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Segurança

Universitário leva tiro na cabeça, acha que caiu da moto e descobre bala em tomografia

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Um universitário de 27 anos foi atingido por um tiro na cabeça enquanto pilotava uma motocicleta na localidade de Lajinha, na zona rural de Pancas, no dia 12 de agosto. Inicialmente, o jovem acreditou que havia caído da moto, mas uma tomografia revelou um projétil alojado em sua cabeça.

Dois dias depois, na sexta-feira (14), pai e filho, de 50 e 28 anos, foram presos temporariamente. Eles são investigados por tentativa de homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil.

As prisões foram resultado de uma investigação conduzida pelas delegacias de polícia de Pancas e Mantenópolis. Segundo a apuração, um dos investigados atirou em um bar da região momentos antes do crime. Depois, o carro dos investigados seguiu a motocicleta da vítima em movimentos de zigue-zague.

Quando o jovem reduziu a velocidade para o veículo passar, foi atingido por um disparo na cabeça. Segundo a polícia, a dinâmica impediu qualquer reação ou defesa da vítima.

Inicialmente, o universitário acreditou ter caído da motocicleta e procurou atendimento médico por conta própria. Uma tomografia identificou o projétil alojado em sua cabeça.

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Disparos aparentemente aleatórios

O delegado titular da Delegacia de Polícia de Pancas, Robson Peixoto, afirmou que não há motivação específica relacionada à vítima. Segundo ele, os elementos reunidos apontam para disparos aparentemente aleatórios.

Peixoto explicou que a investigação avalia a possibilidade de o suspeito ter agido em momento de exaltação. Até o momento, não há indícios de planejamento ou de motivo direcionado ao jovem.

 

Mandados e apreensões

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Pancas, após representação da PCES. A Polícia Civil informou que a medida se baseou em indícios de autoria e participação.

Na operação, foram apreendidos três aparelhos celulares e o veículo apontado como usado no crime. Após a prisão, os investigados foram levados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

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Segurança

“Ação covarde”: secretário diz que PM morreu vítima de criminoso foragido

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O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, lamentou a morte do soldado da Polícia Militar Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, e classificou o episódio como uma “ação covarde”.

Em uma publicação nas redes sociais, Damasceno afirmou que o policial foi vítima de um criminoso foragido do sistema prisional durante uma ocorrência em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

“Hoje é um dia de profunda dor para a Segurança Pública capixaba e para todos os cidadãos de bem. Perdemos o Soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin, um jovem policial militar, que tombou no cumprimento do dever, vítima da ação covarde de um criminoso evadido do sistema prisional”, escreveu o secretário.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, Paulo Henrique participava de uma ação de patrulhamento voltada à localização de um homem que estava foragido da Justiça, identificado como Luan de Oliveira Cleto.

Durante a abordagem, houve uma luta corporal e o suspeito teria conseguido tomar a arma do policial, efetuando um disparo que atingiu o soldado na cabeça.

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O militar chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Paulo Henrique pertencia ao 9º Batalhão da Polícia Militar e havia concluído a formação na última turma de soldados da corporação, em novembro de 2025.

Criminoso também morreu

Após o disparo contra o soldado, o policial que acompanhava Paulo Henrique reagiu e atirou contra o suspeito. Luan de Oliveira Cleto também morreu durante a ocorrência. Segundo informações divulgadas, ele era procurado por crimes relacionados ao tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

O corpo foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal de Cachoeiro de Itapemirim, onde passaria por necropsia.

“A vida de um policial não é uma estatística”

Na publicação, Leonardo Damasceno também destacou o impacto da morte para além dos números da segurança pública.

“A vida de um policial não é uma estatística. Por trás da farda existe um filho, um irmão, um amigo, um colega de farda, uma família inteira”, escreveu.

O secretário prestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda do soldado Paulo Henrique.

