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Segurança

Com medo da violência, 41% das mulheres dizem que deixaram de sair à noite, segundo Datafolha

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O medo da violência atinge muito mais as mulheres do que os homens e levou 40,9% delas a deixar de sair à noite no último ano —para eles, o percentual é de 29,8%. É o que aponta a pesquisa “Os gatilhos da insegurança”, feita pelo Datafolha e divulgada no último domingo (10).

A pesquisa foi encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O instituto entrevistou presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios do país.

No geral, 96,2% dos entrevistados disseram ter medo de ao menos 1 das 13 situações apresentadas na pesquisa. Outros 3,8% responderam não ter medo. A margem de erro nesses casos varia entre 0,8 e 4,2 pontos percentuais.

 

O medo de ser vítima de um golpe ou de perder dinheiro pela internet ou celular foi citado por 83,2%. A menção ao medo de ser roubado à mão armada atingiu 82,3%.

O receio de ser morto durante um assalto acumulou 80,7%, e o de ter o celular furtado ou roubado, 78,8%.

Quando os dados são divididos por gênero, entre as mulheres atingem o maior percentual o medo de ser roubada à mão armada e o de cair em golpes digitais, ambos com 86,6%.

Também superam a faixa dos 80% entre elas as seguintes situações: o de ser morta durante um assalto (86,2%), de ter o celular roubado ou furtado (83,6%), de ser vítima de agressão sexual (82,6%), de ser vítima de bala perdida (82,3%), de ter a residência invadida ou arrombada (82,6%), de ser roubada ou assaltada na rua (83,2%).

No caso dos homens, nenhuma das situações chegou a 80%. As mais próximas foram o medo de ser vítima de golpes digitais (79,6%) e de ser roubado à mão armada (77,7%).

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Os entrevistados pelo Datafolha também responderam se alteraram seu comportamento em razão do medo. O maior percentual, de 36,5%, é daqueles que disseram ter mudado de percurso. Além disso, 35,6% afirmaram que deixaram de sair à noite e 33,5% responderam que deixaram o celular em casa por medo de ser assaltado.

O medo da violência tem reflexo direto sobre o cotidiano delas.

Segundo o Datafolha, 40,9% das entrevistadas disseram que deixaram de sair à noite nos últimos 12 meses por medo da violência e 37,8% que não foram às ruas com o celular por medo de assalto. Nos dois casos, os percentuais são menores para as respostas dos homens, 29,8% e 28,9%, respectivamente.

Segundo o Fórum Brasileiro, “o mapa feminino do medo incorpora, no centro da percepção de insegurança, uma ameaça que para os homens não ocupa lugar equivalente”.

“Em termos analíticos”, acrescenta a instituição, “isso significa que a experiência feminina da insegurança é mais totalizante: ela atravessa a rua, a casa, o corpo e a rotina”.

Os números sobre o medo da violência entre as mulheres vêm ao mesmo tempo em que o registro de feminicídios aumenta no Brasil.

Dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no início de maio apontam para um aumento de 7,5% no registro de crimes de feminicídio no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.

Foram 399 mulheres mortas entre janeiro e março de 2026, o maior número para um primeiro trimestre nos 11 anos de série histórica. No ano passado, no mesmo período, foram 371 vítimas.

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A maior quantidade absoluta de vítimas de feminicídios por estado foi registrada em São Paulo, com 86 vítimas, o que representou um recorde local. Nas demais cidades paulistas, o aumento foi de 41% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Parte dos casos ganhou repercussão nacional, a exemplo do episódio envolvendo Tainara Souza Santos, 31. Ela morreu depois de ficar 25 dias internada após ter sido atropelada e arrastada por um quilômetro por um homem apontado como ex-companheiro dela. Durante a internação, teve as duas pernas amputadas.

Foi também em São Paulo que morreu a policial militar Gisele Alves Santana, 32. O coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto está preso sob suspeita de ter cometido o crime.

A escalada de violência contra a mulher em território paulista levou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a anunciar no mês passado um pacote de medidas em busca de combater o problema.

As ações incluem a entrega de 69 salas DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) em plantões policiais nos próximos meses e a criação de um plano de metas decenal contra a violência doméstica.

Outra medida é a assinatura de termos de cooperação para ampliar a atuação integrada no enfrentamento à violência.

Um dos acordos viabiliza o Circuito Integrado SP Por Todas, iniciativa que levará atendimento itinerante a mulheres em situação de violência doméstica, reunindo serviços de acolhimento, orientação e encaminhamento.

