Evento será realizado neste domingo (27), a partir das 8h, no Píer de Iemanjá, e integra as ações do Setembro Verde
O Hospital Meridional Cariacica promove, neste domingo (27), uma manhã especial de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A ação será realizada a partir das 8h, no Píer de Iemanjá, em Camburi, em Vitória, como parte da programação do Setembro Verde, mês dedicado à mobilização da sociedade em torno da doação e dos transplantes.
Com o conceito “Ser o maior também é fazer a diferença”, a iniciativa convida o público a participar de atividades de conscientização e conhecer mais sobre como uma decisão pode transformar a vida de outras pessoas.
A proposta é levar informação para a população e estimular o diálogo sobre um tema que ainda envolve dúvidas e tabus.
A doação de órgãos é um gesto que pode beneficiar diferentes pessoas que aguardam por um transplante. No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador seja efetivada. Por isso, conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador é uma atitude importante.
O Meridional Cariacica integra a estrutura de transplantes do Espírito Santo e atua no atendimento de pacientes que aguardam ou foram submetidos a procedimentos transplantadores. A unidade também vem ampliando sua atuação na área, com investimentos em tecnologia, capacitação das equipes e assistência especializada.
Além de levar informação para a população, a ação em Camburi reforça a importância da conscientização contínua. Para o hospital, falar sobre doação de órgãos é também falar sobre solidariedade e sobre a possibilidade de transformar momentos de perda em oportunidades de recomeço para outras famílias.
Serviço
Evento: Ação de conscientização sobre doação de órgãos – Setembro Verde
Sentir-se cansado depois de uma noite mal dormida, de um período de estresse ou de uma rotina intensa é algo comum. O problema é quando a sensação de fadiga se torna persistente, sem uma explicação clara, e passa a interferir nas atividades do dia a dia. Em algumas situações, esse sintoma pode estar relacionado a alterações no sangue, entre elas, a Leucemia Mieloide Crônica (LMC).
No dia 22 de setembro, data mundial dedicada à doença, especialistas explicam quais sinais merecem atenção. Confira!
O que é a Leucemia Mieloide Crônica?
A LMC é um câncer da medula óssea caracterizado pela produção excessiva de células da linhagem mieloide.
“A doença costuma evoluir lentamente e, especialmente em sua fase inicial, pode não provocar sintomas. Por isso, não é incomum que seja identificada por acaso em um exame de sangue solicitado por outro motivo”, diz Marcelo Aduan, hematologista e coordenador do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Santa Rita.
Na doença, o hemograma costuma mostrar um aumento importante dos glóbulos brancos, principalmente dos neutrófilos. Também podem aparecer aumento das plaquetas e dos basófilos. O aumento do número de glóbulos brancos evidenciado no hemograma não significa automaticamente LMC. O diagnóstico diferencial é com infecções. O hemograma levanta a hipótese. Ele não confirma sozinho o diagnóstico.
Marcelo Aduan, hematologista e coordenador do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Santa Rita.
Doença pode demorar a apresentar sintomas
Como a LMC geralmente apresenta evolução lenta e as células produzidas pela medula ainda podem manter parte de suas funções, uma parcela significativa dos pacientes não apresenta sintomas no momento do diagnóstico.
“O cansaço ocasional geralmente tem explicações benignas. A preocupação aumenta quando ele é persistente, inexplicado ou acompanhado de outros sintomas, como perda de peso involuntária, suor noturno importante, febre, sangramentos ou manchas roxas sem explicação, infecções recorrentes ou desconforto abdominal.”
De acordo com Mateus Alvarenga Malacarne, hematologista e professor do Unesc, o cansaço associado à LMC pode ter diferentes mecanismos. Um deles está relacionado à anemia, isto é, à redução da quantidade de hemácias ou da capacidade do sangue de transportar oxigênio adequadamente.
“Quando a oxigenação dos tecidos fica comprometida, podem aparecer sintomas como fadiga, fraqueza, falta de ar aos esforços, palpitações e dor de cabeça. Na LMC, o cansaço isoladamente não permite suspeitar ou diagnosticar a doença.”
