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Medicina e Saúde

Anvisa manda recolher lote da água Crystal com bactéria já encontrada em produtos da Ypê; veja os sintomas

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A identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote da água mineral Crystal levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a determinar o recolhimento do produto nesta semana. A medida acendeu dúvidas entre consumidores sobre os riscos à saúde e os sintomas associados ao microrganismo.

Segundo informações divulgadas pela Anvisa, o lote foi recolhido após análises laboratoriais detectarem a presença da bactéria. O mesmo microrganismo já havia sido identificado anteriormente em produtos da Ypê, em um caso que também resultou em medidas sanitárias preventivas.

O QUE É A BACTÉRIA ENCONTRADA NA ÁGUA CRYSTAL?

Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente distribuída no ambiente. Ela pode ser encontrada naturalmente na água, no solo, em superfícies úmidas e até mesmo na pele humana sem necessariamente causar doenças.

O principal problema ocorre quando a bactéria entra em contato com pessoas que possuem o sistema imunológico comprometido ou quando encontra condições favoráveis para provocar infecções.

Por isso, embora seja considerada comum na natureza, sua presença em produtos destinados ao consumo humano exige atenção das autoridades sanitárias.

QUAIS SINTOMAS A BACTÉRIA PODE CAUSAR?

Os sintomas variam de acordo com a região do corpo afetada e com as condições de saúde da pessoa exposta.

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Em situações mais leves, podem surgir:

  • Irritações na pele;
  • Vermelhidão;
  • Coceira;
  • Pequenas infecções superficiais;
  • Inflamações localizadas.

Já em pessoas mais vulneráveis, a infecção pode provocar sintomas mais importantes, como:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Tosse e dificuldade respiratória;
  • Infecções urinárias;
  • Dor e secreção em feridas;
  • Infecções hospitalares;
  • Quadro infeccioso generalizado.

Em casos graves, especialmente entre pacientes imunossuprimidos, a bactéria pode causar complicações potencialmente fatais.

QUEM CORRE MAIS RISCO?

A maior preocupação dos especialistas está relacionada às pessoas que apresentam imunidade reduzida.

Entre os grupos considerados mais vulneráveis estão:

  • Pacientes em tratamento contra o câncer;
  • Pessoas transplantadas;
  • Portadores de HIV com imunidade comprometida;
  • Pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores;
  • Pacientes com doenças autoimunes;
  • Idosos com saúde fragilizada;
  • Pessoas internadas em hospitais.

Nesses grupos, a bactéria encontra maior facilidade para provocar infecções e complicações.

A BACTÉRIA ENCONTRADA NA ÁGUA CRYSTAL É PERIGOSA PARA PESSOAS SAUDÁVEIS?

Imagem: Divulgação

 

De modo geral, o risco para pessoas saudáveis é considerado baixo.

Especialistas explicam que o organismo costuma ser capaz de combater naturalmente a bactéria sem que ocorram sintomas ou consequências mais graves.

Ainda assim, a presença do microrganismo em produtos destinados ao consumo humano não é considerada aceitável pelas normas sanitárias, o que justifica o recolhimento do lote.

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O QUE FAZER SE VOCÊ CONSUMIU A ÁGUA?

A recomendação é manter a calma. Até o momento, não foram divulgados registros de consumidores que apresentaram problemas de saúde relacionados ao lote recolhido.

No entanto, pessoas que desenvolverem sintomas como febre, sinais de infecção ou qualquer alteração incomum após o consumo devem procurar orientação médica, principalmente se fizerem parte dos grupos de maior risco.

Além disso, consumidores que possuam garrafas pertencentes ao lote recolhido devem seguir as orientações divulgadas pela fabricante para solicitar substituição ou reembolso.

MESMA BACTÉRIA FOI ENCONTRADA EM PRODUTOS DA YPÊ

A presença da Pseudomonas aeruginosa na água Crystal chamou atenção porque a mesma bactéria já havia sido identificada anteriormente em lotes de produtos da Ypê, levando ao recolhimento preventivo de itens da marca.

