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Documentário ‘Engenho de Farinha do Seu Dato – Tradição e Resistência’ é lançado em Itapema

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Até algumas décadas atrás, a região de Itapema contava com uma quantidade significativa de engenhos dedicados à produção de farinha de mandioca. Atualmente, não mais que meia dúzia desses engenhos seguem em funcionamento e ajudam a manter uma tradição importante na formação da identidade sociocultural da região. Em Itapema, o Engenho de Farinha do Seu Dato mantém viva a tradição no bairro Sertão do Trombudo.  É sobre a atividade deste espaço que trata o documentário ‘Engenho de Farinha do Seu Dato – Tradição e Resistência’, produzido a partir de iniciativa privada com a direção do Jornalista Ricardo Zanon em parceria com a produção da turismóloga Neli Lenzi e locução de JulianaVieira. 

 O Engenho de Farinha do Seu Dato foi fundado pelo pai de Deodato Aprizio Rocha, conhecido na região como Seu Dato. O engenho centenário é um dos últimos remanescentes dos 51 engenhos que existiam na região até o final do século XVIII. A safra da farinha ocorre geralmente entre maio e agosto/setembro, produzindo toneladas de farinha comercializadas no local. Atualmente, o local é mantido por seu genro, Pedro Melzi, e sua filha, Salete Rocha Melzi, preservando instrumentos seculares e a cultura açoriana na região. 

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O Documentário Engenho Seu Dato é um importante registro audiovisual do último engenho de farinha ainda atuante na cidade de Itapema e visa contribuir para a salvaguarda da memória afetiva, emocional, histórica e cultural deste espaço, das famílias tradicionais e deste patrimônio imaterial. O documentário exalta um importante movimento cultural do litoral catarinense e perpetuado por grupos familiares que resistiram em seguir exercendo estes saberes através das gerações. 

Patrimônio Imaterial

No dia 11 de março de 2026, o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a farinha artesanal de mandioca do litoral de Santa Catarina como patrimônio cultural imaterial do Brasil. 

Assista o documentário aqui: https://youtu.be/FBlHPBJPibA?feature=shared

Localização do Engenho de Farinha: Estrada Geral do Bairro Sertão do Trombudo, nº 6166, Itapema – SC.

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Izabella Camargo expõe rejeição na Globo após decisão judicial

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Izabella Camargo, jornalista e ex-apresentadora da Globo, revelou detalhes sobre sua volta à emissora após decisão judicial. Em novembro de 2018, a profissional foi demitida após afastamento médico e, ao retornar, sofreu rejeição por parte de seus colegas.

Em entrevista à coluna de Flávio Ricco, na LéoDiasTV, a jornalista relembrou o seu desligamento da emissora, que ocorreu após ela voltar da licença médica por causa da síndrome de Burnout, doença provocada por esgotamento físico e mental em decorrência do trabalho e que ainda era pouco discutida na época.

Após o desligamento, a assessoria da Globo chegou a afirmar que “o motivo pelo qual deixou de trabalhar na TV Globo não guarda relação com as razões que a levaram a tirar licença médica”. Mas, tempos depois, Izabella entrou na Justiça e chegou até a ser recontratada após decisão judicial, em 2019. No entanto, a recepção de alguns de seus colegas após o retorno não foi das melhores.

– Quando eu volto reintegrada, eu tenho que voltar pela escada de emergência. As pessoas me evitavam no corredor. Porque, até então, eu representava uma pessoa que estava falando sobre a cultura do Brasil, representada por aquela empresa – disse.

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A jornalista comenta ainda que, ao retornar para a Globo, passou a exercer uma função “inferior” a que fazia antes de seu afastamento.

– E aquilo também contribuiu para o retorno do adoecimento, que é quando eu peço para sair – explica.

 

RELEMBRE O CASO

Em 2018, a jornalista estava à frente de dois telejornais da empresa: Hora Um e o Bom Dia Brasil. O episódio se deu quando, no ar, a apresentadora esqueceu qual era a capital do Paraná, em caso descrito como “apagão”.

– Eu não conseguia dirigir e não conseguia compreender texto – relatou Camargo.

– O neurologista Fernando Gomes de Melo me atendeu, e eu mostrava para ele textos com vários grifos e falava: “Doutor, eu não consigo entender o que está escrito aqui”.

A comunicadora também relatou que os sintomas do estresse vivido perduraram por anos depois do episódio.

– Na iminência de atrasar um minuto, mesmo que não seja ao vivo, eu já começo a transpirar (…). Até hoje eu ainda me sinto ameaçada quando estou perto de chegar no horário – explicou.

