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Apostador ganha R$ 14,9 milhões, Blaze zera conta e ele processa plataforma, Felipe Neto e Jon Vlogs

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Enquanto o MP cobra R$ 120 milhões da Blaze e de Virginia Fonseca, morador de SP disputa na Justiça R$ 15 milhões — e o caso pode abrir precedente
A mesma Blaze que virou alvo do Ministério Público do Distrito Federal — em ação que envolve a influenciadora Virginia Fonseca e pede R$ 120 milhões de indenização — já responde, na Justiça de São Paulo, a um processo com acusações semelhantes, ajuizado quase dois anos antes. O autor é José Luanderson da Silva Lima, morador de Porto Feliz (SP), que afirma ter acumulado R$ 14.935.302,00 na plataforma e visto o saldo desaparecer da noite para o dia. 
Segundo a petição inicial, Luandersson abriu conta na Blaze em junho de 2022, atraído por publicações de influenciadores que promoviam a plataforma, e perdeu, de início, mais de R$ 16 mil. Ao tentar recuperar o prejuízo, o cenário mudou: numa rodada do jogo Crazy Time, uma aposta que partiu de R$ 77 alcançou um multiplicador de 1250x. Depois, operando no Plinko com lances a partir de R$ 2, ele chegou a um saldo de quase R$ 15 milhões. Cada operação, afirma a defesa, está registrada em ata notarial anexada ao processo.
Em dezembro de 2022, ainda de acordo com a inicial protocolada pelo escritório MNS Advogados, Luandersson tentou realizar dois saques de R$ 100 mil e teve as solicitações recusadas; em seguida, a conta foi suspensa. No dia seguinte, o perfil voltou ao ar — sem saldo. Questionado, o suporte da plataforma respondeu que a conta havia sido fechada devido à “jogatina em alguns jogos do site que estavam passando por uma falha”, conforme diálogo reproduzido nos autos. O apostador registrou boletim de ocorrência, lavrou ata notarial e recorreu à Justiça.
A composição do polo passivo distingue o caso. Além da Blaze — operada pela Prolific Trade N.V., registrada em Curaçao — e de empresas da cadeia de pagamentos como Latam Gateway, Pagsmile e Banco BS2, a ação inclui dois dos maiores influenciadores do país: Felipe Neto e Luan Santos Souza, o Jon Vlogs. A tese da defesa de Luandersson é a de que eles não atuaram como meros divulgadores: teriam integrado a cadeia de fornecimento da plataforma e, por isso, responderiam solidariamente pelos danos, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.
O processo descreve esse suposto envolvimento. Jon Vlogs, dono da agência de influenciadores Hypebud — que, segundo a petição, presta serviços à Blaze desde 2021, intermediando contratos publicitários —, lançou uma música chamada “Blaze” e exibiu aos seguidores uma viagem a Curaçao, onde ficaria a sede da empresa. Felipe Neto, que iniciou a parceria em outubro de 2022, publicou um vídeo intitulado “a verdade sobre a Blaze”, em defesa da plataforma, e afirmou que os jogos poderiam ser uma “renda extra”. A petição registra ainda que a casa de apostas mantém como embaixador global o jogador de futebol Neymar Júnior.
Os autos registram um dado processual relevante: citadas, a própria Blaze, a Prolific Trade, a Pagsmile e Jon Vlogs não apresentaram defesa, e o autor já pediu a decretação da revelia — situação em que os fatos narrados na inicial passam a ser presumidos verdadeiros em relação a esses réus. Felipe Neto contestou, sustentando ilegitimidade passiva: alega que apenas fez publicidade, sem participação na operação ou nos lucros da plataforma. Já a Foggo Entertainment, empresa que mantém a operação da marca no Brasil — a mesma que assina as respostas da Blaze à imprensa no caso Virginia —, alegou em juízo que os quase R$ 15 milhões seriam um “saldo virtual meramente projetado”, fruto de “erro sistêmico”.
O caso de Porto Feliz passou a ser citado em novo contexto após a ação do MPDFT, ajuizada no último dia 8. Nela, o órgão acusa a Blaze de operar um modelo “estruturado de captação de apostadores” durante a Copa do Mundo de 2026 e aponta que Virginia Fonseca poderia receber 30% de comissão sobre as perdas dos seguidores que apostassem por sua indicação. Segundo o MP, a investigação teve início com denúncias de consumidores relatando retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldade para sacar — as mesmas condutas descritas por Luandersson em 2022 —, e um relatório técnico citado na ação reúne mais de 42 mil reclamações contra a plataforma. As defesas de Virginia e da Blaze negam irregularidades e afirmam que responderão nos autos.
“Existe uma simetria evidente entre o que o Ministério Público descreve agora e o que está documentado no nosso processo desde 2024: retenção de valores, bloqueio de conta e publicidade feita por pessoas de enorme alcance, sem transparência sobre os riscos. O nosso cliente jogou segundo as regras da própria plataforma e teve o saldo suprimido sem justificativa técnica idônea. A tese que sustentamos é objetiva: quem empresta a imagem para captar apostadores integra a cadeia de fornecimento e responde solidariamente pelo dano. O precedente que buscamos em Porto Feliz não interessa só ao Luandersson — interessa a milhares de consumidores em todo o país”, afirma o advogado Marciano Nogueira da Silva, sócio do MNS Advogados, que representa o autor.
A ação pede a condenação solidária dos réus ao pagamento dos R$ 14,9 milhões retidos, além de R$ 100 mil de danos morais — o valor da causa supera R$ 15 milhões. Em maio, o juízo determinou nova diligência de citação por oficial de justiça, e o processo segue para a próxima fase. Com a publicidade das bets sob novo escrutínio regulatório e judicial no país, o desfecho de Porto Feliz deve indicar até onde vai a responsabilidade de quem anuncia — uma questão que hoje alcança das plataformas aos maiores nomes da internet brasileira.
FONTE: migalhas.com.br

