conecte-se conosco


Política e Governo

Direita capixaba unida ou vitória da esquerda: a necessidade de união pelo senado no ES em 2026

Publicado

A eleição de outubro de 2026 para o Senado Federal é vista por analistas políticos como uma das mais estratégicas dos últimos anos. O Plenário da Câmara Ata da República renovará 54 vagas — dois terços do total —, um evento que ocorre apenas a cada oito anos. O resultado deve redefinir o equilíbrio de forças na Casa e influenciar diretamente pautas sensíveis, como a relação entre o Legislativo e o Judiciário e a possibilidade de se pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Em todo o país, a Direita tem se mobilizado para montar chapas competitivas e conseguir ser maioria na próxima legislatura.

No Espírito Santo, o cenário no campo conservador é marcado pela fragmentação. Diversos pré-candidatos que se identificam como de direita disputam as duas vagas capixabas ao Senado, distribuídos entre diferentes grupos políticos, sem um consenso claro sobre nomes prioritários. Esse cenário pulverizado preocupa lideranças do setor: a dispersão de votos entre múltiplos candidatos pode acabar beneficiando adversários mais coesos, de centro ou de esquerda, que tendem a concentrar apoio em torno de nomes já consolidados.

Leia mais:  Governo do Estado lança edital com R$ 10 milhões em recursos para pesquisa agropecuária

 

 

Entre as figuras que hoje ocupam espaço nesse debate está o senador Marcos Do Val, que tem intensificado a interlocução com prefeitos, lideranças regionais e representantes da sociedade civil ao longo do último ano. Segundo o próprio senador, esse contato direto com as bases tem sido central para sua atuação parlamentar. Do Val destaca a destinação de recursos federais a 78 municípios capixabas em áreas como segurança pública, saúde e infraestrutura, além do PRO-SEG, programa que prevê o uso de inteligência artificial e drones para ampliar a capacidade de patrulhamento de guardas municipais. Ele também tem se apoiado em uma base de comunicação digital expressiva, com mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram e picos de audiência superiores a 40 mil espectadores simultâneos em suas transmissões ao vivo.

O quadro capixaba reproduz, em escala local, um desafio nacional: a dificuldade da direita brasileira em superar disputas internas de ciclos eleitorais anteriores e construir maiorias parlamentares coesas. Cientistas políticos apontam que o campo conservador no Espírito Santo precisará se concentrar em dois nomes fortes, que contem com capilaridade no interior do Estado, presença digital em plataformas diferentes e tenham um histórico de realizações em prol do Espírito Santo, para conseguir eleger uma bancada capixaba integralmente de Direita. Caso contrário, em se mantendo a atual pulverização, há o risco de perder competitividade nas urnas diante da articulação e coesão de candidatos de esquerda e de centro.

Leia mais:  Espírito Santo recebe mais de 140 novos profissionais do Programa Mais Médicos

publicidade

Política e Governo

Euclério e Enivaldo fazem pressão para Vidigal ser vice de Ricardo Ferraço

Publicado

Embora siga repetindo, em público, que não pretende disputar a vice-governadoria, o ex-prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT), continua no centro das articulações para a composição da chapa majoritária que deverá ser encabeçada por Ricardo Ferraço (MDB).

Nos últimos dias, dois prefeitos influentes da base do Palácio Anchieta passaram a defender abertamente o nome do pedetista: Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica, e Enivaldo dos Anjos (PSB), de Barra de São Francisco. O movimento, que começou de forma discreta, ganhou corpo e passou a ser tratado como uma tentativa de construir consenso entre os prefeitos aliados do governador Renato Casagrande (PSB).

A avaliação é pragmática. Vidigal reúne atributos considerados estratégicos para uma disputa estadual: liderança consolidada na Grande Vitória, bom trânsito no interior, experiência administrativa e um desempenho eleitoral recente que continua sendo visto como demonstração de força política.

Nos bastidores, o argumento é que a vaga de vice precisa cumprir uma função eleitoral e política, ampliando o alcance da chapa e fortalecendo a interlocução com os municípios. Nesse cenário, Vidigal aparece como um nome capaz de dialogar com diferentes segmentos da base governista.

Outro ponto que pesa na discussão é o histórico de alinhamento do PDT com o grupo de Casagrande. O partido, inclusive, já havia oficializado a indicação de Vidigal para a vice meses atrás, ainda que a iniciativa tenha partido da direção estadual da legenda, sem um movimento explícito do próprio ex-prefeito.

Leia mais:  Trecho Norte da BR-101 precisa de soluções já, alerta Gandini após leilão

Há ainda quem sustente que a federação União-Progressista, apontada inicialmente como favorita para indicar o vice, dificilmente faria resistência caso a composição contemplasse o PDT. A leitura de parte dos aliados é de que o grupo já teria sido suficientemente contemplado na montagem das chapas proporcionais.

O obstáculo, no entanto, continua sendo o principal personagem dessa articulação. Vidigal mantém o discurso de que não pretende disputar a vice-governadoria e voltou a reforçar essa posição recentemente, durante um evento partidário em Vitória.

Mesmo assim, no meio político ninguém trata a porta como definitivamente fechada. A insistência de prefeitos, dirigentes e aliados demonstra que o assunto está longe de ser encerrado. E, como costuma acontecer nas grandes composições eleitorais, muitas decisões só são consolidadas quando o calendário aperta e a necessidade de equilíbrio político fala mais alto do que as negativas iniciais.

Se desejar, posso deixar a coluna com um estilo ainda mais parecido com o de bastidores políticos, com frases mais curtas, informações exclusivas e um fechamento mais incisivo.

Continue lendo

Política e Governo

Republicanos marca convenção para oficializar candidatura de Pazolini ao Governo do ES

Publicado

O Republicanos definiu a data de sua convenção partidária no Espírito Santo. O encontro será realizado na próxima terça-feira (4), às 18h30, no Recreio dos Olhos, em Tabuazeiro, Vitória, e marcará a oficialização da candidatura do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ao Governo do Estado.

Durante a convenção, a legenda também homologará as chapas de candidatos a deputado federal e deputado estadual, além de apresentar os partidos que integrarão a coligação e divulgar os números de urna dos candidatos.

Outro tema aguardado é a definição da estratégia do partido para a disputa ao Senado. Os nomes do deputado federal Evair de Melo e do ex-deputado federal Carlos Manato seguem entre as possibilidades para representar a legenda na corrida pela Casa.

O Republicanos já confirmou aliança com o PL. Pelo acordo firmado entre as siglas, o partido apoiará a candidatura de Maguinha Malta ao Senado, enquanto os liberais estarão ao lado de Pazolini na disputa pelo Palácio Anchieta.

A composição da aliança, no entanto, ainda pode ser ampliada. O PSD continua sendo alvo das articulações políticas, embora sua participação permaneça indefinida. O presidente estadual da legenda, Renzo Vasconcelos, iniciou conversas com outras forças políticas após orientação do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, cenário que mantém em aberto o posicionamento da sigla para as eleições.

Leia mais:  Governador Casagrande participa de evento sobre financiamento climático a Estados
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana