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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Julho – 1ª edição

Publicado

Por Zene Lagace
Vexame futebolístico
O Brasil conseguiu levar para a Copa do Mundo de 2026, talvez, a pior seleção de sua história. Há anos a torcida perdeu a identificação com a equipe nacional, formada, em grande parte, por jogadores pouco conhecidos do grande público e que, muitas vezes, sequer demonstram familiaridade com o próprio Hino Nacional.
Enquanto outras seleções entraram em campo com garra, determinação e forte identificação com suas torcidas e com as cores de seus países, a Seleção Brasileira pouco apresentou de relevante ao longo da competição. Faltaram talento, criatividade e poder de decisão. Os poucos jogadores de destaque chegaram limitados por lesões sofridas nos últimos anos.
O futebol brasileiro já foi referência mundial. Hoje, infelizmente, virou motivo de piada — e de muito mau gosto.
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Empilhando corpos?
O vereador Raphael Barboza (PDT) denunciou que corpos estariam sendo sepultados uns sobre os outros no Cemitério do bairro Aviação. Segundo ele, falta manutenção no local e até ossos estariam espalhados pela área.
Se as denúncias forem confirmadas, trata-se de uma situação macabra e alarmante, que exige providências urgentes do poder público.
O parlamentar convidou os demais vereadores para vistoriarem o cemitério e verificarem a situação de perto. Pelo visto, poucos aceitaram o convite. Talvez por receio de assombração.
Futurologia
O vereador Vilmar do Seac (PSD) afirmou que, em 2028, apoiará a reeleição do prefeito Marcus Batista (Podemos), caso ele decida disputar um novo mandato. Ressalvou, porém, que, se o prefeito não fizer o que considera necessário pelo município, ficará ao lado do povo.
Como diz o velho ditado, o futuro pertence a Deus. Pelo visto, para o vereador também.
Bravateiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, estaria agindo como “pirata” ao defender a cobrança de taxas sobre navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz.
A declaração, naturalmente, alimentou mais um capítulo da disputa verbal entre líderes políticos.
Fato
Entre as principais seleções da Copa, a brasileira foi uma das que menos convenceu. O desempenho esteve muito aquém da tradição do nosso futebol e reforçou a percepção de que o País atravessa uma escassez de grandes craques. Neymar, principal nome da equipe, enfrentou problemas físicos e teve participação bastante limitada.
Terreno lamacento
A polêmica envolvendo a doação de áreas públicas em São Mateus é considerada grave. O vereador Branco da Penal (PL) afirma possuir um dossiê com mais de 500 páginas contendo documentos e informações que, segundo ele, apontam irregularidades.
Agora, resta tornar esse material público para que a sociedade e a imprensa possam analisá-lo. Os fatos remontariam ao período da gestão do ex-prefeito Daniel Santana.
Pode isso, Arnaldo?!
Pode, mas talvez não devesse.
O vereador Raphael Barboza (PDT), ao usar a tribuna da Câmara, tem recorrido ao tom duro para criticar pessoas e autoridades, amparado pela imunidade parlamentar.
Chama atenção o fato de que, segundo seus críticos, ele foi aliado político do ex-prefeito Daniel Santana durante boa parte da administração anterior. O parlamentar argumenta que, à época, não exercia mandato eletivo. Ainda assim, há quem sustente que poderia ter se manifestado publicamente diante das denúncias e problemas que marcaram aquele governo.
Vale lembrar que a imunidade parlamentar protege manifestações relacionadas ao exercício do mandato, mas não impede que eventuais excessos sejam apreciados pela Justiça, caso alguém entenda ter sido vítima de calúnia, injúria ou difamação.
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EM TEMPO
# Tem gente que parece nascer sem sorte: a carne sempre cai no prato do vegano. Tenta, tenta e tenta, mas não consegue se eleger. Quem sabe, virando vegano, a sorte muda?
# É curioso ver um vereador deixar a liderança do prefeito, continuar tendo suas demandas atendidas e, de uma hora para outra, transformar-se em um opositor ferrenho. Com tanta agressividade, talvez já não tenha mais lugar à mesa.
# Depois de sete anos abandonada no chão, a caixa d’água da comunidade de Arural finalmente será instalada sobre uma base para cumprir sua função.
# Fogaréu. O vereador Raphael Barboza apresentou indicação para que a Prefeitura de São Mateus construa um crematório no Cemitério da Aviação. Só é preciso cuidado para não acabar queimando o próprio mandato.
# A turma não perdoa. Depois das declarações de Lula sobre Donald Trump, as redes sociais voltaram a fazer comparações e ironias envolvendo ambos os líderes.
# Há quem diga que o governo federal vive uma fase tão ruim quanto a da Seleção Brasileira. Em ambos os casos, a bola parece andar murcha.
# A polêmica sobre a doação de áreas públicas em São Mateus continua rendendo. O vereador Branco da Penal (PL) afirma possuir um dossiê com mais de 500 páginas sobre o assunto. Se as informações forem consistentes, o caso merece ampla divulgação e rigorosa apuração.

