Medicina e Saúde
Nutricionista revela erros que podem aumentar os efeitos colaterais do Mounjaro
Publicado
11/06/2026 - 13:04
O Mounjaro se tornou um dos medicamentos mais procurados por pessoas que buscam emagrecimento, mas junto com os resultados também surgem dúvidas sobre os efeitos colaterais que podem aparecer durante o tratamento.
Entre as queixas mais comuns estão prisão de ventre, náuseas, fraqueza, diarreia, queda de cabelo e perda de massa muscular. Embora muitos pacientes associem esses sintomas exclusivamente à medicação, especialistas alertam que hábitos alimentares inadequados também podem contribuir para o problema.
Segundo o nutricionista Gabriel Altoé (@nutri.gabrielaltoe), diversos efeitos relatados por usuários do medicamento estão relacionados a erros comuns na rotina alimentar e podem ser minimizados com ajustes simples na dieta.
“Com um bom ajuste na sua dieta, pode reduzir significativamente esses efeitos colaterais do uso de Mounjaro“, destacou o especialista em vídeo publicado nas redes sociais.
PRISÃO DE VENTRE ESTÁ ENTRE AS QUEIXAS MAIS FREQUENTES
Uma das reclamações mais comuns entre usuários do medicamento é a dificuldade para evacuar.
De acordo com Gabriel Altoé, a combinação entre pouca ingestão de fibras, baixa hidratação e redução exagerada do volume de alimentos consumidos ao longo do dia pode favorecer o intestino preso.
Muitas pessoas passam a comer quantidades muito menores após iniciar o tratamento, o que pode reduzir também o consumo de frutas, verduras, legumes e outros alimentos ricos em fibras.
Além disso, a ingestão insuficiente de água pode agravar ainda mais o problema.
REFEIÇÕES GORDUROSAS PODEM PROVOCAR DIARREIA
Enquanto algumas pessoas sofrem com prisão de ventre, outras relatam episódios de diarreia durante o tratamento.
Segundo o nutricionista, refeições muito gordurosas costumam ser um dos principais gatilhos.
Isso acontece principalmente em situações de exagero alimentar, comuns em encontros familiares, festas ou refeições de fim de semana.
Alimentos fritos, lanches ultraprocessados e refeições com excesso de gordura podem gerar desconforto gastrointestinal e aumentar as chances de diarreia em pessoas que utilizam o medicamento.
FRAQUEZA PODE SER SINAL DE ALIMENTAÇÃO INSUFICIENTE
Outro sintoma frequentemente relatado por usuários é a sensação constante de fraqueza.
Segundo Gabriel Altoé, isso pode acontecer quando a pessoa reduz excessivamente a ingestão calórica sem orientação profissional.
Embora o objetivo seja emagrecer, cortar calorias de forma exagerada pode comprometer o fornecimento de energia para o organismo.
A baixa ingestão de líquidos também pode contribuir para o problema, especialmente em períodos mais quentes ou durante a prática de exercícios físicos.
QUEDA DE CABELO PREOCUPA MUITOS PACIENTES
A queda de cabelo costuma gerar preocupação entre pessoas que passam por processos de emagrecimento acelerado.
Segundo o especialista, o problema nem sempre está relacionado diretamente ao medicamento, mas à velocidade da perda de peso e à qualidade da alimentação durante o tratamento.
Dietas muito restritivas e com baixo consumo de proteínas podem aumentar o risco de queda capilar.
O organismo passa a priorizar funções consideradas essenciais para a sobrevivência e reduz o investimento em estruturas como cabelos e unhas.
Por isso, manter uma alimentação equilibrada continua sendo fundamental mesmo durante o processo de emagrecimento.
ENJOO PODE ESTAR LIGADO À FORMA DE COMER
As náuseas estão entre os efeitos colaterais mais conhecidos do Mounjaro.
No entanto, Gabriel Altoé explica que alguns hábitos podem intensificar esse desconforto.
Entre eles está o costume de comer rápido demais ou consumir um volume maior de alimentos do que o organismo consegue tolerar naquele momento.
Como o medicamento reduz o esvaziamento do estômago e aumenta a sensação de saciedade, refeições grandes podem provocar desconforto, sensação de estômago cheio e enjoo.
Por isso, especialistas costumam recomendar refeições menores, feitas com mais calma e atenção aos sinais de saciedade.
PERDA DE MASSA MUSCULAR EXIGE ATENÇÃO
Emagrecer não significa apenas perder gordura.
Sem acompanhamento adequado, parte do peso eliminado pode vir da massa muscular, o que não é desejável.
