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Medicina e Saúde

Nem todo sintoma é “bobeira”: quando o cérebro dá sinais de alerta

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Formigamento, tontura, fraqueza e esquecimentos frequentes podem ser sinais neurológicos importantes e não devem ser ignorados

Você já ignorou um sintoma porque ele parecia pequeno demais para ser importante?

Isso acontece o tempo todo. A pessoa observa, espera, dá um tempo e acredita que vai passar. E, na maioria das vezes, esse comportamento não vem de descuido, mas da sensação de que aquilo não justifica preocupação. Só que, quando o assunto é neurologia, o tamanho do sintoma nem sempre reflete a sua importância.

E é fundamental deixar algo claro desde o início: nem todo sintoma pode esperar. Fraqueza súbita de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, desequilíbrio intenso ou uma dor de cabeça abrupta e muito forte são sinais de alerta e exigem atendimento imediato.

Sintomas que não podem ser ignorados

Mas existe um outro cenário, muito mais comum, que raramente recebe a mesma atenção. Quem nunca pensou que era “só um formigamento”, “só uma tontura”, “só cansaço”? É exatamente nesse território do “só” que muitos sinais importantes acabam sendo negligenciados. Porque o cérebro nem sempre começa de forma dramática. Muitas vezes, ele avisa aos poucos, de maneira discreta, repetitiva, quase silenciosa.

Um formigamento que vai e volta, uma tontura que aparece em determinados momentos do dia, uma sensação de fraqueza difícil de explicar, um esquecimento que começa a se repetir. Isoladamente, esses sintomas podem parecer banais, e muitas vezes realmente não indicam algo grave. O problema não está na existência pontual deles, mas na persistência, na repetição e, principalmente, na mudança de padrão ao longo do tempo.

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O formigamento é um exemplo clássico. Na maior parte das vezes, está relacionado a causas benignas, como compressão de nervos ou tensão muscular. Mas quando se torna contínuo, quando muda de localização, quando progride ou vem acompanhado de perda de força ou alteração de sensibilidade, ele deixa de ser apenas um incômodo passageiro. O mesmo raciocínio vale para a tontura, frequentemente simplificada como “labirintite”, quando, na prática, é um sintoma com múltiplas possíveis origens e que exige avaliação criteriosa para ser corretamente interpretado.

O esquecimento talvez seja um dos sintomas mais facilmente normalizados. E é verdade que esquecer faz parte da vida, especialmente em períodos de estresse, privação de sono ou sobrecarga mental. No entanto, existe um padrão de falha de memória que começa a interferir na rotina, na organização das tarefas e na repetição de informações. Quando isso acontece, não deve ser automaticamente considerado algo esperado.

A fraqueza também costuma gerar confusão. Muitas pessoas associam fraqueza a cansaço, mas, do ponto de vista neurológico, trata-se de uma redução real da força muscular. Dificuldade para subir escadas, levantar objetos ou executar tarefas simples pode indicar algo diferente de fadiga comum e merece atenção.

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Entre sintomas que podem ser acompanhados e aqueles que exigem urgência, existe um ponto central que não deve ser negligenciado: a mudança de padrão. O corpo tem um funcionamento habitual. Quando algo se repete de forma diferente, persiste além do esperado ou evolui, isso precisa ser observado com mais cuidado.

Diagnóstico precoce é essencial

A medicina baseada em evidências mostra, de forma consistente, que o reconhecimento precoce de alterações neurológicas pode modificar o curso de diversas doenças, tanto nas formas mais graves quanto naquelas que impactam progressivamente a qualidade de vida. Ignorar sintomas não os faz desaparecer. Apenas adia a investigação e, em alguns casos, reduz as possibilidades de intervenção mais eficaz.

Observar o próprio corpo não significa viver em alerta constante. Significa não ignorar quando algo foge do seu normal. Na neurologia, muitas vezes, é exatamente nesse detalhe, naquele sintoma que parecia pequeno, que começa uma história que poderia ter sido diferente se tivesse sido valorizada desde o início.

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Chefe da OMS cita preocupação com surto de ebola na África

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse, nesta terça-feira (19), que a “magnitude e rapidez” com que o surto de ebola se propaga na República Democrática do Congo é alarmante, com mais de 500 casos suspeitos e 130 mortes que também se acredita estarem vinculadas à transmissão do vírus.

O chefe da organização anunciou que convocou o Comitê de Emergência, um grupo internacional de especialistas que assessora a OMS, que se reunirá ao longo do dia e formulará recomendações para conter este surto.

