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Segurança

Mãe é suspeita de queimar as mãos do filho com colher quente como castigo

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Uma mulher de 25 anos foi detida no sábado (4), na zona rural de Sooretama, no Norte do Espírito Santo, suspeita de queimar as mãos do filho usando uma colher quente como castigo. O caso foi descoberto após uma denúncia de maus-tratos acompanhada pelo Conselho Tutelar.

A Polícia Militar foi acionada e encontrou a criança com queimaduras nas palmas das mãos. A mãe confessou que utilizou uma colher quente como forma de castigo porque suspeitava que ele tivesse participado de um furto.

A suspeita foi detida e encaminhada à Delegacia Regional de Linhares. Ela foi ouvida e liberada, já que a autoridade policial não identificou elementos suficientes para realizar a prisão em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, o caso seguirá sob investigação da Delegacia de Polícia de Sooretama.

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Segurança

Delegado da PF morre após ser atingido por PM em operação no RS

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delegado da Polícia Federal (PF) Michel Brasil Saliba, chefe da Delegacia da PF em Chuí (RS), morreu nesta sexta-feira, 3, em decorrência de complicações médicas causadas pelos disparos que o atingiram durante uma operação policial na última quinta-feira, 2. Informações preliminares apontam que os tiros foram disparados por um agente da Brigada Militar.

“A Polícia Federal manifesta suas condolências e solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de tristeza e consternação”, afirmou a corporação. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, decretou luto oficial de três dias.

Saliba foi atingido durante uma operação da PF que tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada no contrabando de mercadorias provenientes de Miami, nos Estados Unidos.

Segundo as investigações, os suspeitos operavam um sistema financeiro paralelo para sustentar as atividades ilícitas.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa teria origem em Santana do Livramento (RS) e seria responsável por coordenar a entrada irregular de mercadorias no Brasil por meio da fronteira com o Uruguai.

“Segundo apurado, parte do grupo atuava em Miami, de onde partiam os produtos destinados ao esquema”, informou a corporação.

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Ao todo, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão, e cerca de 40 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas foram bloqueadas. Os valores envolvidos podem chegar a R$ 28 milhões.

Saliba cumpria um dos mandados em Passo Fundo (RS) quando um policial militar, marido de uma das investigadas, atirou contra os agentes. O delegado foi atingido, assim como outro policial federal.

Ambos precisaram de atendimento médico. O segundo agente recebeu alta hospitalar no mesmo dia, mas Saliba permaneceu internado em estado grave. Uma campanha de doação de sangue até chegou a ser divulgada nas redes para ajudar o delegado, mas ele não resistiu aos ferimentos.

O autor dos disparos foi preso em flagrante. Em nota, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul confirmou que os tiros foram efetuados por um agente da corporação que estava de licença “para tratar de interesses particulares” e que “teria efetuado disparos de arma de fogo contra um policial federal durante o cumprimento de mandado judicial em desfavor de sua esposa”.

Em nota enviada à reportagem na noite desta sexta-feira, a Brigada Militar informou que o agente aguarda audiência de custódia e que a Corregedoria-Geral da corporação acompanha o caso.

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“A Brigada Militar manifesta profundo pesar pelo falecimento do delegado da Polícia Federal e reafirma seu compromisso com a preservação da vida, a legalidade, a transparência e a defesa da sociedade”, afirmou a instituição.

 

Quem era o delegado federal

Michel Brasil Saliba era natural de Bagé (RS) e ingressou na Polícia Federal em setembro de 2023, na Superintendência Regional da Polícia Federal em Roraima. Em abril deste ano, assumiu a chefia da Delegacia da PF em Chuí.

A morte foi lamentada por colegas e entidades ligadas à segurança pública, que prestaram homenagens aos familiares e amigos do delegado.

“Ele perdeu a vida no exercício pleno de suas funções, na linha de frente do combate à criminalidade organizada, exatamente onde o dever o convocava, e é assim que a instituição há de guardá-lo: como quem consagrou o mais elevado sentido do dever cumprido”, escreveu a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, em nota.

“Sua morte recorda o risco real e cotidiano a que se expõem os que combatem o crime organizado e reafirma o dever do Estado brasileiro de proteger, valorizar e amparar aqueles que se colocam entre a sociedade e a criminalidade”, acrescentou a entidade.

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Segurança

Operação mira líder do PCV em Aracruz e apreende mais de R$ 17 mil em dinheiro

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Um homem apontado pela Polícia Civil como a principal liderança da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV) em Aracruz foi preso na tarde de quinta-feira (2), durante uma operação da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc). Segundo as investigações, o grupo mantém ligação direta com o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

A prisão temporária foi cumprida após cerca de um ano de investigações. Nesse período, os policiais reuniram provas sobre a suposta atuação do suspeito na estrutura da organização criminosa, que, segundo a corporação, envolvia desde o tráfico de drogas até a negociação de armamentos de guerra.

Investigado por tráfico, armas e lavagem de dinheiro

De acordo com a Polícia Civil, o homem é investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, agiotagem, lavagem de dinheiro, porte ilegal de arma de fogo e comércio ilegal de armas.

As apurações apontam ainda que ele seria responsável por negociar armamentos de grosso calibre para abastecer a facção criminosa. Entre as armas comercializadas, conforme a investigação, estariam fuzis.

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A prisão ocorreu em via pública, após equipes da Denarc monitorarem um carro utilizado com frequência pelo investigado. Depois de acompanhar a movimentação do veículo, os policiais realizaram a abordagem e cumpriram o mandado judicial.

Dinheiro, relógios de luxo e suspeita de patrimônio incompatível

Durante a operação, os policiais apreenderam R$ 17.097 em espécie que estavam dentro do carro, além de um cheque de R$ 17.880 emitido em nome de terceiros, 24 dólares e 10 pesos argentinos.

As investigações também indicam uma possível incompatibilidade entre a renda declarada pelo suspeito e o patrimônio que ele ostentava. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava veículos de alto valor e morava em uma casa de luxo em Aracruz registrada em nome de outra pessoa.

Os investigadores apuram ainda a existência de outros bens ligados ao homem, entre eles imóveis em construção e um sítio de alto padrão. A origem dos recursos utilizados para adquirir e construir esses patrimônios é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro.

Após a prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços ligados ao investigado. Durante as diligências, os policiais recolheram dois celulares, relógios de luxo, um colete balístico e outros materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.

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O suspeito foi encaminhado à 13ª Delegacia Regional de Aracruz, onde passou pelos procedimentos de praxe e permanece à disposição da Justiça.

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