Segundo Gabriel Altoé, a perda muscular costuma estar associada à combinação de três fatores: ingestão insuficiente de proteínas, poucas calorias e ausência de treinamento de força.
A musculação é considerada uma das principais estratégias para preservar músculos durante o emagrecimento.
Além de melhorar a composição corporal, ela ajuda a manter o metabolismo mais ativo ao longo do processo.
ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL FAZ DIFERENÇA
Embora o Mounjaro seja uma ferramenta importante para o tratamento da obesidade e do excesso de peso, especialistas alertam que os melhores resultados costumam aparecer quando o medicamento é associado a mudanças no estilo de vida.
A alimentação continua tendo papel fundamental para reduzir efeitos colaterais, preservar a saúde e garantir que a perda de peso aconteça de forma equilibrada.
Por isso, médicos e nutricionistas recomendam acompanhamento profissional durante todo o tratamento, com ajustes individualizados conforme as necessidades de cada paciente.
Afinal, mais importante do que emagrecer rápido é conseguir perder peso com segurança, preservando a massa muscular, evitando deficiências nutricionais e reduzindo os impactos dos efeitos colaterais na rotina.
Medicina e Saúde
Criação de bebês com DNA modificado provoca debate sobre riscos e limites da ciência
Publicado
10/06/2026 - 01:05
Pesquisadores anunciaram um avanço importante na edição genética de embriões humanos ao utilizarem uma técnica conhecida como “edição de base” (base editing) para corrigir mutações associadas a doenças hereditárias.
O estudo, liderado pelo cientista Dieter Egli, da Universidade Columbia, nos EUA, foi publicado no servidor de pré‑prints bioRxiv em 1º de junho.
A pesquisa vem sendo apontada como um dos avanços mais significativos já alcançados no campo da engenharia genética reprodutiva.
Diferentemente das primeiras versões da tecnologia CRISPR, que atuam como uma espécie de tesoura molecular capaz de cortar o DNA, a edição de base permite modificar letras específicas do código genético sem provocar quebras na molécula.
Segundo os pesquisadores, essa abordagem reduz de forma significativa o risco de alterações indesejadas e aumenta a precisão das modificações genéticas realizadas.
Doenças hereditárias
Os cientistas testaram a técnica em embriões humanos gerados para pesquisa, com o objetivo de corrigir mutações ligadas a doenças cardíacas hereditárias e distúrbios sanguíneos.
Embora os resultados tenham sido considerados promissores, o experimento ainda apresentou limitações importantes.
Cerca de 80% dos embriões analisados desenvolveram um fenômeno conhecido como “mosaicismo”, no qual parte das células recebe a correção genética e outra parte permanece inalterada.
Isso significa que a tecnologia ainda está longe de ser considerada segura para aplicação clínica.
Reações
A divulgação da pesquisa provocou reações divididas na comunidade científica.
Muitos especialistas veem o estudo como um avanço relevante na tentativa de prevenir doenças genéticas graves antes mesmo do nascimento.
Outros, porém, expressaram preocupação e alertam para os riscos éticos envolvidos.
Hank Greely, um especialista em ética biomédica da Universidade de Stanford, na Califórnia, teme que indivíduos abastados possam se inspirar no estudo como ponto de partida para editar embriões.
“Você poderia montar um laboratório [de fertilização in vitro] e um laboratório de testes genéticos por provavelmente alguns milhões de dólares e começar a fazer isso”, diz Greely. “E um resultado pode ser crianças realmente doentes.”
Bioeticistas também temem que a mesma tecnologia utilizada para combater enfermidades possa, no futuro, abrir caminho para a seleção de características desejadas, como inteligência, altura ou desempenho físico, alimentando discussões sobre os chamados “bebês projetados”.
Edição genética
O tema ganhou notoriedade mundial em 2018, quando o pesquisador chinês He Jiankui anunciou o nascimento dos primeiros bebês geneticamente modificados da história.
O caso gerou forte condenação internacional e levou diversos países a reforçarem regulamentações sobre a edição genética hereditária.
Atualmente, a prática é proibida ou severamente restrita em grande parte do mundo, incluindo os Estados Unidos, onde recursos federais não podem ser utilizados para pesquisas que envolvam a criação de embriões humanos para esse tipo de experimento.
Embora os pesquisadores enfatizem que não existe qualquer perspectiva imediata de nascimento de crianças geneticamente editadas a partir desse método, o avanço demonstra o rápido desenvolvimento das biotecnologias capazes de modificar o patrimônio genético humano.
Para muitos especialistas, a questão já não é apenas científica, mas também moral e filosófica: até que ponto a humanidade deve interferir no código da vida?
