A Câmara Municipal de São Domingos do Norte definiu para a próxima quinta-feira (9), às 13 horas, a sessão em que será analisado o Processo Administrativo nº 110/2026, que tem como parte a vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira.
A realização da sessão foi determinada pela Portaria nº 030/2026, publicada após a assinatura do presidente da Casa no último dia 6 de julho. O encontro ocorrerá no plenário do Legislativo e terá apenas esse tema na pauta.
Durante o julgamento, serão cumpridas as etapas previstas na legislação aplicável aos processos dessa natureza. Entre elas estão a conferência do quórum para abertura dos trabalhos, a apresentação das peças consideradas necessárias, os pronunciamentos dos parlamentares, a manifestação da defesa da vereadora, seguida da votação nominal e da divulgação do resultado pela Presidência.
O Legislativo informou que a população poderá acompanhar a sessão em tempo real por meio das plataformas oficiais da Câmara.
A Casa também esclareceu que a divulgação da convocação em seu portal tem caráter informativo e não substitui as comunicações oficiais dirigidas às partes envolvidas, aos respectivos advogados e aos vereadores.
Os documentos que integram o Processo Administrativo nº 110/2026 permanecem disponíveis para consulta na Secretaria da Câmara, durante o expediente, por aqueles que possuem legitimidade para acessar os autos.
Segundo a Câmara Municipal, o julgamento seguirá os procedimentos legais previstos para esse tipo de processo, com observância das garantias asseguradas às partes.
PDT, União Brasil, PP e Podemos estão no páreo para emplacar o nome que fará uma dobradinha com o governador na disputa à reeleição
Ao menos quatro partidos e 10 lideranças políticas estão no páreo para ocupar o posto de vice na chapa encabeçada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB) à reeleição. No momento, é o posto mais concorrido – até mais que a disputa pelas duas vagas ao Senado – nas eleições do Espírito Santo.
As movimentações ganharam corpo do mês passado para cá e, ainda que Ricardo já tenha dito que a decisão sobre o vice será coletiva e não será tomada agora – conforme noticiou a coluna em maio –, as articulações têm ocorrido a todo vapor nos bastidores.
PDT, Podemos e a federação União Progressista já ventilaram possíveis nomes para a composição.
A vaga é cobiçada. Primeiro pelo posto em si, pela possibilidade de participar das decisões de governo, tocar políticas públicas e assumir o Estado em caso de licenças, afastamentos e renúncia do governador.
Segundo porque, o posto de vice acaba sendo uma plataforma para voos futuros e, no caso específico da chapa encabeçada por Ricardo, esse voo pode ser antecipado.
Caso Ricardo consiga se reeleger em outubro, em 2030 terá de escolher um nome à sucessão e, a depender do desempenho, o vice acaba tendo um favoritismo. Isso é um diferencial.
Só a título de comparação, caso o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) ou o deputado federal Helder Salomão (PT) – que também são pré-candidatos ao governo do Estado – vençam a eleição, o caminho natural é que eles disputem a reeleição em 2030.
Sendo assim, um eventual sucessor de Pazolini ou de Helder só seria lançado em 2034, ou seja, daqui a oito anos – para alguns, tempo demais para esperar.
Abaixo, os nomes cotados para formar uma dobradinha com Ricardo:
Joelma Costalonga (União Brasil)
Joelma Costalonga (foto: Ales)
Professora, o nome de Joelma Costalonga tem sido defendido pelo União Brasil – principalmente pelo presidente da legenda e da Assembleia, Marcelo Santos, seu padrinho político – para ser vice de Ricardo.
Joelma atuava no comando da Casa dos Municípios da Assembleia e era responsável por fazer a interlocução com os prefeitos, além de também coordenar o projeto Arranjos Produtivos.
No último dia 3, ela foi exonerada, a pedido, para ficar apta para a disputa – caso seja escolhida. Joelma também já foi, por um curto espaço de tempo, presidente do PRD – também numa articulação liderada por Marcelo Santos.
Não é só o União Brasil que pleiteia a vaga de vice em nome da federação União Progressista. O PP também está de olho no posto e contaria com quatro nomes cotados.
Um deles é o vereador de Vitória Camillo Neves que tem uma atuação forte na área de esporte e, nos últimos meses, tem aprofundado a relação com o governador e somado sua voz junto à oposição na Câmara de Vitória.
“Estou à disposição do meu partido”, disse Camillo ao ser questionado pela coluna sobre o interesse na vaga.
Capitã Andresa (PP)
Capitã Andresa (foto: arquivo pessoal)
Capitã no Corpo de Bombeiros e famosa nas redes sociais pelas dicas de segurança e primeiros socorros, Carla Andresa Nascimento também é cotada para ser vice.
Mestre em Gestão Pública, em 2022 ela também foi vice na corrida ao Palácio Anchieta, compondo chapa com o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP).
No segundo turno, porém, Andresa apoiou o então governador Renato Casagrande (PSB) e passou a fazer parte do seu grupo político.
Rodolfo Mai (PP)
Rodolfo Mai (foto: arquivo pessoal)
Empresário do setor da construção civil com atuação em Vila Velha e Guarapari, Rodolfo Mai é bacharel em Direito e pós-graduado em Gestão Imobiliária.
Ele é filiado ao PP há aproximadamente três anos, porém, nunca disputou nenhuma eleição.
