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Segurança

Briga entre marido, esposa e amante acaba em prisão em Vitória

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Um homem de 39 anos foi preso em flagrante após agredir a amante no bairro Maruípe, em Vitória. A esposa dele afirmou que foi a autora das agressões, mas imagens do caso mostram o suspeito atacando a vítima em via pública.

Um vídeo registra o momento em que o suspeito abre a porta de um carro, puxa a mulher pelos cabelos e a derruba no meio da rua antes de desferir socos e chutes.

 

A vítima relatou que as agressões começaram após uma discussão envolvendo um telefone e afirmou que tentou apenas se defender.

Ele abriu a porta do carro, me puxou pelos cabelos, me jogou no chão e começou a dar socos na minha cabeça e me chutar. Para me proteger, eu bati nele também.

Amante agredida

Segundo informações da polícia, a mulher sofreu ferimentos graves e permanece internada, sem previsão de alta.

O suspeito não será identificado para preservar a adolescente filha da família envolvida.

“Mulher que fica com homem casado merece apanhar”, diz esposa

De acordo com a investigação, a vítima mantinha um relacionamento com o homem preso. A esposa do suspeito afirmou que tinha conhecimento da relação extraconjugal e disse ter ido ao local após receber uma ligação do marido pedindo ajuda.

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Segundo o relato dela, o homem teria informado que a vítima havia quebrado seu telefone, danificado o carro e o agredido.

A mulher afirmou que foi ela quem agrediu a vítima e negou que o marido tenha participado da violência.

Eu fui para cima dela e bati nela, pois eu já tinha avisado que ele era casado. Então, mulher que fica com homem casado merece apanhar. Eu que bati nela, ele não encostou a mão nela.

Esposa

No entanto, uma testemunha afirmou que a vítima foi agredida em dois momentos: inicialmente pelo suspeito e, depois, pela esposa dele.

“Ele foi embora e depois voltou com a esposa. Ela já sabia que a menina era amante dele e também bateu nela”, relatou.

Prisão ocorreu após atendimento à vítima

Após as agressões, a mulher foi levada para uma unidade de pronto atendimento e, posteriormente, transferida para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência São Lucas.

Enquanto a vítima recebia atendimento médico, equipes da Guarda Civil Municipal tomaram conhecimento do caso e localizaram o suspeito. Segundo o registro da ocorrência, o próprio homem abordou os agentes para relatar sua versão dos fatos.

Ele foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória, onde acabou autuado em flagrante.

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A esposa afirmou que acreditava que o marido seria levado apenas para prestar depoimento e realizar exame de corpo de delito.

Achei que iam levar ele para fazer a ocorrência e passar pelo médico. Depois liguei para a delegacia e disseram que ele estava preso.

Esposa

Esposa diz porque deixava o marido ter amante

Após a prisão, a esposa esteve na delegacia e voltou a defender o marido. Segundo ela, a vítima costumava agredi-lo em outras ocasiões e teria causado danos ao veículo e ao telefone do suspeito.

Ao explicar por que aceitava que o marido mantivesse um relacionamento extraconjugal, respondeu:

Porque eu amo ele, ele é meu marido e pai da minha filha. Porque ele é sem-vergonha e safado, e a mulher que fica também. Mas fazer o quê? Homem é homem.

Esposa

Suspeito foi autuado pela Lei Maria da Penha

A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por lesão corporal na forma da Lei Maria da Penha. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao sistema prisional.

A vítima continua internada no Hospital São Lucas, onde segue em tratamento.

 

FONTE: Folha Vitória.

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Segurança

Justiça solta influenciadora presa pela PF em operação contra apostas ilegais

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A influenciadora digital Thayna Endringer recebeu alvará de soltura no último sábado (18) após passar três dias presa. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça (Sejus). Além dela, Flávio dos Santos Medina, outro investigado, também foi solto.

Thayna foi presa uma operação da Polícia Federal na Serra. Ela é suspeita de integrar um grupo responsável por um esquema de apostas esportivas ilegais.

A soltura foi confirmada pelo advogado de Thayna, Douglas Luz. Ele informou que o processo segue em segredo de justiça e que detalhes sobre o caso ainda não podem ser divulgados.