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Música nº 1 no Spotify perde 500 mil reproduções após suspeita de manipulação; entenda

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Spotify retirou mais de 500 mil reproduções da música “Earrings”, de Malcolm Todd, após identificar indícios de manipulação por bots. Entenda o caso

Spotify removeu mais de 500 mil reproduções da música “Earrings”, do cantor norte-americano Malcolm Todd, após identificar indícios de manipulação nos números de execução da faixa. A canção havia alcançado o primeiro lugar entre as músicas mais ouvidas da plataforma nos Estados Unidos.

Segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, a plataforma identificou um aumento considerado suspeito nas reproduções e decidiu atualizar o ranking após concluir uma investigação interna. O caso também chamou atenção por envolver apostas feitas antes mesmo da música atingir o topo da parada.

O QUE ACONTECEU?

Lançada originalmente em 2024, “Earrings” voltou a ganhar força nas redes sociais e registrou um crescimento repentino nas reproduções nos Estados Unidos.

De acordo com o Financial Times, os streams da música aumentaram cerca de 70% entre domingo (28) e segunda-feira (29), levando a faixa ao primeiro lugar do ranking diário do Spotify no país.

Após analisar os dados, a plataforma removeu mais de meio milhão de reproduções consideradas suspeitas. Com isso, a música deixou de ocupar a liderança e passou para a quarta posição na parada daquele dia.

POR QUE O SPOTIFY REMOVEU AS REPRODUÇÕES?

Segundo o Spotify, as reproduções excluídas apresentavam indícios de terem sido geradas por bots, sistemas automatizados capazes de reproduzir músicas repetidamente para inflar artificialmente os números de audiência.

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A empresa informou que possui mecanismos para identificar esse tipo de atividade e afirmou que não realiza pagamentos de royalties sobre reproduções classificadas como manipuladas.

Até o momento, não há indicação de que Malcolm Todd ou integrantes de sua equipe tenham participado ou autorizado qualquer tentativa de aumentar artificialmente os números da música.

QUAL É A RELAÇÃO COM AS APOSTAS?

Outro fator que chamou atenção foi a coincidência entre o crescimento da música e movimentações registradas na plataforma de mercado de previsões Kalshi.

Dias antes da divulgação do ranking, apostadores indicavam uma probabilidade muito baixa de Malcolm Todd alcançar o primeiro lugar no Spotify dos Estados Unidos até o fim de junho.

Mesmo assim, algumas apostas foram feitas nesse sentido e acabaram sendo vencedoras quando “Earrings” apareceu na liderança da plataforma.

Segundo o Financial Times, após a remoção das reproduções consideradas irregulares, a música teria ocupado apenas a quarta colocação naquele dia. Como o resultado original já havia sido utilizado pela Kalshi, os pagamentos das apostas já tinham sido realizados.

O SPOTIFY SE MANIFESTOU?

Em nota, o Spotify afirmou que os serviços de streaming enfrentam tentativas constantes de manipulação e que investe em sistemas para identificar atividades irregulares.

A empresa reiterou que reproduções consideradas artificiais são removidas da plataforma e não geram pagamento de royalties aos detentores dos direitos das músicas.

Além disso, o Spotify informou que solicitou à Kalshi a retirada de seu logotipo do site e do aplicativo da plataforma de apostas, esclarecendo que seus produtos não possuem qualquer endosso da empresa.

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MALCOLM TODD É INVESTIGADO?

As reportagens publicadas até o momento destacam que não existem indícios de participação do cantor ou de sua equipe na suposta manipulação das reproduções.

A investigação mencionada envolve apenas a origem dos streams considerados suspeitos e a movimentação incomum observada nas apostas relacionadas ao desempenho da música.

COMO FUNCIONA A MANIPULAÇÃO DE STREAMS?

A manipulação de reproduções é um problema antigo enfrentado pelas plataformas de streaming.

Em muitos casos, programas automatizados são utilizados para executar uma mesma música milhares de vezes, aumentando artificialmente sua popularidade e, consequentemente, a remuneração gerada por direitos autorais.

Segundo especialistas, o avanço de ferramentas de inteligência artificial e de automação tornou esse tipo de prática ainda mais sofisticado, exigindo mecanismos cada vez mais rigorosos para detectar atividades suspeitas.

CASO ACENDE ALERTA PARA O MERCADO

Além de levantar discussões sobre fraudes em plataformas de streaming, o episódio também reacendeu o debate sobre mercados de previsões e apostas envolvendo eventos culturais.

Embora o Spotify tenha atualizado seus rankings após a investigação, o caso passou a ser acompanhado por especialistas por reunir dois temas em crescimento: a manipulação de métricas digitais e o aumento das plataformas de apostas baseadas em previsões de acontecimentos futuros.

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