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Política e Governo

Sefaz apresenta resultados fiscais do 1º quadrimestre em audiência pública na ALES

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Resultados do primeiro quadrimestre de 2026 foram apresentados em audiência pública na Assembleia Legislativa

 

O Espírito Santo encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com resultados fiscais positivos, marcados pelo crescimento da arrecadação, recorde histórico de investimentos para o período e um dos menores níveis de endividamento do País. Os indicadores também apontam expansão das receitas acima do crescimento das despesas, manutenção de elevada poupança corrente e superação das metas fiscais estabelecidas para o período.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (13) pelo secretário de Estado da Fazenda, o auditor fiscal Benicio Costa, durante audiência pública promovida pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

Entre janeiro e abril de 2026, a Receita Total Líquida do Estado alcançou R$ 11,2 bilhões, crescimento nominal de 23,5% em relação ao mesmo período de 2025. A arrecadação de ICMS, principal tributo estadual, registrou aumento nominal de 12,9%, impulsionada principalmente pelos setores de comércio, com crescimento de 20,1%, e de energia elétrica, com alta de 23,1%.

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Entre as receitas não tributárias, a arrecadação com royalties e Participação Especial apresentou crescimento nominal de 56,8% no primeiro quadrimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho reflete, principalmente, a alta da cotação internacional do petróleo tipo Brent, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

 

No mesmo período, a despesa total paga de todos os Poderes apresentou variação nominal de 9,2%, inferior ao crescimento das receitas.

Outro destaque foi o desempenho da Dívida Consolidada Líquida, que em abril de 2026 correspondeu a -53,5% da Receita Corrente Líquida (RCL). O resultado negativo indica que o Estado possui disponibilidade financeira superior ao volume de sua dívida consolidada, situação bastante inferior ao limite de 200% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O Estado também alcançou o maior volume de investimentos para o período em toda a série histórica da última década. As despesas empenhadas em investimentos somaram R$ 2,2 bilhões, correspondendo a 8% da receita total do período, demonstrando a capacidade do Governo do Estado de ampliar obras, serviços e ações estruturantes sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

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Outro indicador de destaque foi a poupança corrente, que atingiu 31,5% da Receita Corrente Líquida. O índice demonstra a capacidade do Estado de gerar recursos próprios para financiar investimentos e manter a sustentabilidade fiscal.

As metas fiscais também foram superadas. O resultado primário — diferença entre as receitas e despesas primárias — foi de R$ 712 milhões, acima do previsto para o período. Já o resultado orçamentário, correspondente à diferença entre a receita total e a despesa total liquidada, alcançou R$ 2,5 bilhões, reforçando o cenário de solidez das finanças estaduais.

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Deputados ajustam Constituição Estadual às mudanças promovidas pela Reforma Tributária

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Com a norma jurídica, a Constituição do ES se ajusta às mudanças promovidas pela Reforma Tributária nacional e atualiza regras do sistema tributário capixaba

 

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) promulgou, na manhã desta quarta-feira (15), a Emenda à Constituição 119/2026, que ajusta a Constituição Estadual às mudanças promovidas pela Reforma Tributária nacional. A solenidade foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União), reunindo o presidente do Sindicato do Pessoal do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização do Estado do Espírito Santo (Sindifiscal-ES), Geraldo José Pinheiro; o subsecretário da Receita Estadual, Thiago Venâncio; parlamentares; e representantes da categoria dos auditores fiscais.

A Emenda à Constituição 119/2026 será publicada nesta quinta-feira (16), no Diário do Poder Legislativo e no Diário Oficial do Estado. Ela é originária da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2026, encaminhada pelo Poder Executivo e aprovada em dois turnos pelo Plenário da Ales na última terça-feira (14). O principal objetivo da matéria é adequar a Constituição do Espírito Santo às regras da Emenda Constitucional 132/2023, que instituiu a Reforma Tributária no Brasil.

 

Principais mudanças

O ponto central da reforma é a substituição gradual de tributos como o ICMS (estadual) e o ISS (municipal) pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que terá gestão compartilhada entre estados e municípios. Foram estabelecidos mecanismos de transitção até 2032, período em que os tributos atuais serão gradualmente substituídos. O novo modelo adota a tributação no destino — ou seja, o imposto passa a ser recolhido no local onde o bem ou serviço é consumido — e garante a não cumulatividade, evitando a cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva. Para coordenar a arrecadação e distribição das receitas, foi criado o Comitê Gestor do novo imposto.

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A proposta incorpora à Constituição medidas com impacto social e ambiental. Entre elas, a possibilidade de devolução de impostos para pessoas de baixa renda e incentivos fiscais para biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono, garantindo competitividade frente aos combustíveis fósseis.

