conecte-se conosco


Brasil

Exame toxicológico passa a ser exigido para quem vai tirar a primeira CNH; entenda a nova regra

Publicado

Os brasileiros que pretendem tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) precisam ficar atentos a uma importante mudança na legislação de trânsito. O exame toxicológico passou a ser obrigatório para candidatos que desejam obter a primeira habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis).

A medida amplia uma exigência que anteriormente era aplicada apenas aos motoristas profissionais das categorias C, D e E. A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Quem precisa fazer o exame?

A nova regra vale para todos os candidatos que estão iniciando o processo para obter a primeira CNH nas categorias A e B. Motoristas profissionais das categorias C, D e E continuam obrigados a realizar o exame, conforme já previa a legislação anterior.

Como funciona o exame toxicológico?

O teste é realizado por meio da coleta de cabelo ou pelos corporais e tem como objetivo identificar o uso de substâncias psicoativas em um período prolongado. Diferentemente de exames tradicionais de sangue ou urina, o toxicológico consegue detectar o consumo ocorrido nos últimos meses.

Leia mais:  Homem é preso após sequestrar ônibus com passageiros em SP

A análise possui uma janela de detecção mínima de 90 dias, podendo alcançar até 180 dias dependendo do material coletado.

Quais substâncias podem ser detectadas?

Entre as principais substâncias identificadas pelo exame estão:

  • Cocaína;
  • Maconha;
  • Anfetaminas;
  • Ecstasy;
  • Opiáceos e derivados.

O que acontece se o resultado for positivo?

Caso o exame apresente resultado positivo, o candidato não poderá prosseguir com o processo de obtenção da CNH até regularizar a situação. Em alguns casos, é possível solicitar contraprova ou apresentar justificativas médicas, dependendo da substância detectada e das normas aplicáveis.

Qual o valor do exame?

O custo varia de acordo com a região e o laboratório credenciado. Atualmente, o preço costuma ficar entre R$ 100 e R$ 160 em grande parte do país.

Objetivo é aumentar a segurança no trânsito

Segundo os órgãos de trânsito, a nova exigência busca reforçar a segurança nas ruas e rodovias, identificando o uso recorrente de substâncias que possam comprometer a capacidade de dirigir, como atenção, reflexos e tomada de decisões ao volante.

Com a mudança, quem pretende tirar a primeira habilitação deverá incluir o exame toxicológico entre as etapas obrigatórias do processo, juntamente com os exames médico e psicológico, aulas teóricas e práticas e as provas de legislação e direção.

Leia mais:  Nascidos em janeiro já podem atualizar dados no Caixa Tem. Saiba como fazer!

publicidade

Brasil

Especialista diz que “pjotização” deve aumentar com fim da 6×1

Publicado

A aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1 pode elevar os custos das empresas e acelerar a chamada “pejotização” no Brasil. A análise é do pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), Fernando de Holanda Barbosa Filho, que aponta riscos econômicos caso a medida seja aprovada na Câmara dos Deputados.

Segundo o pesquisador, reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais representa uma queda de 9% no tempo disponível do empregado. Esse fator deve diminuir a produtividade mensal e aumentar os custos para o empregador.

— A produtividade total desse trabalhador por mês vai cair (…). Isso significa que somente a redução do trabalho daria um aumento de 10% no custo do trabalho — afirmou em entrevista à CNN.

Ao somar os dois dias de descanso remunerado previstos, o impacto total nos custos corporativos pode alcançar 20%. Para mitigar as perdas, as empresas tendem a repassar o valor aos preços dos produtos e serviços, o que pode pressionar a inflação e afetar o consumidor.

Leia mais:  Mais de 2.700 celulares foram roubados e furtados por dia em todo o país em 2022

Barbosa Filho alerta que as companhias buscarão alternativas para evitar o prejuízo. Entre as saídas prováveis estão a informalidade, o fim de vínculos de emprego e a migração de trabalhadores para o modelo PJ, abrindo CNPJs para prestar serviços de forma terceirizada.

