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Brasil

Anac aprova voos após 23h no Aeroporto de Congonhas em situações excepcionais

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou um pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para ampliar o horário de operações do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, em situações excepcionais que provoquem impactos na operação.

A medida, que permite a conclusão de voos após as 23h, não altera o horário oficial de funcionamento do aeroporto, nem permite a programação regular de novos voos depois desse horário.

A decisão fixa uma interpretação da Resolução nº 55/2008, que estabelece os critérios de utilização de Congonhas e proíbe a operação de aeronaves civis após as 23h, com exceções de natureza humanitária, como transporte de enfermos ou feridos graves, órgãos para transplante e operações de busca e salvamento.

A mudança permite que voos já previstos sejam concluídos em casos de “contingência sistêmica”. Segundo o voto do relator, Cláudio Beschizza Ianelli, a medida busca dar uma resposta a eventos excepcionais que provoquem interrupções e tenham potencial para gerar impactos em cascata na malha aérea.

A proposta surgiu após um pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A entidade afirmou que a medida “é restrita a situações de emergência ou de força maior, como condições meteorológicas adversas, que determinem a interrupção da operação por motivos de segurança, o que tem efeitos em toda a malha aérea do país”.

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“O objetivo é atualizar a norma para dar previsibilidade e agilidade às iniciativas adotadas pelas autoridades em coordenação com as empresas aéreas e a operadora aeroportuária para mitigar os impactos para os passageiros, sem qualquer prejuízo à segurança das operações em Congonhas”, concluiu.

No pedido, a Abear citou eventos meteorológicos e ocorrências excepcionais, como um vazamento de gás nas instalações da APP-SP, que levaram ao cancelamento de centenas de voos.

A decisão não permite, porém, que as companhias acrescentem novos voos à programação depois das 23h. A flexibilização ficará restrita à conclusão de operações que já estavam agendadas para a data em que ocorreu a situação excepcional.

A Superintendência de Serviços Aéreos (SSA) da Anac avaliou que a medida não representa uma ampliação permanente da capacidade do aeroporto nem autoriza a alocação de novos slots ou a programação regular de voos fora do horário de funcionamento.

A Superintendência de Padrões Operacionais (SPO), por sua vez, informou que, em relação às regras operacionais, não há distinção entre operações realizadas antes ou depois das 23h.

Critérios para operações excepcionais

A caracterização das situações excepcionais e a ativação das medidas deverão seguir critérios objetivos e uma governança estabelecidos em uma Carta de Acordo Operacional (CAOP), que está sendo construída entre o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a concessionária Aena Brasil e as companhias Latam, Azul e Gol.

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A agência apontou ainda que extrapolações do horário regulamentar já ocorrem de forma excepcional e são gerenciadas por procedimentos existentes. Até junho deste ano, houve duas ocasiões em que o horário de funcionamento de Congonhas foi ultrapassado. Em todo o ano de 2025, isso ocorreu em cinco dias.

 

Ruído no entorno de Congonhas

A possibilidade de operações depois das 23h ocorre em meio às constantes reclamações do ruído provocado pelo aeroporto feitas por moradores da região.

Apesar do crescimento da frota de aeronaves mais silenciosas utilizada em Congonhas e da adoção de um novo procedimento de decolagem para reduzir o impacto sonoro, os níveis de ruído nos pontos de monitoramento do Jabaquara, Moema e Itaim Bibi estão em patamares semelhantes aos registrados há quatro anos, conforme dados da Aena.

O número de reclamações sobre barulho passou de 13 nos últimos cinco meses de 2021, quando o aeroporto ainda estava sob gestão da Infraero, para 160 entre janeiro e maio de 2026. Segundo a Aena, as três estações de monitoramento registraram níveis de ruído dentro do esperado pelo plano de zoneamento de ruído da região.

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Brasil

Brasil já está “no vermelho” do plástico: quem vai financiar a solução?

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Segundo o modelo de 2026 da EA Earth Action, ontem, 6 de setembro, marcou o Dia Global da Sobrecarga do Plástico: o ponto em que a quantidade de resíduos plásticos gerada no ano supera a capacidade dos sistemas existentes de administrá-la adequadamente.

