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O Pix que custou caro: como uma ajuda de pai para filha de R$ 1.500 por mês virou problema na Receita Federal

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Um Pix mensal de pai para filha, feito para aliviar o peso do aluguel, parece uma cena comum na vida de milhões de brasileiros. Mas, quando esse dinheiro entra na conta sem a devida classificação na declaração, o gesto de cuidado pode acabar virando dor de cabeça com o Fisco.

A Receita Federal informa que a declaração do Imposto de Renda é analisada por sistemas que cruzam os dados do contribuinte com informações enviadas por terceiros, como empresas, planos de saúde e instituições financeiras. Quando há divergência entre o que foi declarado e o que aparece nessas bases, a declaração pode cair na malha fiscal.

Portanto, se uma filha recebe R$ 1.500 por mês do pai para pagar o aluguel, esse valor pode ser interpretado como doação e precisa ser informado corretamente na declaração, quando ela for entregue.

A situação fica ainda mais delicada quando a mesma conta também recebe renda informal. Segundo a Receita, valores recebidos de outra pessoa física ou do exterior podem estar sujeitos ao carnê-leão, mecanismo usado para apurar mensalmente o imposto devido nesses casos. Trabalho sem vínculo empregatício está entre as hipóteses listadas pelo órgão.

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Isso não significa que qualquer ajuda familiar obrigue alguém a declarar Imposto de Renda. Em 2026, por exemplo, a Receita informa que a obrigatoriedade depende de critérios específicos, como rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou rendimentos isentos e não tributáveis acima de R$ 200 mil no ano.

Além da esfera federal, a doação também pode ter reflexos estaduais. Em Goiás, a Secretaria da Economia informa que doações estão sujeitas ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) e exigem declaração própria antes do ato, o que reforça a necessidade de orientação prévia para evitar sustos futuros.

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Cadela é internada após ingerir mais de 50 pedras de crack em SC

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Uma cadela da raça buldogue francês foi internada em estado grave após ingerir mais de 50 pedras de crack em Joinville, Santa Catarina. O caso foi relatado por veterinárias responsáveis pelo atendimento ao animal.

Segundo as profissionais, a cadela, chamada Antonieta, deu entrada na clínica na tarde de sexta-feira, 17. De acordo com o relato, a ingestão da droga teria ocorrido por volta das 8h da manhã, e o animal passou mal ao longo do dia, sendo atendido inicialmente por outros profissionais antes de ser encaminhado à clínica.

Eles (os tutores) procuraram uma agropecuária para fazer o atendimento, mas não resolveram o problema. Chamaram um veterinário que atende a domicílio, mas também não teve como resolver em casa. Então, encaminharam ela até aqui“, relatou a veterinária Katia Fernandes.

Ao chegar na clínica, a cadela apresentava quadro considerado grave, com arritmia, alterações gastrointestinais e sangramento. A equipe iniciou tratamento de suporte para estabilização. Durante o atendimento, o animal vomitou 48 pedras de crack.

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Exames de imagem indicaram que ainda havia droga no organismo. A equipe realizou uma endoscopia, na qual foram retiradas mais cinco pedras de crack. Em seguida, foi feita lavagem gástrica e administração de carvão ativado para reduzir a absorção da substância.

De acordo com as veterinárias, a cadela permanece em observação e responde ao tratamento. Ainda não é possível afirmar quais serão as consequências a longo prazo nem se haverá recuperação completa.

A polícia foi acionada durante o atendimento e a tutora da cadela foi presa. Segundo o relato das veterinárias, a tutora não explicou sobre como ocorreu a ingestão das pedras de crack, se de forma acidental ou com possível finalidade de transporte de drogas.

Após a alta, o animal não retornará ao local de origem. Ela foi adotada e ficará sob os cuidados do novo tutor, responsável por acompanhar sua recuperação.

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Brasil

Erros no uso da geladeira podem aumentar a conta de luz em até 30%

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Maus hábitos no uso da geladeira podem aumentar o consumo de energia elétrica em até 30% na conta de luz mensal. Acúmulo de gelo no congelador, abertura frequente da porta e falta de manutenção podem ser grandes erros que provocam desperdício, aponta o engenheiro eletricista João Olivio Rodrigues Franzosi.

