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Internacional

EUA revogam ingressos da Copa de torcedores do Irã, diz federação

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Segundo a Federação de Futebol do Irã, a decisão deixa os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana

A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) afirmou nesta terça-feira (9) que sua cota de ingressos para a Copa do Mundo foi retirada pelos Estados Unidos poucos dias antes do início, que ocorre nesta quinta-feira (11).

A decisão deixa os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana.

“Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos”, acrescentou a FFIRI em comunicado.

A cota de 8% de ingressos destinada aos torcedores foi retirada pelos Estados Unidos, deixando a federação atualmente impossibilitada de distribuir ingressos aos torcedores.

Até a última atualização da reportagem, nem os Estados Unidos nem a Fifa tinham se manifestado.

Em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, os jogadores iranianos receberam autorização para entrar em território americano para disputar as partidas da Copa do Mundo, mas não poderão permanecer no país entre os compromissos. Time do Irã terá que sair dos EUA após cada jogo.

Jogadores da seleção iraniana de futebol — Foto: AP/Vahid Salemi

Jogadores da seleção iraniana de futebol — Foto: AP/Vahid Salemi

A delegação chegou neste domingo a Tijuana, no México, onde ficará concentrada durante a primeira fase da competição. Inicialmente, a equipe planejava se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará seus três primeiros jogos nos Estados Unidos. No entanto, a guerra que começou após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã alterou toda a logística da seleção.

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De acordo com o embaixador iraniano no México, o visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária nos Estados Unidos para treinamentos e partidas. A autorização não inclui pernoites em território americano. Com isso, a equipe terá que retornar a Tijuana após cada jogo ou atividade realizada nos EUA.

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Internacional

Paraguai reivindica canhões de guerra que ficaram no Brasil

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Governo paraguaio se reúne com embaixador brasileiro, manifesta ‘repúdio’ a fala de Lula e pede devolução de canhões de guerra

 

O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai divulgou um comunicado nesta sexta-feira (31) no qual informou que o vice-presidente Pedro Alliana e o chanceler Rubén Ramírez Lezcano entregaram ao embaixador brasileiro em Assunção, José Marcondes, uma nota em “rejeição” a declarações do presidente Lula, na qual pede também a devolução de troféus de guerra tomados pelo Brasil no século XIX.

O encontro aconteceu após o governo paraguaio ter tomado conhecimento de que, em um evento no estado de São Paulo, o presidente Lula se referiu à guerra do Paraguai.

🔎 Na última sexta-feira (24), Lula fez um discurso em Jacareí (SP) defendendo investimentos para a defesa nacional. Ele afirmou que o Brasil gosta de paz, mas que não poderia se esquecer da Guerra do Paraguai, no século 19.

Conforme o comunicado divulgado nesta sexta, o vice-presidente e o chanceler paraguaios afirmaram que o Brasil e o Paraguai são países “irmãos” e, diante disso, apresentaram ao embaixador um caminho para “fechar definitivamente as feridas” da guerra.

A nota também pede a “devolução do canhão ‘Presidente López’, do canhão ‘Cristiano’ e de outros troféus de guerra” que ficaram com o Brasil após a vitória no conflito, no século XIX.

“O governo do Paraguai entregou [no encontro com o embaixador] uma nota na qual expressou seu desagrado e seu absoluto repúdio às recentes declarações do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva sobre episódios da Guerra da Tríplice Aliança”, afirma um trecho do comunicado divulgado pela chancelaria paraguaia.

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“O governo sustenta que as manifestações representam de maneira distorcida feitos históricos de singular relevância para o povo paraguaio e enfatiza que os acontecimentos que marcaram profundamente a história de ambas nações devem ser abordadas com responsabilidades, respeito recíproco e espírito de reconciliação”, diz outro trecho.

 

Embaixadores negam intenção de ofender

Conforme relatos de integrantes da diplomacia brasileira, durante o encontro, o embaixador José Marcondes explicou o contexto no qual as declarações de Lula foram dadas e afirmou que “em nenhum momento houve intenção de ofender o Paraguai.”

“Ele lembrou a histórica amizade do Brasil com o Paraguai, reforçada nos períodos em que o Presidente Lula governa o Brasil”, declarou um diplomata a par da reunião desta sexta.

Propostas do Paraguai

Conforme a nota divulgada pela chancelaria do Paraguai, o país fez uma série de pedidos ao Brasil como forma de “fechar feridas”, entre as quais:

  • devolução dos canhões Presidente López e Cristiano;
  • devolução de demais troféus de guerra;
  • devolução de documentos da guerra.

Guerra do Paraguai

O conflito começou em meio a disputas políticas na região do Rio da Prata. Em 1864, o governo brasileiro interveio militarmente no Uruguai durante uma guerra civil no país vizinho. O então ditador paraguaio, Francisco Solano López, considerou a ação uma ameaça ao equilíbrio regional e reagiu apreendendo um navio brasileiro e declarando guerra ao Brasil.

A guerra se estendeu por quase seis anos e teve algumas das batalhas mais sangrentas da história do continente, como Tuiuti, em 1866. Apesar de sucessos militares iniciais, os paraguaios passaram a sofrer sucessivas derrotas à medida que o conflito avançava.

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As consequências foram especialmente severas para o Paraguai. Além da destruição de boa parte da infraestrutura do país e da perda de territórios, o conflito provocou uma grave crise demográfica.

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Internacional

Milhares de imigrantes marroquinos chegam à Espanha pelo mar

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Cruzando a fronteira, multidão atravessou o oceano a nado e escalou a cerca de segurança; cidade de Ceuta declarou estado de emergência

 

Milhares de imigrantes vindos de Marrocos chegaram à cidade autônoma de Ceuta, no sul da Espanha, nesta quinta-feira (30), cruzando uma das fronteiras terrestres entre a África e a União Europeia.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram uma multidão ocupando a orla da cidade após atravessar o mar a nado. Outros migrantes cruzaram a fronteira terrestre escalando a cerca de segurança que separa os dois países. Em alguns vídeos, também é possível ver pessoas comemorando a entrada em território espanhol e gritando “Viva a Espanha”.

Veja as imagens:

 

Segundo a agência estatal espanhola EFE, centenas de jovens conseguiram escalar a cerca enquanto não havia agentes da polícia espanhola no local. Integrantes da força auxiliar marroquina, responsável pela segurança do lado de Marrocos, teriam deixado a área à medida que os migrantes avançavam.

Antes da nova onda migratória registrada nesta quinta-feira, mais de 1,5 mil pessoas já haviam chegado a Ceuta ao longo da última semana, de acordo com autoridades locais. O centro de acolhimento da cidade opera acima da capacidade há vários dias. Diante do aumento das chegadas, o prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, solicitou ao governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez a decretação de estado de emergência para ampliar a capacidade de resposta das autoridades.

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