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Medicina e Saúde

Suspensão de vacina contra dengue reacende debate sobre direitos dos pacientes no Brasil

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A suspensão temporária da vacina Butantan-DV pelo Ministério da Saúde reacendeu discussões sobre segurança sanitária, responsabilidade do poder público e os direitos de pessoas vacinadas em casos de eventos adversos. A medida foi anunciada após o registro de 42 ocorrências graves entre cerca de 500 mil pessoas imunizadas no país.

Segundo especialistas, a suspensão não significa reprovação definitiva da vacina, mas uma medida preventiva prevista no sistema de farmacovigilância brasileiro. O objetivo é permitir a investigação dos casos e avaliar eventual relação entre os eventos registrados e a aplicação do imunizante.

Para o presidente da Comissão de Direito Médico da OAB/ES e advogado especialista em Direito Médico, Eduardo Amorim, a decisão demonstra o funcionamento dos protocolos de segurança sanitária.

“A suspensão é uma medida cautelar baseada no princípio da precaução. Isso não significa que a vacina foi reprovada, mas que o sistema de monitoramento identificou sinais que precisam ser investigados antes da continuidade da aplicação”, explica.

De acordo com a legislação sanitária brasileira, a investigação envolve análise técnica da Anvisa, do fabricante e de órgãos responsáveis pela farmacovigilância. A depender do resultado, a vacina poderá ter o uso retomado, sofrer restrições ou até ser retirada definitivamente.

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A orientação é que pessoas vacinadas recentemente fiquem atentas a sintomas como febre intensa, dor abdominal, vômitos, tontura e sangramentos, buscando atendimento médico em caso de sinais considerados graves. Especialistas apontam que o período de maior atenção ocorre nos primeiros 21 dias após a imunização.

O debate também trouxe à tona a discussão sobre responsabilidade civil em casos de efeitos adversos comprovadamente relacionados à vacina. Segundo Eduardo Amorim, tanto fabricantes quanto o poder público podem ser responsabilizados judicialmente, dependendo da conclusão das investigações.

“Caso seja comprovada relação direta entre a vacina e os danos causados ao paciente, existe possibilidade de responsabilização do fabricante e também do Estado, já que houve aquisição e distribuição das doses pelo SUS”, afirma.

O especialista destaca ainda que o Brasil não possui atualmente um fundo público específico para compensação rápida de vítimas de eventos adversos vacinais, como ocorre em países como Estados Unidos e Reino Unido. Hoje, a reparação depende, na maioria dos casos, de ações individuais na Justiça.

A suspensão da Butantan-DV segue em análise pelos órgãos reguladores e deve permanecer válida até a conclusão das investigações técnicas.

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Medicina e Saúde

Congresso Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular projeta João Pessoa no cenário médico nacional

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O médico e presidente da Unimed João Pessoa, Dr. Gualter Ramalho, parabenizou publicamente o cirurgião Maurílio Onofre pela realização do 52º Congresso Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). Pela primeira vez na história, o prestigiado evento nacional aconteceu na capital paraibana, nos dias 12 e 13 de junho de 2026, ocupando as instalações do Centro de Convenções de João Pessoa. Ramalho destacou que a escolha da cidade reforça o seu reconhecimento como um destino de excelência, infraestrutura e acolhimento para grandes eventos científicos.

O congresso, liderado pelo presidente da SBCCV, Eduardo Keller Saadi, promoveu experiências imersivas de aperfeiçoamento profissional por meio de simuladores, estações de treinamento e atividades práticas. Dr. Gualter Ramalho enfatizou o sucesso da programação técnica e ressaltou as falas do diretor científico Fernando Ribeiro Moraes Neto, que classificou João Pessoa como uma cidade de cultura rica e calor humano. Para o presidente da Unimed JP, o evento reafirmou que a ciência e a inovação caminham conectadas com a valorização humana da medicina.

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A edição histórica na Paraíba contou com a participação de nomes renomados da medicina mundial e nacional. Entre os destaques, esteve presente o cirurgião cardiovascular José Pedro da Silva, mestre com profundo impacto na história da cirurgia cardíaca e atual coordenador do Centro da Silva para Anomalia de Ebstein no Hospital Infantil UPMC de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O evento também registrou a presença do especialista Omar Asdrubal Vilca Mejia, cirurgião de destaque no InCor e professor da Faculdade de Medicina da USP.

Ao celebrar o absoluto sucesso do congresso que colocou João Pessoa em evidência no cenário nacional, o Dr. Gualter Ramalho também ressaltou os momentos de integração regional e homenageou os envolvidos com a música “Roendo Unha”, de seu saudoso pai, o compositor Luiz Ramalho. Ele estendeu os cumprimentos à recepção gastronômica contemporânea oferecida aos convidados no Sapucaia Hotel, coordenada por Maurílio Onofre e José William Leal, que uniu o clima junino local à acolhida dos congressistas.