Não se trata de uma contagem realizada em um único dia. A data traduz dados anuais em uma medida clara da distância entre o que descartamos e o que nossos sistemas conseguem administrar com segurança. Em 2026, o mundo deve gerar 227 milhões de toneladas de resíduos plásticos. Quase 72 milhões de toneladas serão geridas de forma inadequada e poderão chegar à natureza.

No Brasil, esse limite foi ultrapassado ainda antes, em 13 de agosto. Desde então, o país opera “no vermelho”: gera mais resíduos plásticos do que a infraestrutura existente consegue coletar, separar, processar ou destinar com segurança.

 

 

Quem paga essa conta são os municípios, as comunidades e os trabalhadores da reciclagem. Materiais com valor econômico são desperdiçados, a poluição chega aos bairros, rios e oceanos, e quem trabalha para recuperar esses resíduos não recebe a infraestrutura e o financiamento necessários. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que as empresas assumam responsabilidade pelos resíduos gerados por seus produtos e embalagens.

A escolha é continuar pagando pelo prejuízo da poluição ou investir em sistemas que mantenham os materiais em circulação na economia.

Investir em sistemas que funcionam

A BVRio testa soluções práticas em condições reais, gera evidências e transforma o que funciona em modelos que podem ser ampliados e replicados. Por meio de nossa atuação em gestão de resíduos e economia circular, já mobilizamos US$4,2 milhões para iniciativas de economia circular.

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Para empresas, organizações filantrópicas e investidores de impacto, os resultados podem ser medidos: mais resíduos recuperados, maior capacidade local, mais rastreabilidade e transparência e benefícios ambientais e sociais concretos.

  • Encontre projetos com potencial de escala. O Circular Action Hub é o maior diretório mundial de iniciativas locais de gestão de resíduos em busca de apoio. A plataforma reúne mais de 130 projetos em mais de 40 países, com potencial conjunto para recuperar e processar mais de 630 mil toneladas de resíduos por ano.
  • Pagamento por resultados verificados. O Mecanismo de Créditos Circulares permite que organizações financiem a coleta, a triagem e a destinação adequada de materiais recicláveis, vinculando os recursos a resultados verificados e mensuráveis.
  • Apoio aos produtores no cumprimento de suas responsabilidades. A Responsabilidade Estendida do Produtor (REP, ou EPR na sigla em inglês), determina que os produtores assumam responsabilidade por seus produtos e embalagens após o uso. A BVRio já apoiou 11 países na elaboração de legislação e assessora governos e empresas na criação e implementação de sistemas eficazes.
  • Integração da cadeia da reciclagem com rastreabilidade. O Kolekt já registrou mais de 20 mil usuários e 34 milhões de kg de resíduos recuperados. O aplicativo conecta catadores, coletores, processadores e compradores, criando registros rastreáveis desde a coleta até a venda dos materiais.
  • Fortalecimento da capacidade local de reciclagem. A BVRio já assegurou R$ 6,7 milhões para melhorar infraestrutura, logística e serviços técnicos de cooperativas de catadores no Brasil.
  • Criação de um modelo financiável de proteção dos oceanos. Por meio do Pescando Resíduos, pescadores artesanais já retiraram mais de 600 toneladas de resíduos da Baía de Guanabara e de seus manguezais. O programa transforma a limpeza do ambiente marinho em um serviço ambiental mensurável, que protege ecossistemas costeiros e gera renda para comunidades pesqueiras.
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Uma rota brasileira para o financiamento

Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) oferece às empresas tributadas com base no lucro real uma forma de direcionar até 1% do Imposto de Renda devido a projetos previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Esses recursos podem financiar infraestrutura, equipamentos, capacitação, novas tecnologias e o fortalecimento de cooperativas e redes de comercialização. Dentro do limite previsto em lei, a empresa direciona parte de um imposto que já seria devido para uma iniciativa com resultados ambientais e sociais concretos.

Subsidiárias brasileiras de grupos internacionais também podem utilizar o incentivo quando são tributadas pelo lucro real. Os projetos, no entanto, precisam estar aprovados pelo Ministério e aptos à captação.

Financie a solução

O financiamento da reciclagem pode ajudar empresas a cumprir suas responsabilidades, fortalecer cadeias locais e construir a infraestrutura necessária para evitar que o plástico se transforme em poluição.

Empresas, organizações filantrópicas e investidores podem acessar oportunidades no Circular Action Hub ou trabalhar diretamente com a BVRio para ampliar modelos que já demonstraram resultados.