Leia mais:  Pinga-Fogo – 2ª edição de fevereiro
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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Setembro

Publicado

Por Zene Lagace
É desespero ou ação eleitoreira?
As eleições estão na bica, cada vez mais próximas, e o eleitor se prepara para depositar seu voto na esperança de mudar os rumos do País. Lula (PT) reajustou o Bolsa Família em pouco mais de 15%, além de anunciar outros programas “sociais”, sob o argumento de estar preocupado com a situação dos mais pobres diante da carestia nacional — cenário que, segundo seus críticos, também é resultado de decisões de seu próprio governo.
Curiosamente, o reajuste do Bolsa Família foi superior ao concedido ao salário mínimo dos trabalhadores. Enquanto isso, o rombo das contas públicas, que já enfrentam dificuldades, aumenta e pode ultrapassar R$ 22 bilhões.
Seria isso parte da velha luta pelo poder e, sobretudo, pela manutenção do poder? Para alguns políticos, o povo pobre acaba sendo tratado apenas como um detalhe — principalmente quando pode se transformar em massa de manobra para vencer uma eleição.
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Na Bronca I
Ao que parece, alguns vereadores não ficaram nada satisfeitos com o tratamento dispensado pela Prefeitura em relação às cortesias de acesso ao camarote da Festa da Cidade.
Segundo as “bocas nervosas” das Matildes, teria sido disponibilizada apenas uma “pulserinha” para cada vereador, sem direito a nenhuma adicional para familiares ou convidados.
Ainda de acordo com essas mesmas “bocas”, as pulserinhas teriam sido devolvidas. Pelo visto, a cortesia não agradou — e a bronca ficou maior do que a festa.
Na Bronca II
Aos poucos vereadores que se propuseram a ir ao Parque de Exposições, restou ser “gente como a gente”: pagar um estacionamento caro, caminhar bastante do carro até a entrada da festa e ainda disputar um bom lugar para assistir ao seu artista preferido.

No fim das contas, para alguns, a experiência foi bem diferente do que se imagina quando se ocupa uma cadeira no Legislativo.

Quando será?
O cidadão mateense, aquele que labuta diariamente para pagar seus impostos e nem sempre recebe de volta serviços públicos na qualidade que merece, quer saber o que consta no dossiê sobre as áreas públicas doadas e vendidas pela administração passada.
O documento, solicitado pela Câmara Municipal e disponibilizado pela Prefeitura, está de posse dos parlamentares. A pergunta que permanece é simples: quando a sociedade terá acesso ao seu conteúdo e saberá quem foram os beneficiados?
Fala polêmica
Em recente discurso para a militância, o presidente Lula disse que a cor vermelha do partido e da camisa que usa, representa o sangue de Cristo. A sua barba também é pelo fato de Jesus Cristo ter usado.
“Em período eleitoral a narrativa para Lula é livre e o ateísmo comunista vira prova de fé em Deus”.
Homenagens
Alguns vereadores, de boa-fé, vêm concedendo homenagens a pessoas sem conhecer, de fato, o histórico daqueles que passam a ser celebrados publicamente. Recentemente, um dos homenageados teria sido, no passado, um verdadeiro carrasco para pais e filhos, embora fosse tratado como “amigo” por integrantes de uma antiga gestão parlamentar.
Era bajulado e apresentado como se fosse “gente boa”. Quem viveu de perto situações envolvendo o personagem e sua postura sabe muito bem o que passou e as marcas que ficaram.
Por isso, vereadores, é preciso cautela com a concessão de menções e homenagens. O reconhecimento público é uma distinção que deve ser reservado a quem, efetivamente, tenha uma trajetória que justifique a honraria.
Afinal, quando uma homenagem é entregue a quem não a merece, não é apenas o homenageado que fica em evidência: a própria instituição que concede a honraria também pode ter sua imagem questionada.
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EM TEMPO
# Olha essa! – O vereador Vilmar do Seac (PSD) chamou a atenção dos eleitores de São Mateus para “não vender o voto, não fazer besteira, porque em time que está ganhando não se mexe”.
Pelo que se pode entender da declaração, não votar em seus candidatos seria “fazer besteira”. Será essa mais uma demonstração da chamada “democracia relativa”?
# Outra pérola – “Errar o voto é não votar na reeleição do Ferraço e do Casagrande.” Foi o que disse o vereador Wap-Wap (Podemos).
Mais um adepto da “democracia relativa”? Afinal, o eleitor não deveria ter liberdade para escolher seus candidatos sem receber uma espécie de receita pronta sobre qual seria o voto “certo”?
# Entulho esperando na janela – A política de limpeza pública de São Mateus não tem alcançado os moradores de forma efetiva. Há vereador que prefere responsabilizar o cidadão, mas deveria cobrar da municipalidade medidas mais eficientes.
A população paga impostos e espera uma estratégia adequada para o recolhimento de entulhos, restos de obras e outros materiais. Fiscalizar e cobrar soluções também faz parte do trabalho do vereador.
# Perguntar não ofende – Você colocaria para gerenciar sua empresa ou tomar conta de sua casa durante uma viagem uma pessoa que já roubou, continua envolvida em escândalos e carrega um histórico que compromete sua reputação?
Então, por que votar em um candidato que apresenta esse tipo de “qualidade”?
# Para lembrar – Investir em obras estruturantes, principalmente para enfrentar e resolver a questão hídrica, é mais importante do que gastar recursos públicos desnecessários em grandiosas festas.
Prioridades existem justamente para indicar onde o dinheiro do contribuinte deve ser aplicado.
# Mofado – Tem político que não muda o discurso. Seria uma prova de que não se atualizou ou simplesmente passou quatro anos hibernando?
# Eleição – O apoio do prefeito Marcus Batista (Podemos) à candidatura de Rodrigo Cozivip (MDB) não teria incomodado alguns de seus aliados na Câmara Municipal, que também disputam uma vaga para a Assembleia Legislativa?
Na política, dizem que sangue do mesmo sangue não se questiona. Mas, quando chega a hora da eleição, até os aliados podem descobrir que o sangue político nem sempre corre pela mesma veia.