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Medicina e Saúde

O grito de gol pode prejudicar sua audição? Especialista alerta para riscos do excesso de ruído em estádios e bares

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Buzinas, cornetas, caixas de som e comemorações podem ultrapassar limites considerados seguros para os ouvidos e causar danos temporários ou permanentes

O futebol costuma despertar emoções intensas. Seja no estádio, em bares lotados ou em reuniões entre amigos, a paixão pelo esporte vem acompanhada de gritos, buzinas, cornetas e muito barulho. O que pouca gente percebe é que a exposição prolongada a sons muito altos pode representar um risco real para a saúde auditiva.

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, ambientes de comemoração esportiva frequentemente ultrapassam níveis de ruído considerados seguros para o ouvido humano.

“Quando pensamos em perda auditiva, muitas pessoas associam o problema apenas ao envelhecimento ou ao uso de fones de ouvido. Mas exposições intensas e repentinas a sons elevados também podem causar lesões importantes, inclusive em pessoas jovens”, explica o especialista.

O perigo nem sempre é percebido

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a níveis elevados de ruído pode provocar danos irreversíveis às estruturas responsáveis pela audição.

Uma pesquisa realizada pela Proteste em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia identificou cornetas que ultrapassavam 120 decibéis, intensidade comparável à de um disparo de arma de fogo. Em testes realizados em estádios, algumas vuvuzelas chegaram a atingir aproximadamente 127 decibéis.

Para efeito de comparação, uma conversa normal ocorre em torno de 60 decibéis, enquanto um estádio lotado durante uma comemoração pode ultrapassar facilmente os 100 decibéis. “O problema não está apenas no volume, mas também no tempo de exposição. Quanto mais intensa e prolongada for essa exposição, maior o risco de lesão auditiva”, afirma Pizarro.

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O que o excesso de ruído pode causar?

Os danos podem variar de sintomas temporários a alterações permanentes. Entre as consequências mais comuns estão:

  • sensação de ouvido abafado após eventos muito barulhentos;
  • zumbido;
  • dificuldade temporária para ouvir;
  • tontura;
  • desconforto auditivo;
  • perda auditiva permanente em casos mais graves.

“O zumbido é um dos sinais de alerta mais frequentes. Muitas pessoas saem de um estádio ou show com aquele apito nos ouvidos e acreditam que é algo normal. Embora muitas vezes desapareça, ele também pode indicar uma agressão às células auditivas”, alerta o médico.

Em algumas situações, a exposição excessiva pode desencadear um trauma acústico, caracterizado por lesão súbita das estruturas do ouvido interno.

O ouvido também influencia o equilíbrio

Além da audição, o excesso de ruído pode afetar estruturas relacionadas ao equilíbrio corporal. “O ouvido interno abriga não apenas o sistema auditivo, mas também o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. Dependendo da intensidade da agressão sonora, algumas pessoas podem apresentar tonturas ou sensação de instabilidade”, explica o especialista.

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Como torcer sem colocar a audição em risco

A boa notícia é que algumas medidas simples ajudam a reduzir significativamente os riscos. Entre as principais recomendações estão:

  • evitar permanecer próximo a caixas de som e cornetas;
  • preferir ambientes mais abertos e ventilados;
  • fazer pausas em locais mais silenciosos durante eventos prolongados;
  • utilizar protetores auriculares em ambientes muito ruidosos;
  • evitar exposição contínua por longos períodos.

Nos estádios, os protetores auriculares são uma alternativa simples e acessível para reduzir a intensidade sonora sem comprometer a experiência do torcedor. “Hoje existem protetores específicos para eventos esportivos e musicais que diminuem o volume sem prejudicar a compreensão dos sons ao redor”, destaca Pizarro.

Quando procurar ajuda médica?

Se após uma exposição intensa ao ruído surgirem sintomas como zumbido persistente, sensação de ouvido tampado, tontura ou dificuldade para ouvir, a recomendação é buscar avaliação especializada. “Quanto mais cedo investigamos alterações auditivas, maiores são as chances de identificar lesões e orientar o tratamento adequado”, afirma o médico.

Para o especialista, a mensagem principal é simples: comemorar faz parte da paixão pelo esporte, mas a audição merece atenção. “Os danos auditivos causados pelo excesso de ruído muitas vezes são cumulativos e irreversíveis. É possível torcer, vibrar e aproveitar os momentos de lazer sem abrir mão dos cuidados com a saúde auditiva”, conclui.

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