Dor ao caminhar, vermelhidão, inchaço e sensibilidade ao toque são alguns dos sinais mais comuns da unha encravada, um problema frequente que pode atingir tanto os pés quanto as mãos. A condição ocorre quando a borda da unha cresce em direção à pele, provocando inflamação e, em alguns casos, infecção.
Segundo informações divulgadas pelo TV Foco, com base nas orientações do portal Tua Saúde, medidas simples realizadas em casa podem aliviar o desconforto quando a unha encravada ainda está em estágio inicial. No entanto, alguns hábitos bastante populares podem agravar o quadro e aumentar as chances de recorrência, tornando necessário o tratamento médico.
Embora muitas pessoas tentem resolver o problema cortando a unha ou retirando parte dela por conta própria, especialistas alertam que a forma como esse procedimento é feito faz toda a diferença para a recuperação. Em casos leves, cuidados básicos costumam ser suficientes, mas quando há sinais de infecção, a avaliação por um dermatologista torna-se indispensável.
O QUE É A UNHA ENCRAVADA
A unha encravada acontece quando uma das laterais da unha penetra a pele ao redor do dedo, provocando irritação e inflamação.
O problema é mais comum no dedão do pé, principalmente devido ao uso de calçados apertados e ao corte inadequado das unhas, mas também pode surgir em outros dedos.
À medida que a unha continua crescendo dentro da pele, a região fica mais dolorida, inchada e avermelhada. Sem tratamento adequado, bactérias podem se instalar no local, favorecendo o aparecimento de pus e aumentando o risco de infecção.
Pessoas que praticam atividades físicas intensas, utilizam sapatos apertados com frequência ou possuem unhas naturalmente mais curvas apresentam maior predisposição ao problema.
COMO TRATAR A UNHA ENCRAVADA EM CASA
Quando os sintomas ainda são leves, alguns cuidados simples ajudam a aliviar a dor e favorecem o crescimento correto da unha.
O primeiro passo consiste em deixar o pé ou a mão de molho em água morna por aproximadamente 10 a 20 minutos.
Esse procedimento ajuda a amolecer a pele e a unha, reduzindo o desconforto e facilitando os cuidados posteriores.
Depois da imersão, pode-se levantar delicadamente a ponta da unha utilizando uma pinça devidamente higienizada. Em seguida, um pequeno pedaço de algodão ou gaze pode ser colocado entre a unha e a pele.
Essa técnica reduz a pressão exercida sobre o tecido inflamado e permite que a unha continue crescendo para fora da pele.
Ao finalizar, recomenda-se limpar cuidadosamente a região com uma solução antisséptica para reduzir o risco de contaminação.
Durante esse período, também é indicado utilizar calçados confortáveis e evitar qualquer pressão excessiva sobre o dedo afetado.
BANHOS DE IMERSÃO PODEM AJUDAR
Além da água morna, algumas soluções caseiras podem oferecer maior conforto durante a recuperação.
Uma delas é preparar um recipiente com água morna e sal comum ou sal de Epsom, deixando o pé de molho por cerca de 20 minutos.
Esse cuidado auxilia na redução do inchaço e proporciona alívio temporário da dor.
Outra alternativa utilizada em casos leves é a mistura de água morna com vinagre de maçã.
O ingrediente apresenta propriedades antissépticas e anti-inflamatórias que podem contribuir para diminuir os sintomas iniciais, embora não substitua o tratamento quando existe infecção instalada.
Após qualquer banho de imersão, é importante secar completamente os pés, principalmente entre os dedos, evitando excesso de umidade.
O QUE NÃO FAZER
Na tentativa de aliviar rapidamente a dor, muitas pessoas adotam práticas que acabam agravando o problema.
Um dos erros mais comuns é cortar apenas o canto da unha.
Embora pareça solucionar o desconforto momentaneamente, esse tipo de corte favorece que a unha volte a crescer em direção à pele, aumentando a recorrência.
Outro hábito bastante difundido é fazer um corte em formato de “V” no centro da unha.
Apesar de popular, essa técnica não altera a direção do crescimento da unha e não possui eficácia comprovada para evitar o encravamento.
Também não é recomendado utilizar objetos sem esterilização para retirar partes da unha ou perfurar a pele.
Além do risco de lesões, a prática aumenta significativamente a possibilidade de infecção.
Curativos muito apertados também devem ser evitados, pois aumentam a pressão sobre a região inflamada e podem intensificar a dor.
COMO DIMINUIR A DOR
Além dos cuidados locais, algumas medidas ajudam a reduzir o desconforto durante a recuperação.
Evitar sapatos apertados é uma das recomendações mais importantes.
Sempre que possível, vale optar por sandálias ou calçados com bico mais largo, que diminuem a pressão sobre os dedos.
Também é aconselhável reduzir atividades que provoquem impacto repetitivo enquanto houver dor intensa.
Manter o local limpo e seco favorece a cicatrização e reduz o risco de proliferação de bactérias.
QUANDO É HORA DE PROCURAR UM MÉDICO
Nem toda unha encravada pode ser tratada apenas com cuidados caseiros.
Quando aparecem pus, vermelhidão intensa, aumento importante do inchaço, febre ou dificuldade para caminhar, é necessário procurar atendimento médico.
Também é recomendado buscar avaliação logo nos primeiros sintomas caso a pessoa tenha diabetes, problemas de circulação, alterações na coagulação ou outras doenças que dificultem a cicatrização.
Nessas situações, o risco de complicações é maior e o tratamento precoce reduz as chances de agravamento.
De acordo com o Tua Saúde, o dermatologista pode indicar analgésicos, anti-inflamatórios e pomadas com antibióticos quando existe infecção bacteriana.
CIRURGIA PODE SER NECESSÁRIA
Quando o problema se repete com frequência ou a infecção não melhora com os cuidados iniciais, o tratamento cirúrgico pode ser indicado.
O procedimento mais comum recebe o nome de cantoplastia.
Realizado com anestesia local, ele consiste na retirada da parte da unha responsável pelo encravamento.
Na maioria das vezes, não é necessário remover toda a unha.
Em alguns casos, o profissional utiliza substâncias específicas para impedir que a porção retirada volte a crescer, reduzindo o risco de novos episódios.
A recuperação costuma ser rápida quando o paciente segue corretamente as orientações médicas.
COMO EVITAR NOVOS CASOS
A prevenção depende principalmente de hábitos simples incorporados à rotina.
O corte das unhas deve ser feito sempre em linha reta, evitando arredondar os cantos.
Também não é recomendado cortar as unhas excessivamente curtas.
Escolher calçados confortáveis, que não comprimam os dedos, ajuda a diminuir a pressão constante sobre as unhas.
Trocar as meias diariamente e manter os pés limpos e secos também reduz o risco de inflamações.
Outra medida importante é tratar precocemente micoses nas unhas, já que alterações provocadas por fungos podem modificar o formato da unha e favorecer o encravamento.
CUIDADOS SIMPLES FAZEM DIFERENÇA
Embora a unha encravada seja um problema comum, ela não deve ser negligenciada. Nos casos leves, medidas como banhos de imersão, higiene adequada e proteção da região costumam aliviar os sintomas e favorecer o crescimento correto da unha.
Por outro lado, insistir em técnicas inadequadas, como cortar apenas os cantos da unha ou tentar remover a parte encravada sem os devidos cuidados, pode agravar a inflamação e aumentar o risco de infecção. Observar os sinais de piora e procurar atendimento médico quando necessário continua sendo a forma mais segura de evitar complicações e preservar a saúde dos pés e das mãos.