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Política Nacional

Merval diz que Lula subestimou Flávio na disputa presidencial

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Jornalista afirmou que o petista enfrenta não apenas o senador, mas a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro

 

O jornalista Merval Pereira afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria cometido um erro de cálculo ao subestimar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e, consequentemente, a força do movimento político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial deste ano. A declaração foi feita durante o programa Central das Eleições, da GloboNews, nesta terça-feira (22).

Para Merval, Lula não estaria enfrentando apenas Flávio, mas a força política associada a Jair Bolsonaro. Na avaliação do jornalista, essa identificação teria sido subestimada pelo grupo do petista ao preparar a campanha.

– Ele subestimou o Flávio por um erro de cálculo. Ele achou que ele estava combatendo, disputando com o Flávio. Ele não está disputando com o Flávio, está disputando com o Bolsonaro, o pai. [Está disputando] com uma ideia de Bolsonaro, com uma imagem de Bolsonaro, que ainda por cima está na cadeia, [e] quem botou na cadeia foi o Alexandre de Moraes. Aí você mistura tudo e é difícil – disse.

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Merval também recorreu à eleição presidencial de 2010 para ilustrar o que considera um erro recorrente de avaliação eleitoral: subestimar a força política do adversário por enxergar apenas o postulante que está formalmente na disputa.

Ele contou que, naquele ano, almoçou com José Serra, então candidato à Presidência pelo PSDB, e perguntou sobre suas perspectivas na eleição. Segundo Merval, Serra demonstrava confiança de que a disputa estava praticamente definida.

– Ele disse: “Ah, está resolvido”. Eu digo: “Mas como está resolvido?”. Aí ele falou: “Ô, meu irmão, você acha que essa mulher vai sair desse lugar? Não vai, de jeito nenhum” – relatou.

Merval se referia à então candidata Dilma Rousseff (PT), que acabou vencendo a eleição daquele ano. Para o jornalista, Serra teria cometido justamente o erro de enxergar Dilma como o único elemento da disputa, sem considerar a força política de Lula por trás da candidatura petista.

– Só que ele [Serra] não estava disputando contra a Dilma. Era contra o Lula. E ele não entendeu. Assim como o Lula agora não entendeu que ele não está disputando com o Flávio. Está disputando com o [Jair] Bolsonaro – concluiu.

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Política Nacional

A mudança no cenário da eleição para o Senado em São Paulo, segundo nova pesquisa

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André do Prado cresceu quase seis pontos percentuais em menos de duas semanas e passou a empatar na liderança com outros três nomes

 

Um novo levantamento do Paraná Pesquisas para o Senado em São Paulo divulgado nesta terça-feira, 22, mostra uma mudança no cenário, que vinha estável desde agosto.

André do Prado (PL) cresceu quase seis pontos percentuais na comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, publicada no último dia 11: ele foi de 19,3% a 25% e passou a empatar na liderança com Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede).

Por outro lado, o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) perdeu quase seis pontos percentuais, e foi de 16,4% a 10,6%. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Veja os números da pesquisa para o Senado em São Paulo:

Simone Tebet (PSB): 29,6% (tinha 29,5%)
Guilherme Derrite (PP): 29,3% (tinha 28,9%)
Marina Silva (Rede): 28,3% (tinha 30,4%)

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André do Prado (PL): 25% (tinha 19,3%)
Ricardo Salles (Novo): 10,6% (tinha 16,3%)
Geraldo Rufino (Podemos): 5,4% (tinha 3,2%)

Soninha Francine (Cidadania): 3,5% (tinha 5,4%)
Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 2% (tinha 1,3%)

Maíra de Souza (UP): 1,8% (tinha 1,5%)
Guto Schiavetto (Missão): 1,2% (tinha 0,2%)

Marcio Alves (UP): 1,1% (tinha 1,3%)
William Teixeira (Agir): 0,8% (tinha 0,4%)
Ednelson Cesaretti (PCO): 0,7% (tinha 0,7%)

Weller Gonçalves (PSTU): 0,6% (tinha 1,1%)
Petter Maahs (PCB): 0,4% (tinha 1%)
Nenhum/branco/nulo: 10,4% (tinha 9,9%)
Não sabe/não opinou: 6,6% (tinha 7%)

 

Sobre a pesquisa

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores paulistas entre os dias 19 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é SP-03057/2026.

 

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Política Nacional

Vereador do Rio, Jorge Canella é preso pela PF com fuzis e submetralhadora

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O coronel reformado da Polícia Militar e vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil) foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira, dia 22 de setembro, após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora durante o cumprimento de mandados da sétima fase da Operação Unha e Carne.

Canella, cujo nome completo é Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, era um dos investigados alvos da ação. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e na Câmara Municipal do Rio. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante as buscas realizadas na Barra da Tijuca, os policiais federais localizaram os dois fuzis e a submetralhadora. Segundo a PF, as armas, consideradas de uso restrito, estavam em desacordo com a legislação. Diante da materialidade, o vereador recebeu voz de prisão em flagrante.

Canella e as armas apreendidas foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal, na Praça Mauá, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Ele responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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A Operação Unha e Carne chegou nesta terça-feira à sétima fase. A investigação apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio.

A nova etapa também faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular organizações criminosas que atuam no estado. As ações seguem as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635.

Eleito vereador do Rio em 2024 pelo União Brasil, Jorge Canella exerce o primeiro mandato no Palácio Pedro Ernesto.

 

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FONTE: veja.abril.com.br

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