Visão bíblica
Para a teologia, interferências como essas podem, além de questões éticas, significar querer agir na área divina, uma vez que, de acordo com a Bíblia, é Deus quem dá a vida e a toma, conforme 1 Samuel 2:6.
Citando Isaías 38, que conta a história de Ezequias que recebeu uma sentença de morte de Deus, o pastor Cláudio Modesto deixa claro que até para dar mais tempo de vida a alguém é preciso que isso seja feito por Deus.
“Temos claro aqui que é Deus quem tem o poder da vida e da morte, inclusive de dar mais anos de vida a alguém, como fez com Ezequias que após chorar recebeu 15 anos para colocar sua casa em ordem”, citou.
Ou seja, por mais que a Ciência se multiplique nos últimos dias e as descobertas promovam qualidade de vida às pessoas, sempre haverá limites impostos por Deus.
“Deus é quem dá limites e não tem como ter uma cura para a morte. O homem não tem o controle sobre a vida e nunca terá porque a palavra final vem do Senhor”, concluiu o colunista.
Medicina e Saúde
Treino de perna pode proteger o cérebro e reduzir risco de demência, diz médica
Publicado
09/06/2026 - 10:18
Especialista destaca que fortalecer o quadríceps pode contribuir para a saúde metabólica e ajudar a preservar funções cognitivas ao longo do envelhecimento
Durante muito tempo, os exercícios para pernas foram associados principalmente a objetivos estéticos. Coxas definidas, glúteos fortalecidos e melhor composição corporal costumam estar entre os motivos que levam muitas pessoas a incluir agachamentos, leg press e outros movimentos na rotina de treinos. No entanto, pesquisas recentes e especialistas em saúde têm chamado atenção para benefícios que vão muito além da aparência física.
Entre eles está a possível relação entre a manutenção da massa muscular e a proteção da saúde cerebral ao longo da vida. A médica Bruna Sartori destacou esse tema em um vídeo publicado nas redes sociais ao explicar como a musculação, especialmente os exercícios voltados para a musculatura das pernas, pode contribuir para um envelhecimento mais saudável.
Segundo a especialista, a importância do treinamento de membros inferiores não está apenas na mobilidade ou na força física. Ela afirma que a musculação pode desempenhar papel relevante na prevenção de problemas metabólicos que também estão associados ao funcionamento do cérebro.
Se eu pudesse te convencer a treinar perna por um único motivo, ele não seria estética, seria para diminuir o seu risco de demência, afirmou Bruna Sartori.
A declaração chamou atenção justamente por relacionar uma prática comum das academias a um dos maiores desafios da saúde pública mundial: as doenças neurodegenerativas.
A IMPORTÂNCIA DA MASSA MUSCULAR PARA O ORGANISMO
Os músculos exercem funções muito mais amplas do que simplesmente permitir movimentos.
Além de contribuir para equilíbrio, força e sustentação do corpo, eles participam ativamente do metabolismo energético.
A massa muscular funciona como um importante reservatório para a utilização da glicose circulante no sangue. Quanto maior a eficiência desse processo, menores tendem a ser os riscos relacionados à resistência à insulina.
Essa condição ocorre quando as células passam a responder
POR QUE O QUADRÍCEPS RECEBE TANTA ATENÇÃO
Entre todos os grupos musculares do corpo, a musculatura das pernas está entre as maiores e mais importantes.
O quadríceps, localizado na parte frontal da coxa, é um dos músculos mais volumosos do organismo humano.
Bruna Sartori destaca justamente essa característica ao explicar sua relevância para a saúde metabólica.
“O quadríceps, que é a nossa musculatura da coxa, ele é um dos tecidos do corpo que mais responde à insulina”, explicou.
Segundo a médica, isso acontece porque os músculos possuem grande quantidade de receptores responsáveis por captar a glicose transportada pela insulina.
“E o que isso significa? Quando você come açúcar, quando você come carboidrato, a insulina no seu sangue, ela sobe e ela funciona como um porteiro. Ela pega essa glicose e coloca para dentro das suas células”, afirmou.
De maneira menos eficiente à ação desse hormônio, obrigando o organismo a produzir quantidades cada vez maiores para controlar os níveis de açúcar no sangue.
Com o passar dos anos, a resistência à insulina pode favorecer o surgimento de doenças metabólicas, cardiovasculares e diversas complicações de saúde.
Dessa forma, músculos ativos e preservados ajudam o organismo a utilizar melhor a glicose disponível na circulação.
A RELAÇÃO ENTRE INSULINA E SAÚDE CEREBRAL
Nas últimas décadas, diversos estudos passaram a investigar a conexão entre alterações metabólicas e doenças cognitivas.