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Segurança

Prefeitura de Cariacica realiza destruição de linhas chilenas apreendidas em fábrica clandestina

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A Prefeitura de Cariacica realizou, na manhã de quarta-feira (13), a destruição de uma grande quantidade de linhas chilenas apreendidas durante uma operação realizada pela Polícia Civil. O procedimento ocorreu na sede da Secretaria Municipal de Serviços (Semserv), localizada no bairro Sotema. A operação, que utilizou maquinário pesado para inutilizar o material, foi executada em uma ação conjunta entre a Semserv e o setor de Posturas, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade e Meio Ambiente. 

A ação foi um desdobramento da operação ocorrida na terça-feira (5), em Cariacica Sede. Na data, a Polícia Civil localizou uma fábrica de linha chilena de grande porte. Para garantir que o material fosse eliminado, a Prefeitura assumiu a logística da operação, disponibilizando caminhões e servidores para o carregamento e transporte dos itens.

O secretário de Serviços, Marcos Aranda, enfatizou o papel da gestão municipal na eliminação desses perigos. “A prefeitura não mede esforços para garantir que materiais tão perigosos sejam devidamente destruídos. Nossa equipe atuou prontamente para garantir que todo esse material saísse das ruas e fosse inutilizado”, disse. 

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Além do suporte à destruição, a administração municipal reforçou que mantém vigilância constante contra estabelecimentos e fábricas que operam na ilegalidade. O coordenador de fiscalização de Posturas, Douglas Celestino, destacou o compromisso com a ordem pública.

“Realizar a destruição desse material é uma resposta clara do município contra a ilegalidade. A fiscalização de Posturas segue atuante para impedir que fábricas clandestinas coloquem em risco a vida dos moradores de Cariacica. Não toleramos o comércio de itens que trazem tanto perigo à população”.

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Segurança

Guardas municipais de Vitória participam de curso do Ministério da Justiça

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Uma turma de 40 guardas municipais de Vitória terão aulas práticas para o uso de armas no Curso de Uso Diferenciado da Força, disponibilizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Com início na manhã desta segunda-feira (11), o curso se estenderá até sexta-feira (15), com aulas teóricas e práticas.

Realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão do MJSP, a formação tem como objetivo evitar situações de uso excessivo da força entre operadores da área da segurança pública.

Um dos instrutores da capacitação, o Inspetor Chefe de Carreira da Guarda de Guarulhos (SP), Francisco Borotta da Silva, descreve a importância da qualificação. “O curso é dividido em três eixos principais: a capacitação dos profissionais de segurança pública, a entrega de equipamentos e também o acolhimento psicossocial do profissional. O curso em si propicia ao agente a possibilidade de tratar das suas ocorrências com muito mais controle, com muito mais competência e com um nível de assertividade muito maior”, ressalta o instrutor.

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Já o representante da Senasp, o Major Silva Neto, da Polícia Militar da Paraíba, observa que o curso já foi ministrado a agentes da Polícia Militar, Polícia Civil e agora também está sendo desenvolvido com as guardas municipais. “Estamos reforçando os protocolos e portarias relacionados à utilização do uso da força, além de nivelar o conhecimento. Se a gente puder multiplicar o bem por meio da qualificação, do fortalecimento institucional e da atuação conjunta, a segurança pública ganha muito mais. O objetivo é sempre fortalecer os profissionais para que atuem de forma técnica, proporcional e dentro da legalidade”, conclui.

A ementa da capacitação reúne uma série de lições que ajudarão os guardas municipais a defender o povo capixaba. O curso lida sobre assuntos como o processo de tomada de decisão, além de técnicas de contenção e imobilização.

“O efetivo é capacitado ainda para o manuseio de armas de choque, além do uso de espargidores (gás lacrimogêneo). Também se reforça a legislação e o modelo do uso da força, para que se tenha o tratamento condizente com os direitos humanos. Além disso, a presença, postura e verbalização também são discutidos. Ver a Guarda de Vitória ser escolhida pela Senasp para receber esse treinamento é de grande valia, nos mostra que a corporação está no rumo certo”, destacou o secretário de Segurança Urbana, Amarílio Boni.

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Cursos e treinamentos

A capacitação integra o calendário permanente de formação da Guarda Civil Municipal de Vitória, que realiza treinamentos contínuos voltados tanto para a atuação operacional quanto para o atendimento à população. “A Guarda atua diretamente em diferentes frentes do serviço público, principalmente nas áreas de segurança urbana e trânsito. Por isso, investir na formação constante dos agentes em todas as áreas é fundamental”, destaca Annelise Alves, gerente de Formação e Atenção Psicossocial (Gfap).

Ela ainda relata que os treinamentos também buscam fortalecer o preparo emocional e a tomada de decisão dos operadores em situações de pressão. “Além da parte técnica, trabalhamos também o aspecto emocional e comportamental dos agentes, porque muitas ocorrências exigem controle, raciocínio rápido e capacidade de gerenciamento de crise”, conclui.

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