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Medicina e Saúde

Sangramento nasal frequente é preocupante? Veja quando procurar ajuda

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O sangramento nasal, chamado tecnicamente de epistaxe, é extremamente comum e, na maioria das vezes, não representa uma doença grave. Poucos são os casos que necessitam de atendimento médico. Apesar disso, saber reconhecer as situações que exigem investigação é importante, especialmente quando o sangramento é intenso, recorrente ou acompanhado de outros sintomas.

A epistaxe ocorre quando pequenos vasos sanguíneos superficiais da mucosa de revestimento nasal se rompem. A maior parte dos episódios origina-se na região anterior do septo nasal, onde existe uma concentração de vasos superficiais particularmente suscetíveis ao ressecamento e aos traumatismos.

 

 

O que fazer durante um sangramento nasal?

O que fazer durante um sangramento nasal? A primeira providência é manter a calma e sentar-se, inclinando discretamente a cabeça para frente. Inclinar a cabeça para trás não é recomendado, porque facilita a passagem do sangue para a garganta, levando à deglutição e podendo provocar náuseas, vômitos ou engasgos.

Com os dedos, deve-se comprimir firmemente a parte macia do nariz, logo abaixo da região óssea, mantendo ambas as narinas fechadas continuamente. A compressão deve ser sustentada, por pelo menos 5 minutos, sem ficar soltando o nariz repetidamente para verificar se o sangramento parou.

Se o sangramento for volumoso, não diminuir com compressão adequada, provocar fraqueza, palidez, tontura ou dificuldade respiratória, ou se houver grande quantidade de sangue descendo pela garganta, é recomendável procurar atendimento médico de urgência.

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Quais são as causas mais prováveis do sangramento?

Em pessoas saudáveis, que apresentam um episódio pequeno e isolado, as causas mais prováveis são locais e benignas. Ressecamento da mucosa, exposição a ambientes com baixa umidade, rinite, infecções respiratórias, assoar o nariz vigorosamente, manipulação nasal e pequenos traumatismos podem romper vasos superficiais.

Quando os episódios se repetem, entretanto, outros fatores precisam ser pesquisados e o atendimento médico especializado é necessário. O médico investigará as principais condições que levam ao sangramento recorrente, avaliará os medicamentos utilizados pelo paciente, principalmente anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, pois eles podem aumentar a intensidade e prolongar a duração de uma hemorragia. História pessoal ou familiar de sangramentos anormais também é relevante em alguns casos.

 

Pressão alta é causa do sangramento?

A pressão arterial frequentemente está elevada durante um episódio de epistaxe, inclusive em consequência da ansiedade provocada pelo próprio sangramento. A hipertensão arterial pode estar associada a episódios mais difíceis de controlar em determinados pacientes, mas encontrar pressão elevada durante a hemorragia não significa automaticamente que ela seja a causa direta do sangramento.

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Em pessoas mais idosas, deve-se ter atenção adicional aos sangramentos de origem na região posterior das fossas nasais. Eles podem ser mais volumosos, difíceis de visualizar e apresentar maior necessidade de tamponamento ou internação para controle.

 

Sangramento nasal em crianças costuma ser menos preocupante

Nas crianças, o sangramento nasal também é muito frequente e costuma ser ainda menos preocupante. A maioria dos episódios tem origem anterior e está relacionada a fatores locais. Manipular o nariz com os dedos, pequenos traumatismos, crostas, ressecamento da mucosa e inflamações associadas à rinite estão entre as situações mais comuns.

Os pais frequentemente se assustam com a quantidade aparente de sangue, especialmente quando o episódio ocorre durante a noite e mancha roupas ou travesseiros. Na maioria das crianças, entretanto, a epistaxe é de pequena intensidade e responde às medidas conservadoras. Intervenções importantes e hospitalização são necessárias apenas em uma minoria dos casos.

A atitude inicial mais importante é realizar corretamente a compressão nasal e observar a evolução. O que modifica a preocupação médica não é simplesmente a presença de sangue, mas sua quantidade, duração, frequência, lateralidade e associação com outros sintomas.

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Ana Maria Braga sofre lesão nos olhos após dormir com ar-condicionado; entenda

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A Ana Maria Braga usou o programa “Mais Você” (TV Globo) para fazer um alerta sobre o cuidado com os olhos. A apresentadora contou que, depois de dormir com o ar-condicionado ligado durante a noite na função quente, sofreu uma fissura na córnea.

“Esqueci de desligar o ar-condicionado e o que aconteceu? Levantei hoje chorando. É um alerta para todo mundo. A córnea é muito sensível, você fica com ele um pouquinho aberto só e ele vai ressecar. E dói muito”, relatou a apresentadora no programa.

 

 

De acordo com o oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Córnea (SBC), entidade filiada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o ar-condicionado reduz a umidade relativa do ar e, de fato, pode causar o ressecamento nos olhos.

 

(O ressecamento) vai ser mais evidente em pessoas que já têm o olho seco previamente, que já têm alterações na lágrima, algo muito importante para a saúde da superfície ocular.

Oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Córnea (SBC)

 

Ao diminuir a umidade do ar, o aparelho aumenta a velocidade do ressecamento da lágrima dos olhos, o que causa a exposição de terminações nervosas da córnea.

