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Medicina e Saúde

Congresso Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular projeta João Pessoa no cenário médico nacional

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O médico e presidente da Unimed João Pessoa, Dr. Gualter Ramalho, parabenizou publicamente o cirurgião Maurílio Onofre pela realização do 52º Congresso Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). Pela primeira vez na história, o prestigiado evento nacional aconteceu na capital paraibana, nos dias 12 e 13 de junho de 2026, ocupando as instalações do Centro de Convenções de João Pessoa. Ramalho destacou que a escolha da cidade reforça o seu reconhecimento como um destino de excelência, infraestrutura e acolhimento para grandes eventos científicos.

O congresso, liderado pelo presidente da SBCCV, Eduardo Keller Saadi, promoveu experiências imersivas de aperfeiçoamento profissional por meio de simuladores, estações de treinamento e atividades práticas. Dr. Gualter Ramalho enfatizou o sucesso da programação técnica e ressaltou as falas do diretor científico Fernando Ribeiro Moraes Neto, que classificou João Pessoa como uma cidade de cultura rica e calor humano. Para o presidente da Unimed JP, o evento reafirmou que a ciência e a inovação caminham conectadas com a valorização humana da medicina.

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A edição histórica na Paraíba contou com a participação de nomes renomados da medicina mundial e nacional. Entre os destaques, esteve presente o cirurgião cardiovascular José Pedro da Silva, mestre com profundo impacto na história da cirurgia cardíaca e atual coordenador do Centro da Silva para Anomalia de Ebstein no Hospital Infantil UPMC de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O evento também registrou a presença do especialista Omar Asdrubal Vilca Mejia, cirurgião de destaque no InCor e professor da Faculdade de Medicina da USP.

Ao celebrar o absoluto sucesso do congresso que colocou João Pessoa em evidência no cenário nacional, o Dr. Gualter Ramalho também ressaltou os momentos de integração regional e homenageou os envolvidos com a música “Roendo Unha”, de seu saudoso pai, o compositor Luiz Ramalho. Ele estendeu os cumprimentos à recepção gastronômica contemporânea oferecida aos convidados no Sapucaia Hotel, coordenada por Maurílio Onofre e José William Leal, que uniu o clima junino local à acolhida dos congressistas.

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Medicina e Saúde

O grito de gol pode prejudicar sua audição? Especialista alerta para riscos do excesso de ruído em estádios e bares

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Buzinas, cornetas, caixas de som e comemorações podem ultrapassar limites considerados seguros para os ouvidos e causar danos temporários ou permanentes

O futebol costuma despertar emoções intensas. Seja no estádio, em bares lotados ou em reuniões entre amigos, a paixão pelo esporte vem acompanhada de gritos, buzinas, cornetas e muito barulho. O que pouca gente percebe é que a exposição prolongada a sons muito altos pode representar um risco real para a saúde auditiva.

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, ambientes de comemoração esportiva frequentemente ultrapassam níveis de ruído considerados seguros para o ouvido humano.

“Quando pensamos em perda auditiva, muitas pessoas associam o problema apenas ao envelhecimento ou ao uso de fones de ouvido. Mas exposições intensas e repentinas a sons elevados também podem causar lesões importantes, inclusive em pessoas jovens”, explica o especialista.

O perigo nem sempre é percebido

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a níveis elevados de ruído pode provocar danos irreversíveis às estruturas responsáveis pela audição.

Uma pesquisa realizada pela Proteste em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia identificou cornetas que ultrapassavam 120 decibéis, intensidade comparável à de um disparo de arma de fogo. Em testes realizados em estádios, algumas vuvuzelas chegaram a atingir aproximadamente 127 decibéis.

Para efeito de comparação, uma conversa normal ocorre em torno de 60 decibéis, enquanto um estádio lotado durante uma comemoração pode ultrapassar facilmente os 100 decibéis. “O problema não está apenas no volume, mas também no tempo de exposição. Quanto mais intensa e prolongada for essa exposição, maior o risco de lesão auditiva”, afirma Pizarro.

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O que o excesso de ruído pode causar?

Os danos podem variar de sintomas temporários a alterações permanentes. Entre as consequências mais comuns estão:

  • sensação de ouvido abafado após eventos muito barulhentos;
  • zumbido;
  • dificuldade temporária para ouvir;
  • tontura;
  • desconforto auditivo;
  • perda auditiva permanente em casos mais graves.

“O zumbido é um dos sinais de alerta mais frequentes. Muitas pessoas saem de um estádio ou show com aquele apito nos ouvidos e acreditam que é algo normal. Embora muitas vezes desapareça, ele também pode indicar uma agressão às células auditivas”, alerta o médico.

Em algumas situações, a exposição excessiva pode desencadear um trauma acústico, caracterizado por lesão súbita das estruturas do ouvido interno.

O ouvido também influencia o equilíbrio

Além da audição, o excesso de ruído pode afetar estruturas relacionadas ao equilíbrio corporal. “O ouvido interno abriga não apenas o sistema auditivo, mas também o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. Dependendo da intensidade da agressão sonora, algumas pessoas podem apresentar tonturas ou sensação de instabilidade”, explica o especialista.

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Como torcer sem colocar a audição em risco

A boa notícia é que algumas medidas simples ajudam a reduzir significativamente os riscos. Entre as principais recomendações estão:

  • evitar permanecer próximo a caixas de som e cornetas;
  • preferir ambientes mais abertos e ventilados;
  • fazer pausas em locais mais silenciosos durante eventos prolongados;
  • utilizar protetores auriculares em ambientes muito ruidosos;
  • evitar exposição contínua por longos períodos.

