Durante evento de inauguração da Praça Inclusiva Viver Vitória, localizada na Praça dos Desejos, prefeita tratou de marcar posição no tabuleiro político capixaba e nas eleições estaduais
O ineditismo do evento foi completamente derrubado pelo discurso da prefeita de Vitória, Cris Samorini (Prograssistas) na manhã deste sábado (25). A capital abriu a primeira Praça Inclusiva “Viver Vitória”, na Praça dos Desejos – parque pensado especialmente para pessoas com deficiência. Na oportunidade ela falou sobre a relação com o ex-prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que deixou o comando do Executivo de Vitória para disputar as eleições.
Mesmo antes de entregar o governo para sua, até então vice-prefeita, Pazolini e Cris já não compartilhavam participações em eventos. Cada um seguia agendas separadamente, ainda que pelas redes sociais compartilhassem as ações da gestão – mostrando que, embora em “distantes” em agendas, estavam unidos na administração da capital capixaba. E, mais do que isso: se os partidos de Cris e Pazolini caminham em lados opostos e deverão seguir assim nas eleições de 2026, a prefeita não deverá estar com o Progressistas e nem com os candidatos apoiados pelo partido e a federação União Progressista. Ao contrário, demonstra apoio ao antecessor seja o cargo que ele deva concorrer – a aposta e ao Governo do Estado, mas Lorenzo Pazolini nunca falou oficialmente que concorrer a governador.
“Não há ninguém que vá conseguir distorcer ou destruir a relação verdadeira que eu construí com nosso ex-prefeito, Lorenzo Pazolini. A relação de fidelidade, lealdade e gratidão, por sabê-lo uma pessoa que trabalhou dia e noite, com todos os esforços, com tantas dificuldades colocadas no caminho, disse a prefeito de maõs dadas com uma criança na inauguração da praça inclusiva.
O trecho do discurso circulou pelas redes sociais e foi amplamente compartilhada por aliados e adversários políticos. Um deles com o seguinte comentário: “Olha que pedrada”.
A “pedrada” no trecho diz ainda: “A diferença está em quem realmente assume o compromisso e, mesmo com todos aqueles desafios, segue adiante. Cabeça erguida porque o compromisso é mais à frente. Então não há possibilidade de distorções serem postas nesta transição, nesta sucessão, na escolha de um planejamento feito pela cidade de Vitória”.
Durante seu discurso na abertura do evento “Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado”, que acontece em Vitória nesta segunda (27) e terça-feira (28), o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, defendeu que a legislação brasileira se torne mais rígida com as ações de facções criminosas e passe a classificá-las como terrorismo.
Segundo Ferraço, o país precisa “parar de suavizar as palavras” e reconhecer com clareza a gravidade do cenário vivido em diversas regiões brasileiras.
O crime organizado pode não ter motivação ideológica nem religiosa, mas pratica o terrorismo em sua concepção mais objetiva: intimida, paralisa e desafia o Estado brasileiro. Defendo que possamos construir e aprovar uma legislação que reconheça o que chamamos de terrorismo criminal organizado.
Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo
Ferraço citou a Lei nº 13.260, de 2016, que trata sobre terrorismo no Brasil, e afirmou que a legislação atual ainda não oferece respostas suficientes para enfrentar o crime organizado com a dimensão que ele alcançou.
“Não se trata apenas do nome que damos ao crime. Trata-se de reconhecer a natureza do desafio que enfrentamos para que possamos enfrentá-lo com os meios adequados”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de interferência estrangeira no Brasil, que pode ser desencadeada ao comparar organizações criminosas a organizações terroristas, o governador afirmou que é preciso “tirar a ideologia desse debate”.
O que interessa à população, aos trabalhadores, aos empreendedores e às famílias é a redução do indicador de violência e de criminalidade. O que interessa às pessoas é ter segurança de que ninguém vai impedir o seu ir e o seu vir. Essas são teses que me parecem muito contaminadas pela questão ideológica e eu prefiro que a gente possa focar no resultado.
Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo
Encontro em Vitória debate segurança e combate ao crime
Primeiro dia do evento “Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado”. Foto: Aline Gomes/Folha Vitória
O “Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado” reúne especialistas em segurança pública de todo o País em Vitória nesta segunda (27) e terça-feira (28).