Por meio de investimento direto, Créditos Circulares ou, quando aplicável, da LIR, cada recurso bem direcionado pode gerar mais valor ao material reciclável, manter mais plástico fora da natureza e melhorar a renda e as condições de trabalho de quem torna essas soluções possíveis. Juntos, podemos fazer o Dia da Sobrecarga do Plástico avançar no calendário.

Fonte dos dados sobre o Dia da Sobrecarga do Plástico: EA Earth Action, Plastic Overshoot Day Report 2026.

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Brasil

Pastor denuncia descaso da Latam: “Desorganização surreal”

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O pastor Arão Machado, presidente da Igreja Renovo do Senhor, relatou por meio das redes sociais recentes transtornos ao utilizar os serviços da companhia aérea Latam. Ele preparou um dossiê relatando uma sequência de problemas e ressaltou que não se trata de um caso isolado.

O documento enviado ao Pleno.News revela que o líder religioso e sua esposa, Cris Paula Oliver, tiveram bagagens extraviadas, itens pessoais trocados, alteração de voos e até um cenário de desinformação com relação a um upgrade de cabine.

Os problemas começaram no dia 3 de agosto, quando o casal realizou uma viagem rumo à África do Sul. O voo LA8058 decolou de Guarulhos rumo a Joanesburgo. Arão teria pedido à empresa um posicionamento sobre um upgrade para a classe executiva, que foi prontamente respondido de maneira positiva. A promessa não foi cumprida no dia da viagem.

No dia de retornarem ao Brasil, em 13 de agosto, os problemas se intensificaram. O pastor Arão e sua esposa foram assaltados próximo ao aeroporto; mesmo assim, conseguiram chegar ao terminal, despacharam as bagagens e foram acompanhados por uma funcionária da Latam até a aeronave. No entanto, as portas foram fechadas antes que eles pudessem embarcar.

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Eles precisaram arcar com as despesas em outra companhia aérea para cumprirem o cronograma previsto de viagem. O casal desembolsou R$ 6.728 em uma empresa aérea diferente para ir até a Cidade do Cabo, local da conexão. O pastor Arão afirma que irá buscar o ressarcimento por parte da companhia.

— Eu já possuía planejamento e bilhetes para meu retorno. Não considero aceitável que despesas extraordinárias decorrentes dessa sequência sejam simplesmente absorvidas por mim sem uma análise individualizada. Quero o ressarcimento de todo valor que eu demonstrar documentalmente ter sido suportado em consequência dos fatos — escreveu.

Ao chegarem ao Brasil, os problemas prosseguiram, agora com relação às bagagens. A mala da Cris chegou com itens revirados e trocados, enquanto a mala do pr. Arão não chegou.

— A mala da Cris chegou em casa com coisas dentro que não eram dela, com dois perfumes roubados e ainda seguraram a minha mala no Aeroporto Santos Dumont. A menina da Latam disse: “Não vai por que é golpe!” (…) Sabe lá que golpe que eles estão querendo porque ficaram com raiva da minha denúncia — declarou o pastor em áudio.

A companhia declarou que estava empenhada na solução do problema; no entanto, até o dia 4 de setembro a bagagem ainda não havia sido devolvida.

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Mesmo diante das circunstâncias ocorridas em meio à viagem internacional para a África do Sul, o pr. Arão voltou a utilizar os serviços da Latam e sofreu novamente com problemas no serviço prestado pela companhia.

Na última terça-feira (1º), o líder religioso voou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para Guarulhos, em São Paulo. Ao chegar ao destino, sua mala estava quebrada, sem uma das rodinhas. Como solução, a empresa ofereceu outra mala, maior do que a que havia sido danificada.

O pastor Arão então optou por não aceitar, pois ela não se enquadrava nos limites de bagagem de mão, o que poderia comprometer a logística dos próximos voos. O cliente então precisou comprar uma nova mala para prosseguir viagem.

Após os inúmeros transtornos, o pastor Arão usou as redes sociais para explanar a situação e pedir providências à empresa. Segundo ele, o perfil oficial da companhia entrou em contato pedindo novamente os dados enviados, mas até o momento não houve solução dos problemas.

Procurada pela reportagem, a Latam não respondeu aos contatos. O espaço segue aberto para esclarecimentos da empresa.

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