“Cumpre esclarecer, contudo, que os fatos ali apurados estão sendo devidamente esclarecidos, eis que a sua defesa adotou postura de absoluta colaboração com o trabalho que está sendo realizado pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Estadual, porquanto a investigada prestou interrogatório e, ainda, colacionou aos autos documentos e declarações pertinentes ao que está sendo apurado”, afirmou.

Ainda segundo ele, a defesa acredita que a decisão pela soltura foi a mais acertada, levando em consideração o avanço das investigações.

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Pelas redes sociais, a influenciadora comemorou a decisão. Em uma publicação, ela mostra o alvará de soltura em frente a uma piscina.

Ela afirmou ainda que os policiais federais foram corretos e imparciais em suas abordagens e que segue colaborando com a investigação.

 

Operação contra apostas ilegais

A influenciadora foi presa na operação Slots. Segundo a investigação, a organização criminosa utilizava empresas de fachada, plataformas de apostas (as chamadas bets) sem autorização para funcionar no Brasil e mecanismos financeiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com a atividade.

As investigações começaram após indícios de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. Durante a apuração, a Polícia Federal identificou uma estrutura voltada à exploração clandestina de plataformas de apostas on-line.

De acordo com a corporação, influenciadores digitais eram usados para divulgar os sites de apostas irregulares, enquanto empresas intermediadoras de pagamento recebiam, movimentavam e distribuíam os valores obtidos com a atividade.

A PF também aponta que os investigados apresentavam evolução patrimonial incompatível com a renda oficialmente declarada e utilizavam empresas com características de fachada. Ainda segundo a investigação, as plataformas promovidas pelo grupo não possuíam autorização para operar no país.

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Sites usam imagens oficiais para aparentar regularidade

A Polícia Federal informou que os sites utilizavam indevidamente símbolos e referências visuais ligados ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), criando uma falsa aparência de regularidade para os usuários.

Além disso, os depósitos realizados pelos apostadores eram direcionados para empresas sem autorização para explorar a atividade de apostas.

Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, para a influenciadora e o marido, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória. As ordens judiciais são executadas no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.

A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além do sequestro de um imóvel e de veículos de luxo.

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Segurança

Perícia descarta estupro em bebê e caso tem reviravolta no Ceará

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De acordo com os laudos periciais, a causa da morte foi asfixia mecânica indireta

Nesta sexta-feira (17), a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) informou que a bebê de 10 meses que morreu em Fortaleza (CE) não foi vítima de violência sexual. De acordo com os laudos periciais, a causa da morte foi asfixia mecânica indireta, o que muda o rumo da investigação divulgada inicialmente pelas autoridades.

Segundo a Pefoce, os exames laboratoriais não encontraram sêmen nem material genético dos dois homens presos, no corpo da criança. O órgão também informou que “o exame sexológico apontou que não houve violência sexual”.

A Polícia Civil explicou que a prisão em flagrante dos dois suspeitos ocorreu com base no protocolo emitido pelo hospital que recebeu a bebê. O documento registrava uma laceração anal e indicava “suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual”, informação que motivou a autuação inicial.

Com a conclusão dos laudos da Pefoce e o avanço das diligências, a investigação foi reclassificada. Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, descartando a hipótese de violência sexual com base nas provas periciais.

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Os dois investigados, Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, permanecem presos preventivamente. Francisco Ray mantinha um relacionamento com a mãe da bebê, enquanto Roberto Levy é primo dele.

Nota da Pefoce, na íntegra:
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) informa que concluiu os laudos dos exames cadavéricos e laboratoriais realizados no corpo da bebê de 10 meses, morta na última segunda-feira, dia 13. Conforme o laudo cadavérico, a morte aconteceu por asfixia mecânica indireta. Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual.

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informa que as prisões em flagrante dos dois homens, de 22 e 26 anos, foram baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Pefoce. O documento, produzido pelo hospital particular para onde a bebê foi levada e no qual constava a informação de que a criança havia sido assistida por quatro médicos de emergência pediátrica, além de dois cardiologistas, apontava que após o óbito foi evidenciada laceração anal, e ao final, a indicação de suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual. Entretanto, após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando com base nos laudos periciais a ocorrência de violência sexual contra a criança.

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