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Internacional

Instrutor de voo se joga de avião no ar na Argentina; aluna consegue pousar em segurança

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Leandro Bertazzo, de 42 anos, havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não reportou o fato à empresa para a qual trabalhava

Um instrutor de voo se atirou de um avião em pleno voo na Argentina, deixando uma aluna de 22 anos sozinha na cabine. Ela avisou a equipe de solo sobre o ocorrido e conseguiu pousar em segurança.

O corpo de Leandro Bertazzo, de 42 anos, foi encontrado em uma área rural da cidade de Toledo, na província de Córdoba.

“Você sabe o que fazer”, teria dito Bertazzo à aluna, antes de saltar. O depoimento foi narrado pelo diretor da escola de aviação.

“Assim que disse isso, Leandro tirou os fones de ouvido, deixou o celular de lado e abriu a porta — algo muito difícil de fazer devido à pressão do ar”, disse Eduardo Alvarez, da escola Flying Parrot Córdoba, ao jornal argentino “Clarín”.

A aluna, que não teve o nome revelado, apesar de abalada, entrou em contato com a equipe em solo para ajudá-la a realizar o pouso, que aconteceu normalmente. Ela já possuía brevê —licença para pilotar aeronaves—, mas tinha poucas horas de voo e estava fazendo uma sessão de treinamento.

O “Clarín” afirma que o piloto havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não havia comunicado isso à escola de voo.

Alvarez também disse à imprensa argentina que, no sábado, o comportamento do instrutor não levantou suspeitas dos colegas. A única atitude diferente foi pedir a um colega que lhe desse carona ao aeroporto Coronel Olmedo, buscando-o em sua casa, onde ele morava com os pais. Geralmente, ele ia ao trabalho com seu próprio carro.

Antes do voo em que saltou da aeronave, Bertazzo havia realizado no mesmo dia um outro voo de instrução.

Embora trabalhasse como instrutor, Bertazzo havia feito carreira como piloto comercial.

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Internacional

Trump afirma que cessar-fogo com Irã acabou: “São um lixo”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (8) em Ancara que dá por encerrado o acordo-quadro de cessar-fogo com o Irã, assegurando que o pacto “terminou” porque o Irã “é um lixo”.

– Para mim, terminou. Não quero negociar com eles porque são um lixo. São pessoas doentes, lideradas por pessoas doentes, más, violentas. Se tivessem uma arma nuclear, a usariam – afirmou Trump à imprensa, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, no início do segundo dia da cúpula de líderes da Aliança Atlântica em Ancara.

E prosseguiu.

– Da minha parte, negociar com eles é apenas perda de tempo. Eles mentem. Estávamos de acordo, não haverá armas nucleares. Eles falam com a imprensa e dizem que nunca conversamos sobre isso. O que há de errado com eles? Estão malucos – declarou o presidente americano.

Trump concluiu usando palavras duras contra os iranianos.

– Na minha opinião, isso acabou. Acho que [os negociadores] estão perdendo tempo. Eles [os iranianos] são um bando de mentirosos – completou Trump.

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Além disso, o republicano acusou o regime iraniano de “fazer mal ao seu povo” e afirmou que “até agora mataram 54 mil pessoas que estavam protestando”.

– Quando você se pergunta por que [os manifestantes] não tomaram o poder, é porque estão mortos. Eles os mataram. Ninguém vai tomar o poder. Eles não têm fuzis, e o outro lado tem metralhadoras e os mata – declarou, em referência aos protestos do último mês de janeiro.

Segundo Trump, os Estados Unidos atacaram “com muita força” na noite passada, depois de garantir a eles um período de calma pelo funeral do líder supremo, Ali Khamenei, que morreu nos primeiros ataques da guerra iniciada no último dia 28 de fevereiro.

– Nós dissemos para fazerem o funeral e, em vez disso, eles começaram a lançar foguetes contra navios ontem. Então, nós os atingimos com força ontem à noite, muita força. Eles jogam sujo, atacam todo mundo, provavelmente até eu estive na lista de pessoas a serem eliminadas por eles – apontou.

