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Medicina e Saúde

Cárie é contagiosa? Entenda o que a ciência diz

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cárie dentária é uma das doenças mais comuns em todo o mundo e afeta pessoas de todas as idades. Durante muito tempo, acreditou-se que ela surgia apenas por causa do consumo excessivo de açúcar ou da falta de higiene bucal.

Embora esses fatores sejam realmente importantes, as pesquisas científicas realizadas nas últimas décadas mostraram que o desenvolvimento da cárie é mais complexo do que se imaginava.

Hoje, sabe-se que determinadas bactérias presentes na boca desempenham um papel fundamental nesse processo e que elas podem ser transmitidas entre as pessoas por meio da saliva.

A cárie não passa de uma pessoa para outra, mas as bactérias sim

Essa descoberta levou muitas pessoas a se perguntarem se a cárie é uma doença contagiosa. A resposta exige uma explicação mais detalhada. O que a ciência demonstra é que as bactérias associadas ao desenvolvimento da cárie podem ser transmitidas de uma pessoa para outra. Isso significa que não é a cárie em si que passa de um indivíduo para outro, mas sim os microrganismos que aumentam o risco de seu aparecimento.

Entre as bactérias mais estudadas está o Streptococcus mutans, considerado um dos principais agentes envolvidos na formação das lesões de cárie.

Esse microrganismo possui características que o tornam especialmente eficiente na colonização dos dentes. Ele consegue aderir facilmente à superfície dental, formar placas bacterianas resistentes e produzir ácidos a partir dos açúcares consumidos na alimentação. Esses ácidos atacam o esmalte dos dentes e, ao longo do tempo, podem provocar a destruição dos tecidos dentários.

Diversos estudos científicos demonstraram que o Streptococcus mutans pode ser transmitido por meio da saliva. A transmissão ocorre com mais frequência entre mães e filhos, especialmente nos primeiros anos de vida da criança. Pesquisadores observaram que crianças cujas mães apresentam altos níveis dessa bactéria costumam adquirir os mesmos microrganismos mais precocemente. Esse processo é conhecido como transmissão vertical e é considerado uma das principais formas de disseminação das bactérias relacionadas à cárie.

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A transferência dos microrganismos pode ocorrer em situações bastante comuns do dia a dia. Compartilhar talheres, copos, garrafas ou canudos pode facilitar a passagem das bactérias de uma pessoa para outra. Da mesma forma, algumas práticas realizadas com bebês, como soprar a comida para esfriá-la ou limpar a chupeta com a própria boca antes de devolvê-la à criança, também podem favorecer essa transmissão. Embora muitas dessas atitudes pareçam inofensivas, elas aumentam o contato direto com a saliva e, consequentemente, com os microrganismos presentes nela.

Por que nem todo mundo desenvolve cárie?

No entanto, é importante compreender que a presença das bactérias não significa necessariamente que uma pessoa desenvolverá cárie. A doença é considerada multifatorial, ou seja, depende da interação de diversos elementos.

Além dos microrganismos, fatores como alimentação, higiene bucal, uso de flúor, qualidade da saliva e hábitos de vida influenciam diretamente o surgimento das lesões. Por esse motivo, duas pessoas podem ter contato com as mesmas bactérias e apresentar resultados completamente diferentes em relação à saúde bucal.

O consumo frequente de açúcar continua sendo um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da cárie. As bactérias utilizam os açúcares presentes nos alimentos para produzir ácidos que atacam os dentes. Quanto maior a frequência desse consumo, maior será a produção de ácidos e, consequentemente, o risco de danos ao esmalte dental. A escovação inadequada também contribui para o problema, pois permite que a placa bacteriana permaneça aderida aos dentes por períodos prolongados.

Outro aspecto fundamental é o papel do flúor. Esse mineral ajuda a fortalecer o esmalte dental e torna os dentes mais resistentes aos ataques ácidos produzidos pelas bactérias. O uso regular de creme dental fluoretado é considerado uma das medidas mais eficazes para prevenir a cárie.

Além disso, a saliva exerce uma função protetora importante, pois ajuda a neutralizar os ácidos e contribui para a remineralização dos dentes. Pessoas que apresentam redução na produção salivar podem ter maior vulnerabilidade ao desenvolvimento da doença.

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Os cuidados devem começar na infância

As pesquisas científicas mais recentes reforçam a importância da prevenção desde os primeiros anos de vida. Como a colonização precoce por bactérias cariogênicas está associada a um maior risco de cárie infantil, muitos especialistas recomendam que os cuidados com a saúde bucal comecem ainda durante a gestação e continuem após o nascimento da criança.

O tratamento adequado das cáries dos pais e a manutenção de bons hábitos de higiene podem reduzir significativamente a quantidade de bactérias presentes na boca e diminuir a possibilidade de transmissão.

A conscientização sobre esse tema é importante porque muitas pessoas ainda acreditam que a cárie é causada exclusivamente pela ingestão de doces. Embora o açúcar seja um fator relevante, a doença resulta de uma combinação complexa de elementos biológicos, comportamentais e ambientais.

Entender que as bactérias podem ser transmitidas ajuda a reforçar a necessidade de cuidados preventivos não apenas para a própria saúde, mas também para a proteção das pessoas com quem convivemos diariamente.

