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Medicina e Saúde

Hábitos no trabalho podem prejudicar seus rins; veja como se proteger no dia a dia

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Quando pensamos em saúde no trabalho, muitas vezes focamos em fatores externos. No entanto, na prática clínica, observo que grande parte dos problemas renais está relacionada a hábitos do dia a dia que passam despercebidos, especialmente durante a rotina de trabalho.

Recentemente, atendi um paciente que trabalhava longas jornadas e relatava cansaço frequente. Ao investigar melhor, ele tinha o hábito de beber pouca água ao longo do dia, consumia alimentos industrializados com alto teor de sal e utilizava anti-inflamatórios com frequência para aliviar dores. Os exames mostraram alteração da função renal, um quadro que poderia ter sido evitado com mudanças simples.

Hábitos que prejudicam os rins

Os rins dependem de um equilíbrio adequado de líquidos e minerais para funcionar corretamente. A ingestão insuficiente de água reduz a perfusão renal, enquanto o consumo excessivo de sal, comum em alimentos ultraprocessados, favorece retenção de líquidos e aumento da pressão arterial. Esses fatores, ao longo do tempo, sobrecarregam os rins.

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Outro ponto importante é a automedicação. O uso frequente de anti-inflamatórios, muitas vezes visto como inofensivo, pode comprometer a função renal, especialmente quando associado à desidratação. Na prática, vejo que essa combinação é mais comum do que se imagina.

Pequenas mudanças essenciais

A boa notícia é que a prevenção está ao alcance de todos. Manter hidratação regular ao longo do dia, reduzir o consumo de alimentos industrializados, evitar excesso de sal e utilizar medicamentos apenas com orientação são medidas simples que protegem diretamente os rins.

Além disso, os exames periódicos têm papel fundamental. Avaliações simples, como exame de urina e dosagem de creatinina no sangue, permitem identificar alterações precoces, muitas vezes antes do aparecimento de sintomas.

Cuidar dos rins não exige mudanças radicais. Na prática, pequenas escolhas repetidas diariamente têm impacto direto na preservação da função renal. O ambiente de trabalho faz parte da rotina — e pode ser também um espaço de cuidado com a saúde.

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Medicina e Saúde

Tirar o siso ou não? Veja quando a cirurgia é indicada

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Você já ouviu alguém dizer: “meu dentista falou que tenho que tirar o siso, mas ele nem dói”? Essa é uma das dúvidas mais comuns nos consultórios odontológicos. Os chamados “dentes do siso” ou terceiros molares, frequentemente geram insegurança: será mesmo necessário removê-los, mesmo sem sintomas?

Vamos entender um pouco melhor o que a ciência atual diz sobre isso.

O que acontece com o siso

Os sisos são os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 17 e 25 anos. No entanto, com a evolução da espécie humana, incluindo mudanças na alimentação e no desenvolvimento dos ossos da face , tornou-se cada vez mais comum que não haja espaço suficiente para a erupção adequada desses dentes.

Quando isso acontece, esses dentes não erupcionam de forma adequada e tornam-se inclusos ou impactados nos ossos dos maxilares

Estes dentes podem permanecer totalmente dentro do osso ou ficar parcialmente coberto pela gengiva. E é exatamente aí que começam os potenciais problemas!

Ausência de dor não é ausência de doença

Mesmo sem dor, esses dentes podem estar associados a uma série de complicações. Estudos clássicos, como os publicados no Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, mostram que terceiros molares inclusos aumentam o risco de inflamação gengival (pericoronarite), cáries no próprio siso ou no dente vizinho, doença periodontal e até formação de cistos e tumores odontogênicos.

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Um ponto importante: a ausência de dor não significa ausência de doença.
Pesquisas conduzidas por Gregory J. Huang, por exemplo, demonstram que muitos pacientes com sisos aparentemente “assintomáticos” já apresentam sinais iniciais de doença periodontal ao redor desses dentes, detectáveis apenas por exames clínicos e radiográficos. Ou seja, o problema pode estar evoluindo de forma silenciosa.

Por outro lado, nem todos os casos exigem cirurgia imediata. Existe, sim, um debate na literatura científica sobre a remoção preventiva de sisos inclusos. Os estudos de revisões sistemáticas, como as da Cochrane Collaboration, indicam que ainda há limitações nas evidências para recomendar a extração de todos os terceiros molares assintomáticos.

Então, como decidir?

A resposta está na avaliação individualizada.

Fatores como posição do dente, idade do paciente, presença de inflamação, dificuldade de higienização e risco de dano ao dente vizinho devem ser cuidadosamente analisados. Exames de imagem, como radiografias panorâmicas ou tomografias, ajudam a prever possíveis complicações futuras.

