O presidente de LaLiga, Javier Tebas, criticou o comando da Fifa e se posicionou contra uma possível ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções. Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o dirigente afirmou que o aumento do torneio prejudicaria o futebol espanhol e pediu a renúncia do presidente da entidade, Gianni Infantino.
Para Tebas, a expansão do Mundial representa uma concentração excessiva de atenção e recursos em uma competição que dura cerca de 40 dias, enquanto os campeonatos nacionais são responsáveis pela sustentação da indústria do futebol.
A Copa de 2026 foi a primeira com 48 participantes, após a competição ter mantido 32 seleções desde 1998.
“Aumentar o número de seleções não faz sentido. A indústria do futebol não é apenas a Copa do Mundo, embora seja o evento mais importante. Mas nem tudo pode girar em torno da Copa. São as competições nacionais que sustentam este esporte”, afirmou.
O dirigente espanhol também defendeu uma redução no número de seleções e maior proteção aos torneios nacionais. “Estão destruindo a indústria do futebol, aquela que gera dezenas de milhares de empregos, por causa de um evento que dura 40 dias e para o qual apenas uma minoria dos jogadores vai”, declarou.
Por que a Fifa quer ampliar a Copa para 64 seleções
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, está levando a sério a ideia de aumentar de 48 para 64 o número de seleções participantes da Copa do Mundo.
Como a avaliação de que abandonar o formato com 32 equipes foi positiva, tanto internamente quanto por parte da opinião pública, o dirigente avalia com afinco a possibilidade de nova expansão, até porque isso pode trazer mais dinheiro aos caixas da entidade e até ajudá-lo na reeleição.
Mas a ideia de expandir o Mundial de 48 seleções para 64 é da Conmebol. O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, tem feito lobby publicamente para que a Fifa avance com a decisão, pois gostaria que mais jogos da Copa de 2030 fossem realizados na América do Sul.
O Mundial de 2030 tem como sede Portugal, Espanha e Marrocos, mas também terá partidas inaugurais no Uruguai, Argentina e Paraguai em homenagem ao centenário da Copa.