Portanto, quando se pergunta se a cárie é contagiosa, a resposta mais adequada é que as bactérias responsáveis pelo seu desenvolvimento podem ser transmitidas entre as pessoas. Entretanto, a simples presença desses microrganismos não é suficiente para causar a doença. O aparecimento da cárie depende da interação entre bactérias, alimentação, higiene bucal, exposição ao flúor e outros fatores individuais. Dessa forma, a prevenção continua sendo a melhor estratégia para manter a saúde dos dentes.

Escovar os dentes corretamente, utilizar fio dental, reduzir o consumo excessivo de açúcar, realizar consultas periódicas ao dentista e evitar a troca desnecessária de saliva são medidas simples que ajudam a proteger a saúde bucal e reduzir o risco de desenvolvimento da cárie ao longo da vida.

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Hepatites virais também podem atacar os rins e pouca gente sabe disso

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As hepatites virais são conhecidas principalmente por acometerem o fígado. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que essas infecções também podem comprometer outros órgãos, incluindo os rins.

Na prática clínica, percebo que essa é uma informação que surpreende muitos pacientes e reforça uma mensagem importante: nosso organismo funciona de forma integrada, e uma doença nem sempre permanece restrita ao órgão onde ela começou.

Como as hepatites B e C podem causar lesões renais

As hepatites B e C são as que mais frequentemente apresentam repercussões renais. Em algumas pessoas, o vírus desencadeia uma resposta do sistema imunológico que acaba atingindo os glomérulos, pequenas estruturas dos rins responsáveis por filtrar o sangue.

Imagine um filtro de água extremamente delicado: quando ele sofre uma inflamação contínua, perde eficiência e começa a permitir a passagem de substâncias que deveriam permanecer no organismo, como as proteínas.

Em muitos casos, o acometimento renal não provoca dor. Os primeiros sinais podem ser discretos, como espuma persistente na urina, inchaço nas pernas, aumento da pressão arterial ou alterações detectadas apenas em exames laboratoriais. Essa característica silenciosa faz com que muitas pessoas convivam com a doença sem perceber.

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Nas últimas décadas, a medicina avançou de forma impressionante. Hoje, medicamentos antivirais modernos conseguem controlar e eliminar a infecção, reduzindo significativamente o risco de complicações hepáticas e renais. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de preservar tanto a função do fígado quanto a dos rins.

Prevenção e acompanhamento são fundamentais

A prevenção continua sendo a melhor estratégia. A vacinação contra a hepatite B é uma das maiores conquistas da saúde pública e representa uma forma eficaz de evitar uma doença que pode trazer consequências para diversos órgãos. Além disso, medidas como não compartilhar objetos perfurocortantes, utilizar preservativos e realizar testes quando houver fatores de risco contribuem para reduzir a transmissão das hepatites virais.

Na prática clínica, observo que muitos pacientes só descobrem alterações renais durante a investigação de outra doença. Por isso, pessoas com hepatite B ou C devem conversar com seu médico sobre a necessidade de acompanhamento da função renal por meio de exames simples, como creatinina, exame de urina e pesquisa de proteína na urina.

As hepatites virais não afetam apenas o fígado. Conhecer essa relação permite identificar complicações precocemente e iniciar tratamentos que mudaram de forma significativa a história natural da doença. Quando falamos em hepatites, proteger os rins também faz parte do cuidado.

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Campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos tem início em julho no Espírito Santo e Dia D será em 17 de outubro

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A vacinação antirrábica é uma medida de prevenção coletiva, contribuindo para a manutenção do controle da doença e para a proteção da saúde humana e animal

A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos de 2026 tem início neste mês de julho nos municípios capixabas. A estratégia será desenvolvida até outubro, tendo o Dia D de mobilização previsto para 17 de outubro.

A vacinação de cães e gatos é considerada a principal medida para interromper a circulação do vírus da raiva no ambiente urbano e proteger tanto os animais quanto a população. A recomendação é que a campanha seja iniciada pelas áreas rurais e localidades mais distantes dos centros urbanos, avançando posteriormente para bairros mais populosos, formando um cinturão de proteção sanitária.

Nos últimos três anos, mais de 1,7 milhão de cães e gatos foram vacinados durante as campanhas realizadas no Espírito Santo. Em 2023, foram imunizados 582.206 animais. Em 2024, 558.361 e em 2025, 560.538, sendo 449.307 cães e 111.231 gatos. A meta é que os municípios alcancem cobertura vacinal mínima de 80% da população canina, percentual considerado necessário para reduzir o risco de transmissão da doença.

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A situação epidemiológica da raiva no Espírito Santo permanece sob vigilância permanente. Desde que o Estado passou a atingir coberturas vacinais adequadas, houve redução expressiva dos casos de raiva humana.

Segundo dados da Secretaria da Saúde (Sesa), o último caso humano transmitido por cão foi registrado em 2001, e o último caso humano relacionado a morcego ocorreu em 2003. Em felinos, o último registro da doença foi em 2011. Apesar desse cenário, a circulação do vírus continua sendo identificada em morcegos e herbívoros, o que reforça a necessidade da vacinação anual dos animais domésticos.

Devem ser vacinados cães e gatos a partir de três meses de idade. Animais vacinados pela primeira vez devem receber uma dose de reforço após 30 dias, conforme orientação técnica, e posteriormente ser revacinados anualmente para manutenção da proteção.

Durante a campanha, os municípios definirão os locais, datas e horários de vacinação, que serão divulgados pelas respectivas secretarias municipais de Saúde.

A população deve acompanhar os canais oficiais de seu município para obter essas informações.

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