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“É neste momento que surgem os sintomas de irritação, sensação de areia [nos olhos] e dor, além de embaçamento visual. A lágrima é muito importante para regularizar a superfície da lente da córnea e permitir a visão”, detalha Gomes.

Isso ocorre tanto no uso normal, gelando, quanto na função de esquentar. Neste segundo caso, a reação pode acontecer com mais intensidade.

Segundo Gomes, a situação é pior em épocas mais secas e quentes. “Calor + secura + ar-condicionado propicia o aumento da evaporação da lágrima e mais irritação.”

 

Dormir com o ar ligado

Dormir com o ar-condicionado ligado, seja na função fria ou quente, é algo normal. Gomes, no entanto, destaca que algumas pessoas não fecham os olhos por completo ao longo do sono, condição chamada de lagoftalmo, o que aumenta a possibilidade de agravos.

“Ao dormir com o olho entreaberto, a fenda que fica aberta vai ser muito mais suscetível à evaporação, e o dano, consequentemente, vai ser pior”, explica.

Pessoas que fizeram cirurgias oculoplásticas também estão mais expostas ao ressecamento. O procedimento causa uma pequena retração palpebral e o olho também pode não fechar completamente durante a noite.

Telas

uso de tela também pode influenciar o ressecamento. “A pessoa que trabalha muito tempo em frente ao computador normalmente pisca menos, deixando o olho aberto por mais tempo. Em um ambiente com ar-condicionado, isso é mais um fator para ressecar a superfície do olho, expondo as terminações nervosas”, diz Gomes.

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A limpeza do ar-condicionado também é fundamental. Ao não trocar os filtros com frequência, mais partículas podem circular pelo ar e, consequentemente, aumentar as irritações. “Em resumo, ar-condicionado excessivo, frio ou quente, por muito tempo pode piorar a lubrificação do olho”, cita o oftalmologista.

​Para evitar o ressecamento, Gomes cita que fazer uso de umidificadores de ar ou de colírios lubrificantes mais viscosos podem ajudar.

Utilizar máscaras para os olhos para dormir também pode ser útil, em especial em casos de abertura palpebral durante o sono.

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Biscoito recheado tem petróleo nos ingredientes? Veja o que diz a Anvisa

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Quem nunca abriu um pacote de biscoito recheado para comer um e acabou querendo mais um? A guloseima, presente na rotina de muita gente, virou assunto nas redes sociais, mas por um motivo bem menos apetitoso: publicações passaram a afirmar que o produto da marca Oreo, teria derivados de petróleo entre os ingredientes.

A informação, porém, é falsa, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A confusão, de acordo com o órgão, surgiu a partir da associação entre a composição do alimento e substâncias que podem ser utilizadas durante o processamento de alguns ingredientes.

Entre elas está o hexano, um solvente que pode ser empregado na extração e no processamento de óleos e gorduras.

 

O que tem no biscoito recheado?

De acordo com a Anvisa, a composição declarada do produto é formada essencialmente por ingredientes como farinha, açúcar, gordura, óleo, sal, fermentos, emulsificantes e aromas. Nenhum dos componentes informados na lista de ingredientes é derivado do petróleo.

A dúvida está relacionada ao processo utilizado para produzir determinados ingredientes, principalmente óleos e gorduras. Nessa etapa, o hexano pode ser utilizado como coadjuvante de tecnologia.

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No entanto, isso não significa que petróleo ou hexano sejam ingredientes do biscoito.

 

Hexano não é ingrediente

A diferença entre ingrediente e coadjuvante de tecnologia é fundamental para entender a informação que circula nas redes.

Os coadjuvantes de tecnologia são substâncias utilizadas durante a fabricação do alimento para desempenhar uma função específica. Diferentemente dos ingredientes e dos aditivos alimentares, eles devem ser retirados durante o processamento.

Por esse motivo, não precisam constar na lista de ingredientes do produto.

No Brasil, o hexano é autorizado pela Anvisa para determinadas aplicações como coadjuvante de tecnologia. Seu uso precisa seguir as condições estabelecidas pela legislação, incluindo os limites definidos para a utilização da substância.

A regulamentação também considera a possibilidade de permanecerem resíduos tecnicamente inevitáveis após o processamento, desde que estejam em níveis considerados seguros.

 

Como a Anvisa avalia o uso dessas substâncias?

A autorização de um coadjuvante de tecnologia passa por avaliação técnico-científica da Anvisa. A análise considera a finalidade da substância, a quantidade utilizada, as condições de uso e a forma como ela é removida durante a produção.

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Também é avaliada a segurança de possíveis resíduos que possam permanecer no alimento. Por isso, a utilização de uma substância em uma etapa da produção não significa que ela faça parte da composição final do produto.

 

Biscoito precisa de registro na Anvisa?

Outra dúvida que aparece nesse tipo de informação é se a ausência de um registro individual significa que o alimento não é fiscalizado.

Biscoitos e alimentos semelhantes não precisam de registro prévio individual na Anvisa. Esses produtos seguem um procedimento simplificado de regularização.

A empresa deve comunicar o início da fabricação ou da importação à autoridade de vigilância sanitária responsável no estado, no Distrito Federal ou no município. Ainda assim, os produtos e as empresas continuam sujeitos ao acompanhamento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).

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