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Bolsa Família começa a ser pago nesta segunda (20); veja quem recebe primeiro

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Beneficiários com NIS final 1 recebem o Bolsa Família de julho nesta segunda-feira (20). Pagamento foi antecipado em 175 municípios

Beneficiários do Bolsa Família com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 recebem a parcela de julho nesta segunda-feira (20). O pagamento abre o calendário do mês, que seguirá de forma escalonada até o dia 31.

A exceção vale para moradores de 175 municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública. Nessas localidades, todas as famílias contempladas recebem nesta segunda, independentemente do número final do NIS.

Para os demais beneficiários, incluindo os moradores do Espírito Santo, a liberação continua seguindo o calendário regular da Caixa Econômica Federal. Ao todo, cerca de 19,3 milhões de famílias devem ser atendidas pelo programa em julho.

MORADORES DE 175 MUNICÍPIOS RECEBEM SEM ESPERAR O NIS

O pagamento foi unificado em cidades de seis estados afetadas por eventos climáticos e com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido.

A maior parte dos municípios contemplados fica no Rio Grande do Norte. São 120 cidades no estado. A medida também alcança 31 municípios da Paraíba, oito do Paraná, sete de Sergipe, seis de Roraima e três do Amazonas.

Nessas localidades, beneficiários com NIS terminado em 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0 também podem acessar o dinheiro nesta segunda-feira. A família não precisa solicitar a antecipação, pois a liberação ocorre de forma automática.

O Espírito Santo não aparece entre os estados incluídos na medida. Por isso, os beneficiários capixabas devem seguir a data correspondente ao último número do NIS.

CALENDÁRIO DO BOLSA FAMÍLIA DE JULHO

Para quem não mora nos municípios contemplados pela unificação, o pagamento é feito nos últimos dez dias úteis de julho. A cada dia, um novo grupo recebe a parcela.

Confira o calendário completo:

  • NIS final 1: 20 de julho;
  • NIS final 2: 21 de julho;
  • NIS final 3: 22 de julho;
  • NIS final 4: 23 de julho;
  • NIS final 5: 24 de julho;
  • NIS final 6: 27 de julho;
  • NIS final 7: 28 de julho;
  • NIS final 8: 29 de julho;
  • NIS final 9: 30 de julho;
  • NIS final 0: 31 de julho.
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O número usado para identificar a data aparece no cartão do programa. É preciso considerar o último algarismo do NIS antes do traço.

Não é necessário comparecer a uma agência exatamente no dia da liberação. Depois de depositado, o dinheiro permanece disponível na conta para saque ou movimentação digital.

VALOR DO BOLSA FAMÍLIA PODE PASSAR DE R$ 600

O programa garante um pagamento mínimo de R$ 600 por família. O valor final, no entanto, pode ser maior conforme a quantidade e a idade dos integrantes.

Famílias com crianças de até 6 anos recebem um adicional de R$ 150 por criança. Também há um acréscimo de R$ 50 para gestantes e para crianças e adolescentes com idade entre 7 e 18 anos incompletos.

O Benefício Variável Familiar Nutriz prevê seis parcelas de R$ 50 para famílias com bebês de até 6 meses. A quantia busca reforçar a alimentação da criança durante os primeiros meses de vida.

Os valores complementares podem ser acumulados quando mais de um integrante atende aos critérios. Por isso, duas famílias com o mesmo número de moradores podem receber parcelas diferentes.

A composição do pagamento pode ser consultada nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem. As plataformas mostram o valor liberado, os adicionais incluídos e a situação do benefício.

QUEM TEM DIREITO AO BOLSA FAMÍLIA

A principal regra para entrar no programa é ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O cálculo considera a soma de toda a renda da família dividida pela quantidade de moradores da casa.

Se quatro pessoas moram juntas e a renda total é de R$ 800, por exemplo, o valor por integrante é de R$ 200. Nesse caso, a família está dentro do limite de renda usado pelo programa.

Também é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico. As informações precisam estar corretas e atualizadas.

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A inscrição no CadÚnico não garante a entrada imediata no Bolsa Família. O governo analisa os dados cadastrados e seleciona as famílias que atendem aos critérios do programa.