Embora os episódios envolvam produtos diferentes, ambos reforçam a importância do monitoramento sanitário e dos testes laboratoriais realizados para garantir a segurança dos consumidores.

A detecção da bactéria não significa necessariamente que haverá casos de infecção, mas serve como alerta para evitar riscos, especialmente entre pessoas com o sistema imunológico mais vulnerável.

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Medicina e Saúde

Conselho Federal proíbe o uso de PMMA para fins estéticos

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu nesta sexta-feira (29) o uso de polimetilmetacrilato, o PMMA, para finalidades estéticas ou reparadoras. O PMMA é utilizado como substância preenchedora em procedimentos estéticos.

A única exceção permitida pelo CFM é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, que deverá ser realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.

Segundo o CFM, a resolução proibindo o PMMA será publicada na próxima terça-feira (2), enquanto na segunda (1º), uma entrevista coletiva sobre a questão será concedida pelo presidente do órgão, José Hiran da Silva Gallo, e pela relatora da resolução, a cirurgiã plástica e conselheira federal Graziela Bonin.

O CFM já havia pedido a proibição do PMMA à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anteriormente. O PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina. Nesse campo, costuma ser usado como gel para preencher pequenas áreas nas camadas mais superficiais da pele (preenchimento cutâneo).

A Anvisa indica que a dosagem utilizada deveria ser aquela estritamente necessária para a correção das irregularidades e o procedimento deveria ser realizado exclusivamente por profissionais médicos treinados.

O órgão regulador estabelecia indicações claras dos locais do corpo onde as aplicações podem ser feitas e a concentração exata da substância que pode estar contida em cada mililitro das injeções. Para preenchimentos subcutâneos, isto é, em camadas mais profundas da pele, era necessário que o profissional fosse registrado na Anvisa, pois o produto é considerado de máximo risco.

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MORTES

Na última terça (26), uma mulher morreu em São Paulo após passar por um preenchimento com PMMA na região dos glúteos e das coxas na segunda (25).

Outros casos de mortes relacionadas ao PMMA já haviam sido registrados no Brasil antes, como o da influenciadora digital e modelo fotográfica Aline Maria Ferreira da Silva, que morreu aos 33 anos em julho de 2024.

Outro caso famoso é o da modelo Andressa Urach, que ficou entre a vida e a morte em 2014 após usar o PMMA e outra substância, o hidrogel, para preenchimento, mas conseguiu se recuperar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o uso da substância pode causar reações de curto prazo, como edemas locais, processos inflamatórios, reações alérgicas e formação de granuloma (tipo de inflamação causada pelo sistema imunológico), e também tardias, muitos anos após a realização da injeção.

 

QUAIS OS RISCOS DO PMMA?

Em entrevista concedida ao Estadão em 2024, a cirurgiã plástica Marcela Cammarota, membro do conselho científico e porta-voz da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), disse que a associação é estritamente contra o uso do PMMA para fins estéticos.

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Cammarota explica que, na medicina, a substância é usada na forma de microesferas, que devem ter um tamanho específico para que o organismo não a rejeite. Essa particularidade, por sua vez, exige muita cautela de quem realiza o procedimento.

Se forem muito pequenas, podem ser “engolidas” pelas células, fazendo com que o corpo reconheça o PMMA como uma substância não compatível, levando os anticorpos a atacarem o local do preenchimento. Se forem muito grandes, podem causar inflamações e o corpo tentará expulsá-lo.

Ela destaca ainda que essas reações podem se tornar crônicas, causando problemas que serão permanentes até que a substância seja removida do corpo. A remoção, porém, não é uma tarefa fácil. O procedimento pode exigir a retirada também do próprio tecido em que o gel está infiltrado, causando lesões e deformidades.

O uso de doses altas de PMMA também pode levar à necrose, posto que o plástico pode acabar comprimindo vasos sanguíneos, levando à morte das células.

Ainda podem acontecer infecções. Durante a aplicação, bactérias que estão na camada externa da pele podem penetrar no organismo e “grudar” no material do PMMA. Dessa forma, o uso de antibióticos não consegue tratar a contaminação efetivamente.

