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Política Nacional

Tarcísio: Situação das Casas Bahia mostra que ‘o Brasil não está bem’

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, neste sábado (22) que o Brasil atravessa uma situação econômica difícil e citou o fechamento de cerca de 300 lojas das Casas Bahia como um dos sinais de deterioração do cenário econômico.

Segundo ele, o movimento tem impacto direto sobre trabalhadores que estavam há anos na empresa.

— Eu tenho falado, por exemplo, das Casas Bahia. Quem não fez um crediário nas Casas Bahia? E imaginar que 300 lojas estão fechando as portas. (…) Pessoas que trabalharam lá há 10, 20 anos estão perdendo emprego. Isso é um sintoma do que está acontecendo no Brasil — afirmou Tarcísio durante evento político ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Na avaliação do governador, o quadro mostra que “o Brasil não está indo bem”, mas pode ser revertido por meio das eleições.

— Tem eleição. Tem eleição que define governo, tem eleição que define destino e a gente pode mudar o destino do Brasil. Só depende de nós — disse.

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Tarcísio também defendeu maior alinhamento entre os governos federal, estadual e municipal como forma de facilitar a execução de políticas públicas e investimentos.

— Alinhamento de governo federal com o governo do Estado, com a prefeitura e aí as coisas vão ficar muito mais fáceis — afirmou.

Durante o evento, que marca o início da campanha da esposa de Ricardo Nunes ao cargo de deputada federal, Tarcísio falou que precisará de apoio de deputados e senadores, em Brasília, para pressionar por recursos. Ele ainda mencionou que no âmbito estadual também precisará eleger apoiadores para conseguir avançar com suas propostas.

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Política Nacional

Veritá: Flávio Bolsonaro venceria Lula em disputa no 2º turno

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá nesta sexta-feira (21). De acordo com os dados, 47,3% dos eleitores ouvidos votariam no candidato da direita e 42% escolheriam o petista em um eventual segundo turno nas eleições 2026.

Das 3.840 pessoas ouvidas pelo levantamento, 6,1% votariam em branco ou nulo, enquanto 4,6% não sabem ou não responderam sobre suas escolhas para o pleito de outubro. Os eleitores foram ouvidos durante esta semana, entre os dias 16 e 20 de agosto.

Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, o Veritá também simulou cenários para o segundo turno com Lula enfrentando os demais candidatos mais bem ranqueados nas pesquisas recentes: Pablo Marçal (PRTB), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

Pablo Marçal foi o melhor posicionado contra o atual chefe do Executivo. O empresário apareceu com uma sutil vantagem, considerada ainda um empate técnico. Enquanto Lula foi escolhido por 42,7% dos eleitores contra o palestrante, Marçal apareceu com 43,6%. Brancos e nulos somaram 6,7%, e 7% dos eleitores não souberam ou não responderam.

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Contra Romeu Zema, Lula leva boa vantagem: são 41,2% dos votos contra 25% do ex-governador de Minas Gerais. Os eleitores que não souberam opinar ou não quiseram responder à pergunta somaram 25,3%. Brancos e nulos foram 8,5%.

Na disputa com Caiado, o petista leva praticamente a mesma vantagem que contra o adversário mineiro: Lula tem 41,2%, enquanto Caiado soma 23,7% dos votos. Neste cenário, o número de eleitores indecisos também é elevado: 26,9%. Brancos e nulos somaram 9%.

Contra o candidato do Missão, Renan Santos, Lula amplia a diferença, mas mantém praticamente o mesmo percentual na faixa de 40% das intenções de voto. O adversário somou 16,2%, enquanto os que não souberam responder somaram 29,2%. Brancos e nulos foram 14,1%.

Na simulação entre Flávio Bolsonaro e os demais adversários, exceto Lula, o candidato do PL obtém larga vantagem, mantendo-se na faixa de 46,5% das intenções de voto contra Pablo Marçal (9%), Ronaldo Caiado (8,9%), Renan Santos (8,1%) e Romeu Zema (6,8%).

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04006/2026.

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Política Nacional

TSE define tempo da propaganda eleitoral na TV; veja divisão

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Presidenciáveis como Romeu Zema e Renan Santos não serão contemplados

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, nesta quinta-feira (20), como será distribuído o tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão entre as candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026. A programação do primeiro turno começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro.

A coligação Brasil Pronto para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá a maior participação no horário eleitoral, com cinco minutos e 31 segundos por dia. O Partido Liberal (PL), que tem Flávio Bolsonaro como candidato, aparece na sequência, com quatro minutos e 20 segundos diários.

O Partido Social Democrático (PSD), representado por Ronaldo Caiado, terá dois minutos e dois segundos, enquanto o Avante, de Augusto Cury, contará com 35 segundos. Já candidaturas vinculadas a partidos que não atingiram os requisitos previstos na legislação eleitoral não terão participação no horário gratuito em bloco. É o caso de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

A divisão leva em consideração a representação partidária na Câmara dos Deputados e as regras da chamada cláusula de desempenho. Pela legislação, 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos, enquanto os 10% restantes são repartidos igualmente entre as legendas que cumprem os critérios estabelecidos.

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Além dos programas exibidos em rede, as campanhas terão direito a inserções de 30 e 60 segundos espalhadas pela programação das emissoras. Ao longo do primeiro turno, foram destinadas 433 inserções à coligação Brasil Pronto para Mais, 339 ao PL, 159 ao PSD e 47 ao Avante.

O horário eleitoral gratuito será transmitido de segunda-feira a sábado, com 50 minutos diários de propaganda em rede, divididos em dois blocos de 25 minutos no rádio e na televisão. Também haverá 70 minutos por dia destinados às inserções, que poderão ser veiculadas entre 5h e meia-noite, de segunda a domingo.

A propaganda presidencial será exibida às terças, quintas e sábados, nos mesmos dias em que serão apresentadas as campanhas para deputado federal. Às segundas, quartas e sextas-feiras, o espaço será destinado às candidaturas a governador, senador e deputado estadual.

 

REPRESENTAÇÃO NA CÂMARA DEFINE DISTRIBUIÇÃO

Para estabelecer a divisão, o TSE considerou 510 deputados federais eleitos por partidos e federações que atendem aos requisitos constitucionais. Embora a Câmara seja formada por 513 parlamentares, três cadeiras ficaram fora da conta por estarem vinculadas a partidos que não alcançaram os critérios da cláusula de desempenho.

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A maior bancada considerada no cálculo é a da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), com 104 deputados. O PL aparece com 98 parlamentares, seguido pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, com 81 cadeiras.

Na sequência estão o PSD, com 42 deputados, e MDB e Republicanos, com 41 cada. O PSB, que integra a Federação Brasil da Esperança, possui 18 representantes considerados na distribuição.

A regra está prevista no artigo 47 da Lei 9.504/1997 e considera, para a definição do tempo de propaganda, a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. A cláusula de desempenho, estabelecida pela Emenda Constitucional 97/2017, também determina os critérios para que as legendas tenham acesso ao Fundo Partidário e ao horário gratuito no rádio e na televisão.

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