Embora o Alzheimer seja uma condição complexa e multifatorial, pesquisadores observam que problemas relacionados ao metabolismo da glicose podem influenciar o funcionamento cerebral.
Por esse motivo, alguns estudos passaram a utilizar o termo “diabetes tipo 3” para descrever determinadas alterações metabólicas observadas em pacientes com Alzheimer.
A expressão não representa uma classificação oficial da doença, mas reflete o interesse crescente da comunidade científica em compreender como a resistência à insulina pode impactar o cérebro.
Bruna Sartori comentou esse aspecto ao abordar a importância da musculação para a saúde cognitiva.
“Hoje muitos pesquisadores já falam que o Alzheimer é um tipo de diabetes tipo 3, por conta dos problemas e das consequências que o aumento no açúcar no seu sangue pode trazer para todo o seu sistema cerebral”, disse.
MENOS INFLAMAÇÃO, MAIS PROTEÇÃO
Outro ponto frequentemente citado por especialistas é a relação entre massa muscular e inflamação crônica.
Quando o organismo apresenta excesso de gordura corporal, sedentarismo e resistência à insulina, diversos marcadores inflamatórios tendem a aumentar.
A inflamação persistente está associada a diferentes doenças crônicas, incluindo problemas cardiovasculares e algumas condições neurológicas.
Segundo Bruna Sartori, pessoas com maior quantidade de massa muscular costumam apresentar vantagens importantes nesse contexto.
“Por isso, pessoas com mais massa muscular tendem a ter menos resistência à insulina, menos inflamação, menos risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e cognitivas”, afirmou.
O IMPACTO DO TREINAMENTO NO ENVELHECIMENTO
A perda de massa muscular faz parte do processo natural de envelhecimento.
A partir dos 30 anos, o organismo começa gradualmente a reduzir a quantidade de tecido muscular, processo que pode se acelerar após os 60 anos.
Quando não há estímulo adequado por meio de exercícios físicos e alimentação equilibrada, essa redução pode comprometer mobilidade, equilíbrio e independência funcional.
Nesse cenário, a musculação surge como uma das principais estratégias para preservar força e qualidade de vida.
Treinar pernas, especificamente, ajuda a manter a capacidade de caminhar, subir escadas, levantar-se de cadeiras e realizar tarefas cotidianas com autonomia.
Mas os benefícios não se limitam à mobilidade.
“Então treinar pernas não é só sobre o seu corpo, não é só sobre ter forças para levantar do vaso sanitário, para conseguir subir ou descer uma escada”, destacou a médica.
EXERCÍCIOS QUE PODEM SER FEITOS EM CASA
Embora academias ofereçam equipamentos específicos para fortalecimento muscular, diversas atividades podem ser realizadas em casa utilizando apenas o peso corporal.
Agachamentos estão entre os exercícios mais conhecidos para estimular o quadríceps e outros músculos das pernas.
Sentar e levantar de uma cadeira de forma controlada também funciona como uma alternativa simples para iniciantes e idosos.
Elevações de panturrilha, avanços e exercícios de equilíbrio complementam o trabalho muscular sem necessidade de equipamentos sofisticados.
O mais importante é respeitar as condições físicas individuais e buscar orientação profissional sempre que possível.
UMA ESTRATÉGIA ACESSÍVEL PARA A SAÚDE
Entre os aspectos mais positivos da musculação está o fato de que ela pode ser adaptada a diferentes realidades financeiras.
Muitos exercícios utilizam apenas o peso do próprio corpo e podem ser realizados em espaços pequenos.
Além disso, caminhadas associadas a movimentos de fortalecimento representam uma alternativa econômica para quem deseja iniciar uma rotina de atividade física.
Pequenas mudanças de hábito ao longo dos anos podem resultar em benefícios significativos para a saúde metabólica e funcional.
PROTEGER O CORPO E O CÉREBRO
A relação entre músculos e cérebro continua sendo alvo de pesquisas em diversas partes do mundo. Embora não exista uma fórmula única para prevenir doenças neurodegenerativas, especialistas concordam que hábitos saudáveis desempenham papel fundamental na preservação da saúde ao longo da vida.
Praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada, controlar fatores de risco metabólicos e preservar a massa muscular estão entre as medidas mais frequentemente associadas ao envelhecimento saudável.
Como resume Bruna Sartori, os benefícios de uma coxa forte vão muito além da aparência física.
“É também sobre proteger o seu cérebro, te dar independência cognitiva, não só corporal, proteger a sua velhice. Ter uma coxa forte não é só sobre estética, é saúde a longo prazo.”
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