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Medicina e Saúde

Entenda os hábitos que prejudicam sua voz e como evitar danos no dia a dia

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Hidratação, descanso vocal e atenção aos sintomas ajudam a prevenir doenças

Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, é uma data que lembra a importância da voz na comunicação humana e os cuidados necessários para preservar sua saúde. A voz é um dos principais instrumentos de interação social, sendo fundamental para atividades profissionais, relações pessoais e expressão emocional.

Embora seja usada diariamente, muitas pessoas só percebem sua relevância quando surgem alterações, como rouquidão, cansaço vocal ou dificuldade para falar. Por isso, essa data tem grande valor educativo, estimulando a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de distúrbios vocais.

Como a voz é produzida?

A produção da voz ocorre na laringe, estrutura localizada na região anterior do pescoço, onde estão as pregas vocais, que vibram quando o ar proveniente dos pulmões passa por elas. Essa vibração gera o som inicial da voz.

Em seguida, esse som é modificado e modulado pelas cavidades dos seios da face, boca e nariz, efeito chamado de ressonância. Para que a voz seja produzida de forma eficiente, é necessário que diversos sistemas do organismo funcionem de maneira coordenada, incluindo respiração, controle muscular, sistema nervoso e também a percepção auditiva, realizada pela orelha.

A orelha desempenha papel essencial no controle da voz, pois permite que a pessoa escute a própria fala e ajuste automaticamente o volume, o tom e a articulação das palavras.

Fatores que interferem na qualidade vocal

Diversos fatores podem interferir na qualidade vocal. O uso excessivo da voz é uma das causas mais comuns de problemas vocais, especialmente entre profissionais que dependem dela, como professores, cantores, operadores de telemarketing, atores e líderes religiosos. Falar por longos períodos, gritar com frequência ou utilizar a voz em ambientes ruidosos pode provocar sobrecarga nas pregas vocais.

Esse esforço repetitivo pode levar a alterações como nódulos vocais, pólipos ou edema das pregas vocais, condições que frequentemente se manifestam com rouquidão persistente.

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Outro fator importante é a hidratação. As pregas vocais precisam estar bem hidratadas para vibrar de forma adequada. A ingestão insuficiente de água, associada a ambientes secos ou ao uso frequente de ar-condicionado, pode ressecar as estruturas da laringe, favorecendo irritações e alterações na voz.

Além disso, hábitos como tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas estão associados a inflamações crônicas da mucosa da laringe e aumentam significativamente o risco de lesões mais graves, incluindo tumores.

O refluxo gastroesofágico também pode impactar a saúde vocal. Quando o conteúdo ácido do estômago retorna em direção ao esôfago e à região da laringe, pode causar irritação crônica das pregas vocais, levando a sintomas como rouquidão, sensação de pigarro constante, tosse seca e necessidade frequente de limpar a garganta. Muitas vezes, o refluxo laríngeo ocorre sem sintomas digestivos evidentes, o que torna a avaliação médica ainda mais importante quando existem alterações vocais persistentes.

Sinais de alerta e diagnóstico

Entre os sinais de alerta mais relevantes estão:

  • Rouquidão que dura mais de duas ou três semanas;
  • Dor ao falar;
  • Perda da extensão vocal;
  • Sensação de corpo estranho na garganta;
  • Dificuldade para engolir ou fadiga vocal.

Esses sintomas indicam a necessidade de avaliação por um médico especialista, geralmente um otorrinolaringologista. O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão de doenças e permitir intervenções menos invasivas.

A avaliação diagnóstica da voz envolve diferentes etapas. Inicialmente, o médico estuda os sintomas, hábitos vocais e condições de saúde do paciente. Em seguida, pode ser realizado um exame de laringoscopia, que permite visualizar diretamente as pregas vocais. Esse exame é feito com um aparelho rígido, posicionado na boca ou um endoscópio flexível, introduzido pelo nariz, procedimento rápido e geralmente bem tolerado.

Em alguns casos, utiliza-se a videolaringoestroboscopia, técnica que permite observar a vibração das pregas vocais em câmera lenta. Esse método é particularmente útil para identificar alterações sutis na mobilidade ou na superfície das pregas vocais, que podem não ser percebidas em exames convencionais. A análise acústica da voz também pode ser empregada para avaliar parâmetros como frequência, intensidade e estabilidade vocal.

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Além da avaliação da laringe, a análise da função auditiva também pode ser relevante em determinadas situações, especialmente quando há suspeita de dificuldades no controle da voz relacionadas à percepção sonora. Como a orelha participa do mecanismo de retroalimentação auditiva, alterações auditivas podem influenciar o modo como a pessoa regula sua própria voz.

Tratamentos

O tratamento das alterações vocais depende da causa identificada. Em muitos casos, a terapia fonoaudiológica é fundamental. O fonoaudiólogo orienta exercícios específicos para melhorar a coordenação entre respiração, vibração das pregas vocais e ressonância. Essa reeducação vocal ajuda a reduzir o esforço durante a fala e a prevenir novas lesões.

Medidas de higiene vocal também são amplamente recomendadas. Entre elas estão manter boa hidratação, evitar gritar, reduzir o consumo de substâncias irritantes como álcool e tabaco, respeitar períodos de descanso vocal e procurar amplificação sonora quando necessário em ambientes amplos. Também é importante evitar o hábito de pigarrear constantemente, pois esse movimento pode causar impacto repetitivo nas pregas vocais.

Quando existem lesões estruturais mais significativas, como pólipos ou cistos, pode ser necessário tratamento cirúrgico, realizado pelo médico otorrinolaringologista. Esses procedimentos geralmente são realizados por via endoscópica, sem incisões externas, utilizando microscopia para preservar ao máximo as estruturas da laringe.

O Dia Mundial da Voz, portanto, representa uma oportunidade importante para reforçar a educação em saúde vocal. A conscientização sobre hábitos saudáveis, a valorização da avaliação médica diante de sintomas persistentes e o acesso a métodos diagnósticos adequados são estratégias fundamentais para preservar a qualidade da voz ao longo da vida. Cuidar da voz significa também cuidar da comunicação, da qualidade de vida e da participação plena nas atividades sociais e profissionais.

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Do ES ao Albert Einstein: médico capixaba se destaca na medicina de precisão

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A atuação em medicina de alta complexidade, aliada a uma formação rigorosa e especializada, levou o médico capixaba Raphael Freitas Rafael a integrar a equipe do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, instituição reconhecida como uma das melhores do mundo. Aos 36 anos, ele é referência em Cirurgia Vascular e na Radiologia Intervencionista, áreas que concentram tecnologias avançadas e procedimentos minimamente invasivos.

Em entrevista ao Orgulho Capixaba, Raphael contou que o caminho até o Einstein começou ainda durante sua especialização em Radiologia Intervencionista, uma subespecialidade da Cirurgia Vascular. Ele foi aprovado em dois dos principais programas do país, incluindo o InRad da USP, mas optou pelo Einstein, instituição que já admirava pela excelência. Após um programa intenso, com cerca de 5.800 horas de formação, dedicação exclusiva e plantões, recebeu o convite para integrar a equipe.

Hoje, sua atuação está ligada à Radiologia Intervencionista no Hospital Vila Santa Catarina, onde funciona o Centro de Alta Tecnologia em Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas. O espaço é fruto de um modelo que leva a expertise do Einstein também ao sistema público, ampliando o acesso a tratamentos avançados com foco em qualidade, organização e atendimento humanizado.

Formação técnica e experiêcia humana

Foto: Arquivo pessoal

A escolha pela medicina, e posteriormente pela Cirurgia Vascular, foi construída ao longo de 12 anos de formação. Durante a residência em Cirurgia Geral, na Faculdade de Medicina de Jundiaí, teve o primeiro contato com a Radiologia Intervencionista. Segundo ele, a área rapidamente despertou seu interesse pela possibilidade de tratar doenças complexas de forma menos invasiva, com maior precisão e recuperação mais rápida para os pacientes.

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Esse interesse encontrou na Cirurgia Vascular o caminho certo para sua carreira. Ao longo da residência no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, Raphael aprofundou sua experiência em procedimentos endovasculares, que utilizam cateteres e dispositivos guiados por imagem, evitando grandes incisões. A vivência com pacientes críticos, especialmente durante sua atuação na UTI do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, também contribuiu para consolidar sua afinidade com casos de alta complexidade.

Mais do que a formação técnica, Rapahel destaca o impacto das experiências humanas ao longo da carreira. “Cuidar de um paciente não envolve apenas realizar um procedimento com precisão, mas também saber orientar, acolher e, muitas vezes, estar presente em momentos difíceis e muitas dessas habilidades só são forjadas no dia a dia real da profissão”, afirma.