O especialista também alerta que a PEC pode aumentar a rotatividade no mercado.

— Obviamente, a empresa vai buscar a alternativa. A alternativa pode ser a informalidade, pode ser a quebra do vínculo de trabalho (…). O risco que a gente tem hoje em dia da PEC é que uma parte desse aumento de custo vire rotatividade, uma parte vire o trabalhador migrar para a informalidade — alertou.

Propostas no Congresso sugerem ampliar o teto do MEI para atenuar os impactos. Contudo, o economista pondera sobre os riscos da medida.

— Você abrir mais espaço para o MEI, que tem um grande subsídio na Previdência, vai contra o equilíbrio fiscal do governo e, ao mesmo tempo, você acaba fortalecendo um tipo de vínculo que não é aquele vínculo formal com carteira — finalizou.

Leia mais:  Viação Águia Branca contrata motoristas

Continue lendo

Brasil

Rochas brasileiras projetam o Brasil no mercado global

Publicado

Setor atingiu o melhor resultado de sua história, impulsionado pela valorização do produto brasileiro no mercado global e por uma estratégia consistente de promoção comercial e diversificação de destinos. Feiras ganham relevância no setor

Poucas indústrias brasileiras conseguem reunir, simultaneamente, capilaridade produtiva, forte presença internacional e capacidade de agregar valor como o setor de rochas naturais. Impulsionada por uma combinação de riqueza geológica, organização institucional e avanço comercial, a indústria nacional consolidou em 2025 o melhor desempenho da sua história e reforçou seu papel como segmento estratégico para a economia brasileira.

O recorde histórico alcançado pelo setor ajuda a dimensionar essa força. As exportações brasileiras de rochas naturais fecharam 2025 com faturamento de US$ 1,48 bilhão, um crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior. As vendas externas somaram 2,11 milhões de toneladas, salto de 2,9% na comparação com 2024, em um movimento sustentado não apenas por volume, mas também pela valorização do produto brasileiro, refletida com o aumento de 14,2% no preço médio das exportações.

“Os números impressionam, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço”, avaliou Tales Machado, presidente da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). “Se esses materiais tivessem mantido o ritmo de vendas do primeiro semestre, o setor poderia ter alcançado um faturamento próximo de US$ 1,6 bilhão em 2025”, completou.

O resultado consolida um novo patamar para uma cadeia produtiva que vai além da extração mineral. O setor brasileiro de rochas naturais passou a atrair os olhares e a ocupar mais espaço em mercados de arquitetura, construção e design, ampliando a especificação de materiais de alto valor agregado e fortalecendo sua presença em iniciativas internacionais.

A liderança dessa indústria tem endereço conhecido em território nacional. O Espírito Santo permanece como principal polo, concentrando 78,5% das exportações brasileiras em 2025. O eixo central dessa indústria, entretanto, divide o protagonismo com outros polos nacionais. O destaque vai para o Ceará que registrou alta de 141,3% nas exportações, chegando a um share de 7,4%. O resultado foi impulsionado pela produção de quartzitos, hoje considerada a rocha natural mais importante para a indústria brasileira e representando cerca de metade de todas as exportações do setor, por aliar a estética do mármore à resistência do granito.

Leia mais:  Redes sociais influenciam voto de 45% da população, aponta pesquisa

Apesar do crescimento acelerado do estado nordestino, é Minas Gerais que ocupa a segunda colocação no ranking nacional, com uma fatia de 9,1% das exportações brasileiras em 2025, sustentado por um perfil produtivo voltado a nichos específicos, como a ardósia. “O compromisso de manter diálogo próximo com os polos produtivos é fundamental para sustentar a força e a competitividade da indústria brasileira de rochas”, afirmou o superintendente da Centrorochas, Giovanni Francischetto

Mercados estratégicos e demanda internacional

O mapa produtivo conecta o Brasil a alguns dos maiores centros consumidores do planeta. Os Estados Unidos mantiveram, em 2025, a posição de principal comprador das rochas naturais brasileiras, respondendo por 53,6% das exportações, com faturamento de US$ 795 milhões. A relação com o país é estratégica para a indústria nacional, mesmo após o ambiente de instabilidade provocado pelas tarifas adicionais impostas em 2025.