Questionado sobre a cotação para ser vice, respondeu à coluna: “Se entenderem que posso contribuir, vou avaliar com carinho”.
Amaro Neto (PP)
Amaro Neto (foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Amaro Neto (PP) cumpre seu segundo mandato na Câmara Federal e trocou de partido (do Republicanos para o PP) para estar no palanque do governo e disputar a reeleição – tendo em vista que o Republicanos tem Pazolini como pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Porém, ele também tem sido cotado como um possível vice na chapa de Ricardo Ferraço. “Estou à disposição do partido, da federação e de Ricardo”, disse Amaro à coluna.
Sergio Vidigal (PDT)
Sergio Vidigal Crédito: Samuel Chahoud
O ex-prefeito da Serra, Sergio Vidigal é uma das lideranças políticas mais influentes do município – que, por sua vez, vem a ser o maior colégio eleitoral do Estado.
A principal argumentação do PDT na defesa de Vidigal é de que o ex-prefeito contribuiria com seu capital político na Grande Vitória, batendo de frente com o potencial de Pazolini.
Vidigal, porém, não parece animado com a ideia. Em contato disse que não está em seus planos participar da disputa, embora o PDT, em reunião da Executiva em maio, tenha deliberado sobre isso.
“Não estou pleiteando e nem está nos meus planos. Eu me sinto honrado com a lembrança do PDT, mas tomei uma decisão, em 2024, de não disputar mais cargos eletivos”, disse o ex-prefeito.
Coronel Caus (Podemos)
Coronel Caus (foto: arquivo pessoal)
O Podemos, partido liderado pelo deputado federal Gilson Daniel, também tem seus nomes para a disputa. Um deles é o do ex-comandante da PM no Estado Coronel Douglas Caus.
A princípio, Caus é pré-candidato a deputado estadual. Mas também soma a lista dos indicados para ser vice.
Ele é bacharel em Direito e Ciências Militares e foi um dos comandantes mais longevos da história da PM, passando seis anos à frente da Corporação.
Capitã Estéfane (Podemos)
Capitã Estéfane (foto: arquivo pessoal)
Ainda na área de segurança, Capitã Estéfane (Podemos) também é uma aposta do partido para formar uma dobradinha com Ricardo Ferraço.
Estéfane foi vice-prefeita de Vitória (2021-2024), eleita com o então prefeito Lorenzo Pazolini pelo Republicanos. Porém, logo no início do mandato os dois romperam e na eleição de 2022, ela declarou apoio a Casagrande – adversário político de Pazolini.
Em 2024 tentou ser eleita vereadora de Vitória, mas não obteve êxito.
Renzo Mendes (Podemos)
Renzo Mendes (foto: Câmara de Vila Velha)
Em seu segundo mandato como vereador em Vila Velha, Renzo Mendes também é cotado pelo partido para ser vice de Ricardo Ferraço.
Renzo já tinha afirmado à coluna que disputaria uma vaga de deputado federal, porém, acrescentou agora que está à disposição do grupo: “Penso em grupo. Estou à disposição do presidente Gilson Daniel e do governador Ricardo”.
Philipe Lemos (Podemos)
Philipe Lemos (Foto: Reprodução/Instagram)
O jornalista Philipe Lemos é pré-candidato a deputado federal. Mas também é um nome indicado pelo partido para compor chapa com Ricardo Ferraço.
Ex-secretário estadual de Turismo, Philipe já foi testado nas urnas em 2022, quando foi candidato a deputado federal e obteve 45.260 votos. Porém, não foi eleito porque o PDT – partido em que estava filiado à época – não fez legenda.
“Em conversa com Ricardo, com Renato e com o meu partido, eu me coloquei inteiramente à disposição”, disse Philipe à coluna.
Almir Neres nomeou uma empregada doméstica para cargo comissionado em seu gabinete e se apropriou de R$ 154 mil dos vencimentos
O ex-vereador de Vila Velha, Almir Neres de Souza, foi condenado a pagar mais de R$ 400 mil e a oito anos de inelegibilidade por improbidade administrativa. Durante seu mandato, ele manteve uma empregada doméstica como funcionária fantasma da Câmara Municipal.
Segundo a sentença, Almir Neves, em seu mandato como vereador entre 2009 e 2012, nomeou uma empregada doméstica para cargo comissionado de assessora de gabinete parlamentar. Ela nunca prestou serviços na Câmara e trabalhava na residência do vereador.
A denúncia do Ministério Público ainda registra que o parlamentar detinha o cartão magnético da servidora e realizava saques de seus vencimentos e diárias. O vereador sacava valores no limite do caixa eletrônico e logo após o crédito do salário. Ao todo, ele teria desviado R$ 154.283,75.
O juiz responsável pelo caso destacou que a ação trata-se de um esquema de “funcionária fantasma” e apropriação de salários, conhecido como “rachadinha”.
Almir Neres foi condenado a ressarcir os R$ 154 mil desviados e pagar multa no mesmo valor. Ele também deverá pagar indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo à população de Vila Velha, totalizando mais de R$ 400 mil.
A decisão ainda determina que o ex-vereador tenha seus direitos políticos suspensos por oito anos e fique proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de 10 anos.
A defesa de Almir Neres informou à reportagem que irá analisar os termos da sentença e o processo para então entrar com recurso de apelação.