 

Conexão e Orgulho Capixaba

Apesar da rotina intensa em São Paulo, Raphael mantém uma ligação profunda com suas origens. “Minha conexão com o Espírito Santo é muito forte. Tenho um carinho enorme pelo estado, pela qualidade de vida e pelas raízes que construí ali.” Parte de sua família ainda vive no estado, entre Vitória e Vila Velha, e ele faz questão de manter viva essa relação, mesmo com a distância.

Foto: Arquivo pessoal

Entre as memórias mais marcantes, está a Praia da Costa, onde cresceu e construiu laços importantes. O local simboliza lembranças da infância e do vínculo afetivo com o Espírito Santo, que ele define como um dos melhores lugares do país para se viver.

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Esse sentimento ele traduz em orgulho. “O que mais me orgulha é o perfil do povo capixaba: trabalhador, discreto e extremamente competente que conseguiu fazer deste lugar um dos melhores do país pra se viver”, destaca o médico.

No fim da conversa, ao olhar para o futuro e para as novas gerações, ele reforça a importância de uma formação sólida e responsável, e deixa conselhos. “Não ter pressa nem medo da trajetória, tampouco pegar atalhos. No fim, o mais importante é cuidar do paciente com segurança, com conhecimento e com responsabilidade. E poder terminar o dia com a tranquilidade de saber que fez o seu melhor”, finaliza Raphael.

A trajetória de Raphael Freitas simboliza orgulho para ele, para a família e para nosso Estado. Aplaudimos e queremos sempre ver capixabas indo mais longe e nos enchendo de Orgulho!

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Homem de 40 anos ignora dor comum e é diagnosticado com câncer terminal

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O câncer de próstata está entre os tipos de câncer mais comuns entre os homens e, em muitos casos, pode se desenvolver de forma silenciosa. Sintomas urinários costumam ser os sinais mais conhecidos da doença. No entanto, para Grant Learmont, de 40 anos, o primeiro indício foi bem diferente.

Grant, que trabalha na construção civil, começou a sentir uma rigidez nas costas e nos quadris.Como sua rotina envolve esforço físico intenso e ele também costuma jogar futebol, acreditou que se tratava apenas de uma fisgada muscular

“O médico, assim como eu, achou que talvez fosse apenas uma dor muscular nas minhas costas por causa do trabalho na construção e do futebol”, conta.

A recomendação inicial foi fisioterapia. O homem começou a fazer exercícios orientados pelo especialista, mas nas semanas seguintes a dor mudou de lugar e se tornou mais intensa. “Se eu estivesse sentado na cama ou respirasse fundo, doía muito”, relembra.

O incômodo se espalhou da região lombar para o ombro e o peito, o que o levou a procurar novamente o médico.

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Diagnóstico de câncer

Naquela mesma noite, o construtor recebeu um telefonema do clínico geral informando que exames de sangue apresentavam alterações e que havia suspeita inicial de um coágulo. Ele foi encaminhado para o hospital no dia seguinte para realizar uma tomografia.

O exame revelou algo muito mais grave. Os médicos identificaram manchas na coluna, na pelve e no quadril esquerdo, indicando que ele tinha câncer de próstata e já havia se espalhado para os ossos.

“Quando ele me disse ‘doença óssea extensa’, pensei que estava entendendo, mas quando falou que era consequência de câncer de próstata, fiquei completamente confuso”, diz.

Segundo Grant, até então ele não havia percebido sinais que normalmente são associados à doença.

“Eu não tinha absolutamente nenhum sintoma. Estava indo ao banheiro normalmente, não havia nada diferente. Só aquela dor nas semanas anteriores”, conta.

O que é o câncer de próstata

  • A próstata é uma glândula pequena, do tamanho aproximado de uma noz, localizada abaixo da bexiga e responsável por produzir parte do líquido que compõe o sêmmen.
  • Nos estágios iniciais, o câncer de próstata muitas vezes não causa sintomas.
  • Quando aparecem, os sinais mais conhecidos costumam envolver dificuldade para urinar, alterações na ereção, fadiga ou perda de peso.
  • No entanto, quando a doença se espalha para outras partes do corpo, especialmente para os ossos, pode provocar dores nas costas, no quadril ou na região pélvica.
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