O evento acontece no Espaço Patrick Ribeiro, no Aeroporto de Vitória e interessados podem e inscrever por meio do link.
Além de Rodrigo Pimentel, o primeiro dia do evento contou com a presença de nomes como o governador do Estado, Ricardo Ferraço, e o juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Espírito Santo, Carlos Eduardo Ribeiro Lemos.
Confira a programação da terça-feira (28)
8h – Credenciamento
9h – Painel Duplo Insurgência Criminal: conceito e relevância para a justiça e a segurança pública, com Deltan Dallagnol e Alessandro Visacro, coronel do Exército Brasileiro Presidente de Mesa: Ricardo Goretti (FDV)
10h – Palestra Como implantar a experiência americana contra atiradores ativos em escolas brasileiras, com major Eliandro Claudino, comandante da CIPE, Cia. Independente de Policiamento Escolar PMES Presidente da Mesa: Luis Eduardo Fachetti de Oliveira
10h45 – Intervalo
11h – Painel Duplo O papel do Poder Judiciário no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com Ivana David (TJSP) e Rodrigo Casimiro Reis, defensor público – MA Presidente da Mesa: Janete Vargas (TJES)
14h – Palestra Segurança Pública no Pós-Eleições: Projeções, Desafios e Perspectivas para o Futuro, com Guilherme Derrite, deputado federal/SP Debatedor: Carlos Eduardo Ribeiro Lemos (TJES/FDV) Presidente de Mesa: Érica Neves (OAB/ES)
15h – Painel Triplo Como o sistema prisional brasileiro alimenta redes nacionais de facções e quais saídas são possíveis, com André Garcia, secretário nacional de Justiça, Rafael Pacheco (PF) e Leonardo Damasceno, secretário de Estado da Segurança Pública/ES) Presidente da Mesa: Fernando Zardini Antonio (TJES)
16h – Intervalo
16h15 – Painel Triplo A infiltração das facções no mercado e no setor privado, com Edson Vismona (FNCP), Fernando Saliba, diretor-presidente ES em Ação e Rafael Furlanetti, diretor-institucional XP) Presidente da Mesa: Carlos Eduardo Ribeiro Lemos (TJES/FDV)
17h15 – Mesa Redonda O Brasil que reage ao crime organizado, com Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo, e Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais Presidente da Mesa: Antonio Abikair (FDV)
18h45 – Encerramento Geral com a leitura da Carta de Vitória
Antes mesmo do encerramento do primeiro quadrimestre de 2026, o senador Marcos Do Val já garantiu mais de R$ 82 milhões em recursos federais para o Espírito Santo. O montante se soma a um histórico expressivo: desde o início do mandato, em 2019, o parlamentar enviou ao estado mais de meio bilhão de reais, beneficiando todos os 78 municípios capixabas, independentemente de filiação partidária ou orientação ideológica.
“Aqui trabalhamos para o crescimento do Espírito Santo como um todo, para beneficiar todos os capixabas, sem ver questões políticas”, afirmou o senador.
Saúde, segurança pública e educação continuam como prioridades centrais dos investimentos, refletindo um compromisso consistente ao longo dos oito anos de atuação parlamentar.
Somente nos quatro primeiros meses deste ano, quase R$ 50 milhões foram destinados à saúde estadual, viabilizando a aquisição de veículos e equipamentos, além do custeio de atividades em unidades de atendimento. A segurança pública recebeu cerca de R$ 25 milhões, aplicados majoritariamente no fortalecimento das Guardas Municipais em diversas localidades. A assistência social contou com R$ 3,9 milhões, enquanto turismo e infraestrutura receberam R$ 2,1 milhões. A agricultura foi contemplada com R$ 800 mil, investidos em maquinário e infraestrutura rural.
Vale lembrar que a destinação de emendas orçamentárias pode ser realizada até 4 de julho de 2026. A partir dessa data, a legislação eleitoral suspende as transferências de recursos federais — salvo despesas já empenhadas — até a realização das eleições, previstas para o início de outubro.