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Moda e Beleza

Moda praia brasileira projeta mais de 4,7 milhões de dólares em negócios após a Miami Swim Week

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A participação de 46 marcas brasileiras nos eventos que integraram a Miami Swim Week 2026, nos Estados Unidos, resultou em mais de US$ 1,65 milhão em negócios fechados durante a programação e gerou uma expectativa de aproximadamente US$ 4,7 milhões em novas transações ao longo dos próximos 12 meses. As empresas também contabilizaram mais de 1,5 mil contatos comerciais, reforçando a presença da moda brasileira em um dos principais polos internacionais do segmento de moda praia e resort.

Entre as participantes, 21 empresas receberam apoio do Texbrasil, programa de internacionalização desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Desse grupo, 18 marcas apresentaram suas coleções na SwimShow, feira realizada entre 30 de maio e 1 de junho, no Miami Beach Convention Center, considerada uma das mais tradicionais do setor de moda praia no mundo.

Além da SwimShow, duas empresas brasileiras estrearam na Curve Miami, evento voltado ao segmento de lingerie e moda íntima, também com apoio do Texbrasil. Outra novidade desta edição foi a abertura da Colombiamoda Miami para marcas de outros países. Pela primeira vez, o Brasil esteve representado no evento pela marca Borana. A programação ocorreu entre os dias 27 e 29 de maio, no espaço Throw Social.

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As empresas apoiadas pelo Texbrasil registraram 467 contatos comerciais durante os eventos. Segundo o levantamento divulgado pelo programa, os negócios efetivados alcançaram cerca de US$ 426,5 mil, enquanto a expectativa de negócios futuros soma aproximadamente US$ 2,03 milhões. Para Adriana D’Agostini, gerente de Promoção Comercial da Abit, a participação brasileira evidenciou atributos que diferenciam o setor no cenário internacional. “A moda praia brasileira teve destaque pela alta qualidade dos produtos, pela criatividade que traduz a identidade do país e por um padrão de excelência reconhecido internacionalmente. Esses atributos reforçaram a competitividade das marcas nacionais e consolidaram o Brasil como referência global nesse segmento”, afirmou.

As outras 25 empresas da delegação participaram da Cabana Show com o apoio do Fashion Label Brasil, programa de internacionalização da moda brasileira de valor agregado desenvolvido pela Associação Brasileira de Estilistas (ABEST) em parceria com a ApexBrasil. Juntas, elas realizaram 1.060 contatos comerciais, com cerca de US$ 1,23 milhão em negócios fechados durante o evento e expectativa de US$ 2,67 milhões para os próximos 12 meses. De acordo com Aurea Yamashita, gestora de Projetos Internacionais da ABEST, a moda resort brasileira tem conquistado espaço no exterior por reunir criatividade, qualidade e autenticidade. “As coleções apresentadas pelas marcas nacionais refletem não apenas o estilo de vida brasileiro, mas também um forte compromisso com a sustentabilidade, a valorização do trabalho artesanal e das técnicas handmade, elementos cada vez mais apreciados por compradores e consumidores globais”, destacou.

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As estéticas que trouxeram os óculos de volta ao protagonismo na moda

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Entre o desejo de ser visto e o charme de se disfarçar, armações ganham status fashion e moldam a personalidade no guarda-roupa contemporâneo

Os óculos sempre foram considerados ícones atemporais. Presentes nos filmes ou na música, é um item que ultrapassa os limites do motivo pelo qual foi criado. Muito mais do que proteger os olhos do Sol ou corrigir a visão, as armações, agora, consolidam-se em uma posição semelhante à de uma bolsa de grife ou de um sapato de assinatura. Em 2026, no guarda-roupa contemporâneo, é um acessório que comunica identidade.

Unindo a nostalgia dos anos 1970 ao utilitarismo futurista, os óculos deixaram o campo da necessidade biológica para assumir o protagonismo nas passarelas e no dia a dia das ruas. O processo criativo por trás desse item mudou radicalmente para acompanhar o comportamento da sociedade. 