O líder americano também disse que o regime iraniano “matou centenas de milhares” de pessoas.

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– São pessoas ruins. Mataram milhares e milhares de nossos soldados e centenas de milhares de pessoas inocentes – disse Trump.

O republicano finalizou dizendo que deixará nas mãos de seus negociadores a decisão sobre manter as conversas com o Irã.

– Agora, deixarei que nossos maravilhosos negociadores [Steve Witkoff e Jared Kushner] continuem conversando, se quiserem, mas eu não vejo futuro nisso. Não gosto dessa gente – concluiu.

As declarações do presidente americano ocorrem após as mais recentes trocas de hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos. As forças americanas atacaram o Irã nesta terça (7) à noite em resposta às agressões iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

O Irã, por sua vez, bombardeou bases mantidas pelos EUA em vários países do Golfo Pérsico como retaliação. Antes desses ataques, os Estados Unidos tinham revogado a autorização para a venda de petróleo iraniano nos mercados internacionais, uma medida tomada por conta das agressões contra navios em Ormuz.

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Internacional

Turquia impede entrada de cruzeiro LGBTQ+ e muda roteiro da viagem

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Navio faria escalas em Kusadasi e Istambul, mas autoridades impediram a atracação. Itinerário foi alterado e artista Patti LuPone criticou a decisão

 

As autoridades da Turquia impediram que um cruzeiro com cerca de 2 mil passageiros LGBTQ+ atracasse no país, alegando que a viagem não estaria alinhada aos “valores morais” e à estrutura social turca. O navio Scarlet Lady, da companhia Virgin Voyages, teve o roteiro alterado após a decisão.

A embarcação havia partido de Atenas, na Grécia, para um cruzeiro de dez dias organizado pela empresa americana Atlantis Events. O itinerário previa escalas em Kusadasi e Istambul, na Turquia, antes de seguir viagem pelo Mediterrâneo.

Governo cita “preocupação pública”

Em comunicado, o governo provincial de Aydin, onde fica Kusadasi, informou que a parada foi cancelada após manifestações de preocupação da população local.

Segundo as autoridades, o cruzeiro teria sido fretado por grupos cujos comportamentos seriam incompatíveis com “os valores morais” e com a estrutura da sociedade turca.

Patti LuPone reage à decisão

A atriz e cantora Patti LuPone, que faria apresentações durante a viagem, afirmou ter ficado indignada com a decisão.

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Nas redes sociais, a artista declarou que ficou “chocada” ao saber que o navio foi impedido de entrar na Turquia por causa do perfil dos passageiros e disse que continuará participando do cruzeiro, apesar da mudança de roteiro.

Cruzeiro já havia visitado a Turquia outras vezes

A Atlantis Events informou que esta não é a primeira vez que realiza viagens com escalas no país. Segundo a empresa, o Scarlet Lady já atracou em Istambul e Kusadasi em 13 ocasiões nos últimos 25 anos, sem registros de incidentes semelhantes.

Rich Campbell, presidente da organizadora, afirmou que esta foi a primeira vez, em 36 anos de operação da empresa, que um cruzeiro foi impedido de atracar por causa da identidade de seus passageiros.

Para ele, a decisão representa um precedente preocupante ao permitir que um país selecione quais turistas podem ou não entrar em seu território.

Itinerário foi alterado

Após a proibição, o cruzeiro substituiu as escalas na Turquia por paradas no Cairo, no Egito, e na ilha grega de Creta.

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Segundo a empresa organizadora, a viagem tem caráter exclusivamente turístico e não possui finalidade política.

Direitos LGBTQ+ na Turquia

Embora a homossexualidade não seja considerada crime na Turquia, organizações de direitos humanos apontam o aumento da retórica contrária à comunidade LGBTQ+ nos últimos anos.

O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan já classificou pessoas LGBTQ+ como uma ameaça aos valores familiares, enquanto a Parada do Orgulho de Istambul permanece proibida desde 2015.

 

*Com informações do portal UOL

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