A reforma também promove a revisão de progressividade em tributos como o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD); a ampliação da incidência do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos aquáticos e aéreos, com determinadas exceções; e a criação de dispositivos que tratam diretamente do IBS, incluindo estrutura, incidência e distribuição do tributo.

 

Atuação do Parlamento

Durante a solenidade, o presidente da Ales ressaltou a atuação do Parlamento capixaba na tramitação da proposta e afirmou que a aprovação da matéria demonstra o compromisso dos deputados com os interesses do Estado.

“Essa é uma vantagem que temos nesta Casa. Quando somos chamados a legislar em favor do Estado, nós deputados deixamos de lado qualquer interesse partidário ou ideológico e levamos para a mesa de debates aquilo que é realmente importante, aquilo que vai beneficiar a sociedade capixaba como um todo. A aprovação dessa PEC é mais uma prova disso”, afirmou Marcelo Santos.

A relatora da proposta no Plenário foi a deputada Janete de Sá (PSB). “O que nós quisemos aqui foi internalizar, para a administração tributária, a Reforma Tributária. Isso faz com que a Constituição Estadual esteja em sintonia com a Emenda Constitucional que implantou a Reforma Tributária no país, com novas regras e novos modelos”, salientou.

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Segundo a parlamentar, a mudança também beneficia a carreira dos auditores fiscais. “Essa mudança também corrige um grave problema que a categoria vinha enfrentando há muito tempo em relação ao teto remuneratório”, destacou.

 

Segurança jurídica

Para o presidente do Sindifiscal-ES, Geraldo José Pinheiro, a Emenda à Constituição fortalece a segurança jurídica para a implementação da Reforma Tributária no Espírito Santo.

“Ela reproduz na Constituição Estadual as regras estabelecidas pela Emenda Constitucional 132/2023 e traz para o território do Espírito Santo essas mesmas regras, o que dá segurança jurídica e evita qualquer tipo de discussão em relação aos novos tributos que estão sendo implementados, como a redução gradativa do ICMS e a implementação do IBS sobre o consumo”, explicou.

Ele também ressaltou que a medida atende a uma antiga reivindicação da categoria. “Havia algumas questões específicas, inclusive em relação à cessão de servidores para o Comitê Gestor, que precisavam estar previstas, garantindo que essas pessoas não tivessem perda de direitos. E, sobretudo, a implementação do novo limite remuneratório da administração tributária, que é uma situação que há mais de 20 anos aflige a carreira e que, a partir de janeiro, estará definitivamente resolvida”, afirmou.

Com a promulgação da Emenda à Constituição 119/2026, o Espírito Santo passa a incorporar à sua Constituição as regras necessárias para a implementação da Reforma Tributária nacional, alinhando a legislação estadual ao novo modelo tributário que será implantado de forma gradual nos próximos anos.

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Governador Ricardo Ferraço visita obras da nova unidade da Havan em Vila Velha

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O governador do Estado, Ricardo Ferraço, visitou, na manhã desta quarta-feira (15), as obras da nova unidade da Havan em Vila Velha, acompanhado do proprietário da empresa, Luciano Hang. O empreendimento está sendo construído na Avenida Carlos Lindenberg, no bairro Nossa Senhora da Penha, com previsão de inauguração em outubro deste ano.

A nova unidade recebeu investimento de aproximadamente R$ 120 milhões e deve gerar cerca de 200 empregos diretos durante a operação. A loja será a segunda da rede no Espírito Santo e contará com aproximadamente 20 mil metros quadrados de área total, além de estacionamento e espaços destinados às atividades administrativas e comerciais do empreendimento.

“A instalação de novos empreendimentos contribui para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo. Seguimos trabalhando para criar um ambiente favorável aos investimentos em todas as regiões do Estado”, afirmou o governador Ricardo Ferraço.

Durante a visita, Luciano Hang destacou os investimentos realizados pela empresa no Espírito Santo e informou que a Havan avalia novas oportunidades de expansão no Estado.

“Conheço Ricardo há 12 anos, desde quando inauguramos a loja de Linhares. O Espírito Santo tem uma grande capacidade de investimento. Estamos investindo cerca de R$ 120 milhões nesta unidade, que terá 20 mil metros quadrados, e avaliando outras cidades capixabas para novos investimentos e geração de empregos”, disse Hang.

A unidade de Vila Velha será a maior da rede Havan no Espírito Santo e está sendo construída em um terreno de aproximadamente 28 mil metros quadrados, ao lado do Assaí Atacadista e próximo à Rodovia Darly Santos. O empreendimento deverá contar ainda com centenas de vagas de estacionamento para automóveis, motocicletas e bicicletas.

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