Para o personal stylist Fernando Lackman, a indústria passou a priorizar o desejo e a linguagem estética antes da função prática. “Em vez de perguntar o que a pessoa precisa enxergar, pergunta-se como ela quer se sentir e como ela será vista”, explica. As principais tendências para este ano revelam um mercado focado em reinterpretar o passado por meio de tecnologias modernas. 

O maximalismo do século passado, especialmente no começo da década de 1980, com seus volumes generosos e lentes amplas, retorna repaginado. “O equilíbrio acontece quando a nostalgia serve como inspiração e a inovação entrega conforto, durabilidade e contemporaneidade”, aponta Lackman. Ele destaca, ainda, que as estruturas robustas atuais ganharam leveza graças a acetatos sustentáveis e translúcidos. 

As paletas de cores e lentes pastéis, sucesso entre diversos públicos, funcionam como um termômetro emocional da atualidade, trazendo leveza visual. Essa versatilidade faz com que o acessório transite por diferentes horários. O stylist Roberto Schiavinato ressalta que a moda trabalha alinhada às necessidades urbanas. “As lentes mais claras trazem, além de estilo, conforto naquelas saídas noturnas. Se usar o óculos correto com todas as proteções indicadas, essa peça acaba sendo chave para inúmeras ocasiões”, detalha.

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Em diferentes realidades

Historicamente, os óculos escuros carregam uma aura de mistério, além de preservar a seriedade de quem os usa. Roberto Schiavinato lembra que o acessório é usado para deixar identidade e estilo bem marcados, mas também cumpre uma função psicológica herdada do cinema. “É feito para proteger a vista do Sol, mas também para disfarçar e dar a intenção de não ser visto, como os atores de Hollywood. Ou seja, utilizado também como um refúgio quando sair de casa”, analisa o stylist.

Por outro lado, sob a ótica do visagismo, a peça é um modelador de personalidade. Como ocupa uma posição estratégica que emoldura o olhar, uma única armação pode transformar a percepção pública sobre alguém. “No visagismo, uma armação angular pode transmitir liderança, firmeza e autoridade. Já linhas mais arredondadas costumam sugerir criatividade e até acolhimento. Uma mesma pessoa pode parecer mais executiva, mais artística ou mais sofisticada apenas alterando a armação”, detalha Fernando Lackman.

Essa dualidade atrai os jovens, que passaram a usar óculos de grau falsos (sem prescrição) apenas pela estética. Esse estilo é visto, sobretudo, no universo do streetwear. Na cultura urbana, por exemplo, essa armação é amplamente utilizada pelos artistas do rap e do trap, tanto a nível nacional quanto internacional. Para Lackman, o hábito é uma camada adicional de narrativa visual, da mesma forma que um boné ou uma joia. 

“Atualmente, existe, ainda, um componente simbólico interessante: durante décadas, os óculos foram associados a necessidade. Hoje, eles são associados à escolha. Isso demonstra como os acessórios deixaram de cumprir apenas uma função prática para assumir um papel central na composição da identidade estética”, ressalta Fernando Lackman.

A revolução genderless 

Outro movimento que redesenhou o mercado em 2026 é a consolidação das linhas unissex. Marcas abandonaram divisões rígidas de gênero para focar em formatos de rosto e propostas de estilo. Roberto Schiavinato celebra essa evolução como um desapego de estereótipos. “Hoje, uma roupa e um acessório são unissex, atuais. O estilo, o corte e as cores são feitos para todos, para usar o que preferir, e como a pessoa se enxerga. O nome disso é evolução”, acrescenta.

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Fernando Lackman reforça o impacto positivo dessa mudança, afirmando que as coleções genderless ampliam as possibilidades de escolha e tornam a experiência de consumo mais inclusiva, conectando o mercado à liberdade de expressão individual. No entanto, a febre das lentes coloridas — amarelas, azuis e rosas — em ambientes fechados podem trazer riscos à saúde. 

“Os óculos com lentes de cores realmente têm local e horário para uso. Sempre verifique a proteção para não prejudicar a visão, já que esse tipo específico, em locais fechados com pouca luz, reduz o contraste visual. Isso mascara obstáculos e aumenta o risco de quedas em espaços públicos, fadiga visual, dores de cabeça e redução da nitidez, aumentando a chance de tropeções e acidentes”, finaliza Schiavinato.