 

*AE

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Anvisa suspende lotes de remédio popular para pressão; veja qual marca foi afetada

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Anvisa determinou o recolhimento de nove lotes de enalapril usados no tratamento da pressão alta após identificar erro na dosagem informada nas embalagens

Pacientes e profissionais de saúde receberam um alerta importante nesta terça-feira (2). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de nove lotes do medicamento Maleato de Enalapril 20 mg, um dos remédios mais utilizados no tratamento da hipertensão arterial e da insuficiência cardíaca.

A medida foi adotada após a identificação de um erro nas embalagens dos produtos fabricados pela Hipolabor Farmacêutica. Embora os comprimidos sejam de 20 mg, algumas caixas trazem a indicação incorreta de 10 mg na descrição da composição, o que pode causar confusão durante a dispensação e administração do medicamento.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e proíbe a comercialização, distribuição e uso dos lotes afetados até a conclusão do recolhimento.

QUAIS LOTES DE ENALAPRIL FORAM SUSPENSOS?

Segundo a Anvisa, os lotes atingidos pela medida são:

  • 0062/26M
  • 0063/26M
  • 0064/26M
  • 0088/26M
  • 0089/26M
  • 0358/26M
  • 0415/26M
  • 0506/26M
  • 0507/26M

Os produtos foram distribuídos em embalagens destinadas ao uso hospitalar.

O QUE MOTIVOU O RECOLHIMENTO?

De acordo com a fabricante, foi identificado um desvio de qualidade relacionado à embalagem secundária do medicamento.

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problema não está na composição dos comprimidos, mas sim na informação impressa na caixa. Apesar de o medicamento conter 20 mg de princípio ativo, a embalagem informa equivocadamente a dosagem de 10 mg.

Em ambientes hospitalares, onde a rotulagem serve como referência para a administração de medicamentos, esse tipo de erro pode aumentar o risco de falhas no tratamento.

Por esse motivo, a Anvisa determinou a suspensão imediata dos lotes e o recolhimento dos produtos.

O QUE É O ENALAPRIL E PARA QUE ELE SERVE?

O enalapril pertence à classe dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), medicamentos amplamente utilizados para controlar a pressão arterial e proteger o sistema cardiovascular.

Entre as principais indicações estão:

  • Tratamento da hipertensão arterial;
  • Controle da insuficiência cardíaca;
  • Redução do risco de complicações cardiovasculares;
  • Tratamento da hipertensão renovascular.

Por ser um medicamento de uso contínuo para milhares de brasileiros, qualquer inconsistência relacionada à identificação da dosagem exige atenção das autoridades sanitárias.

QUEM UTILIZA O MEDICAMENTO DEVE SE PREOCUPAR?

Segundo as informações divulgadas pela Anvisa, o recolhimento ocorreu por causa de um problema de rotulagem e não por falhas na fórmula do medicamento.

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Mesmo assim, hospitais e serviços de saúde devem interromper imediatamente o uso dos lotes afetados e seguir as orientações da fabricante para devolução e substituição dos produtos.

Pacientes que utilizam enalapril em casa não devem interromper o tratamento por conta própria. A recomendação é verificar se o medicamento pertence aos lotes citados e, em caso de dúvida, procurar orientação médica ou farmacêutica.

ERROS DE EMBALAGEM EXIGEM ATENÇÃO

Embora pareça um detalhe simples, informações incorretas em embalagens de medicamentos podem provocar erros de administração, especialmente em ambientes hospitalares, onde a identificação rápida da dosagem faz parte da rotina dos profissionais de saúde.

Por isso, a legislação sanitária brasileira exige que todas as informações de rotulagem sejam precisas e correspondam exatamente ao conteúdo do produto.

Com a suspensão dos nove lotes de enalapril, a Anvisa busca evitar riscos aos pacientes e garantir que os medicamentos distribuídos no país sigam os padrões de segurança exigidos pelas normas regulatórias.

 

FONTE: Folha Vitória.

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