Outros sintomas que merecem a atenção
Perda de pesa sem causa pode ser um sinal. Imagem: Freepik
Quando a LMC apresenta manifestações clínicas, elas podem incluir:
Marcelo Aduan, pondera que esse conjunto de sintomas não é exclusivo da LMC. Nessas situações, a conduta não é presumir que exista leucemia, mas investigar a causa. A confirmação exige a identificação da alteração molecular característica da doença, mas não exclusiva ( o transcrito Bcr- abl).
“A LMC está associada ao chamado cromossomo Philadelphia, produzido por uma alteração entre os cromossomos 9 e 22. Essa alteração gera o gene de fusão BCR-ABL, que leva à produção de uma proteína com atividade de tirosina-quinase capaz de estimular a proliferação anormal das células mieloides.”
Como é o tratamento?
Segundo Mateus Alvarenga Malacarne, a LMC é tratada com medicamentos chamados inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, que atuam diretamente na mutação responsável pela doença, permitindo controle a longo prazo e boa qualidade de vida.
Terapias-alvo já são uma realidade na LMC há muitos anos. Inicialmente com Imatinib, seguindo com Nilotinib e Dasatinib e, mais recentemente, com Ponatinib e Asciminib, especialmente nos casos resistentes. O acompanhamento especializado e o diagnóstico precoce são fundamentais para o sucesso do tratamento e para o aumento das chances de cura.
Mateus Alvarenga Malacarne, hematologista e professor do Unesc
As Testemunhas de Jeová anunciaram uma mudança nas orientações relacionadas à doação e ao uso de sangue. A partir de agora, os fiéis poderão decidir, de acordo com a própria consciência, se aceitam ou doam componentes como hemácias, leucócitos, plasma e plaquetas.
A mudança foi anunciada na sexta-feira (18) pelo porta-voz internacional das Testemunhas de Jeová, Paul Gillies.
Apesar da flexibilização, a posição da religião em relação ao sangue total permanece inalterada. As Testemunhas de Jeová continuam rejeitando a transfusão de sangue total com base em sua interpretação da Bíblia.
O que mudou?
Até então, a flexibilização das regras não abrangia os quatro principais componentes do sangue. Com a nova orientação, a decisão sobre aceitar ou doar hemácias, leucócitos, plasma e plaquetas passa a ser individual.
“Cada Testemunha deve decidir se vai ou não doar sangue com o propósito claramente expresso de fornecer componentes ou frações para uso por outra pessoa”, afirmou Gillies.
Na prática, a orientação transfere para cada fiel a decisão sobre esses componentes, levando em consideração a própria consciência religiosa.
Segundo o porta-voz, as congregações não devem interferir nessas escolhas.
“As congregações não se intrometem em decisões pessoais que cabem à consciência individual”, declarou.
Mudanças começaram neste ano
A nova orientação amplia uma flexibilização iniciada em março deste ano. Na ocasião, as Testemunhas de Jeová passaram a considerar uma questão de consciência individual determinados procedimentos envolvendo o próprio sangue do paciente.
A decisão sobre coletar, armazenar e posteriormente utilizar o próprio sangue passou, então, a ser tomada individualmente.
A alteração anunciada agora amplia essa possibilidade ao envolver componentes provenientes do sangue de outras pessoas.
E o sangue total?
A orientação em relação à transfusão de sangue total não mudou.
De acordo com Gillies, a posição continua baseada na interpretação religiosa de que o sangue possui caráter sagrado.
“O sangue continua sendo sagrado para as Testemunhas de Jeová, que seguem vendo a vida e o sangue como presentes especiais de Deus”, afirmou.
Ao mesmo tempo, decisões médicas relacionadas às partes do sangue passam a ser tratadas como uma questão de consciência entre cada fiel e Deus.
O porta-voz também agradeceu aos profissionais de saúde que respeitam as escolhas dos pacientes durante tratamentos.
“Somos gratos aos muitos médicos habilidosos e compassivos que oferecem um bom atendimento e respeitam nossos desejos pessoais quando o assunto envolve sangue”, completou.
As Testemunhas de Jeová afirmam reunir mais de nove milhões de membros em congregações espalhadas por mais de 200 países e territórios.