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Política e Governo

Marcos do Val reafirma na manifestação do 7 de setembro: “Eu sempre disse que a verdade viria à tona”

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Debaixo de chuva, mas sem perder o ritmo, o senador Marcos do Val (Avante-ES) subiu ao seu trio elétrico durante a caminhada que uniu Vila Velha e Vitória pela Terceira Ponte na manhã desta segunda-feira, 7 de setembro, Dia da Independência. Em meio a milhares de manifestantes vestidos de verde e amarelo, o senador foi recebido com aplausos calorosos e gritos de apoio de um público que, mais uma vez, lotou as ruas da Grande Vitória para celebrar o Brasil e cobrar respostas do Judiciário.

 

Do alto do trio, Do Val fez questão de resgatar, ponto a ponto, sua trajetória de embates com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — uma cruzada que, segundo lembrou aos presentes, começou muito antes de virar pauta nacional. Desde 2023, em lives nas redes sociais e da tribuna do Senado Federal, o parlamentar vem apontando as arbitrariedades cometidas pelo ministro contra os manifestantes de 8 de janeiro, denunciando as violações a direitos humanos fundamentais cometidas pretensamente em defesa da democracia.

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O candidato à reeleição recordou ao público como levou essas denúncias além das fronteiras do Brasil, relatando as arbitrariedades diretamente à comunidade internacional, incluindo contatos com o governo dos Estados Unidos e o secretário de Estado Marco Rubio, na tentativa de expor a perseguição jurídica e política implacável movida pelo ministro contra presos do 8 de janeiro e contra ele mesmo. Para o senador, tratava-se de uma luta solitária e, por muito tempo, incompreendida.

 

 

“Eu falei, e falei sozinho, quando quase ninguém tinha coragem de falar. Eu disse, da tribuna do Senado Federal e nas minhas lives, que mais dia, menos dia, a verdade ia vir à tona. E hoje ela está aí para todos verem”, discursou o senador, arrancando aplausos e bandeiras erguidas da multidão que o acompanhava.

A fala de Do Val ganhou ainda mais força diante do pano de fundo que move boa parte da pauta política deste 7 de setembro: as revelações em torno do caso Banco Master, que expuseram trocas de mensagens entre o próprio ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco investigado pela Polícia Federal. Para o senador e para boa parte do público que o ovacionava na Terceira Ponte, o episódio reforça, na prática, denúncias que ele já fazia havia anos sobre o comportamento do ministro à frente de inquéritos sensíveis.

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Mais do que um discurso de ocasião, a presença de Marcos do Val na manifestação do Dia da Independência reforça, junto ao eleitorado capixaba, a imagem de um parlamentar que teve a coragem de sustentar posições firmes quando poucos o acompanhavam, e de colocar a defesa da democracia, da Constituição, dos direitos humanos e o combate à corrupção e ao crime organizado à frente de qualquer cálculo político de curto prazo.

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Política e Governo

TSE proíbe propaganda e uso de adesivos de candidatos em carros de aplicativos nas eleições

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que motoristas que trabalham com aplicativos de transporte, como Uber, 99 e outras plataformas, não podem utilizar os veículos para divulgar propaganda eleitoral durante as eleições de 2026.

A proibição vale para adesivos, cartazes ou qualquer outro tipo de material de campanha colocado nos vidros, portas ou demais partes dos automóveis.

 

 

De acordo com o TSE, embora os carros pertençam aos motoristas, a legislação eleitoral os enquadram como bens de uso comum quando utilizados para o transporte de passageiros por aplicativos. Por isso, não podem ser transformados em espaços de divulgação política. A mesma regra é aplicada aos táxis, que também estão sujeitos a restrições por serem serviços vinculados a concessões públicas.

A vedação não se limita apenas à publicidade física. Motoristas também não podem fazer campanha dentro do veículo, como pedir votos aos passageiros ou utilizar a viagem para promover determinado candidato.

Para o TSE, bens de uso comum são espaços aos quais a população em geral tem acesso, mesmo quando pertencem à iniciativa privada. A classificação inclui, por exemplo, cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos religiosos, ginásios, estádios, clínicas e hospitais.

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Como denunciar

Caso um eleitor identifique um carro de aplicativo circulando com propaganda eleitoral, pode registrar a situação por meio de uma fotografia. Também é recomendável guardar um print da tela do aplicativo que permita identificar o veículo cadastrado.

As informações podem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal, ferramenta destinada ao recebimento de denúncias de possíveis irregularidades durante o período eleitoral. A plataforma já está disponível para celulares e tablets desde o dia 16 de agosto.

O responsável pela propaganda irregular poderá ser notificado pela Justiça Eleitoral para retirar o material no prazo de 48 horas. Caso a determinação não seja cumprida, poderá ser aplicada uma multa.

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Política e Governo

Pazolini avança e prefeitos do interior começam a tirar o pé do apoio a Ricardo

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Com a disputa ao governo em aberto e indefinida, prefeitos do interior tem buscado ouvir propostas do ex-prefeito de Vitória

 

A pesquisa AtlasIntel divulgada no dia 3 colocou Lorenzo Pazolini (Republicanos) com 41%, contra 28,7% de Ricardo Ferraço (MDB). Uma vantagem de 12,3 pontos percentuais. Em eventual segundo turno, Pazolini também aparece à frente: 46% a 39,2%.

E quando os números mudam, a política também começa a mudar.

 

 

Ricardo que parecia ter uma rede de apoio no interior. A maioria dos prefeitos estava alinhada ao seu projeto, enquanto Pazolini tinha justamente como desafio furar a bolha da Grande Vitória e avançar nos municípios menores.

Mas basta acompanhar a movimentação política e as redes sociais para perceber uma questão interessante: onde está todo aquele entusiasmo de quem tratava a vitória de Ricardo como praticamente encaminhada?

Tem prefeito que continua aliado. Mas colocar a cara, gravar vídeo, pedir voto e transformar apoio institucional em campanha aberta é outra história.

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Será cautela ou medo de apostar no cavalo errado?

Existe ainda outro problema para Ricardo: apoio de prefeito não significa necessariamente voto.

No interior, onde política é feita olhando no olho e a população conhece de perto sua administração, um prefeito popular pode ser um grande cabo eleitoral. Mas uma gestão desgastada, cercada por denúncias, investigações, polêmicas ou insatisfação pode produzir justamente o efeito contrário.

Às vezes, é melhor o prefeito nem pedir voto. Atrapalha mais do que ajuda.

Enquanto isso, Pazolini intensifica sua presença no interior justamente onde Ricardo apostava na força das máquinas municipais e das lideranças locais. Esse movimento já vinha sendo apontado antes mesmo da atual pesquisa.

Se os números continuarem favoráveis a Pazolini, muita gente que já estava escolhendo lugar na fotografia da vitória poderá começar a procurar uma saída mais discreta.

Porque política tem dessas coisas: quando a pesquisa muda, aparecem os cautelosos, somem os entusiasmados e aumentam as conversas de bastidor.


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Fonte: Divulgação.

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