Um advogado, de 37 anos, foi detido após resistir a uma abordagem e entrar em luta corporal com agentes da Guarda Municipal de Vitória, na Praia do Suá, na capital, na madrugada desta segunda-feira (13).
Segundo a corporação, o condutor foi flagrado por uma equipe dirigindo um carro branco, em alta velocidade e realizando manobras perigosas nas proximidades da subida da Terceira Ponte.
Após acessar a rua Dukla de Aguiar e cantar pneus, a equipe perseguiu o motorista e realizou a abordagem. De acordo com os agentes, o advogado desembarcou do carro, mas passou a demonstrar comportamento exaltado, elevando o tom de voz, gesticulando de forma intensa e se recusando a cumprir as determinações dos agentes.
Enquanto os agentes realizavam a busca pessoal, o motorista continuou desobedecendo às ordens e dificultando a ação policial. Diante da resistência, os agentes deram voz de prisão ao suspeito.
Nesse momento, conforme a ocorrência, o motorista passou a resistir à prisão. A Guarda relata que ele empurrou um dos agentes contra o próprio veículo e, durante a tentativa de impedir a condução, ambos caíram no chão. O agente sofreu um pequeno corte no polegar da mão direita e teve o celular quebrado durante a ação.
Para conter a resistência e restabelecer o controle da ocorrência, a equipe utilizou gás lacrimogêneo. Após ser contido, o motorista foi colocado na viatura, sendo conduzido para a 1ª Delegacia Regional de Vitória.
Já na delegacia, o homem voltou a se exaltar e passou a dirigir ofensas aos agentes, chamando-os de “mentirosos” e “prevaricadores“.
Advogado vai responder em liberdade
Em nota, a Polícia Civil informou que o advogado foi autuado em flagrante por resistência e lesão corporal qualificada. “Ele foi liberado para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança arbitrada pela autoridade policial da Central de Teleflagrante”, diz a nota.
A Ordem dos Advogados seccional do Espírito Santo (OAB-ES), por sua vez, afirma que não compactua com condutas incompatíveis com os princípios éticos, legais e morais que regem o exercício da advocacia.
“A situação está sendo devidamente acompanhada pela Seccional, com a adoção das providências cabíveis, sempre em observância ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e às garantias constitucionais”, disse.