Nos estádios, os protetores auriculares são uma alternativa simples e acessível para reduzir a intensidade sonora sem comprometer a experiência do torcedor. “Hoje existem protetores específicos para eventos esportivos e musicais que diminuem o volume sem prejudicar a compreensão dos sons ao redor”, destaca Pizarro.

Quando procurar ajuda médica?

Se após uma exposição intensa ao ruído surgirem sintomas como zumbido persistente, sensação de ouvido tampado, tontura ou dificuldade para ouvir, a recomendação é buscar avaliação especializada. “Quanto mais cedo investigamos alterações auditivas, maiores são as chances de identificar lesões e orientar o tratamento adequado”, afirma o médico.

Para o especialista, a mensagem principal é simples: comemorar faz parte da paixão pelo esporte, mas a audição merece atenção. “Os danos auditivos causados pelo excesso de ruído muitas vezes são cumulativos e irreversíveis. É possível torcer, vibrar e aproveitar os momentos de lazer sem abrir mão dos cuidados com a saúde auditiva”, conclui.

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Medicina e Saúde

Nova lei do ES exige qualidade máxima na saúde pública

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O ecossistema de saúde do Espírito Santo acaba de passar por uma de suas atualizações regulatórias mais estratégicas dos últimos anos. Com a sanção da Lei nº 12.858/2026 pelo governador Ricardo Ferraço, o Estado adota uma postura de vanguarda em governança corporativa aplicada à máquina pública ao estabelecer a inversão de fases nas licitações de serviços médicos. A partir de agora, a capacidade técnica, a qualificação dos profissionais e a robustez operacional dos prestadores serão minuciosamente avaliadas antes que qualquer proposta de preço seja aberta, alterando profundamente a dinâmica de mercado desse setor bilionário.

Para os gestores que operam na linha de frente, por exemplo, a nova legislação corrige uma distorção histórica e perigosa: o foco quase cego no menor preço isolado. Na prática, contratos baseados puramente em valores baixos costumam resultar em propostas inexequíveis, que culminam em quebras de contrato, apagões de atendimento nos hospitais e um passivo financeiro e administrativo gigantesco para o Estado. Ao criar esse “filtro de qualidade” prévio, a lei atua como um mecanismo direto de compliance, garantindo previsibilidade orçamentária e blindando a saúde pública contra operadoras despreparadas ou aventureiras.

Sob a ótica do ambiente de negócios

A medida, fruto de uma articulação técnica e institucional intensa entre a Comissão de Direito Cooperativo da OAB-ES, o Sistema OCB/ES e a Assembleia Legislativa (Ales), eleva consideravelmente a barra de competitividade no Estado. Empresas de saúde e cooperativas médicas estruturadas, que investem pesado em capacitação, certificações e segurança jurídica, passam a disputar o mercado em condições muito mais equilibradas e justas. Trata-se de um estímulo direto para que o setor privado continue inovando e se qualificando, sabendo que o rigor técnico agora é pré-requisito, e não um custo opcional.

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A mudança também traz impactos na eficiência e na agilidade da máquina pública capixaba, um dos pontos mais sensíveis para a sustentabilidade do SUS e das parcerias complementares. Processos licitatórios que costumavam se arrastar por meses devido a contestações judiciais e recursos de empresas inabilitadas tendem a se tornar mais fluidos e céleres. Menos tempo gasto com burocracia e correção de falhas contratuais se traduz diretamente em otimização de recursos públicos e na capacidade do Estado de planejar investimentos em tecnologia, infraestrutura e inovação em saúde a médio e longo prazo.

Posicionamento de lideranças

Lideranças políticas e jurídicas reforçam que a nova modelagem não visa criar privilégios de mercado, mas sim assegurar a perenidade da assistência. O presidente da Ales, Marcelo Santos, e a presidente da OAB-ES, Erica Neves, destacaram que o diálogo institucional foi capaz de desenhar uma solução que traz segurança jurídica para as duas pontas do balcão: o gestor público que contrata e o prestador que executa. É a inteligência jurídica e de mercado trabalhando para transformar a gestão de ativos e serviços essenciais em um processo transparente, rastreável e focado em alta performance.

“Essa é uma conquista construída por muitas mãos e que demonstra a força do diálogo institucional. A OAB-ES tem o compromisso de contribuir com o aperfeiçoamento das políticas públicas e com a construção de soluções que tragam mais segurança jurídica para o Estado e mais qualidade nos serviços oferecidos à população. Essa lei fortalece a saúde pública, valoriza a boa gestão e reafirma o papel da advocacia como agente de transformação social”, destacou a presidente da OAB.

Segundo o presidente da Comissão de Direito Cooperativo da OAB-ES, Eduardo Induzzi Campana, a medida corrige uma distorção que comprometia a qualidade das contratações na área da saúde. “Essa era uma demanda antiga do cooperativismo médico. O modelo anterior permitia que a análise do menor preço acontecesse antes da verificação da capacidade técnica dos participantes. Na prática, isso abria espaço para que empresas sem estrutura adequada ou sem corpo técnico qualificado avançassem nos processos licitatórios. Com a nova legislação, a capacidade técnica passa a ser analisada primeiro, garantindo mais segurança para o Estado, para os profissionais e para os usuários do sistema de saúde”, afirmou Campana.

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Vanguarda em governança e compliance

A consolidação desta nova legislação posiciona o Espírito Santo na vanguarda regulatória do país ao transformar a governança e o compliance das contratações médicas em saúde. Ao alinhar a segurança jurídica dos contratos à alta performance operacional dos prestadores, a administração estadual mitiga os riscos de interrupções no atendimento ao mesmo tempo em que eleva o nível de maturidade e transparência da gestão pública. O resultado prático de gestão é a garantia de um ecossistema sustentável, onde o cidadão capixaba passa a contar com um atendimento médico contínuo, seguro e com o padrão de qualidade que a saúde pública exige.

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