No último domingo (17), pela primeira vez, um diretor da OMS declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional sem ter reunido antes o Comitê de Emergência, o que se tornou possível após as mudanças realizadas no Regulamento Sanitário Internacional depois da pandemia de Covid-19, com o objetivo de agilizar as medidas e a coordenação internacional.

Em um pronunciamento no segundo dia da Assembleia Mundial da Saúde, realizada em Genebra, Tedros alertou que os números atuais “vão mudar” à medida que a vigilância sanitária, o rastreamento de casos e os testes laboratoriais forem expandidos.

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Os casos foram relatados principalmente em centros urbanos, como Bunia, a capital da província norte-oriental de Ituri, na República Democrática do Congo; e na capital de Uganda, Kampala; onde houve dois casos, incluindo uma morte, relacionados com o surto no país vizinho. Além disso, foram registrados óbitos entre o pessoal médico, o que indica que houve transmissão dentro dos centros de saúde.

O diretor da OMS ressaltou que a gravidade deste surto está relacionada com a forte mobilidade na região, por um lado devido ao conflito armado local, que força a população a se deslocar, bem como pela atividade mineradora, com pessoas que entram e saem, aumentando o risco de propagação que isso implica.

– A província de Ituri é altamente insegura, o conflito se intensificou desde o final de 2025 e os combates aumentaram fortemente nos últimos dois meses, o que resultou em muitas mortes civis. Mais de 100 mil pessoas se transformaram em novos deslocados e, no caso de um surto de ebola, sabemos o que isso significa – assinalou.

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A organização global conta com uma equipe em campo que está prestando apoio às autoridades nacionais para responder à situação, além dos insumos e equipamentos que enviou. O atual surto epidêmico na República Democrática do Congo tem a particularidade de ser causado pelo vírus Bundibugyo, uma espécie do vírus do ebola para a qual não existem vacinas nem tratamentos.

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Dentes entortaram de novo? Entenda por que isso acontece após o aparelho

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Poucas situações geram tanta frustração quanto perceber que, depois de anos de tratamento ortodôntico, os dentes começam, aos poucos, a se movimentar novamente. A sensação de que “todo o esforço foi em vão” é comum — mas, felizmente, não corresponde à realidade.

O que muitas pessoas não sabem é que os dentes não são estruturas fixas e imutáveis. Ao longo de toda a vida, eles estão sujeitos a pequenas movimentações naturais, resultado de um processo contínuo chamado remodelação óssea.

Dentes não são estruturas fixas

Diferente do que se imagina, o dente não está rigidamente “colado” ao osso. Ele é sustentado por um sistema de fibras elásticas — o ligamento periodontal — que funciona como um verdadeiro amortecedor biológico. É justamente essa característica que permite que os dentes se movimentem durante o tratamento ortodôntico. E, da mesma forma, explica por que eles podem se movimentar novamente ao longo do tempo.

Após o término do tratamento, diversos fatores continuam atuando sobre a posição dentária. O crescimento — especialmente durante a adolescência —, o envelhecimento, hábitos como apertamento ou bruxismo, respiração oral, forças musculares e até mudanças sutis no próprio osso podem influenciar essa dinâmica.

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Ou seja: a movimentação dentária não é um “erro” do tratamento — é uma característica natural do organismo.E todas as pessoas que tiverem a feliz oportunidade de crescer, se desenvolver e envelhecer passarão por momentos de alteração das pressões musculares, alterações na estrutura ossea de suporte dos dentes e consequentemente pequenas mudanças ou melhor, adaptações na posições dentárias.

A importância da contenção

É nesse contexto que a contenção assume um papel fundamental. Mais do que uma etapa final, ela é parte essencial do tratamento ortodôntico. Sua função é justamente preservar o resultado alcançado, controlando essas forças naturais que tendem a reorganizar os dentes ao longo do tempo.

E aqui está um ponto importante que precisa ser compreendido com clareza: estabilidade ortodôntica não é ausência de movimento — é controle do movimento.

Em muitos casos, a contenção precisa ser utilizada por períodos prolongados — e, em algumas situações, por tempo indeterminado. Não como um sinal de falha, mas como uma estratégia consciente de manutenção de um resultado que foi cuidadosamente construído.

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A Ortodontia não “vence” a biologia — ela trabalha com ela.

Por isso, mais do que alinhar dentes, o verdadeiro sucesso do tratamento está em compreender e respeitar os mecanismos naturais do corpo, garantindo não apenas um bom resultado imediato, mas sua estabilidade ao longo dos anos.

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