Outro aspecto relevante é o tempo. A ciência mostra que, quanto mais jovem o paciente, menos complicada é a cirurgia e mais rápida a recuperação. Após os 30 anos, há maior chance de complicações, como dificuldade de cicatrização e proximidade das raízes destes dentes, nesta fase completamente desenvolvidas, estarem em íntimo contato com estruturas importantes, como o nervo alveolar inferior.

Isso levanta uma questão importante: esperar pode tornar a cirurgia mais complexa.
Estudos publicados por Louis K. Rafferty indicam que a remoção de terceiros molares em pacientes jovens está associada a menor taxa de complicações pós-operatórias quando comparada a pacientes mais velhos. Portanto, em alguns casos, a remoção preventiva pode ser considerada uma estratégia para evitar problemas futuros mais difíceis de tratar.

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Nem todo mundo precisa tirar o siso

Outro mito comum é que “todo mundo precisa tirar o siso”. Isso não é verdade.
Há pessoas que possuem espaço suficiente para a erupção normal dos terceiros molares e conseguem higienizá-los adequadamente, sem qualquer prejuízo à saúde bucal. Nesses casos, a manutenção do dente pode ser perfeitamente segura.

O mais importante é compreender que a decisão não deve ser baseada apenas na presença ou ausência de sintomas, mas sim em uma análise criteriosa do risco-benefício.
Hoje, a odontologia moderna caminha para uma abordagem mais personalizada, baseada em evidências científicas e nas características individuais de cada paciente.

Se você tem dúvida sobre seus dentes do siso, o melhor caminho é procurar um cirurgião-dentista ou especialista em cirurgia bucomaxilofacial. Somente uma avaliação completa poderá indicar a melhor conduta para o seu caso.

Cuidar da saúde bucal é também cuidar da sua saúde geral. E, quando o assunto é siso incluso, informação de qualidade faz toda a diferença para uma decisão segura e consciente.

 

FONTE: Folha Vitória.

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Por que diabéticos emagrecem menos com canetas emagrecedoras? Entenda

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Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras” mudaram o cenário do tratamento da obesidade. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida trouxeram resultados expressivos de perda de peso e benefícios clínicos relevantes. No entanto, um ponto tem chamado atenção tanto de pacientes quanto de médicos: pessoas com diabetes, em geral, emagrecem menos do que aquelas sem a doença.

À primeira vista, isso pode gerar frustração. Afinal, se dois indivíduos utilizam a mesma medicação, por que os resultados são diferentes?

A resposta está no próprio funcionamento do organismo em quem vive com diabetes — e, mais profundamente, no conceito de saúde cardiometabólica.

Diabetes é um estado metabólico complexo

O diabetes tipo 2 não é apenas uma doença da glicose elevada. Ele representa um estado metabólico complexo, marcado por resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e alterações no equilíbrio hormonal que regulam fome, saciedade e armazenamento de energia. Nesse contexto, o corpo tende a “defender” um peso mais elevado, dificultando a perda de gordura mesmo diante de intervenções eficazes.

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Além disso, muitos pacientes utilizam medicações que podem interferir no peso, como a insulina. Soma-se a isso o fato de que o organismo, após anos exposto a níveis elevados de glicose, passa por adaptações que tornam o emagrecimento metabolicamente mais desafiador.

Mas há um ponto essencial que precisa ser compreendido: emagrecer menos não significa se beneficiar menos.

Cardiometabolismo

É aqui que entra o conceito de cardiometabolismo — uma visão integrada que conecta metabolismo, coração e vasos sanguíneos. Em pessoas com diabetes, pequenas reduções de peso (em torno de 5% a 10%) já são suficientes para promover ganhos expressivos: melhora do controle glicêmico, redução da inflamação, impacto positivo na pressão arterial e, principalmente, diminuição do risco de infarto e acidente vascular cerebral.

Mais do que a quantidade de peso perdido, importa a qualidade dessa perda e seus efeitos sobre o organismo.

As novas terapias,como os analagos de GLP-1 , atuam não apenas na balança, mas em múltiplos eixos da saúde, trazendo benefícios que vão muito além da estética.

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Em um mundo cada vez mais focado em números, essa é uma mudança importante de perspectiva. Comparar resultados entre pessoas diferentes pode ser injusto — e, no caso do diabetes, pode até desviar a atenção do que realmente importa.
No fim das contas, a pergunta não deve ser apenas “quanto peso foi perdido?”, mas sim: “quanto de saúde foi recuperado?”.

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