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Internacional

Aliado de Trump chama prisão de Bolsonaro de “desgraça”

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O estrategista de comunicação norte-americano Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

As declarações foram dadas a jornalistas após um encontro envolvendo Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Durante a conversa, Miller criticou a situação jurídica de Jair Bolsonaro e fez ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

– É uma desgraça que o presidente Bolsonaro ainda esteja preso até hoje. E cada um de vocês nesta sala deveria estar fazendo mais barulho sobre isso, por permitir que Alexandre de Moraes pisoteie a democracia, seja no Brasil, seja no restante do mundo – afirmou.

Miller também associou uma eventual mudança política no Brasil ao retorno de Trump à Casa Branca. Segundo o estrategista, uma eleição pode alterar o cenário econômico, social e de segurança pública do país.

– Uma eleição pode mudar tudo, como vimos com o presidente Trump. Uma eleição foi capaz de garantir nossa fronteira, trazer paz de volta às nossas grandes cidades, restaurar nossa economia. Essas mesmas coisas podem acontecer com esta próxima eleição para o povo do Brasil – declarou.

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Ao longo da entrevista, Miller citou temas como combate ao narcotráfico, liberdade de expressão e relações com a China. Ele afirmou que questões enfrentadas pelo Brasil também impactam os Estados Unidos.

O norte-americano evitou comentar possíveis ações de Trump em relação ao caso Bolsonaro, mas reiterou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro.

– Estou aqui simplesmente para apoiar meus amigos. (…) Sei que estou aqui em total apoio, e já disse muito claramente que apoio Flávio e sua candidatura à Presidência – afirmou.

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Internacional

‘Paredes de água’: Satélite registra maiores ondas em alto-mar já medidas do espaço; entenda

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Fenômeno gerado pela tempestade Eddie no Pacífico Norte teve energia transportada por 24 mil quilômetros até o Atlântico Tropical e ajuda cientistas a corrigir modelos sobre ondas extremas

Um satélite da Nasa e da agência espacial francesa CNES registrou, a partir do espaço, a maior onda já medida por satélite em mar aberto: uma parede de água de 19,7 metros, altura equivalente à de um prédio de seis andares. O fenômeno foi gerado pela tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024, e foi captado longe de qualquer costa, em uma região onde boias e navios raramente conseguem fazer medições com a mesma precisão.

A medição foi feita em 21 de dezembro de 2024, no auge da tempestade, pelo satélite SWOT, sigla em inglês para Surface Water and Ocean Topography. A missão é uma parceria entre a Nasa e o CNES e tem capacidade de criar mapas bidimensionais da superfície dos oceanos, registrando não apenas a altura das ondas, mas também seu comprimento e direção.

O estudo foi liderado pelo oceanógrafo Fabrice Ardhuin, do Laboratório de Oceanografia Física e Espacial, na França, e publicado em setembro de 2025 na revista científica americana PNAS. Segundo os pesquisadores, o episódio revelou detalhes inéditos sobre como o oceano transporta energia em escala planetária.

O número validado pela pesquisa é de 19,7 metros de altura significativa de onda. A altura significativa é uma medida estatística que representa a média das maiores ondas observadas em determinado período. Já o valor de 35 metros se refere a estimativas de cristas individuais que poderiam ter ocorrido dentro da tempestade, mas não corresponde ao recorde oficial registrado pelo satélite.

Antes do SWOT, cerca de 15 satélites já mediam a altura das ondas desde 1991, mas nenhuma observação havia ultrapassado 18,5 metros até dezembro de 2024. Isso não significa que ondas maiores não existissem, e sim que os satélites anteriores cobriam apenas uma fração limitada do oceano e quase sempre passavam longe do centro das tempestades. No caso de Eddie, o SWOT cruzou justamente o coração do sistema no momento em que as ondas estavam no auge.

O alcance do fenômeno chamou atenção dos cientistas. As ondas formadas pela tempestade se transformaram em marulho — ondulações capazes de viajar grandes distâncias depois que o temporal se dissipa — e percorreram cerca de 24 mil quilômetros. Elas deixaram o Pacífico Norte, atravessaram a Passagem de Drake, entre a América do Sul e a Antártica, e chegaram ao Atlântico Tropical entre 21 de dezembro de 2024 e 6 de janeiro de 2025.

A pesquisa também ajudou a corrigir modelos usados para calcular a energia das ondas mais longas. O problema não era que esses modelos ignorassem a força do fenômeno, mas que superestimavam em até 20 vezes a energia transportada por ondas longas, distribuindo essa força de forma diferente da observada pelo satélite.

Com os dados diretos do SWOT, os pesquisadores passaram a trabalhar em modelos mais precisos, capazes de considerar interações complexas entre ondas curtas e longas. A melhoria pode tornar as previsões de ondas extremas mais confiáveis, algo essencial para a segurança no mar.

A Agência Espacial Europeia destacou que os dados de satélite também mostram como os marulhos funcionam como “mensageiros” de tempestades: mesmo quando um sistema nunca toca terra, sua energia pode viajar por grandes distâncias e atingir costas remotas. A agência observou ainda que modelos indicam que as ondas mais altas dos últimos 34 anos ocorreram em janeiro de 2014, quando a tempestade Hercules, no Atlântico, produziu ondas de 23 metros e causou danos severos do Marrocos à Irlanda.

Uma das questões ainda em aberto é se megatempestades como Eddie estão se tornando mais frequentes ou intensas por causa das mudanças climáticas. A equipe de Ardhuin investiga essa relação, mas trata o tema com cautela: o aquecimento global pode ser um dos fatores, mas não o único. Relevo do fundo do mar, trajetórias das tempestades e variações naturais do clima também influenciam a formação de ondas gigantes.

O que se sabe é que oceanos mais quentes armazenam mais energia, alimentam tempestades mais fortes e favorecem os ventos que formam ondas extremas. Nesse cenário, o SWOT deve ter papel central na comparação de eventos ao longo dos próximos anos, permitindo verificar se a energia das tempestades está mudando junto com o clima do planeta.

Mais do que um recorde curioso, a onda de quase 20 metros registrada do espaço mostra que parte da força dos oceanos ainda escapava das medições tradicionais. Agora, fenômenos antes invisíveis em áreas remotas do mar começam a ser transformados em dados concretos para a ciência, a navegação e a segurança marítima.

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Internacional

Estados Unidos classificam CV e PCC como grupos terroristas

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, no início da noite desta quinta-feira (28), que classificará as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas. A decisão ocorre dois dias após o encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

As autoridades norte-americanas destacaram o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.

— O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país — destacou o comunicado.

O comunicado reitera ainda que as forças de segurança tomarão todas as medidas para inibir a entrada de drogas ilícitas em território estadunidense.

— A ação tomada hoje pelo Departamento de Estado demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano — afirmou.

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O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados.

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