salas de vacinação distribuídas pelo Espírito Santo e pode ser aplicada em toda a população a partir dos seis meses de idade, enquanto houver doses disponíveis.

Para idosos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a imunização faz parte do calendário de rotina e continua sendo a principal forma de prevenir internações, complicações e mortes provocadas pela influenza.

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Gol, ansiedade e emoção: o que acontece no cérebro durante a Copa do Mundo?

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O coração acelera. As mãos suam. A respiração fica mais curta. Faltam apenas alguns segundos para a cobrança do pênalti decisivo. Embora você esteja sentado no sofá, seu cérebro reage como se estivesse participando da partida. E, do ponto de vista da neurociência, há uma explicação para isso.

Copa do Mundo vai muito além do futebol. Para milhões de pessoas, ela desperta emoções intensas, muda rotinas, influencia o humor e até provoca reações físicas reais. Mas por que um jogo pode nos deixar tão felizes, ansiosos ou frustrados?

Por que sentimos a vitória como algo pessoal?

Quando torcemos por um time ou seleção, nosso cérebro passa a enxergar aquele grupo como parte da nossa identidade. É como se a vitória do time fosse, em algum nível, uma vitória pessoal. Por isso, durante uma partida importante, áreas cerebrais relacionadas à recompensa, emoção e pertencimento social ficam altamente ativadas.

Quando o time marca um gol, ocorre uma liberação de neurotransmissores como a dopamina, substância associada ao prazer e à sensação de recompensa. É por isso que muitas pessoas pulam, gritam, choram ou sentem uma verdadeira explosão de felicidade naquele momento.

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A ansiedade do jogo também tem explicação científica

Mas a emoção não aparece apenas nos momentos bons.

Durante os minutos que antecedem uma decisão importante, o cérebro também ativa mecanismos relacionados ao estresse e à antecipação. A frequência cardíaca aumenta, a respiração fica mais acelerada e o organismo libera adrenalina e cortisol. Em outras palavras: o corpo reage como se estivesse participando diretamente da disputa.

Isso acontece porque o cérebro não responde apenas a ameaças físicas reais, mas também a situações que possuem grande significado emocional. Embora racionalmente saibamos que estamos apenas assistindo a uma partida, algumas estruturas cerebrais envolvidas no processamento das emoções e do estresse reagem como se algo importante estivesse em jogo para nós.

Quem nunca sentiu o coração disparar durante uma cobrança de pênalti?

O fenômeno do contágio emocional entre torcedores

Outro fenômeno interessante é o chamado “contágio emocional”. Nosso cérebro possui sistemas que facilitam a sintonia com as emoções das pessoas ao redor. Por isso, assistir a um jogo em grupo costuma ser mais emocionante do que assistir sozinho. A alegria, a tensão e a empolgação parecem se espalhar rapidamente entre os torcedores.

A Copa também fortalece sentimentos de união e pertencimento. Mesmo pessoas que normalmente não acompanham futebol passam a vestir as cores do país, participar de comemorações e compartilhar expectativas. Do ponto de vista psicológico, esses momentos favorecem conexões sociais, fortalecem vínculos e promovem uma sensação de identidade coletiva.

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Quando a derrota também mexe com a mente

Por outro lado, a derrota também pode gerar reações intensas. Frustração, tristeza, irritação e até dificuldade para dormir após um resultado inesperado são experiências relativamente comuns. Isso acontece porque o cérebro processa perdas importantes como experiências emocionalmente significativas.

É claro que, para a maioria das pessoas, essas emoções são passageiras e fazem parte da diversão do esporte. O problema surge quando a identificação com o time é tão intensa que provoca sofrimento excessivo, agressividade ou interfere no funcionamento cotidiano.

O futebol acontece no campo, mas a emoção nasce no cérebro

No fim das contas, a Copa do Mundo é uma grande demonstração de como o cérebro humano foi programado para se conectar, pertencer e sentir emoções em grupo. O futebol pode até acontecer dentro das quatro linhas, mas grande parte do espetáculo acontece dentro da nossa mente.

E talvez seja exatamente por isso que uma simples partida consiga fazer milhões de pessoas sorrirem, sofrerem e comemorarem juntas ao mesmo tempo.

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