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Celular de Vorcaro tinha 5 mil arquivos de conteúdo sexual

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A Polícia Federal (PF) localizou cerca de 5 mil arquivos com nudez e sexo explícito no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O material foi enviado para análise de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O conteúdo soma 500 gigabytes e está sob restrição da Suprema Corte para que não haja exposição de dados não relacionados às investigações. A informação foi obtida pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

De acordo com os investigadores, entre os materiais estão fotos, vídeos e áudios distribuídos em pastas e conversas. Os ministros afirmam que não há prazo para a finalização do trabalho de análise.

Os ministros que tiveram acesso a uma cópia do material são Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. O conteúdo original segue sob custódia da PF.

O aparelho do banqueiro foi apreendido em novembro do ano passado, como um dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura acusações de diversos crimes relacionados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

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Coleta de sementes nativas reforça restauração da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo

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Rede Rio Doce de Sementes e Mudas reúne 354 espécies nativas utilizadas nas ações de restauração ambiental, como parte das ações realizadas pela Samarco em cumprimento ao Novo Acordo do Rio Doce

 

Às vésperas do Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, a Rede Rio Doce de Sementes e Mudas reforça o papel da restauração florestal na recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce. Estruturada pelos programas de reparação realizados pela Samarco, como parte das ações ambientais previstas no Novo Acordo do Rio Doce, a iniciativa segue em expansão e já soma mais de 185 toneladas de sementes nativas da Mata Atlântica coletadas desde o início do projeto em Minas Gerais e no Espírito Santo. A Rede reúne cerca de 1.250 coletores ativos, organizados em 33 núcleos nos dois estados.

 

O trabalho conecta conservação da biodiversidade e geração de renda, a partir da participação de comunidades na coleta de sementes nativas. O banco de sementes reúne 354 espécies da Mata Atlântica utilizadas nas ações de restauração ambiental e o material coletado é destinado à semeadura direta, produção de mudas e recomposição de áreas degradadas em larga escala. Desde a criação da Rede, aproximadamente R$ 16,4 milhões já foram destinados aos coletores de sementes, contribuindo para a geração de renda e a valorização do conhecimento das populações envolvidas.

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Para o analista de Meio Ambiente da Samarco, Antonio Sergio Cardoso Filho, o trabalho desenvolvido pela Rede demonstra que a restauração ambiental gera resultados mais consistentes quando alia a conservação da biodiversidade ao protagonismo das comunidades locais. “Cada semente coletada representa uma oportunidade de recuperar a Mata Atlântica e acelerar a restauração ecológica da Bacia do Rio Doce. Mais do que recompor áreas degradadas, a Rede fortalece a cadeia produtiva da restauração, valoriza o conhecimento das comunidades locais, gera renda e promove um modelo em que conservação da biodiversidade e desenvolvimento social caminham juntos”, destacou.

Espírito Santo amplia a coleta de sementes nativas

No Espírito Santo, a Rede atua nos municípios de Alto Rio Novo e Linhares. Em Alto Rio Novo, o aumento do engajamento da Associação de Coletores de Sementes Nativas resultou na triplicação do quantitativo de sementes coletadas. Foram 3 toneladas em 2025, e a previsão para 2026 é de 10,5 toneladas.

 

 

A produção de mudas da Samarco

Um dos locais onde a Samarco produz mudas para ações de reflorestamento e recuperação é o Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal (Cedasf), voltado ao cultivo de mudas para plantios de reparação e compensação. Localizado na Vila Residencial Antônio Pereira (Ouro Preto), e implantado em 2019, o viveiro alcançou em 2026 capacidade superior a 300 mil mudas por ano. Desde a implantação, já foram produzidas cerca de 1 milhão de mudas, sendo mais de 500 mil só no biênio 2025-2026, com espécies nativas da bacia do Rio Doce. O destaque são os ipês e quaresmeiras, as espécies mais procuradas para doação.

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As mudas atendem a plantios compensatórios (como os da Licença de Operação Corretiva – LOC), reparatórios (trechos de 1 a 11) e campanhas ambientais, como a do Dia da Árvore, além de doações à população e a instituições como a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). São cerca de 1,9 mil hectares de plantios vinculados às licenças da empresa, muitos limítrofes a unidades de conservação, como os parques estaduais da Serra do Brigadeiro e do Itacolomi.

“O Cedasf é uma ferramenta viva de recuperação para toda a Bacia do Rio Doce. Cada muda produzida aqui ajuda a reparar, compensar e reflorestar áreas da região, priorizando espécies nativas, muitas ameaçadas de extinção. Também é um espaço de educação ambiental, levando esse conhecimento à população”, destaca o analista de Meio Ambiente Ezequiel Faria, responsável pelo Cedasf.

Em Anchieta (ES), a Samarco mantém cultivo de mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangue-preto (Avicennia schaueriana), para atender a uma condicionante do Ibama, de plantio de 14 hectares limítrofe a uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). A meta é produzir 14 mil mudas até meados do ano que vem.

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Aluno de 12 anos é espancado após ser xingado de “neguinho” em escola do DF

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Um episódio de extrema violência e discriminação racial abalou a comunidade escolar de São Sebastião na última sexta-feira (11/9). Um estudante de 12 anos foi brutalmente espancado por outro aluno, matriculado no 7º ano, dentro das dependências de uma instituição da rede pública de ensino. Antes de ser agredido fisicamente, o menino foi alvo de ofensas racistas, sendo verbalmente atacado com termos como “preto” e “neguinho”.

De acordo com os relatos sobre a ocorrência, a violência verbal evoluiu rapidamente para o confronto físico. A discussão inicial deu lugar a esbarrões e troca de empurrões no pátio até que o agressor derrubou a vítima no chão. Uma ocorrência foi aberta pela mãe da vítima na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), que apura o caso.

Em seguida, o jovem passou a desferir uma série de socos e chutes direcionados principalmente ao rosto, ombros e costas do estudante, que não conseguiu se defender. A briga só teve fim quando um terceiro aluno interveio para separar os dois. Ao saber da briga, a Secretaria de Educação instaurou procedimento interno para apurar todas as circunstâncias do caso e irá transferir o aluno agressor para outra escola.

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Imagens e lesões

A coluna teve acesso a registros em vídeo que mostram a gravidade do ocorrido. Nas imagens, é possível observar uma multidão de alunos se aglomerando ao redor da cena, assistindo ao ato de violência sem intervir imediatamente.

 

A mãe da vítima documentou os hematomas resultantes do espancamento. As fotografias mostram marcas e manchas roxas espalhadas pelo corpo do menino, com lesões visíveis nos braços, costas, ombros e na região facial.

 

O advogado da família da vítima, Lucas Fagner Fernandes Pereira, manifestou indignação diante do ocorrido: “É estarrecedor que uma criança, dentro do ambiente escolar, seja vítima de racismo e de tamanha violência física justamente onde deveria estar protegida. As crianças são o futuro da humanidade, mas que futuro estamos construindo quando a infância já é marcada pelo racismo e pela violência? A família nos constituiu e buscaremos respostas e a apuração das responsabilidades perante todos os órgãos competentes”, disse.

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