O cadastro pode ser realizado nos postos municipais de atendimento ou nos Centros de Referência de Assistência Social, os Cras. O responsável familiar deve apresentar os documentos solicitados e informar quem mora na residência e qual é a renda de cada integrante.

As famílias beneficiárias também precisam cumprir compromissos relacionados à saúde e à educação. Entre eles estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, o acompanhamento pré-natal, a vacinação e o acompanhamento nutricional infantil.

QUEM CONSEGUIU EMPREGO PODE CONTINUAR RECEBENDO UMA PARTE

O aumento da renda familiar não provoca o cancelamento imediato do Bolsa Família em todas as situações. Algumas famílias podem ser incluídas na Regra de Proteção e continuar recebendo 50% do benefício durante um período de transição.

As condições mudam conforme a data de entrada na regra e o tipo de renda. Para famílias que ingressaram a partir de julho de 2025 e não possuem renda estável, o pagamento de metade do benefício pode continuar por até 12 meses, desde que a renda mensal não ultrapasse R$ 706 por pessoa.

Nos casos em que a família passa a receber uma renda considerada estável, como aposentadoria, pensão ou Benefício de Prestação Continuada para pessoa idosa, o prazo pode ser de até dois meses. O limite também é de R$ 706 por integrante.

Quem já estava na Regra de Proteção até junho de 2025 permanece submetido às condições anteriores. Para esse grupo, o pagamento de 50% pode continuar por até 24 meses, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 759.

A situação individual pode ser consultada pelos canais oficiais. Como existem regras diferentes, o recebimento por um ou dois anos não deve ser considerado automático para todas as famílias.

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Saiba quais produtos do ES podem ser impactados como nova taxação dos EUA

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Sobretaxa amplia as incertezas para o comércio exterior capixaba; Espírito Santo está entre os estados mais expostos ao novo ciclo tarifário dos Estados Unidos

A incerteza provocada pelos sucessivos anúncios de taxação do governo dos Estados Unidos afeta as exportações capixabas desde abril de 2025. Na última quarta-feira (15), a confirmação de uma nova tarifa adicional de 25% sobre uma lista de quase 500 produtos comercializados pelo Espírito Santo com o país norte-americano trouxe novas preocupações para o setor produtivo. Ao final da matéria, confira a linha do tempo das medidas tarifárias.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, o Espírito Santo está entre os estados brasileiros mais expostos ao novo ciclo tarifário, uma vez que os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Estado.

“A sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas brasileiras e norte-americanas. Em 2025, os Estados Unidos foram destino de 27% das exportações capixabas, o equivalente a US$ 2,8 bilhões, consolidando-se como o principal parceiro comercial do Espírito Santo”, explica.

Dados do Comex Stat, compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES, mostram que, considerando as exceções divulgadas pelo governo norte-americano, os produtos capixabas sujeitos à tarifa adicional de 25% somaram mais de US$ 230,1 milhões em exportações em 2025. O valor corresponde a 2,3% de toda a pauta exportadora do Espírito Santo e a 8,1% das vendas do Estado para os Estados Unidos.

A nova tarifa está prevista para entrar em vigor em 22 de julho. Entre os segmentos capixabas potencialmente mais impactados estão o de rochas naturais e o agronegócio.

Alguns tipos de pedras naturais, madeiras, nozes, peixes e ovos foram incluídos na lista de produtos submetidos à sobretaxa, enquanto outros itens relevantes para a economia capixaba ficaram de fora.

O presidente da FINDES destaca ainda que, ao mesmo tempo que a Federação e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) atuam pelo fortalecimento das relações comerciais com os Estados Unidos, as entidades também trabalham para diversificar a pauta exportadora e ampliar a presença do Espírito Santo no mercado internacional.

“Hoje, o Estado mantém relações comerciais com mais de 170 mercados. Avançar nessa diversificação é uma agenda estratégica para reduzir riscos, ampliar oportunidades e proteger a competitividade da indústria capixaba diante de possíveis impactos futuros no comércio internacional”, conclui Paulo Baraona.