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Em nota, a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) também lamentou a morte do soldado. A corporação informou que o militar era lotado no 9º Batalhão e havia sido formado na turma do Curso de Formação de Soldados (CFSd) de 2024. A PMES também prestou homenagem à memória do policial, destacando sua atuação na corporação.

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Segurança

Quem era o suspeito de matar PM em Cachoeiro: foragido e com histórico criminal

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Luan de Oliveira Cleto, de 25 anos, apontado pela Polícia Militar como suspeito de matar a tiros o soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, estava foragido do sistema prisional. O crime aconteceu no último sábado (15), durante uma abordagem policial no bairro São Luiz Gonzaga.

De acordo com informações da ocorrência, militares realizavam patrulhamento quando tentaram abordar Luan. Segundo a PM, durante a abordagem, o suspeito teria entrado em luta corporal com o soldado Paulo Henrique, tomado a arma do policial e efetuado um disparo que atingiu a cabeça do militar.

O soldado chegou a ser socorrido em estado grave e levado para a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A morte foi confirmada neste sábado. O militar pertencia ao 9º Batalhão da Polícia Militar e havia se formado na última turma de soldados da corporação, em novembro de 2025.

Ainda conforme o registro policial, o outro militar que acompanhava Paulo Henrique teria reagido e atirado contra Luan. O suspeito morreu no local.

 

Histórico no sistema prisional

Segundo o levantamento apresentado no registro da ocorrência, Luan teve diversas entradas e saídas do sistema prisional.

A primeira entrada ocorreu em 28 de junho de 2019, com alvará registrado em agosto do mesmo ano. Em fevereiro de 2020, houve uma nova entrada e posterior alvará no mesmo dia.

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Em 24 de outubro de 2020, Luan voltou ao sistema prisional. Dessa vez, permaneceu preso até 8 de fevereiro de 2022, quando, segundo os dados da ocorrência, teria fugido.

Ele foi recapturado em 6 de abril de 2022. Porém, em 17 de dezembro de 2024, teria ocorrido uma nova evasão. Desde então, ele era considerado foragido.

 

Processos por tráfico de drogas

O histórico judicial também aponta processos relacionados ao tráfico de drogas. Um dos processos, de 2020, tramita na 1ª Vara Criminal de Cachoeiro de Itapemirim e tem como referência o artigo 33 da Lei de Drogas, que trata do tráfico de drogas. Segundo o levantamento, houve condenação e Luan estava preso.

Outro processo, também relacionado ao artigo 33 da Lei 11.343/06, aparece como provisório e com situação de liberdade.

Há ainda registros relacionados a uma ocorrência envolvendo o artigo 16 da antiga Lei 6.368/76, além de um processo por injúria.

 

Outras ocorrências

O histórico policial fornecido à reportagem também relaciona Luan a diferentes ocorrências registradas ao longo dos anos.

Entre elas, estão registros de 2015 e 2016 envolvendo veículo roubado e posse de maconha. Em agosto de 2018, há uma ocorrência classificada como tentativa de homicídio por resistência à ação policial, na qual, segundo o levantamento, ele teria sido preso com arma e drogas.

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Em maio de 2019, também aparece um registro relacionado a ameaça.

A Polícia Militar informou, na noite deste sábado, que até aquele momento, não haviam obtido ainda imagens que mostrassem a dinâmica completa da abordagem e do confronto.

A reportagem trata Luan como suspeito com base nas informações policiais disponíveis, uma vez que ele morreu no local após ser atingido pelos disparos efetuados pelo outro militar. As circunstâncias exatas do confronto deverão ser esclarecidas pela investigação.

 

Policial tinha 28 anos

Paulo Henrique Carvalho Faccin tinha 28 anos e ingressou recentemente na Polícia Militar. Ele fazia parte da turma mais nova de soldados da corporação, tendo concluído a formação em novembro de 2025.

A Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) lamentou a morte do soldado e prestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda. A corporação informou que o militar havia sido formado na turma do Curso de Formação de Soldados (CFSd) de 2024 e também prestou homenagem à memória do policial, destacando sua atuação na corporação.

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