O especialista ressalta que a geladeira está entre os eletrodomésticos que mais consomem energia em uma residência, especialmente por ficar ligada durante todo o dia. Apesar da baixa potência em relação a outros eletrodomésticos, o funcionamento constante eleva significativamente o gasto mensal.

Geladeiras antigas consomem mais

De acordo com Franzosi, as geladeiras convencionais antigas podem chegar a um consumo mensal de até 70 kWh quando bem conservadas, já os modelos modernos com tecnologia inverter apresentam consumo máximo de 45 kWh por mês.

As geladeiras convencionais podem ter consumo de energia mensal 55% maior em relação às geladeiras com inversor de frequência. Considerando o custo médio aproximado da energia atual no valor de R$1,20 (um real e vinte centavos) por kWh, incluindo impostos, taxa de iluminação pública, bandeira tarifária e outros de menor impacto) a economia de energia chega a R$30,00 (trinta reais) por mês na troca de uma geladeira antiga por outra moderna.

João Olivio Rodrigues Franzosi, engenheiro eletricista

Gelo acumulado prejudica eficiência

Outro erro muito comum é deixar o gelo acumulado no congelador. O engenheiro frisa que quando é formado camadas espessas acima de 5 mm, o gelo funciona como isolante térmico. Essa barreira dificulta a transferência de calor e força o compressor a trabalhar mais tempo para alcançar a temperatura ideal.

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“Os refrigeradores que não são frost-free precisam ter descongelamento periódico para eliminar a camada de gelo quando espessa para não aumentar o consumo de energia. O período de descongelamento vai depender de alguns fatores como número de pessoas que utilizam, quanto tempo e quantas vezes a porta e aberta por dia, dentre outros. Mas, o correto é sempre estar vistoriando a espessura da camada de gelo.”

Outros fatores que elevam o consumo

Além disso, problemas de manutenção como borracha magnética de vedação das portas danificada, redução do gás no sistema e  relé com contatos colados podem duplicar o consumo mensal de energia, segundo Franzosi.

Abrir a porta da geladeira muitas vezes ao dia ou conservar alimentos quentes também podem prejudicar o desempenho energético.

Quando a porta da geladeira é aberta existe uma troca do ar interno com o externo aumentando a sua temperatura interna e forçando o compressor a trabalhar mais. Os alimentos quentes, também são prejudiciais ao desempenho da geladeira, pois levam para seu interior um grande potencial de calor que faz o compressor trabalhar por mais tempo para conseguir alcançar a temperatura ideal.

João Olivio Rodrigues Franzosi, engenheiro eletricista

Hábitos que aumentam a vida útil e reduzem o consumo

O especialista também explicou que a temperatura é de extrema importância para equilibrar eficiência e economia. Conforme exposto pelo engenheiro, quanto menor a temperatura desejada maior o consumo de energia, porém a temperatura ideal é definida pelos alimentos armazenados.

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“Cada tipo de alimento exige uma temperatura máxima para sua conservação e alguns, até mesmo uma temperatura mínima. A temperatura ideal está relacionada à necessidade de conservação dos alimentos. Porém, a maioria dos alimentos necessita de temperaturas entre 0ºC e 5ºC. Recomenda-se uma regulagem em 4ºC para melhor eficiência.”

Do mesmo modo, instalação correta e ventilação do equipamento evitam o desperdício de energia e prolongam a vida útil do eletrodoméstico.

Franzosi destaca que a instalação deve seguir as recomendações do fabricante. É preciso ter uma energia adequada e de boa qualidade, além de afastamentos laterais, traseiro e superior adequados para a troca de calor.

Geladeiras mais antigas, segundo o exemplo exposto pelo engenheiro, fazem a troca de calor através de grade radiante na parte traseira, exigindo um afastamento traseiro maior, por outro lado, as geladeiras mais modernas fazem a troca de calor por elementos embutidos nas laterais, exigindo um afastamento lateral maior. Se o afastamento não for atendido, o compressor precisa trabalhar mais para atingir a temperatura ideal.

A vida útil do compressor está diretamente ligada ao tempo em que ele fica funcionando. Portanto, quanto mais ele trabalha menos tempo de vida terá.

João Olivio Rodrigues Franzosi.

 

Fonte: Folha Vitória.

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