conecte-se conosco


Política Nacional

OAB-SP propõe mandato de 12 anos para ministros do STF e idade mínima de 50 anos

Publicado

Entre as medidas, está a adoção de um código de conduta pelo STF ‘que contenha parâmetros e o procedimento de denúncia e apuração de eventuais desvios’

 

Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da OAB-SP concluiu nesta segunda-feira, 17, uma proposta para estancar a crise de credibilidade que paira sobre o sistema de Justiça. A proposta prevê mandato fixo de 12 anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e sugere elevar de 35 para 50 anos a idade mínima para o ingresso nas Cortes superiores.

Em documento de 77 páginas, a Ordem paulista propõe medidas para combater a “percepção pública de déficit de integridade e transparência, alimentada pela ausência de parâmetros claros de conduta para a magistratura, pela proliferação de decisões monocráticas em detrimento da colegialidade, por controvérsias remuneratórias e conflitos de interesse não regulados”.

Assinada sob a presidência do presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, a proposta foi elaborada por uma comissão integrada pelos presidentes honorários da OAB Patrícia Vanzolini (OAB-SP) e Cezar Britto (Conselho Federal); pelos ministros aposentados do STF Ellen Gracie Northfleet e Antonio Cezar Peluso; pelos ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Júnior; pela cientista política Maria Tereza Sadek; pelo jurista e diretor da FGV Direito SP, Oscar Vilhena Vieira; e pela professora e pesquisadora da FGV Direito SP Alessandra Benedito

Entre as medidas, a OAB-SP propõe a adoção de um código de conduta pelo STF “que contenha parâmetros e o procedimento de denúncia e apuração de eventuais desvios”.

Em janeiro, a OAB-SP enviou uma proposta de resolução para instituir um Código de Conduta para os ministros do STF. O texto reúne sugestões que vão de restrições rigorosas ao julgamento de processos que envolvam parentes de ministros, como partes ou advogados, à proibição de manifestações político-partidárias, do uso de jatinhos particulares e da exploração de instituições de ensino por integrantes da Corte.

Leia mais:  Coronavírus: Senado aprova projeto que impede despejo de inquilino

Na avaliação da Ordem paulista, o problema está na “crise de credibilidade e crises internas geradas pela ausência de um Código de Conduta que defina um padrão de comportamento para preservar a imparcialidade e a imagem da Corte”.

Em relação à faixa etária dos magistrados, a Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da OAB-SP avalia que “a idade mínima de 35 anos não garante a experiência necessária para o cargo, acrescentando-se a questão falta de participação social o que intensifica o problema da imprecisão dos requisitos ‘notável saber jurídico’ e ‘reputação ilibada’”.

A proposta da Ordem prevê, além da idade mínima de 50 anos, “a previsão de uma audiência pública prévia à sabatina do Senado, com participação da OAB, das Faculdades de Direito e da sociedade civil”. Para que haja maior “oxigenação” das Cortes superiores, a OAB-SP defende mandato fixo de 12 anos para os ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O presidente da OAB SP, Leonardo Sica, afirma que “a reforma do Judiciário é uma agenda que não pode mais ser adiada”. “Este documento é uma contribuição concreta para esse debate, construído com base técnica e independência. A sociedade mudou, e as instituições precisam ter capacidade de acompanhar essas transformações, modernizando-se sem perder sua independência e sua função essencial para a democracia”, explica Sica.

Leia mais:  Projeto quer prazo extra de 60 dias para motoristas renovarem CNH

 

OAB-SP quer mudanças no CNJ

Para além das mudanças na dinâmica da Suprema Corte, a Ordem paulista propõe mudanças estruturais no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – órgão que faz o controle administrativo, financeiro e disciplinar do Judiciário. A principal proposta neste caso é dissociar as funções de presidente do STF e do CNJ. Segundo a OAB-SP, a reunião dos dois cargos em uma única pessoa cria um “conflito de interesses”.

A maioria dos assentos do CNJ é ocupada por integrantes do próprio Judiciário – dos 15 membros, nove são magistrados -, o que, segundo a OAB-SP, “estimula o corporativismo” e uma “disciplina interna voltada principalmente ao primeiro grau”. A proposta é ampliar a participação de membros externos ao Judiciário.

A OAB-SP aponta o “excesso de poder normativo” do CNJ, que resultaria, de um lado, “em uma profusão de normas pouco conhecidas e de reduzida aplicação pelo Judiciário” e, de outro, “na usurpação de competências do Legislativo”. Desde sua criação, em 2005, o Conselho já editou 680 resoluções. Apenas em 2025, 50 atos normativos analisados pelo plenário resultaram em novas resoluções. A proposta é limitar o poder normativo do CNJ

A Ordem também critica a sobrecarga da Corregedoria Nacional de Justiça, para onde são direcionados os pedidos de providências – classe de processo usada para sugerir melhorias na eficiência da Justiça. A proposta é que esses pedidos tenham livre distribuição entre os conselheiros.

publicidade

Política Nacional

TSE aceita ação contra Lula por abuso em homenagem no Carnaval do Rio

Publicado

Novo diz que desfile sobre trajetória do presidente teve recursos públicos e exposição nacional; TSE determinou apresentação de defesa

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, admitiu o processamento de uma ação apresentada pelo Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação no Carnaval de 2026.

A ação questiona o desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo dedicado à trajetória pessoal e política de Lula. O partido sustenta que a apresentação teria funcionado como promoção eleitoral do presidente, então pré-candidato à reeleição, com financiamento público e ampla exposição na televisão e em plataformas digitais.

Segundo o Novo, o desfile recebeu R$ 9,65 milhões em recursos provenientes do Município de Niterói, do Município do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro e da Embratur.

Ao analisar o caso, Antonio Carlos Ferreira afirmou que os fatos narrados podem, em tese, caracterizar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Leia mais:  Greve: Caminhoneiros iniciam paralisação por votação de MP

Com isso, o corregedor determinou que Lula e Alckmin sejam citados para apresentar defesa no prazo de cinco dias.

Acadêmicos de Niterói, estreante no grupo Especial no carnaval deste ano, entrou na avenida com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O tema foi desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e o enredista Igor Ricardo.

A escola não conseguiu permanecer na elite do carnaval carioca, o que já era previsto por pessoas próximas ao presidente antes mesmo da apresentação, e foi rebaixada para a Série Ouro. A agremiação terminou na última colocação (12ª lugar).

Continue lendo

Política Nacional

Lula não irá ao debate da Band e contesta ida de Renan e Zema

Publicado

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu que o petista não participará do debate da TV Bandeirantes, marcado para o próximo domingo (23). A presença de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) entre os convidados está entre os principais motivos para a decisão.

O argumento da equipe de Lula é que Zema e Renan não precisariam participar do debate de acordo com os critérios estabelecidos pela legislação eleitoral. As regras garantem presença nos debates aos candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

No entanto, candidatos de legendas sem essa representação podem participar caso sejam convidados pela organização.

Outro argumento é de que o formato do encontro não garante condições consideradas adequadas para que o candidato responda aos ataques dos adversários.

A campanha ainda deve realizar uma nova reunião sobre o assunto nesta semana, mas a expectativa é de que a decisão seja mantida.

A decisão de Lula também pode afetar, inclusive, a estratégia de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo integrantes da campanha do senador, a orientação é priorizar debates em que o petista esteja presente.

Leia mais:  Rosa Weber libera repasses de emendas do orçamento secreto

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana