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Política e Governo

OAB-ES recebe Patricia Vanzolini para debate sobre desafios da atuação jurídica na Lei Maria da Penha

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Com o aumento da atenção da sociedade e do sistema de Justiça aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, cresce também a necessidade de uma atuação jurídica cada vez mais qualificada e atualizada. Diante desse cenário, a OAB Espírito Santo promove, no próximo dia 23 de junho, o Workshop Lei Maria da Penha, que contará com a participação de Patricia Vanzolini, uma das maiores referências nacionais em advocacia criminal e proteção dos direitos das mulheres.

O evento acontece das 18h às 21h, no auditório da OAB-ES, no Centro de Vitória, e reunirá profissionais da advocacia interessados em aprofundar conhecimentos sobre a aplicação prática da Lei Maria da Penha e os desafios da atuação em casos de violência doméstica.

Atual conselheira federal da OAB Nacional e ex-presidente da OAB São Paulo (2022-2024), sendo a primeira mulher a presidir a Seccional paulistana, Patricia Vanzolini é doutora em Direito pela PUC-SP, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autora de importantes obras jurídicas.

Durante o encontro, ela abordará os principais desafios da atuação profissional em casos envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher, além das atualizações jurisprudenciais e da aplicação prática da Lei Maria da Penha.

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Segundo a especialista, a atuação em casos relacionados à Lei Maria da Penha demanda preparo técnico, atualização constante e sensibilidade para lidar com questões de alta complexidade jurídica e social. Durante o workshop, ela irá compartilhar experiências práticas e orientar profissionais sobre os principais desafios enfrentados na área.

“Os casos envolvendo a Lei Maria da Penha têm chegado cada vez mais ao Judiciário, o que exige uma advocacia preparada, atualizada e tecnicamente qualificada. A atuação nessa área apresenta desafios específicos, que vão desde o acompanhamento das constantes evoluções jurisprudenciais até a condução ética e responsável de casos que envolvem situações de grande sensibilidade. Neste workshop, vamos abordar todas as etapas da atuação profissional, desde as medidas protetivas e o inquérito policial até o processo e a execução penal, oferecendo uma visão prática e atualizada para a advocacia”, destaca Patricia Vanzolini.

Sobre Patricia Vanzolini

Patricia Vanzolini é conselheira federal da OAB no triênio 2025-2027 e foi a primeira mulher a presidir a OAB São Paulo, a maior seccional da advocacia brasileira, entre 2022 e 2024. É fundadora e diretora do Movimento 133 (M133), sócia do escritório Brito e Vanzolini Advogados Associados e ex-vice-presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas de São Paulo (Abracrim-SP).

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Graduada, mestre e doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autora de diversas obras jurídicas, entre elas Manual de Direito Penal e Teoria da Pena: Sacrifício, Vingança e Direito Penal.

Serviço:

Workshop Lei Maria da Penha, com Patricia Vanzolini

Data: 23 de junho

Horário: das 18h às 21h

Local: Auditório da OAB-ES

Endereço: Edifício Ricamar, nº 59, Centro, Vitória

Link de inscrição: https://jacredenciei.com.br/e/workshopleimariadapenha

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Assembleia Legislativa aprova projeto de Tyago Hoffmann que cria Política Estadual para pessoas com Altas Habilidades ou Superdotação

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Em um passo decisivo para a inclusão e a valorização do potencial humano no Espírito Santo, foi aprovado o Projeto de Lei que institui a Política Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento de Pessoas com Altas Habilidades ou Superdotação. De autoria do deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB) , a iniciativa visa tirar da invisibilidade uma parcela da população que, por falta de políticas públicas direcionadas, muitas vezes acaba desassistida e sem o apoio necessário para desenvolver seus talentos.

A nova legislação assegura às pessoas com altas habilidades ou superdotação o direito pleno ao desenvolvimento de suas expressões e potencialidades, preparando-as tanto para o exercício da cidadania quanto para a inserção qualificada no mercado de trabalho. Pela lei, enquadram-se nessa categoria indivíduos que demonstram potencial elevado — isolado ou combinado — nas áreas intelectual, acadêmica, de liderança, psicomotricidade e artes, além de alta criatividade e forte envolvimento na aprendizagem.

“Ao contrário do que o senso comum imagina, o futuro promissor dessas pessoas não está garantido apenas por sua alta capacidade cognitiva,” argumenta o deputado Tyago Hoffmann. “A falta de conhecimento gera uma falsa ideia de privilégio, fazendo com que muitos talentos sejam desperdiçados. Sem o estímulo adequado e o acolhimento especializado, o que vemos são estudantes que sofrem com ansiedade, bullying, depressão e isolamento por não encontrarem o seu espaço. Este projeto vem para corrigir essa injustiça histórica.”

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Pilares da Nova Legislação

O projeto desenha um plano de ação robusto e intersetorial, conectando áreas como educação, saúde, ciência, tecnologia, cultura e direitos humanos. Entre os principais objetivos e diretrizes aprovados, destacam-se:

• Identificação Precoce e Capacitação: Promoção da formação continuada de profissionais para identificar e atender precocemente essas condições na rede de ensino;

• Atendimento Especializado: Garantia de Atendimento Educacional Especializado (AEE) na educação básica e superior, com suporte multiprofissional de saúde e foco na educação inclusiva;

• Parcerias Estratégicas: Estímulo a convênios do Poder Executivo e instituições de ensino com o setor produtivo, empresarial e acadêmico para enriquecer as experiências práticas desses estudantes;

• Apoio Familiar e Combate à Discriminação: Oferecimento de amparo permanente às famílias e desenvolvimento de programas que protejam os indivíduos de qualquer forma de negligência;

• Inclusão Ampla: Garantia explícita de que a coexistência de deficiências físicas, sensoriais, mentais ou condições neurológicas atípicas não anula os direitos previstos na lei.

Dados Alarmantes

A urgência da medida é respaldada por dados estatísticos preocupantes trazidos na justificativa do projeto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial possui altas habilidades ou superdotação. No Brasil, estima-se a existência de 2,3 milhões de crianças nessa condição; contudo, o Censo Escolar de 2022 registrou apenas 26.815 alunos identificados — o que representa míseros 1% do estimado. No Espírito Santo, a nova política pública atuará diretamente para reverter esse cenário de subnotificação e “abandono intelectual”.

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Aprovada pelo parlamento, a lei entrará em vigor na data de sua publicação oficial e dependerá de regulamentação do Poder Executivo para sua implementação prática nas estruturas do Estado.

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Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES

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Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada
 
Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.
 
O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.
Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.
Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.
De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.
A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.
Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.
Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.

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