Leia mais:  Pinga-Fogo – 1ª edição de janeiro 2024
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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Agosto 2ª edição

Publicado

Por Zene Lagace

 

Viagem do titular e o terceiro reserva entra em campo

O prefeito de São Mateus, Marcus Batista (Podemos), foi dar um merecido rolê no exterior e, por isso, entrou em campo o seu reserva. Neste caso, o terceiro reserva, porque a vice-prefeita, Raquel Rocha (União), estava impedida de assumir devido à sua candidatura a deputada federal. Assim, o presidente da Câmara, Wanderlei Segantini (MDB), terceiro na linha de sucessão, foi quem assumiu a Prefeitura durante a ausência do titular.

Essas substituições temporárias pouco alteram os rumos da administração. Servem, muitas vezes, para tirar selfies, fazer fotos para a posteridade e dar um afago no ego. Algumas ações podem até ser combinadas, numa forma de valorizar o ocupante do cargo durante o curto período em que permanece no comando.

Às vezes, pode acontecer de o substituto assumir e sumir. Não foi o caso.

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Elenco

Em São Mateus, o transporte que levará os eleitos para a Assembleia Legislativa está, ao que parece, com lotação completa. Os novatos são o que se pode chamar de novidade e, supostamente, representam o início de uma renovação. São eles: o vereador Branco da Penal (PL); a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil); o ex-presidente do Sindserv, Erickson (PV); o ex-prefeito Daniel Santana (PP); Paulo Vitor (Agir) e Manu do Povão (Rede). Esses são os estreantes na disputa por uma vaga de deputado estadual.

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Outros nomes já participaram de eleições anteriores, como o veterano de campanhas Carlinhos Lyrio (Agir) e Rodrigo Cozivip (MDB).

Na disputa para deputado federal, entre nomes conhecidos e novidades, estão Freitas (PSB), Lera (Psol), Daniel Clóvis (Avante), Raquel (União Brasil) e um policial cujo nome ainda não consegui identificar.

O cardápio está sortido. Vai de autênticos a oportunistas e aventureiros. Mas, na democracia — até mesmo na chamada democracia relativa da esquerda —, todos têm o direito de disputar uma eleição. Até para síndico de condomínio.

 

Pode isso, Arnaldo?!

A tragédia no Nepal nos remete à tragédia política vivida por São Mateus. A “tsunami” Daniel Santana (PP) foi, para o município, uma verdadeira avalanche de problemas. Foram oito anos que, na avaliação de muitos, representaram atraso para São Mateus.

Foi muita lama que a Polícia Federal encontrou, mas a Justiça, até agora, não conseguiu retirar nem o político nem a lama deixada para trás.

Daniel da Açaí — pasmem! — é candidato a deputado estadual, apesar das acusações e suspeitas de ilícitos que marcaram sua trajetória política.

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Vereador Reverso

Milagres acontecem em São Mateus: Balanga Açaí virou Balanga Batista.

Um vereador que foi aliado visceral do ex-prefeito “Arrasa São Mateus”, ser aliado extremo do atual prefeito que é, justamente, contrário a tudo que o anterior fez. O vereador Balanga (PP) é o milagreiro!

 

EM TEMPO

# Fazer discurso em defesa da moralidade e, ao mesmo tempo, votar em Lula parece uma contradição.

# O vereador Vilmar do Seac (PSD) disse que a população é culpada e deve ser multada caso jogue lixo nas ruas, mesmo depois do trabalho da Prefeitura fazer a coleta do lixo e do entulho. É uma verdade. Mas é verdade também, culpar o eleitor que vota errado, mesmo sabendo que o seu escolhido tem mãos sujas e bolso largo.

#Até quando o cidadão vai continuar achando que o político é mais importante do que ele?

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