Relação comercial do Espírito Santo com os EUA em 2025

  • US$ 2,8 bilhões exportações (2025)

  • 27% das exportações (2025)

  • US$ 1,4 bilhão em exportações (1º semestre de 2026)

  • 27,5% das exportações (1º semestre de 2026)

  • -17,2% exportações (1º semestre de 2026 x 1º semestre de 2025)

 
Confira a linha do tempo da Taxação dos EUA sobre produtos brasileiros:

  • 02 de abril de 2025: Donald Trump inicia o ciclo de tarifas recíprocas e inclui o Brasil na ofensiva comercial, com a aplicação de uma tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros.

  • 03 de junho de 2025: o governo norte-americano eleva de 25% para 50% as tarifas sobre as importações de aço, alumínio e seus derivados, com base na Seção 232. A nova alíquota entra em vigor em 4 de junho.

  • 30 de julho de 2025: Trump impõe uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros. Somada à tarifa recíproca de 10%, a medida eleva a tributação total de parte da pauta brasileira para 50%. O governo norte-americano também publica uma extensa lista de exceções.

  • 20 de novembro de 2025: após avanços iniciais nas negociações bilaterais, os Estados Unidos retiram determinados produtos agrícolas brasileiros da lista sujeita à tarifa adicional de 40%.

  • 20 de fevereiro de 2026: no mesmo dia, Trump anuncia uma sobretaxa global temporária de 10% sobre as importações norte-americanas, com vigência de 150 dias e fundamento na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. A medida entra em vigor em 24 de fevereiro.

  • 12 de março de 2026: em um processo paralelo, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) inicia investigações contra 60 economias, incluindo o Brasil, relacionadas à adoção e à aplicação de mecanismos para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado.

  •  1º de junho de 2026: o USTR conclui a investigação específica da Seção 301 sobre práticas comerciais brasileiras e propõe a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil, com uma lista de exceções.

  • 02 de junho de 2026: no processo paralelo relacionado ao trabalho forçado, o USTR propõe tarifas adicionais de 10% ou 12,5%, conforme a situação de cada economia investigada. Para o grupo no qual o Brasil foi incluído, a alíquota proposta é de 12,5%.

  • 22 de junho de 2026: termina o prazo para que empresas e entidades solicitem participação na audiência pública sobre a investigação específica contra o Brasil e apresentem um resumo de seus depoimentos.

  • 1º de julho de 2026: termina o prazo para o envio de manifestações escritas ao USTR sobre a proposta de tarifa adicional de 25%. Empresas e entidades apresentam argumentos contrários à aplicação da medida.

  • 6 e 7 de julho de 2026: o USTR realiza audiência pública com representantes dos setores privados brasileiro e norte-americano. Ao todo, 77 participantes prestam depoimentos sobre a proposta tarifária.

  • 15 de julho de 2026: os Estados Unidos confirmam a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, preservando exceções para determinados itens. A medida entra em vigor em 22 de julho de 2026.

Por Siumara Gonçalves

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Estudante de escola de aviação morre após “banho de óleo”

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Um engenheiro de 27 anos morreu em Ponta Grossa, no Paraná, após ter uma grave reação alérgica durante o tradicional ritual de “banho de óleo”; uma celebração de batismo comum em escolas de aviação para marcar o primeiro voo solo de um estudante.

A substância usada na comemoração tratava-se do óleo de motor de aeronave e foi aplicada por um instrutor da escola do pescoço para baixo do aluno, identificado como Gustavo Henrique Lara. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o jovem apresentou uma crise convulsiva seguida por três paradas cardiorrespiratórias.

O rapaz chegou a ser socorrido pelo Samu e foi levado a um hospital, mas não resistiu. O inquérito policial agora aguarda exames necroscópicos, toxicológicos e químicos para detalhar a composição do produto e confirmar a relação direta entre o ritual e o óbito.

O instrutor responsável pelo ato apresentou-se espontaneamente à delegacia e foi preso em flagrante por homicídio culposo, sendo liberado após o pagamento de fiança de R$ 3 mil, uma vez que a Polícia Civil não identificou, inicialmente, intenção de provocar a morte.

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Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou “seu mais profundo pesar” pelo falecimento do jovem piloto”. Também ressaltou que o fato ocorreu fora da área do CIAC.

– Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades – acrescentou.

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