Da neve para as ruas 

O que começou como equipamento esportivo encontrou seu verdadeiro lugar na estética das ruas. O Oakley Juliet, lançado no fim dos anos 1990 com o icônico design de metal X-Metal, transcendeu o nicho dos esportes para se tornar o maior símbolo de status, ostentação e identidade no funk. Essa mesma lógica de ressignificar o utilitário agora impulsiona a febre dos óculos de ski (ou goggles). Com lentes espelhadas gigantescas e amarrações elásticas, os modelos de neve migraram das estações de esqui diretamente para os palcos de trap, festivais e editoriais de streetwear, consolidando uma tendência em que o design futurista e o visual blindado ditam as regras da moda urbana.

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Parka, trench coat e botas: o que está dominando os looks de inverno no ES

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inverno só começa oficialmente no dia 21 de junho de 2026, mas o frio já está dando as caras no Espírito Santo. Com as temperaturas mais baixas registradas nas últimas semanas, os looks de inverno saíram do armário e ganharam as ruas do Estado.

A temporada promete unir conforto, estilo e proteção da temperatura corporal, com o retorno de peças clássicas e a valorização de tendências que já vêm conquistando celebridades, influenciadores e apaixonados por moda.

Entre os destaques da temporada de frio estão as parkas, os tradicionais trench coats, as estampas animais e os itens confeccionados em camurça.

Confira as tendências para o inverno em 2026

Parka

Os casacos alogados na altura do quadril, adaptadas para o visual militar nos anos 1940, as parkas voltaram com tudo e já estão no guarda-roupa de celebridades e influenciadores.

Seja a mais tradicional, na cor “verde militar”, ou em variações como branco ou azul, o item pode ser combinados com calça jeans, flare, saias ou até mesmo a mais polêmica capri.

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Foto: @tinvcb/ Instagram e @ninacachia/ Instagram

Trench Coat

trench coat é uma peça que ignora o passar do tempo e permanece no topo da lista dos itens mais desejados no guarda-roupa de inverno.

Mesmo sendo um grande clássico, o item surge repaginado nesta temporada com uma versão cropped, que traz um visual mais contemporâneo e descontraído para o dia a dia.

Foto: @leasy_inparis/ Instagram, @chelseylucyk/ Instagram e @ayelenroman/ Instagram

Animal print

Solte as suas feras! Seja de onça ou zebra, nesse inverno, as estampas inspiradas na natureza, ou seja, as “animal prints”, ganham destaque novamente, trazendo personalidade, atitude e um toque fashionista para qualquer produção.

Foto: @summerjadestyle/ Instagram e @julia.kammerer/ Instagram

Botas cano alto

Embora façam parte do guarda-roupa em todas as estações, as botas costumam ganhar ainda mais espaço nos looks durante os meses mais frios.

Além de acrescentarem personalidade às produções, os modelos de cano alto ajudam a proteger do frio, oferecem mais conforto nos dias de temperaturas baixas e ainda são aliados para manter os pés protegidos em períodos chuvosos.

Foto: @gemmatalbot/ Instagram, @darya_burtseva/ Instagram e @alexx.simplestyle/ Instagram

Jaqueta de camurça

A camurça surge como uma opção ao couro, trazendo textura e um visual elegante às produções neutras ou mais monocromáticas no inverno do Brasil.

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Com forte influência do estilo boho chic, o material é destaque da temporada, especialmente nas jaquetas em tons terrosos, como marrom e caramelo, que unem sofisticação e versatilidade.

Foto: @hip.lover/ Instagram, @emilyjacksxn/ Instagram e @lilyisabellaclark/ Instagram

Bota Western 

As botas com influência do estilo country, chamadas “western”, continuam entre as principais apostas da estação e aparecem em modelos com variados tamanhos de cano.

O grande diferencial está no visual marcante, com recortes curvos e acabamento que remete ao universo rural, conferindo charme e autenticidade aos looks de inverno.

Foto: @taina.csg/ Instagram e @yelyzaveta.dernova/ Instagram

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