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Política Nacional

Vereador do Rio, Jorge Canella é preso pela PF com fuzis e submetralhadora

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O coronel reformado da Polícia Militar e vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil) foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira, dia 22 de setembro, após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora durante o cumprimento de mandados da sétima fase da Operação Unha e Carne.

Canella, cujo nome completo é Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, era um dos investigados alvos da ação. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e na Câmara Municipal do Rio. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante as buscas realizadas na Barra da Tijuca, os policiais federais localizaram os dois fuzis e a submetralhadora. Segundo a PF, as armas, consideradas de uso restrito, estavam em desacordo com a legislação. Diante da materialidade, o vereador recebeu voz de prisão em flagrante.

Canella e as armas apreendidas foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal, na Praça Mauá, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Ele responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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A Operação Unha e Carne chegou nesta terça-feira à sétima fase. A investigação apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio.

A nova etapa também faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular organizações criminosas que atuam no estado. As ações seguem as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635.

Eleito vereador do Rio em 2024 pelo União Brasil, Jorge Canella exerce o primeiro mandato no Palácio Pedro Ernesto.

 

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FONTE: veja.abril.com.br

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Política Nacional

TSE forma maioria para manter suspensa campanha de Dallagnol

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Candidatura segue válida, sendo vedada apenas a publicidade sobre ela

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria na tarde desta segunda-feira (21) para manter suspenso qualquer ato de campanha do candidato ao Senado Federal pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo). Ele lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.

Até o fim da tarde, o placar era de 4 a 0, favorável à permanência da decisão liminar do ministro Floriano Peixoto, proferida na noite do último sábado (19), que determinou a suspensão do uso de verbas do fundo eleitoral e vetou qualquer divulgação de materiais de campanha do candidato.

Para fundamentar a sua decisão atual, o magistrado citou um precedente do próprio tribunal ocorrido em 2023. O entendimento fixado no julgamento anterior aponta que a saída do ex-membro do Ministério Público Federal (MPF), em novembro de 2021, visava evitar penalidades de processos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público, configurando uma fraude à legislação eleitoral.

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Floriano Peixoto atendeu a um pedido feito pela coligação Paraná Para Todos, composta pelo PT, PDT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade. Segundo o pedido, enquanto a Justiça não bate o martelo sobre a possível inelegibilidade de Dallagnol, a continuidade das atividades nas ruas provoca riscos significativos ao processo democrático durante o período eleitoral e faz uso de verbas públicas sobre um projeto que pode ser anulado.

O ministro Floriano Peixoto criticou ainda a decisão do TRE do Paraná, classificando-a como afrontosa.

— [A medida] afronta a decisão desta Corte e sem o mínimo respaldo jurídico (…) causa efeitos perturbadores do processo eleitoral — declarou.

Deltan Dallagnol lamentou o caso em um vídeo publicado nas redes sociais e chamou a ação de “violência jurídica”.

— O que estão fazendo comigo é uma violência jurídica, uma facada na Constituição e nas leis. O juiz que entrou em contato comigo disse: “Deltan, nos seus casos usam teses jurídicas inovadoras”. E usam mesmo a criatividade para me ferrar, porque a Constituição e a lei estão do meu lado, mas ao mesmo tempo eles não podem admitir que eu esteja no Senado Federal (…) é que eu sempre combati os abusos de duas das pessoas mais poderosas do Brasil: Lula e Alexandre de Moraes — declarou.

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Política Nacional

Deputados europeus pedem à UE que avalie sanções contra Moraes

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Três parlamentares citam alegações sobre o ministro e pedem análise de possíveis medidas restritivas por violações de direitos humanos

 

Três eurodeputados pediram à União Europeia que avalie a possibilidade de adotar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes (STF). O pedido foi apresentado em carta enviada nesta segunda-feira (21/9) à alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.

Assinam o documento os deputados Adam Bielan, Carlo Fidanza e Mariusz Kaminski. Na carta, eles pedem que o Serviço Europeu para a Ação Externa (EEAS) avalie alegações relacionadas à atuação de Moraes e a decisões do STF em processos que os parlamentares consideram “politicamente sensíveis”.

Entre os pontos citados estão alegações de possíveis violações à liberdade de expressão, às garantias de devido processo, ao pluralismo político e a outros direitos fundamentais. Os eurodeputados afirmam que manifestações de preocupação não seriam suficientes e pedem “medidas concretas” da União Europeia diante das questões apresentadas.

Os parlamentares solicitam ainda que a UE examine se a conduta atribuída a Moraes poderia justificar medidas restritivas previstas no regime europeu de sanções por violações de direitos humanos. Eles também fazem referência aos fundamentos apresentados pelos Estados Unidos para aplicar sanções contra o ministro com base na legislação Global Magnitsky.

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Esses integrantes do Parlamento europeu condicionam eventual adoção de medidas à existência de “evidências críveis” de responsabilidade por violações ou abusos graves de direitos humanos abrangidos pelo regime local. Nesse cenário, defendem que a União Europeia esteja preparada para adotar medidas direcionadas contra os responsáveis.

 

Eleições no Brasil

Os eurodeputados também pedem acompanhamento próximo e independente do processo eleitoral brasileiro. O documento solicita que a União Europeia utilize instrumentos diplomáticos e de observação eleitoral para acompanhar se a eleição ocorre de forma livre, justa e transparente.

Os parlamentares solicitam que sejam observados os resultados anunciados oficialmente e à correspondência deles com os votos depositados pelos eleitores.

Segundo os autores da carta, o monitoramento deveria abranger, além da votação e da apuração, o ambiente eleitoral, o tratamento dado aos candidatos, o acesso à mídia, as eventuais restrições ao discurso político, a remoção de conteúdo político e as decisões judiciais que afetem candidatos e campanhas.

A carta também alerta para o funcionamento dos sistemas de votação e totalização, a publicação e verificação dos resultados e a existência de mecanismos para contestação de eventuais irregularidades.

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Banco Master

Ao apresentar os motivos para o pedido de avaliação sobre Moraes, os eurodeputados mencionam informações que, segundo eles, foram obtidas no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. Eles citam alegações relacionadas a contatos do ministro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os parlamentares também mencionam o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo previa pagamentos que chegariam a cerca de R$ 130 milhões ao longo de 36 meses. O escritório afirmou que prestou serviços de consultoria jurídica ao banco e que não atuou em causas da instituição no STF.

Na carta, os eurodeputados relacionam essas informações à atuação de Moraes em processos que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação dos parlamentares, os fatos levantariam questionamentos sobre a imparcialidade judicial e justificariam um exame independente e transparente.

A carta apresenta essas questões como alegações e argumentos para o pedido de avaliação dirigido à União Europeia, sem estabelecer como fato uma conclusão sobre eventual irregularidade na atuação do ministro.

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