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Fies 2026 disponibiliza 1,3 mil vagas no Espírito Santo

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Ao todo, são ofertadas 75,5 mil vagas para ingresso no segundo semestre de 2026 em 1.274 instituições privadas de ensino superior em todo o país. As inscrições são gratuitas e vão até sexta (17), pelo Portal Acesso Único
 

Por meio do Fundo de Financiamento da Estudantil (Fies), o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza 1.306 vagas em instituições privadas de educação superior no Espírito Santo, para o segundo semestre de 2026. As inscrições para o processo seletivo são totalmente gratuitas e estão abertas até sexta-feira, 17 de julho, por meio do Portal Acesso Único ao Ensino Superior.
 

Para se inscrever no processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado de ao menos uma das edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) desde 2010, tenha obtido uma média superior ou igual a 450 pontos e não tenha zerado a redação.
 

Cronograma completo do Fies:  

Inscrições: 14 a 17 de julho
Resultado: 30 de julho
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto 
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro 

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Brasil – Em todo o país, a pasta oferta mais de 112 mil vagas para o programa em 2026. Desse total, são ofertadas 75,5 mil vagas em 1.274 instituições privadas de ensino superior, distribuídas entre 28.741 cursos e turnos para o segundo semestre. Todas as vagas já ofertadas até o momento que ainda não foram ocupadas estão somadas às novas vagas previstas para esta edição. O objetivo é ocupar todas as previstas para o ano.

Mais informações no linkLink

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Nova identidade muda cadastro em bancos, INSS e CadÚnico? Entenda

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A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem provocado uma série de dúvidas entre os brasileiros. Uma das principais é se o novo documento exige a atualização imediata dos cadastros em bancos, no INSS e no CadÚnico.

A mudança, que unifica a identificação do cidadão em todo o país, altera a forma como os órgãos públicos e privados utilizam os dados cadastrais, mas nem tudo muda de uma vez.

Na prática, quem emitir a nova identidade continuará utilizando normalmente os serviços bancários, previdenciários e programas sociais.

Os dados cadastrais existentes permanecem válidos e só deverão ser atualizados quando houver necessidade de revisão cadastral, solicitação do próprio órgão ou alteração de informações pessoais.

O que muda com a nova identidade?

A principal novidade da Carteira de Identidade Nacional é o fim do número estadual do RG. Agora, o CPF passa a ser o identificador único do cidadão em todo o Brasil, impedindo que uma mesma pessoa possua diferentes registros de identidade emitidos por estados distintos.

Segundo o governo federal, essa unificação reduz fraudes, evita duplicidade de registros e permite maior integração entre os bancos de dados da administração pública, além de facilitar a conferência da identidade por órgãos públicos e empresas privadas.

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Bancos

Quem possui conta bancária não precisa procurar a instituição apenas porque emitiu a nova identidade.

As instituições financeiras podem solicitar a atualização do documento durante revisões cadastrais periódicas, abertura de novas contas ou contratação de produtos, mas não existe determinação para que todos os clientes façam um novo cadastro imediatamente em razão da CIN.

INSS

No caso do INSS, o CPF já é o principal identificador dos segurados. Assim, a emissão da nova identidade não exige um recadastramento automático.

Em alguns serviços mais recentes, como pedidos de determinados benefícios, o governo federal passou a ampliar o uso da biometria e da identificação digital, tornando a nova carteira um documento que facilita esse processo, mas não altera os cadastros já existentes.

No momento, a exigência da CIN é válida apenas para os novos pedidos feitos ao INSS. Para quem já recebe, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático de benefícios ativos.

Quem já é aposentado, pensionista ou recebe algum auxílio não precisa tomar nenhuma medida imediata.

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Nos casos de benefícios já ativos, a Carteira de Identidade passará a ser exigida para renovação a partir de 1º de janeiro de 2027. A partir de 2028, todos os beneficiários precisarão obter a CIN.

CadÚnico

As famílias já inscritas no CadÚnico não precisam atualizar seus dados apenas porque emitiram a nova identidade.

O CPF já passou a ser a principal chave de identificação do sistema, e as atualizações cadastrais continuam ocorrendo normalmente a cada dois anos ou sempre que houver mudança de endereço, renda, composição familiar ou outras informações obrigatórias.

Transição será gradual

A substituição do antigo RG pela Carteira de Identidade Nacional ocorre de forma gradual. O documento antigo continua válido dentro dos prazos estabelecidos pelo governo federal, enquanto os órgãos públicos e empresas adaptam seus sistemas para utilizar exclusivamente o CPF como número de identificação.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, uma das vantagens da CIN é justamente melhorar a qualidade dos cadastros da administração pública, permitindo que serviços públicos e privados identifiquem os cidadãos com mais precisão e segurança.

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