De acordo com a Centrorochas, a intensificação do trabalho de diplomacia, conduzido pelo setor desde o anúncio das tarifas alfandegárias, tornou-se parte central da estratégia comercial. “É fundamental mantermos uma agenda contínua de posicionamento, ampliando a presença e a especificação dos materiais brasileiros, especialmente no segmento high-end”, destacou Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorochas.

A China ocupou o segundo lugar, com US$ 260,1 milhões e participação de 17,5%, o que reforçou sua relevância estratégica. As exportações brasileiras para o país asiático cresceram de US$ 154,9 milhões em 2021 para US$ 260,1 milhões em 2025, movimento puxado principalmente pela demanda por granito, seguido por quartzito e mármore.

Completando o ranking, a Itália registrou US$ 117,7 milhões e crescimento expressivo de 42,2% no período. México, Reino Unido e Espanha compõem o grupo dos principais mercados compradores, evidenciando uma expansão geográfica que reduz dependências históricas e amplia oportunidades comerciais.

Importância e consolidação do mercado interno

A indústria também vem ampliando sua consolidação interna e seu papel de atuação como um ecossistema integrado, que reúne desde pedreiras, empresas de mineração e marmorarias até segmentos de arquitetura, tecnologia e design. Neste sentido, eventos como a Marmomac Brazil, realizada em São Paulo, têm reforçado essa conexão entre os diversos atores da cadeia, funcionando como plataformas de negócios e posicionamento. Considerada a principal feira do setor e única edição realizada fora da Itália, a Marmomac reuniu mais de 180 marcas expositoras, recebeu cerca de 15 mil visitantes de 70 países e consolidou São Paulo como plataforma internacional de conexão do mercado.

Leia mais:  Nascidos em janeiro já podem atualizar dados no Caixa Tem. Saiba como fazer!

A Rodada de Negócios promovida durante o evento deixou evidente a estratégia de diversificação. A iniciativa, conduzida pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do Projeto Comprador, no âmbito do programa setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone, reuniu compradores de sete países: Austrália, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Índia, Itália, México e Polônia. A ação contou ainda com a parceria da Marmomac Brazil na atração de compradores internacionais, ampliando o alcance da rodada. Como resultado, foram gerados US$ 1,9 milhão em negócios imediatos, além da projeção de outros US$ 3,7 milhões em contratos futuros. Cinco compradores do Oriente Médio e da Índia não possuíam qualquer relação comercial anterior com o Brasil, evidenciando a abertura de novas frentes para o setor.

Outra agenda relevante será a Cachoeiro Stone Fair 2026, realizada de 25 a 27 de agosto de 2026, em Cachoeiro de Itapemirim (ES). É uma das feiras mais tradicionais e importantes do Brasil no setor de rochas naturais, reunindo mais de 200 marcas expositoras e cerca de 15 mil visitantes do Brasil e de mais de 25 países. A edição deste ano será expandida para oferecer uma dinâmica de negócios mais estratégica e alinhada aos principais eventos internacionais.

Para Flavia Milaneze, CEO da Milanez & Milaneze, empresa responsável pela realização de ambas as feiras, esse movimento é parte de um plano estruturado de expansão. “Temos trabalhado para, cada vez mais, consolidar nosso papel de plataforma que conecta fornecedores e compradores, gerando negócios, promovendo network e ampliando as oportunidades de experiência e de geração de conteúdo qualificado”, diz a executiva. “Não há dúvidas de que essa indústria é um ativo estratégico da economia brasileira, tanto para interna quanto para projetar o Brasil no comércio global”, finaliza.
 

Flavia Milaneze, CEO da Milanez & Milaneze

Tales Machado, presidente do Centrorochas

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana